Normas da ABNT

Como Citar Imagens, Figuras, Gráficos e Tabelas nas Normas ABNT: Guia com Exemplos

Aprenda como citar imagens, figuras, gráficos e tabelas nas normas ABNT. Veja exemplos de título, fonte, autoria própria, adaptação, gráficos com dados de terceiros, tabelas, quadros e os principais erros que devem ser evitados no TCC.

Como Citar Imagens, Figuras, Gráficos e Tabelas nas Normas ABNT: Guia com Exemplos

Como Citar Imagens, Figuras, Gráficos e Tabelas nas Normas ABNT: Guia com Exemplos

Saber como citar imagens, figuras, gráficos e tabelas nas normas ABNT exige mais do que simplesmente inserir um elemento visual no TCC e colocar uma fonte abaixo dele. É preciso identificar corretamente o tipo de material, numerá-lo, apresentar um título claro, indicar sua origem e posicioná-lo de maneira coerente dentro do trabalho acadêmico.


Atualizado em Setembro de 2026
Por Equipe Editorial do TCC&Monografia


As dúvidas aumentam quando a imagem foi criada pelo próprio estudante, quando um gráfico foi elaborado com dados de outra instituição, quando uma figura foi adaptada de um artigo ou quando uma fotografia foi encontrada na internet.

Além disso, figura, imagem, gráfico, quadro e tabela não devem ser tratados automaticamente como se fossem o mesmo elemento. Cada um possui características próprias e pode exigir cuidados diferentes de apresentação.

Neste guia, você aprenderá como inserir, identificar, numerar e indicar a fonte de imagens, figuras, fotografias, gráficos, quadros e tabelas no TCC, além de entender o que fazer quando o material é próprio, reproduzido, adaptado ou construído a partir de dados de terceiros.

Resumo rápido

Para uma ilustração, a estrutura básica pode ser visualizada assim:

Figura 1 – Título da figura

[FIGURA]

Fonte: elaboração própria.

Quando o elemento foi retirado ou adaptado de outra fonte, é preciso identificar corretamente sua origem. Para tabelas, também devem ser observadas as normas de apresentação tabular do IBGE.

Importante: mesmo elementos produzidos pelo próprio estudante devem indicar essa autoria na fonte.

Qual norma ABNT trata de imagens, figuras, gráficos e tabelas?

A apresentação de imagens, figuras, gráficos, quadros e tabelas em trabalhos acadêmicos não depende de uma única regra isolada. É preciso entender qual norma atua em cada etapa.

A principal referência para a apresentação desses elementos dentro do TCC, monografia, dissertação ou tese é a ABNT NBR 14724:2024, que trata da apresentação de trabalhos acadêmicos.

Para a indicação da fonte consultada, a NBR 14724 remete à ABNT NBR 10520:2023, responsável pelas regras de citações em documentos.

Quando também for necessário elaborar a referência bibliográfica completa da obra, site, relatório, artigo, livro ou outro documento de origem, entra em cena a ABNT NBR 6023.

No caso específico das tabelas, existe ainda uma camada adicional: a NBR 14724 determina que sejam padronizadas conforme as normas de apresentação tabular do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Norma ou referência Principal função neste assunto
NBR 14724:2024 Apresentação de ilustrações e tabelas no trabalho acadêmico.
NBR 10520:2023 Indicação e citação da fonte utilizada.
NBR 6023 Elaboração da referência bibliográfica completa do documento de origem, quando aplicável.
Normas de apresentação tabular do IBGE Padronização específica da apresentação de tabelas.

Atualização importante — NBR 14724:2024

Ao consultar modelos antigos na internet, verifique a edição da norma utilizada. A NBR 14724 foi atualizada em 2024 e apresenta orientações específicas para ilustrações e tabelas, inclusive deixando explícita a necessidade de informar a autoria quando o próprio estudante produz o elemento.

Não existe apenas uma “regra ABNT para imagens”

A apresentação do elemento, a indicação da fonte e a referência completa da obra de origem são operações relacionadas, mas diferentes. Saber qual delas você está realizando evita boa parte dos erros.

Para entender melhor a estrutura geral do trabalho acadêmico, consulte também o guia sobre Normas da ABNT para Trabalhos Acadêmicos.

O que é considerado ilustração nas normas ABNT?

A expressão ilustração é mais ampla do que “figura”. Ela pode abranger diferentes elementos visuais usados para complementar, explicar, organizar ou representar informações no trabalho acadêmico.

Entre os exemplos previstos pela NBR 14724 estão:

  • desenho;
  • esquema;
  • fluxograma;
  • fotografia;
  • gráfico;
  • mapa;
  • organograma;
  • planta;
  • quadro;
  • retrato;
  • figura;
  • imagem;
  • outros elementos visuais pertinentes ao trabalho.

Isso traz uma consequência prática importante: você não precisa chamar todo elemento visual de “Figura” apenas por hábito.

Quando o elemento é claramente um gráfico, por exemplo, pode ser identificado como:

Gráfico 1 – Evolução do número de publicações analisadas

Uma fotografia pode ser apresentada como:

Fotografia 1 – Área utilizada para coleta de dados

Um fluxograma pode ser identificado como:

Fluxograma 1 – Etapas do processo de seleção dos estudos

Tipo de elemento Exemplo de identificação
Figura Figura 1 – Estrutura do projeto de pesquisa
Fotografia Fotografia 1 – Área experimental analisada
Gráfico Gráfico 1 – Distribuição dos participantes por faixa etária
Mapa Mapa 1 – Localização da área de estudo
Quadro Quadro 1 – Características dos estudos incluídos
Fluxograma Fluxograma 1 – Etapas metodológicas da pesquisa
Organograma Organograma 1 – Estrutura organizacional da instituição

Boa prática

Use a palavra que descreve melhor a natureza do elemento. Uma nomenclatura específica facilita a leitura, a criação das listas de ilustrações e as referências feitas ao elemento ao longo do texto.

Como identificar e numerar imagens, figuras e gráficos nas normas ABNT?

A NBR 14724:2024 estabelece uma lógica clara para identificar as ilustrações.

A estrutura geral é:

palavra designativa + número de ordem + travessão + título

O número deve acompanhar a ordem em que aquele tipo de elemento aparece no trabalho.

Exemplo de figura

Figura 1 – Etapas da elaboração do trabalho científico

Exemplo de gráfico

Gráfico 1 – Número de artigos publicados por ano

Exemplo de quadro

Quadro 1 – Critérios utilizados na seleção dos estudos

Exemplo de fotografia

Fotografia 1 – Local de realização da pesquisa de campo

Se houver uma segunda fotografia posteriormente, ela será identificada como Fotografia 2. Se houver também um gráfico, ele poderá iniciar sua própria sequência como Gráfico 1.

Erro comum

Alterar a ordem das imagens durante a revisão do TCC e esquecer de atualizar a numeração ou as menções feitas no texto. Depois de mover ou excluir elementos, revise a sequência completa.

O título precisa explicar o conteúdo?

Sim. O título deve permitir que o leitor compreenda o que o elemento apresenta sem depender de uma descrição vaga.

Compare:

Pouco informativo:

Figura 2 – Resultado

Mais informativo:

Figura 2 – Etapas do processo de seleção dos artigos científicos

Da mesma maneira, um gráfico intitulado simplesmente “Dados” informa muito menos do que:

Gráfico 3 – Distribuição dos participantes segundo a faixa etária

Em resumo

A identificação deve responder rapidamente a duas perguntas: que tipo de elemento é este? e o que ele mostra?

Onde colocar o título e a fonte da imagem ou figura?

Para ilustrações, a identificação composta pelo tipo, número e título aparece antes do elemento visual.

Depois da ilustração, devem aparecer a fonte consultada e, quando necessários, legenda, notas ou outras informações importantes para sua compreensão.

A estrutura pode ser visualizada assim:

Figura 1 – Etapas da pesquisa científica

[FIGURA]

Fonte: elaboração própria.

Se houver uma nota explicativa necessária para compreender o elemento, ela poderá aparecer depois da fonte.

Gráfico 1 – Distribuição dos participantes por grupo

[GRÁFICO]

Fonte: elaboração própria.

Nota: dados coletados durante a segunda etapa da pesquisa.

A NBR 14724 também estabelece que tipo, número, título, fonte, legenda e notas acompanhem as margens da própria ilustração.

Atenção ao manual da sua instituição

Universidades podem detalhar alinhamento, tipo de fonte, tamanho e outros aspectos de formatação. Não transforme automaticamente uma configuração encontrada em um manual institucional em regra universal da ABNT.

De modo geral, a NBR 14724 recomenda que fontes e legendas de ilustrações e tabelas utilizem tamanho menor e uniforme em relação ao corpo principal, além de espaço simples. A instituição pode especificar exatamente como isso será configurado.

Como colocar a fonte em uma imagem nas normas ABNT?

A fonte informa ao leitor de onde veio o conteúdo visual.

Essa identificação é necessária tanto quando a ilustração foi obtida de outra fonte quanto quando foi produzida pelo próprio estudante.

Isso significa que existem várias situações possíveis.

Situação O que precisa ficar claro?
Ilustração criada pelo estudante Que o elemento é de elaboração própria.
Ilustração reproduzida Qual é a fonte da qual o elemento foi obtido.
Ilustração adaptada Qual material serviu de origem para a adaptação.
Gráfico próprio com dados de terceiros Que a visualização foi elaborada pelo estudante, preservando também a identificação da origem dos dados.

Esse último caso merece atenção especial.

Se você cria um gráfico usando dados divulgados pelo IBGE, por exemplo, o desenho do gráfico pode ter sido feito por você, mas os dados não se tornam automaticamente de autoria própria.

Por isso, a indicação da fonte deve preservar a origem intelectual e documental das informações utilizadas.

Visão metodológica

“Elaboração própria” descreve quem produziu o elemento apresentado no trabalho. Ela não deve ser usada para ocultar a origem de dados, informações, imagens ou estruturas produzidas por terceiros.

Como citar imagem ou figura de autoria própria nas normas ABNT?

Quando uma imagem, gráfico, esquema, fluxograma, quadro ou outra ilustração é produzida especialmente pelo próprio estudante para o trabalho, essa informação deve aparecer na fonte.

Uma forma simples e amplamente compreensível é:

Fonte: elaboração própria.

A edição de 2024 da NBR 14724 deixa explícita essa necessidade e admite formulações equivalentes que indiquem claramente que o elemento foi produzido pelo autor do trabalho.

Isso corrige um erro frequente: acreditar que uma imagem própria não precisa apresentar fonte.

Resposta rápida

Sim. Uma imagem produzida pelo próprio estudante também deve indicar sua autoria na fonte. Uma forma prática é utilizar “Fonte: elaboração própria.”

Exemplo completo de figura de autoria própria

Figura 3 – Etapas utilizadas para selecionar os participantes da pesquisa

[FIGURA CRIADA PELO ESTUDANTE]

Fonte: elaboração própria.

E se a figura foi criada pelo estudante com informações retiradas de outras fontes?

A situação muda.

Uma coisa é produzir integralmente um fluxograma a partir da própria metodologia do TCC. Outra é redesenhar uma estrutura desenvolvida por outro autor ou criar um gráfico a partir de dados publicados por uma instituição.

Nesses casos, não basta utilizar “elaboração própria” de forma isolada se isso fizer parecer que o conteúdo intelectual ou os dados também foram produzidos pelo estudante.

É preciso reconhecer adequadamente as fontes que deram origem ao conteúdo.

Vale lembrar

Produzir a arte não significa necessariamente produzir a informação. A autoria visual e a origem dos dados podem ser diferentes e ambas podem precisar ficar claras para o leitor.

A imagem abaixo mostra visualmente onde ficam título, elemento visual, fonte e nota em uma ilustração apresentada segundo as normas ABNT.

Anatomia de uma figura nas normas ABNT mostrando título, imagem, fonte e nota
Estrutura de uma ilustração nas normas ABNT, com identificação e título antes do elemento e fonte e notas depois da imagem.

Como citar imagem ou figura de outro autor nas normas ABNT?

Quando uma imagem, figura, esquema, gráfico, fotografia, quadro ou outro elemento visual foi produzido por outra pessoa, instituição ou organização, o trabalho acadêmico precisa deixar clara a origem do material utilizado.

Isso vale tanto para uma reprodução integral quanto para uma adaptação.

O primeiro passo é identificar corretamente a fonte original e verificar de qual documento aquele elemento faz parte. Dependendo do caso, a origem pode ser:

  • um livro;
  • um artigo científico;
  • uma tese ou dissertação;
  • um relatório;
  • um site institucional;
  • uma página na internet;
  • um documento técnico;
  • um banco de dados;
  • uma publicação governamental;
  • um material produzido por empresa, órgão ou organização.

A indicação colocada abaixo da ilustração deve permitir que o leitor reconheça sua procedência e encontre a referência correspondente quando necessário.

Exemplo de figura reproduzida de outra fonte

Figura 4 – Estrutura conceitual utilizada no estudo

[FIGURA REPRODUZIDA]

Fonte: Silva (2024).

Nesse cenário, a obra de Silva utilizada como fonte também deverá aparecer na lista de referências quando integrar efetivamente a documentação consultada no trabalho.

A forma completa dessa referência dependerá do tipo de documento original. Se a figura estiver em um artigo científico, por exemplo, a referência seguirá o padrão desse artigo. Se estiver em um livro, será necessário referenciar o livro.

Para esses casos, consulte também:

Boa prática

Não limite sua conferência à imagem isolada. Identifique o documento em que ela foi publicada, porque é esse documento que normalmente permitirá construir uma referência verificável e contextualizada.

Como citar imagem retirada da internet nas normas ABNT?

Citar uma imagem encontrada na internet exige um cuidado adicional: descobrir a origem real do conteúdo.

Uma imagem pode aparecer em resultados de busca, redes sociais, agregadores, blogs, apresentações ou páginas que simplesmente reproduziram material criado por terceiros.

Por isso, antes de inserir o elemento no TCC, procure responder:

  1. Quem produziu originalmente a imagem?
  2. Em qual página ou documento ela foi publicada?
  3. Existe título ou identificação do material?
  4. A página informa data?
  5. É possível localizar a fonte original?
  6. Há alguma indicação de licença ou restrição de uso?

Estrutura prática para imagem encontrada em um site

O fluxo recomendado é:

  1. localizar a imagem;
  2. acessar a página original;
  3. identificar autor ou entidade responsável;
  4. registrar a fonte abaixo da imagem;
  5. elaborar a referência completa da página ou documento utilizado, quando aplicável.

Figura 5 – Exemplo de organização de dados da pesquisa

[IMAGEM OBTIDA EM SITE]

Fonte: Organização Exemplo (2025).

Na lista de referências, a página ou documento original consultado deverá ser referenciado conforme sua natureza.

Quando a origem for uma página da internet, veja também o guia Como Citar Site nas Normas ABNT.

Atenção

Encontrar uma imagem na internet não significa que ela esteja automaticamente disponível para qualquer tipo de reprodução. A normalização acadêmica e os direitos autorais são questões relacionadas, mas não equivalentes.

Como citar imagem do Google nas normas ABNT?

Na prática, Google Imagens não deve ser tratado como a fonte original da imagem.

O Google atua como mecanismo de busca e pode ajudar você a descobrir uma imagem, mas normalmente não é o responsável pela criação nem pela publicação original daquele conteúdo.

Portanto, não é recomendável escrever simplesmente:

Fonte: Google Imagens.

Esse tipo de indicação dificulta a verificação acadêmica e pode esconder a verdadeira origem do material.

O que fazer em vez disso?

Ao encontrar uma imagem no Google:

  1. clique no resultado;
  2. acesse a página que hospeda o conteúdo;
  3. procure a fonte original;
  4. identifique autor, instituição ou documento responsável;
  5. utilize essa origem na indicação da fonte e na referência bibliográfica.

Erro comum

“Fonte: Google” não identifica a autoria da imagem. O mecanismo de busca ajuda a localizar o material, mas o pesquisador deve chegar à página ou documento de origem sempre que possível.

E se eu não conseguir descobrir a fonte original?

Esse é um sinal de alerta.

Se a autoria e a procedência forem impossíveis de verificar, considere substituir o material por outro de origem mais clara.

Em um TCC, a rastreabilidade da fonte costuma ser mais importante do que simplesmente usar uma imagem visualmente atraente.

Boa prática

Dê preferência a imagens publicadas em fontes institucionais, artigos científicos, livros, relatórios, bases confiáveis ou repositórios que apresentem autoria e condições de uso claramente identificadas.

Como citar uma imagem adaptada nas normas ABNT?

Uma imagem adaptada é aquela em que o estudante modifica um material de origem para adequá-lo ao objetivo do trabalho.

Por exemplo, você pode:

  • simplificar um esquema;
  • traduzir rótulos;
  • alterar a organização visual;
  • remover elementos não relevantes;
  • combinar informações de mais de uma fonte;
  • redesenhar um fluxograma;
  • produzir uma nova representação com base em um modelo existente.

Mesmo que a aparência final seja diferente, a origem intelectual do conteúdo continua precisando ser reconhecida.

Uma forma didática de indicar isso é:

Fonte: adaptado de Silva (2024).

A forma exata pode variar conforme a natureza da adaptação e as orientações institucionais, mas a ideia central é sempre a mesma: deixar claro que o elemento foi modificado a partir de uma fonte identificável.

Exemplo de figura adaptada

Figura 6 – Modelo adaptado das etapas do processo de pesquisa

[FIGURA ADAPTADA]

Fonte: adaptado de Silva (2024).

Adaptar não transforma automaticamente o conteúdo em autoria própria

Esse é um ponto essencial.

Se você apenas redesenhar um diagrama produzido por outro autor, mudar as cores ou reorganizar suas caixas, não é adequado indicar somente:

Fonte: elaboração própria.

Isso poderia transmitir a impressão de que o conceito ou estrutura também foi criado por você.

O correto é reconhecer a origem e, quando pertinente, informar que houve adaptação.

Regra prática

Se o leitor precisa conhecer outra obra para entender de onde veio a estrutura, o modelo, os dados ou a ideia visual, a fonte original não deve desaparecer apenas porque você redesenhou o elemento.

E se eu combinar informações de várias fontes em uma única figura?

Nesse caso, a fonte deve refletir que o elemento foi elaborado pelo estudante com base em materiais de terceiros.

Um exemplo didático seria:

Fonte: elaboração própria com base em Silva (2023) e Oliveira (2024).

As obras utilizadas deverão ser corretamente citadas e referenciadas no trabalho.

Essa situação aparece bastante em:

  • modelos conceituais;
  • quadros comparativos;
  • mapas mentais;
  • fluxogramas;
  • esquemas teóricos;
  • gráficos construídos com dados secundários.

A comparação visual abaixo ajuda a diferenciar elaboração própria, reprodução e adaptação.

Imagem própria, reproduzida e adaptada mostrando como indicar a fonte nas normas ABNT
Diferença entre imagem de elaboração própria, reprodução e adaptação e como reconhecer a origem do conteúdo nas normas ABNT.

Como citar figuras nas normas ABNT?

A palavra figura é muito utilizada em trabalhos acadêmicos, mas é importante lembrar que ela é apenas uma das possíveis palavras designativas para ilustrações.

Quando o elemento for identificado como figura, a estrutura básica é:

Figura + número + travessão + título

Depois da figura, vem a fonte.

Exemplo de figura de autoria própria

Figura 7 – Fluxo utilizado para selecionar os artigos da revisão

[FIGURA]

Fonte: elaboração própria.

Exemplo de figura reproduzida

Figura 8 – Modelo teórico utilizado na análise

[FIGURA]

Fonte: Pereira (2023).

Exemplo de figura adaptada

Figura 9 – Modelo adaptado das etapas de análise

[FIGURA]

Fonte: adaptado de Pereira (2023).

A figura precisa ser citada no texto?

Sim. Ela não deve aparecer como um elemento solto.

O texto deve introduzir ou comentar a figura, mostrando ao leitor por que ela está ali.

Por exemplo:

As etapas utilizadas para selecionar os estudos estão apresentadas na Figura 7.

Depois da figura, o texto pode continuar interpretando as informações mais importantes.

Na prática

Uma figura deve cumprir função acadêmica: explicar, sintetizar, comparar, representar ou facilitar a compreensão. Evite inserir imagens apenas como decoração.

Como citar fotografias nas normas ABNT?

Fotografias também podem ser tratadas como ilustrações no trabalho acadêmico.

A lógica de apresentação permanece semelhante:

Fotografia + número + travessão + título

Depois da fotografia, indique a fonte.

Fotografia feita pelo próprio estudante

Fotografia 1 – Área utilizada para realização da pesquisa de campo

[FOTOGRAFIA]

Fonte: acervo do autor.

Dependendo do manual institucional, também pode ser aceita uma formulação equivalente que indique claramente que o próprio autor produziu a fotografia.

Fotografia feita por outra pessoa

Quando o fotógrafo é conhecido, sua autoria deve ser preservada.

Fotografia 2 – Fachada do edifício analisado

[FOTOGRAFIA]

Fonte: Souza (2025).

Fotografia institucional

Quando o material é disponibilizado oficialmente por uma instituição, a própria entidade pode aparecer como responsável quando essa autoria estiver claramente indicada.

A obra ou página de origem deverá ser referenciada conforme o documento utilizado.

Fotografia encontrada em site ou rede social

Evite considerar automaticamente o perfil ou a página que repostou a fotografia como autor.

Sempre que possível:

  1. identifique quem fez a fotografia;
  2. localize a publicação original;
  3. verifique as condições de uso;
  4. registre corretamente a fonte.

ABNT e direitos autorais são a mesma coisa?

Não.

Essa distinção é extremamente importante quando o trabalho utiliza fotografias, ilustrações, diagramas, mapas ou outras obras visuais produzidas por terceiros.

As normas ABNT ajudam a organizar a apresentação, a citação e a referência das fontes utilizadas. Já os direitos autorais dizem respeito, entre outras questões, à proteção jurídica da obra e às condições de reprodução e utilização.

Citar corretamente não significa que qualquer uso esteja automaticamente autorizado.

É possível elaborar uma referência bibliográfica tecnicamente correta e, ainda assim, precisar verificar as condições legais de reprodução daquela imagem.

Para um TCC, isso significa que o estudante deve considerar dois níveis de cuidado:

  • normalização acadêmica: identificar e citar corretamente a fonte;
  • uso do conteúdo: verificar se a reprodução é compatível com as condições aplicáveis ao material.

Quando esse cuidado é especialmente importante?

Principalmente quando o material:

  • possui fotógrafo ou ilustrador claramente identificado;
  • é protegido por licença específica;
  • vem de banco comercial de imagens;
  • pertence a editora ou empresa;
  • será reproduzido integralmente;
  • contém pessoas identificáveis;
  • será utilizado em trabalho posteriormente publicado online.

Vale lembrar

As regras de normalização não substituem as orientações jurídicas, institucionais ou de licenciamento do conteúdo utilizado. Quando houver dúvida sobre autorização, consulte sua instituição e as condições específicas da obra.

Posso usar qualquer imagem da internet no TCC se colocar a fonte?

Não é uma boa regra assumir que toda imagem disponível online pode ser reproduzida apenas porque a fonte será mencionada.

O uso acadêmico precisa considerar a procedência, a finalidade, a licença e as condições aplicáveis ao material.

Quando houver opção, prefira conteúdos com origem e condições de utilização claramente identificadas.

Fontes visualmente úteis para trabalhos acadêmicos

Dependendo do tema, podem ser mais adequados:

  • sites oficiais de órgãos públicos;
  • repositórios institucionais;
  • artigos científicos;
  • bancos de dados públicos;
  • relatórios oficiais;
  • materiais disponibilizados com licença claramente informada;
  • imagens e gráficos produzidos pelo próprio estudante.

Visão do especialista

Em trabalhos acadêmicos, uma imagem de origem verificável e metodologicamente pertinente costuma ser mais valiosa do que uma imagem apenas esteticamente atraente.

Como saber se devo reproduzir ou recriar uma imagem?

Antes de inserir um elemento visual de terceiros, considere três possibilidades.

Estratégia Quando pode fazer sentido Cuidado principal
Reproduzir Quando o próprio formato visual original é relevante. Reconhecer a fonte e verificar as condições de reprodução.
Adaptar Quando é preciso simplificar ou adequar o conteúdo ao TCC. Não apagar a origem intelectual do material.
Elaborar novo elemento Quando os dados ou conceitos podem ser apresentados de maneira própria. Citar as fontes de dados ou ideias utilizadas.

Em muitos TCCs, recriar um gráfico ou esquema com base nos dados originais pode melhorar a legibilidade e a integração visual do trabalho. Isso, porém, não elimina a necessidade de reconhecer a fonte das informações.

Em resumo

Ao usar imagens de terceiros, pense sempre em quatro perguntas: quem criou?, onde foi publicado?, eu reproduzi ou adaptei? e o uso está devidamente identificado?

Como citar gráficos nas normas ABNT?

Os gráficos são utilizados para representar visualmente dados, tendências, comparações, proporções e relações entre variáveis. Nas normas ABNT, eles integram o conjunto das ilustrações e seguem a lógica geral de identificação desses elementos.

A estrutura básica é:

Gráfico + número de ordem + travessão + título

Depois do gráfico, deve aparecer a fonte correspondente.

Como citar gráfico de autoria própria?

Quando tanto o gráfico quanto os dados apresentados foram produzidos no próprio trabalho — por exemplo, a partir de uma pesquisa de campo, questionário, levantamento ou experimento realizado pelo estudante — deve-se indicar essa autoria.

Gráfico 1 – Distribuição dos participantes segundo a faixa etária

[GRÁFICO]

Fonte: elaboração própria.

Nesse exemplo, o estudante não apenas construiu a representação visual, mas também trabalhou com dados gerados na própria pesquisa.

Boa prática

Se o gráfico apresenta resultados coletados diretamente na sua pesquisa, deixe a autoria clara e explique no texto ou na metodologia como esses dados foram obtidos.

Como citar gráfico feito com dados de outra fonte?

Essa situação merece atenção especial porque criar o gráfico não significa ser autor dos dados utilizados.

Imagine que o estudante consulte dados populacionais publicados pelo IBGE e, a partir deles, produza um novo gráfico no Excel, LibreOffice Calc, Google Planilhas, R, Python ou outro programa.

Nesse caso, existem duas camadas diferentes:

  • o gráfico pode ter sido visualmente elaborado pelo estudante;
  • os dados utilizados vieram de uma fonte externa.

Por isso, a indicação abaixo do gráfico não deve esconder a origem das informações.

Uma forma didática de apresentar essa relação é:

Gráfico 2 – Evolução da população do município analisado

[GRÁFICO ELABORADO PELO ESTUDANTE]

Fonte: elaboração própria com base em dados do IBGE (2025).

A publicação, banco de dados, sistema estatístico ou página efetivamente consultada também deverá ser referenciada adequadamente quando aplicável.

Na prática

Quando você cria um gráfico a partir de dados secundários, existem duas perguntas diferentes: quem produziu a visualização? e quem produziu ou publicou os dados? A indicação da fonte deve evitar qualquer dúvida sobre essa diferença.

Posso escrever apenas “Fonte: elaboração própria” em um gráfico feito com dados do IBGE?

Isso pode ser inadequado se fizer parecer que os próprios dados foram produzidos pelo estudante.

O mais transparente é reconhecer a origem das informações utilizadas.

Por exemplo:

Fonte: elaboração própria com base em dados do IBGE (2025).

A mesma lógica pode ser aplicada a dados provenientes de ministérios, secretarias, organizações internacionais, empresas, artigos científicos, relatórios e outras fontes.

Erro comum

Baixar dados de uma instituição, criar um gráfico novo e indicar somente “elaboração própria”. A autoria da representação visual não apaga a origem dos dados.

Como citar gráfico reproduzido de outro autor?

Quando o gráfico é inserido essencialmente como aparece na obra consultada, a fonte original deve ser identificada.

Exemplo:

Gráfico 3 – Evolução da produção científica no período analisado

[GRÁFICO REPRODUZIDO]

Fonte: Santos (2024).

A obra de Santos deverá constar das referências de acordo com o tipo de documento efetivamente consultado.

Se o gráfico veio de um artigo científico, por exemplo, o artigo será referenciado. Se foi retirado de um relatório, a referência deverá corresponder ao relatório.

Como citar gráfico adaptado?

Se houver uma modificação relevante da apresentação original, deixando claro que o gráfico foi alterado a partir de determinada fonte, a adaptação deve ser reconhecida.

Gráfico 4 – Comparação dos indicadores selecionados

[GRÁFICO ADAPTADO]

Fonte: adaptado de Santos (2024).

Alterar cores, reorganizar categorias ou redesenhar a apresentação não deve fazer desaparecer a origem intelectual ou documental do conteúdo utilizado.

Gráfico feito com dados de vários autores

Também é possível elaborar um gráfico novo reunindo dados provenientes de mais de uma fonte.

Nesse caso, a indicação deve permitir que o leitor compreenda que a visualização é própria, mas foi construída com informações externas.

Exemplo didático:

Fonte: elaboração própria com base em Silva (2023), Santos (2024) e IBGE (2025).

As fontes efetivamente utilizadas deverão aparecer nas referências de maneira correspondente.

Atenção

Não existe vantagem acadêmica em tentar transformar todo elemento em “autoria própria”. A transparência sobre a origem dos dados fortalece a rastreabilidade e a credibilidade do trabalho.

Como citar tabelas nas normas ABNT?

As tabelas exigem atenção especial porque, embora também sejam elementos inseridos no corpo do trabalho, sua apresentação possui regras específicas.

A NBR 14724:2024 orienta que as tabelas sejam:

  • citadas no texto;
  • inseridas o mais próximo possível do trecho a que se referem;
  • padronizadas de acordo com as normas de apresentação tabular do IBGE;
  • acompanhadas da indicação da fonte consultada;
  • identificadas como produção do próprio autor quando esse for o caso.

Por isso, uma tabela não deve ser tratada simplesmente como uma “imagem com linhas e colunas”.

Qual é a estrutura básica de uma tabela?

De maneira prática, o leitor encontrará:

  1. número da tabela;
  2. título;
  3. corpo tabular;
  4. fonte;
  5. nota, quando necessária.

Um exemplo simplificado é:

Tabela 1 – Distribuição dos participantes segundo o curso

Curso Participantes %
Administração 40 40
Contabilidade 35 35
Economia 25 25

Fonte: elaboração própria.

Os números desse exemplo são apenas ilustrativos. O objetivo é demonstrar a estrutura de apresentação.

O título da tabela fica em cima ou embaixo?

A identificação e o título da tabela aparecem antes do corpo tabular. A fonte é apresentada depois.

A organização pode ser visualizada assim:

Tabela 2 – Indicadores utilizados na análise

[CORPO DA TABELA]

Fonte: elaboração própria.

Nota: informação complementar necessária à compreensão dos dados, quando aplicável.

Como criar um bom título para uma tabela?

O título deve permitir que o leitor entenda o conteúdo apresentado sem depender de expressões genéricas como “Resultados” ou “Dados da pesquisa”.

Compare:

Pouco informativo:

Tabela 3 – Resultados

Mais informativo:

Tabela 3 – Distribuição dos participantes segundo faixa etária e sexo

Quando pertinente, o título pode ajudar a delimitar aspectos como o conteúdo, o recorte geográfico e o período representado.

Boa prática

O leitor deve conseguir compreender rapidamente o que os dados representam antes de começar a percorrer as linhas e colunas da tabela.

Como citar tabela de autoria própria?

Quando a tabela foi produzida pelo próprio estudante com dados gerados na pesquisa, essa autoria deve ser informada.

Exemplo:

Fonte: elaboração própria.

Isso pode ocorrer em tabelas criadas a partir de:

  • questionários aplicados pelo pesquisador;
  • entrevistas;
  • experimentos;
  • observações;
  • levantamentos próprios;
  • resultados obtidos durante a pesquisa.

A metodologia do trabalho deverá explicar como esses dados foram produzidos e analisados.

Como citar tabela retirada de outro autor?

Quando uma tabela é reproduzida de outra obra, sua fonte deve ser indicada abaixo do elemento.

Tabela 4 – Distribuição dos resultados por categoria analisada

[TABELA REPRODUZIDA]

Fonte: Almeida (2024).

A obra de Almeida deverá aparecer nas referências conforme a natureza do documento consultado.

Isso significa que a tabela não cria necessariamente uma referência bibliográfica independente: o que se referencia é o documento efetivamente utilizado como fonte.

Como citar tabela adaptada?

Se a tabela foi modificada em relação à apresentação original, a origem das informações continua precisando ser reconhecida.

Uma indicação possível é:

Fonte: adaptado de Almeida (2024).

A adaptação pode envolver, por exemplo:

  • remoção de colunas;
  • seleção de apenas parte dos dados;
  • reorganização de categorias;
  • tradução de termos;
  • alteração da ordem das informações;
  • reformulação da apresentação para adequá-la ao objetivo do trabalho.

Mesmo com essas mudanças, a fonte original não deve desaparecer.

Como citar tabela construída com dados de terceiros?

O estudante também pode criar uma tabela inteiramente nova a partir de informações obtidas em uma fonte externa.

Esse caso é semelhante ao gráfico produzido com dados secundários.

Exemplo:

Fonte: elaboração própria com base em dados do Ministério da Educação (2025).

A formulação informa duas coisas:

  • a organização da tabela foi feita pelo estudante;
  • os dados utilizados vieram de outra fonte.

Atenção

“Tabela feita por mim” não significa necessariamente “dados produzidos por mim”. Se os números ou informações vieram de terceiros, preserve essa origem.

Fonte e nota são a mesma coisa?

Não.

A fonte identifica a origem dos dados ou do conteúdo apresentado.

A nota, quando necessária, acrescenta uma explicação que ajuda o leitor a interpretar corretamente a tabela.

Por exemplo:

Tabela 5 – Participantes incluídos em cada etapa da pesquisa

[TABELA]

Fonte: elaboração própria.

Nota: os participantes que abandonaram a pesquisa antes da segunda etapa não foram incluídos no cálculo final.

A nota não substitui a fonte e a fonte não deve ser usada para inserir explicações metodológicas que pertencem à nota ou ao próprio texto.

Como formatar as linhas de uma tabela?

A NBR 14724 direciona a padronização das tabelas às normas de apresentação tabular do IBGE. Por isso, é importante evitar regras simplificadas retiradas de modelos isolados, como se toda decisão gráfica estivesse definida por uma única frase da ABNT.

Em termos práticos, a tabela deve privilegiar:

  • clareza;
  • legibilidade;
  • organização dos dados;
  • consistência;
  • identificação adequada de títulos, cabeçalhos, fonte e notas.

O manual da instituição pode estabelecer detalhes complementares de formatação.

Importante

Evite afirmar que determinada configuração de bordas, fonte ou alinhamento é uma “regra universal da ABNT” apenas porque aparece em um modelo de universidade. Para tabelas, considere conjuntamente a NBR 14724, as normas tabulares do IBGE e o manual institucional aplicável.

A imagem abaixo apresenta a anatomia de uma tabela acadêmica e ajuda a visualizar a posição de número, título, corpo, fonte e nota.

Exemplo completo de tabela nas normas ABNT com número, título, corpo, fonte e nota
Estrutura didática de uma tabela nas normas ABNT, destacando identificação, título, corpo tabular, fonte e nota.

Uma tabela precisa ser mencionada no texto?

Sim. Assim como as ilustrações, as tabelas devem estar integradas à argumentação do trabalho e ser citadas no texto.

Por exemplo:

A distribuição dos participantes segundo a faixa etária é apresentada na Tabela 5.

Depois da tabela, o autor pode interpretar os dados mais relevantes em vez de simplesmente repetir cada número.

Preciso escrever no texto tudo o que já aparece na tabela?

Não.

O objetivo da tabela é justamente organizar informações de maneira eficiente. Se o texto repetir linha por linha todos os dados, haverá redundância.

O texto deve priorizar:

  • principais resultados;
  • tendências;
  • diferenças relevantes;
  • valores inesperados;
  • relações importantes para a hipótese ou objetivo da pesquisa.

Visão metodológica

A tabela apresenta os dados; o pesquisador continua responsável por explicar o que esses dados significam para a pergunta de pesquisa.

O gráfico ou a tabela precisa aparecer nas referências?

Não automaticamente como uma entrada bibliográfica separada apenas porque foi inserido no TCC.

O que precisa ser referenciado é a fonte documental efetivamente utilizada.

Por exemplo:

  • se um gráfico foi retirado de um artigo, o artigo será referenciado;
  • se uma tabela foi reproduzida de um relatório, o relatório será referenciado;
  • se os dados vieram de uma publicação ou página do IBGE, a fonte consultada deverá ser referenciada adequadamente;
  • se a tabela foi produzida integralmente com dados da própria pesquisa, não existe uma obra externa a acrescentar apenas por causa da tabela.

Para revisar essa etapa, consulte Como Fazer Referências ABNT e Referências ABNT.

Em resumo

Ao trabalhar com gráficos e tabelas, separe sempre autoria da representação e origem dos dados. Depois, confira título, numeração, fonte, proximidade com o texto e correspondência com as referências utilizadas.

Qual a diferença entre tabela e quadro nas normas ABNT?

Tabela e quadro não são sinônimos. Embora ambos possam organizar informações em linhas e colunas, sua natureza e sua função no trabalho acadêmico são diferentes.

De maneira prática:

  • tabelas são especialmente utilizadas para organizar dados numéricos, quantitativos ou estatísticos;
  • quadros costumam organizar informações predominantemente textuais, conceituais, descritivas ou comparativas.

Essa distinção também interfere na normalização. A NBR 14724:2024 direciona as tabelas para as normas de apresentação tabular do IBGE, enquanto o quadro integra o conjunto das ilustrações.

Aspecto Tabela Quadro
Conteúdo predominante Dados numéricos, quantitativos ou estatísticos. Informações textuais, categorias, conceitos ou comparações.
Função comum Apresentar valores e permitir leitura e comparação de dados. Sintetizar características, conceitos, classificações ou relações.
Tratamento Segue a apresentação tabular aplicável. É tratado como ilustração.
Exemplo Número de participantes por faixa etária. Comparação entre características de métodos de pesquisa.

Exemplo prático de tabela

Imagine que uma pesquisa tenha 150 participantes e o autor queira mostrar quantos pertencem a cada faixa etária.

Uma tabela pode organizar:

  • faixa etária;
  • número de participantes;
  • percentual correspondente.

Nesse caso, os valores numéricos constituem o núcleo do elemento.

Exemplo prático de quadro

Agora imagine que o estudante queira comparar pesquisa qualitativa e quantitativa segundo:

  • objetivo;
  • tipo de dado;
  • técnicas de coleta;
  • formas de análise.

Como o conteúdo é predominantemente textual e comparativo, a estrutura tende a ser mais coerente com um quadro.

Resposta rápida

Tabela é especialmente apropriada para organizar dados numéricos e estatísticos. Quadro costuma organizar informações predominantemente textuais, conceituais ou comparativas e é tratado como ilustração.

Toda informação com números deve ser tabela?

Não necessariamente.

A presença isolada de um número não é suficiente para classificar automaticamente um elemento como tabela. É preciso observar sua função predominante e a natureza das informações apresentadas.

Um quadro comparativo pode, por exemplo, conter anos, números de leis, quantidades ou percentuais pontuais sem deixar de ter caráter essencialmente textual.

Da mesma forma, uma tabela pode conter algumas informações textuais em cabeçalhos ou categorias e continuar sendo fundamentalmente tabular.

Vale lembrar

Evite aplicar a fórmula “tem número = tabela; tem texto = quadro” de maneira mecânica. Observe a natureza predominante do elemento e, em caso de dúvida, consulte também o manual acadêmico da sua instituição.

Toda tabela precisa ter linhas verticais?

Não é adequado reduzir a apresentação tabular a uma frase isolada como “a ABNT proíbe linhas verticais”.

A NBR 14724 direciona a padronização das tabelas às normas de apresentação tabular do IBGE, e a instituição de ensino pode estabelecer orientações complementares para o trabalho.

Por isso, o mais seguro é utilizar uma apresentação tabular limpa, consistente e legível, verificando o padrão institucional adotado antes da entrega.

Boa prática

Ao formatar tabelas, consulte conjuntamente as normas tabulares aplicáveis e o manual acadêmico da sua instituição. Isso evita transformar uma convenção local em uma suposta regra universal da ABNT.

Como citar quadros nas normas ABNT?

Como o quadro integra o conjunto das ilustrações, ele segue a lógica geral de identificação prevista para esses elementos.

A estrutura básica é:

Quadro + número de ordem + travessão + título

Depois do quadro, deve aparecer a fonte.

Exemplo de quadro de autoria própria

Quadro 1 – Comparação entre os tipos de pesquisa

Tipo Característica Aplicação
Exploratória Amplia a compreensão inicial do problema. Temas ainda pouco delimitados.
Descritiva Descreve características, grupos ou fenômenos. Levantamentos e análises de perfil.

Fonte: elaboração própria.

O exemplo é predominantemente textual e comparativo, razão pela qual sua classificação como quadro é mais coerente do que como tabela.

Como citar quadro retirado de outro autor?

Quando o quadro é reproduzido de outra obra, sua origem deve ser identificada.

Exemplo:

Fonte: Costa (2024).

A obra utilizada também deverá constar das referências conforme sua natureza documental.

Como citar quadro adaptado?

Quando o estudante altera um quadro originalmente produzido por outro autor, a fonte deve reconhecer essa origem.

Por exemplo:

Fonte: adaptado de Costa (2024).

Como citar quadro elaborado com base em vários autores?

Se o estudante cria uma nova síntese a partir de diferentes fontes, é importante distinguir a elaboração do elemento da origem das informações.

Um exemplo didático seria:

Fonte: elaboração própria com base em Costa (2024) e Lima (2025).

Na prática

Quadros são especialmente úteis para sintetizar definições, características, critérios, classificações, autores, métodos e comparações que ficariam difíceis de visualizar em vários parágrafos consecutivos.

Como mencionar imagens, figuras, gráficos e tabelas no texto?

Uma imagem, figura, gráfico, quadro ou tabela não deve simplesmente surgir no trabalho sem conexão com a argumentação.

A NBR 14724 orienta que ilustrações e tabelas sejam citadas no texto e posicionadas o mais próximo possível do trecho ao qual se referem.

Isso significa que o elemento deve participar efetivamente da construção do conteúdo.

Como apresentar uma figura no texto?

Antes de inserir o elemento, prepare o leitor para o que será mostrado.

Exemplo:

As etapas utilizadas na seleção dos estudos estão apresentadas na Figura 2.

Depois da figura, você pode explicar os pontos mais importantes da representação.

Como mencionar um gráfico?

Exemplo:

Como mostra o Gráfico 3, houve crescimento do número de publicações no período analisado.

Observe que a frase não apenas anuncia a existência do gráfico: ela já chama atenção para um resultado relevante.

Como mencionar uma tabela?

Exemplo:

A distribuição dos participantes segundo a faixa etária pode ser observada na Tabela 4.

Como mencionar um quadro?

Exemplo:

As principais diferenças entre os métodos analisados são sintetizadas no Quadro 2.

É melhor escrever “figura abaixo” ou “Figura 2”?

É mais robusto identificar o elemento pelo número.

Expressões como:

“conforme a tabela abaixo”

ou:

“como mostra a figura acima”

dependem da posição do elemento na página. Durante a edição, uma figura que estava “abaixo” pode passar para a página seguinte ou mudar de posição.

Prefira:

“conforme a Tabela 2”

ou:

“como apresentado na Figura 3”.

Boa prática

Referenciar o elemento pelo tipo e pelo número torna o texto mais resistente a mudanças de paginação e facilita a navegação do leitor.

É preciso repetir todos os dados da tabela no texto?

Não.

Se o texto reproduzir linha por linha tudo o que já aparece na tabela, o elemento perde parte de sua função.

O ideal é usar o texto para destacar:

  • resultados mais relevantes;
  • maiores diferenças;
  • tendências;
  • valores inesperados;
  • relações importantes;
  • resultados que respondem diretamente ao objetivo da pesquisa.

A tabela oferece detalhes; o texto ajuda o leitor a compreender o significado desses dados.

Preciso explicar uma figura depois de apresentá-la?

Quando a interpretação não for evidente, sim.

Não basta inserir um fluxograma, gráfico ou esquema e esperar que o leitor descubra sozinho por que aquele elemento é importante.

A análise pode aparecer antes, depois ou ao redor do elemento, desde que exista integração clara entre texto e representação visual.

Visão metodológica

Elementos visuais e tabulares não substituem a análise acadêmica. Eles organizam e comunicam evidências; a interpretação continua sendo responsabilidade do autor.

Como escolher entre gráfico e tabela?

Gráficos e tabelas podem trabalhar com dados semelhantes, mas cumprem funções diferentes.

Antes de decidir, pergunte o que o leitor precisa perceber.

Se o objetivo é… Tende a funcionar melhor
Mostrar valores exatos Tabela
Mostrar tendência ao longo do tempo Gráfico
Comparar rapidamente categorias Gráfico
Disponibilizar muitos valores para consulta Tabela
Evidenciar visualmente crescimento ou redução Gráfico
Permitir comparação precisa entre muitos números Tabela

Posso apresentar tabela e gráfico com os mesmos dados?

Pode haver situações em que ambos sejam justificáveis, mas não existe vantagem em repetir exatamente a mesma informação apenas para aumentar a quantidade de elementos no trabalho.

Se a tabela fornece os valores detalhados e o gráfico evidencia uma tendência difícil de perceber numericamente, os dois podem desempenhar funções complementares.

Por outro lado, se ambos comunicam exatamente a mesma coisa sem qualquer ganho analítico, a repetição pode ser desnecessária.

Erro comum

Inserir uma tabela completa e, imediatamente depois, um gráfico com exatamente os mesmos dados sem que cada elemento tenha uma função analítica diferente. Isso aumenta o volume do TCC sem necessariamente melhorar a compreensão.

Lista de ilustrações e lista de tabelas: quando usar?

Em trabalhos acadêmicos com várias figuras, fotografias, gráficos, mapas, quadros ou tabelas, as listas facilitam a localização desses elementos.

A lista de ilustrações e a lista de tabelas fazem parte dos elementos pré-textuais do trabalho acadêmico.

Elas funcionam de maneira semelhante a um índice específico, permitindo localizar rapidamente onde cada elemento aparece.

O que aparece na lista de ilustrações?

Em geral, cada entrada apresenta:

  • a palavra que identifica o tipo de elemento;
  • o número correspondente;
  • o título;
  • a página em que o elemento aparece.

Um exemplo simplificado seria:

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 – Etapas da pesquisa científica ………………………….. 18

Gráfico 1 – Distribuição dos participantes por idade ………… 35

Quadro 1 – Comparação entre os métodos analisados ………… 42

Fluxograma 1 – Processo de seleção dos estudos ……………. 51

Posso criar listas separadas para figuras, gráficos e quadros?

Sim. Quando necessário, podem ser elaboradas listas específicas para diferentes tipos de ilustrações.

Por exemplo:

  • lista de figuras;
  • lista de gráficos;
  • lista de quadros;
  • lista de fotografias;
  • lista de mapas;
  • lista de tabelas.

Essa separação pode melhorar a navegação em trabalhos que possuem grande quantidade de determinado tipo de elemento.

A lista de ilustrações é obrigatória?

Na estrutura geral da NBR 14724, a lista de ilustrações é um elemento opcional.

Isso não impede que uma universidade, faculdade, curso ou programa estabeleça sua utilização em determinados trabalhos.

A mesma lógica se aplica à lista de tabelas.

Atenção

Diferencie sempre o que a norma geral classifica como opcional do que sua instituição exige localmente. Um manual acadêmico pode tornar determinada lista necessária para o TCC entregue naquele curso.

Em que ordem os elementos aparecem na lista?

A organização deve acompanhar a ordem em que os elementos aparecem no trabalho, preservando sua identificação e localização.

Por isso, alterações feitas no corpo do TCC podem exigir atualização das listas.

É melhor criar as listas automaticamente?

Quando o editor de texto oferece esse recurso, a automação tende a ser a opção mais segura.

Ela reduz problemas como:

  • numeração desatualizada;
  • títulos diferentes entre a lista e o corpo do TCC;
  • páginas incorretas;
  • elementos esquecidos;
  • erros depois da inserção de novas figuras;
  • renumeração manual durante a revisão final.

Boa prática

Em documentos longos, utilize legendas automáticas e referências cruzadas quando o programa permitir. Assim, mudanças de posição e paginação exigem menos correções manuais.

Como organizar várias figuras e tabelas no mesmo capítulo?

Quando um capítulo apresenta muitos elementos visuais, a prioridade deve ser manter uma sequência lógica entre texto, elemento e análise.

Uma organização eficiente costuma seguir esta lógica:

  1. introduzir o assunto que será mostrado;
  2. mencionar o número do elemento;
  3. apresentar a figura, gráfico, quadro ou tabela;
  4. indicar corretamente a fonte;
  5. interpretar os pontos relevantes.

Evite concentrar várias imagens consecutivas sem qualquer explicação textual entre elas.

Por exemplo:

Figura 1 → Figura 2 → Figura 3 → Figura 4

sem análise ou contextualização pode transformar um capítulo acadêmico em uma sequência visual pouco integrada ao argumento.

Quantas imagens, figuras ou tabelas posso colocar no TCC?

Não existe um número universal adequado para todos os trabalhos.

A quantidade deve ser determinada pela necessidade de comunicação, pelo método utilizado e pelos resultados que precisam ser apresentados.

Antes de manter um elemento, faça uma pergunta simples:

Ele ajuda o leitor a compreender algo melhor do que apenas o texto faria?

Se a resposta for não, talvez aquele elemento não seja necessário.

Quando uma figura realmente agrega valor?

Uma ilustração tende a ser útil quando consegue:

  • explicar um processo complexo;
  • representar etapas;
  • mostrar relações entre conceitos;
  • facilitar uma comparação;
  • localizar geograficamente a pesquisa;
  • apresentar uma estrutura;
  • documentar visualmente um objeto relevante;
  • resumir informações difíceis de compreender apenas em texto.

Quando uma tabela realmente agrega valor?

Uma tabela tende a ser especialmente útil quando o leitor precisa:

  • consultar valores exatos;
  • comparar várias categorias;
  • examinar resultados detalhados;
  • acompanhar diferentes variáveis;
  • consultar informações que seriam cansativas em vários parágrafos.

Visão metodológica

Um bom TCC não é aquele que possui o maior número de figuras e tabelas. É aquele em que cada elemento possui uma função clara na argumentação, na apresentação dos resultados ou na explicação do método.

Como revisar a sequência antes da entrega?

Depois que o texto estiver praticamente finalizado, faça uma leitura específica apenas dos elementos visuais e tabulares.

Confira:

  • se todos foram mencionados no texto;
  • se aparecem próximos da passagem pertinente;
  • se a numeração está correta;
  • se os títulos correspondem ao conteúdo;
  • se as fontes estão presentes;
  • se as chamadas no texto correspondem aos números atuais;
  • se as listas pré-textuais foram atualizadas.

Em resumo

Classifique corretamente tabelas e quadros, mencione cada elemento no texto, escolha entre gráfico e tabela de acordo com a função comunicativa e mantenha as listas sincronizadas com a versão final do trabalho.

Principais erros ao citar imagens, figuras, gráficos e tabelas nas normas ABNT

Muitos problemas de normalização não acontecem porque o estudante desconhece completamente as normas, mas porque pequenos detalhes ficam inconsistentes durante a montagem e a revisão do trabalho.

Os erros abaixo estão entre os mais frequentes.

1. Inserir imagem sem indicar a fonte

Ilustrações devem apresentar indicação de origem, inclusive quando foram produzidas pelo próprio autor do trabalho.

Quando o elemento é próprio, essa condição precisa ficar explícita.

Exemplo:

Fonte: elaboração própria.

2. Usar “Fonte: Google” ou “Fonte: Google Imagens”

O Google pode ter sido utilizado para localizar a imagem, mas normalmente não é o responsável pela sua criação.

O estudante deve buscar o autor, a instituição, a página ou o documento que realmente originou o material.

Erro comum

Tratar o mecanismo de busca como fonte acadêmica. O caminho correto é usar a busca para chegar à origem do material.

3. Omitir a fonte porque a imagem foi feita pelo estudante

Esse entendimento é incorreto.

Quando a figura, gráfico, esquema, quadro ou outro elemento é de autoria própria, essa autoria também deve ser identificada.

4. Colocar apenas “elaboração própria” em gráfico feito com dados de terceiros

Se o estudante produziu o gráfico, mas utilizou dados publicados por outra fonte, a origem desses dados deve continuar visível.

Exemplo:

Fonte: elaboração própria com base em dados do IBGE (2025).

Isso diferencia corretamente a autoria da visualização da autoria ou publicação dos dados.

5. Confundir adaptação com autoria integral

Redesenhar uma figura, trocar cores, reorganizar caixas ou simplificar um esquema de outro autor não transforma automaticamente o conteúdo em criação integral do estudante.

Quando existe dependência de uma obra anterior, essa origem deve ser reconhecida.

Exemplo:

Fonte: adaptado de Silva (2024).

6. Colocar o título depois da figura

A identificação composta pelo tipo do elemento, número e título deve aparecer antes da ilustração.

Exemplo:

Figura 2 – Etapas da análise dos dados

7. Colocar a fonte antes da imagem

A fonte é apresentada depois do elemento.

Uma organização simples é:

Título → elemento visual → fonte → nota, quando necessária.

8. Não numerar os elementos

Figuras, gráficos, quadros e demais ilustrações devem ser numerados para permitir identificação e chamada ao longo do texto.

Sem numeração, expressões como “conforme a Figura 3” deixam de ser possíveis.

9. Alterar a ordem e esquecer de corrigir a numeração

Esse erro é especialmente comum nas últimas etapas do TCC.

Quando uma figura é inserida, removida ou movida, verifique:

  • a sequência dos números;
  • as chamadas feitas no texto;
  • a lista de ilustrações;
  • as referências cruzadas automáticas, quando utilizadas.

10. Não citar a figura ou tabela no corpo do texto

O elemento deve fazer parte da argumentação.

Não é suficiente inseri-lo entre dois parágrafos sem qualquer introdução ou comentário.

Use frases como:

As etapas metodológicas são apresentadas na Figura 4.

ou:

A Tabela 2 mostra a distribuição dos participantes segundo a faixa etária.

11. Escrever apenas “veja a imagem abaixo”

Expressões relativas à posição física do elemento podem se tornar incorretas depois de alterações de paginação.

Prefira:

“veja a Figura 2”

em vez de:

“veja a imagem abaixo”.

12. Colocar a figura muito longe do trecho que a explica

Ilustrações e tabelas devem permanecer o mais próximo possível do conteúdo ao qual estão relacionadas.

O leitor não deveria precisar avançar várias páginas para localizar um elemento mencionado anteriormente.

13. Confundir tabela e quadro

Tabela e quadro têm naturezas diferentes.

A tabela é especialmente apropriada para dados numéricos ou estatísticos, enquanto o quadro costuma organizar conteúdo predominantemente textual ou comparativo.

Classificar corretamente o elemento ajuda a aplicar o padrão de apresentação adequado.

14. Usar uma imagem sem localizar sua fonte original

Uma figura publicada em determinado blog pode ter sido originalmente retirada de outra página, relatório, artigo ou livro.

Usar apenas a página intermediária pode criar uma cadeia de atribuições incorretas.

Boa prática

Sempre que possível, rastreie o elemento até o documento ou publicação original antes de utilizá-lo.

15. Esquecer a referência bibliográfica da fonte

Indicar abaixo da figura:

Fonte: Silva (2024).

não elimina a necessidade de incluir a obra correspondente nas referências quando ela foi efetivamente utilizada como fonte do trabalho.

O elemento visual e a referência bibliográfica cumprem funções complementares.

16. Repetir exatamente os mesmos dados em tabela e gráfico

Apresentar os mesmos números em dois formatos pode gerar redundância.

Use ambos apenas quando houver ganho claro de compreensão — por exemplo, a tabela para consulta dos valores exatos e o gráfico para evidenciar uma tendência.

17. Usar imagem apenas como decoração

Em trabalhos acadêmicos, elementos visuais devem contribuir para:

  • explicar;
  • comparar;
  • documentar;
  • organizar;
  • representar;
  • analisar;
  • facilitar a compreensão de informações relevantes.

Uma imagem puramente decorativa pode aumentar o volume do trabalho sem acrescentar valor acadêmico.

18. Tratar manual da universidade como se fosse a própria ABNT

Manuais institucionais podem definir detalhes específicos de fonte, alinhamento, espaçamento, tamanho ou apresentação.

Essas orientações podem ser obrigatórias para aquele curso, mas não devem ser automaticamente generalizadas como se fossem regras universais.

19. Seguir modelos antigos sem verificar a edição da norma

Conteúdos antigos encontrados online podem reproduzir orientações de versões anteriores das normas.

Por isso, vale sempre verificar:

  • qual norma foi utilizada;
  • qual a edição citada;
  • quando o material foi atualizado;
  • se existe orientação institucional mais recente.

20. Achar que citar corretamente resolve automaticamente direitos autorais

A citação e a referência ajudam a identificar a origem acadêmica do conteúdo, mas não equivalem automaticamente a autorização jurídica para reprodução.

Licenciamento, direitos autorais, direito de imagem e condições específicas de uso podem exigir análise adicional.

Vale lembrar

Normalização acadêmica e autorização de uso não são a mesma coisa. Um elemento pode estar corretamente citado e ainda exigir atenção às condições de reprodução.

A imagem abaixo resume visualmente os erros que mais aparecem na apresentação de elementos visuais e tabulares em trabalhos acadêmicos.

Principais erros ao citar imagens, figuras, gráficos e tabelas nas normas ABNT
Erros frequentes na identificação, fonte, numeração e apresentação de imagens, figuras, gráficos e tabelas em trabalhos acadêmicos.

Checklist para revisar imagens, figuras, gráficos e tabelas antes de entregar o TCC

Depois de concluir o conteúdo do trabalho, faça uma revisão específica de todos os elementos visuais e tabulares.

Use este checklist:

  • ☐ Identifiquei corretamente cada elemento como figura, gráfico, quadro, fotografia, mapa, tabela ou outro tipo?
  • ☐ Todos os elementos estão numerados?
  • ☐ A numeração acompanha a ordem em que eles aparecem?
  • ☐ O tipo, o número e o título estão antes do elemento?
  • ☐ Os títulos são claros e informativos?
  • ☐ Todas as figuras e tabelas apresentam fonte?
  • ☐ Elementos produzidos no próprio trabalho indicam essa autoria?
  • ☐ Gráficos produzidos com dados externos preservam a origem desses dados?
  • ☐ Tabelas elaboradas com informações de terceiros reconhecem essas fontes?
  • ☐ Figuras e quadros adaptados indicam sua origem?
  • ☐ Elementos reproduzidos possuem fonte verificável?
  • ☐ Evitei usar “Google” ou “Google Imagens” como fonte?
  • ☐ As fontes externas utilizadas aparecem corretamente nas referências?
  • ☐ Todas as figuras, tabelas, gráficos e quadros são mencionados no texto?
  • ☐ Os elementos estão próximos do trecho que os discute?
  • ☐ Evitei depender apenas das expressões “acima” e “abaixo”?
  • ☐ Diferenciei corretamente tabela e quadro?
  • ☐ As tabelas seguem o padrão tabular aplicável?
  • ☐ Evitei repetir os mesmos dados em tabela e gráfico sem necessidade?
  • ☐ As listas de ilustrações e tabelas estão atualizadas, quando utilizadas?
  • ☐ Conferi a numeração depois das últimas alterações do documento?
  • ☐ Verifiquei as exigências específicas do manual da minha instituição?
  • ☐ Considerei eventuais questões de direitos autorais, licença e autorização de uso?

Checklist essencial em cinco perguntas

  1. O elemento está identificado e numerado?
  2. O título está antes do elemento?
  3. A fonte está indicada corretamente?
  4. O elemento é mencionado no texto?
  5. A origem do conteúdo ou dos dados está clara?

Checklist específico para imagens e figuras

  • ☐ A palavra designativa corresponde à natureza do elemento?
  • ☐ A autoria está clara?
  • ☐ Se houve adaptação, ela foi reconhecida?
  • ☐ Se a imagem veio da internet, localizei a origem real?
  • ☐ A imagem contribui efetivamente para o conteúdo?

Checklist específico para gráficos

  • ☐ Está claro quem produziu o gráfico?
  • ☐ Está claro de onde vieram os dados?
  • ☐ As unidades e categorias são compreensíveis?
  • ☐ O título descreve adequadamente o que está sendo mostrado?
  • ☐ O texto interpreta a principal tendência?

Checklist específico para tabelas

  • ☐ O elemento realmente deve ser classificado como tabela?
  • ☐ O título identifica adequadamente os dados apresentados?
  • ☐ A fonte está abaixo do corpo tabular?
  • ☐ Há nota quando uma explicação adicional é necessária?
  • ☐ A apresentação segue o padrão tabular e as orientações institucionais aplicáveis?
  • ☐ O texto destaca os resultados mais importantes sem repetir toda a tabela?

A imagem abaixo pode ser utilizada como conferência visual final antes da entrega do trabalho.

Checklist para inserir imagens, figuras, gráficos e tabelas corretamente no TCC conforme as normas ABNT
Checklist para revisar identificação, numeração, título, fonte e apresentação de imagens, figuras, gráficos e tabelas antes da entrega do TCC.

Como fazer a revisão final de figuras e tabelas no Word?

Uma estratégia eficiente é revisar os elementos visuais separadamente do restante do texto.

Em vez de tentar encontrar todos os tipos de erro ao mesmo tempo, faça rodadas específicas.

Rodada 1 — conferir a classificação dos elementos

Antes de revisar a numeração, verifique se cada elemento está corretamente classificado.

Pergunte:

  • é uma figura?
  • é um gráfico?
  • é uma fotografia?
  • é um quadro?
  • é realmente uma tabela?

Corrigir essa classificação no final do trabalho pode exigir alterações nas listas e na numeração, por isso vale detectá-la antes das etapas seguintes.

Rodada 2 — conferir a numeração

Percorra o documento verificando sequências como:

  • Figura 1, Figura 2, Figura 3…
  • Gráfico 1, Gráfico 2, Gráfico 3…
  • Tabela 1, Tabela 2, Tabela 3…
  • Quadro 1, Quadro 2, Quadro 3…
  • Fotografia 1, Fotografia 2…

Procure:

  • lacunas;
  • duplicidades;
  • números fora de ordem;
  • elementos renumerados que ainda aparecem com número antigo no texto.

Rodada 3 — conferir títulos

Verifique se cada título:

  • está antes do elemento;
  • descreve adequadamente o conteúdo;
  • não é excessivamente genérico;
  • mantém padrão coerente com os demais elementos.

Rodada 4 — conferir as fontes

Faça uma leitura exclusivamente das linhas de fonte.

Dê atenção especial a:

  • elaboração própria;
  • dados obtidos de terceiros;
  • adaptações;
  • reproduções;
  • imagens encontradas online;
  • materiais de autoria institucional.

Essa rodada costuma revelar elementos que ficaram sem fonte ou situações em que “elaboração própria” foi utilizada de maneira excessivamente genérica.

Rodada 5 — conferir as chamadas no texto

Use a ferramenta de busca do editor para procurar palavras como:

  • Figura;
  • Gráfico;
  • Tabela;
  • Quadro;
  • Fotografia.

Compare cada chamada com o elemento correspondente.

Por exemplo:

Se o texto diz “conforme a Figura 6”, verifique se a Figura 6 realmente apresenta o conteúdo mencionado naquele parágrafo.

Rodada 6 — conferir as referências

Observe as fontes externas indicadas abaixo dos elementos e verifique se as obras correspondentes estão adequadamente registradas nas referências.

Esse controle é especialmente importante quando o trabalho utiliza:

  • artigos científicos;
  • livros;
  • teses e dissertações;
  • relatórios;
  • sites;
  • documentos institucionais;
  • bancos de dados.

Rodada 7 — atualizar as listas

Depois de todas as alterações, atualize:

  • lista de ilustrações;
  • lista de tabelas;
  • listas específicas de figuras, gráficos ou quadros, quando existirem.

Se esses elementos foram gerados automaticamente pelo Word, faça a atualização somente depois que a estrutura do documento estiver estabilizada.

Rodada 8 — fazer a conferência visual final

Por último, percorra o arquivo página por página.

Verifique se:

  • nenhum título ficou separado do elemento correspondente;
  • as fontes permanecem legíveis;
  • gráficos não ficaram pequenos demais;
  • tabelas continuam compreensíveis;
  • elementos não ultrapassaram margens;
  • quebras de página não prejudicaram a leitura;
  • figuras continuam próximas do conteúdo ao qual se referem.

Método de revisão

Fazer oito revisões curtas e específicas costuma ser mais seguro do que tentar conferir numeração, fonte, referências, paginação e conteúdo simultaneamente em uma única leitura.

Para revisar também as demais partes do trabalho, consulte o Checklist ABNT Completo e o guia Como Revisar o TCC nas Normas ABNT.

Em resumo

Antes de entregar o TCC, faça uma auditoria própria dos elementos visuais: classificação → numeração → título → fonte → chamada no texto → referências → listas → conferência visual. Essa sequência reduz bastante a chance de pequenos erros sobreviverem até a versão final.

Perguntas frequentes sobre imagens, figuras, gráficos e tabelas nas normas ABNT

Como citar imagem nas normas ABNT?

A imagem deve ser identificada com uma palavra designativa adequada, número de ordem e título. Depois do elemento visual, deve aparecer a fonte. Quando a imagem for de autoria própria, essa condição também precisa ser informada.

Imagem e figura são a mesma coisa nas normas ABNT?

Não necessariamente. “Figura” é uma das possíveis palavras designativas usadas para ilustrações. Dependendo da natureza do elemento, pode ser mais adequado utilizar fotografia, gráfico, mapa, fluxograma, quadro, imagem ou outra identificação específica.

Onde fica o título da figura nas normas ABNT?

A identificação composta pelo tipo do elemento, número e título aparece antes da ilustração.

Exemplo:

Figura 1 – Etapas da pesquisa científica

Onde fica a fonte da figura?

A fonte deve aparecer depois da ilustração.

Uma estrutura simples é:

Figura 1 – Título da figura

[FIGURA]

Fonte: elaboração própria.

Toda figura precisa ter fonte?

Sim. Mesmo quando o próprio autor do trabalho produz a ilustração, essa autoria deve ser indicada.

Como colocar fonte em uma imagem de autoria própria?

Uma forma clara e amplamente utilizada é:

Fonte: elaboração própria.

O manual institucional pode adotar formulações equivalentes, desde que a autoria fique evidente.

Posso escrever “Fonte: autoria própria”?

O importante é deixar inequívoco que o elemento foi produzido pelo autor do trabalho. Formulações podem variar conforme o manual institucional, mas “Fonte: elaboração própria” é uma opção clara e prática.

Como citar uma imagem da internet?

Primeiro, localize a origem real do material. Identifique autor, instituição, página ou documento responsável. A fonte deve apontar para essa origem e o documento efetivamente consultado deve ser referenciado quando aplicável.

Posso colocar “Fonte: Google”?

Não é recomendável. O Google normalmente apenas ajudou a localizar a imagem. O ideal é chegar à página ou documento original e identificar a verdadeira fonte.

Como citar imagem encontrada no Google Imagens?

Use o Google Imagens apenas como ferramenta de descoberta. Depois, acesse a publicação original, verifique a autoria e cite a fonte efetiva do material.

E se eu não encontrar o autor da imagem?

Procure identificar ao menos a instituição, organização, página ou documento responsável. Se a origem continuar impossível de verificar, considere substituir a imagem por outra fonte mais rastreável.

Como citar uma figura adaptada?

A adaptação deve reconhecer a fonte de origem.

Exemplo:

Fonte: adaptado de Silva (2024).

Se eu redesenhar uma figura, posso colocar apenas “elaboração própria”?

Não, se a estrutura, ideia ou conteúdo vier de outra fonte. Redesenhar o elemento não elimina sua origem intelectual.

Como citar uma figura elaborada com base em vários autores?

Uma forma didática é informar que a elaboração é própria, mas baseada em determinadas fontes.

Exemplo:

Fonte: elaboração própria com base em Silva (2023) e Santos (2024).

Como citar fotografia nas normas ABNT?

A fotografia pode ser identificada com palavra designativa própria, número e título. Depois, informe sua fonte ou autoria.

Exemplo:

Fotografia 1 – Área analisada durante a pesquisa

[FOTOGRAFIA]

Fonte: autoria do pesquisador.

Como citar fotografia tirada por outra pessoa?

Preserve a autoria do fotógrafo quando ela for conhecida e identifique adequadamente a origem do material.

Como citar gráfico nas normas ABNT?

O gráfico deve receber número e título, ser mencionado no texto e apresentar sua fonte depois do elemento.

Exemplo:

Gráfico 1 – Evolução do número de participantes

[GRÁFICO]

Fonte: elaboração própria.

Como citar gráfico feito com dados do IBGE?

Se o estudante produziu o gráfico, mas utilizou dados do IBGE, a origem dos dados deve continuar clara.

Exemplo:

Fonte: elaboração própria com base em dados do IBGE (2025).

Posso colocar “elaboração própria” em gráfico feito com dados de terceiros?

Somente se a indicação também preservar a origem das informações. Caso contrário, pode parecer que os próprios dados foram produzidos pelo estudante.

Como citar uma tabela nas normas ABNT?

A tabela deve ser numerada, possuir título antes do corpo tabular, fonte depois e ser mencionada no texto. Sua apresentação deve observar também as normas de apresentação tabular aplicáveis.

Toda tabela precisa ter fonte?

Sim. Se for produzida integralmente com dados da própria pesquisa, indique essa autoria. Se utilizar informações externas, identifique a origem correspondente.

Onde fica o título da tabela?

O número e o título aparecem antes da tabela.

Onde fica a fonte da tabela?

A fonte aparece depois do corpo tabular.

Fonte e nota de tabela são a mesma coisa?

Não. A fonte identifica a origem das informações. A nota acrescenta uma explicação necessária à compreensão dos dados.

Qual a diferença entre tabela e quadro?

A tabela é especialmente apropriada para dados numéricos, quantitativos ou estatísticos. O quadro tende a organizar informações textuais, conceituais ou comparativas e é tratado como ilustração.

Quadro precisa ter fonte?

Sim. Assim como outras ilustrações, o quadro deve apresentar sua fonte ou indicar que foi elaborado pelo próprio autor.

Como citar quadro de autoria própria?

Uma forma simples é:

Fonte: elaboração própria.

Como citar quadro adaptado?

Reconheça a origem.

Exemplo:

Fonte: adaptado de Oliveira (2024).

Figura e tabela precisam ser mencionadas no texto?

Sim. Esses elementos devem estar integrados à argumentação do trabalho e ser citados próximos ao trecho pertinente.

Posso escrever “como mostra a figura abaixo”?

É melhor usar o número do elemento, como “conforme a Figura 2”. Isso evita problemas caso a paginação ou posição do elemento mude durante a edição.

Preciso repetir no texto todos os números de uma tabela?

Não. O texto deve interpretar os dados mais relevantes, e não repetir linha por linha tudo o que a tabela já mostra.

O gráfico precisa aparecer nas referências?

Não necessariamente como uma referência separada. O que deve ser referenciado é o documento ou fonte efetivamente utilizada para obter o gráfico ou seus dados.

A tabela precisa aparecer nas referências?

Da mesma forma, a tabela não gera automaticamente uma referência própria. A obra ou base documental utilizada como fonte é que deverá ser referenciada quando aplicável.

Uma imagem de autoria própria vai para as referências?

Não há uma obra externa para referenciar apenas pelo fato de a imagem ter sido produzida pelo próprio estudante. Ainda assim, a autoria deve ser identificada abaixo do elemento.

Citar a fonte permite usar qualquer imagem no TCC?

Não. A citação correta resolve a identificação acadêmica da origem, mas não significa automaticamente que qualquer reprodução esteja autorizada. Também podem existir questões de licença, direitos autorais e direito de imagem.

A lista de figuras é obrigatória?

Na estrutura geral da NBR 14724, a lista de ilustrações é opcional. Entretanto, a instituição pode exigir sua utilização.

A lista de tabelas é obrigatória?

Também é classificada como opcional na estrutura geral, mas pode se tornar obrigatória de acordo com o manual ou regulamento da instituição.

Posso fazer listas separadas para figuras, quadros e gráficos?

Sim. Quando o volume de elementos justificar, podem ser utilizadas listas específicas para facilitar a localização e a navegação no documento.

Qual norma ABNT devo consultar para figuras e tabelas no TCC?

A principal norma para apresentação no trabalho acadêmico é a ABNT NBR 14724:2024. Para citações e indicação de fontes, também é importante observar a ABNT NBR 10520:2023. A elaboração das referências bibliográficas segue a ABNT NBR 6023, e as tabelas também devem observar as normas de apresentação tabular do IBGE.

O manual da faculdade pode ser diferente da ABNT?

O manual institucional pode detalhar aspectos que a norma geral não fixa de maneira operacional, como tamanho de fonte, alinhamento, posicionamento e modelos específicos. Por isso, as duas referências devem ser lidas em conjunto quando houver exigência institucional.

Como citar imagens, figuras, gráficos e tabelas nas normas ABNT: resumo final

A principal lógica é simples: identificar, numerar, titular, indicar a fonte e integrar o elemento ao texto.

Para ilustrações, lembre-se da sequência:

tipo do elemento + número + travessão + título → elemento visual → fonte → nota, quando necessária.

Para tabelas, mantenha número e título antes do corpo tabular e fonte depois, observando também as normas de apresentação tabular aplicáveis.

Além disso, nunca perca de vista a origem real das informações.

  • Se o elemento é totalmente próprio, informe essa autoria.
  • Se foi reproduzido, identifique a fonte original.
  • Se foi adaptado, deixe a adaptação explícita.
  • Se você criou a visualização com dados de terceiros, preserve a origem desses dados.
  • Se encontrou uma imagem em mecanismo de busca, localize a publicação original.
  • Se utilizar material de terceiros, considere também direitos autorais e condições de uso.

Em resumo

Uma figura, gráfico, quadro ou tabela bem normalizada permite ao leitor responder rapidamente: o que estou vendo?, qual é o número deste elemento?, de onde veio? e qual sua relação com o texto?

A normalização correta também melhora a rastreabilidade das fontes, reduz ambiguidades e ajuda a transmitir maior cuidado metodológico na apresentação do trabalho acadêmico.

Para aprofundar a consulta às normas técnicas utilizadas na elaboração e apresentação de trabalhos acadêmicos, acesse o site oficial da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Continue aprendendo

Depois de revisar imagens, figuras, gráficos e tabelas, vale conferir também outros pontos importantes da normalização acadêmica:

Continue aprendendo

A etapa seguinte é conferir se as fontes utilizadas nos elementos visuais também estão corretamente representadas na lista de referências e se todas as chamadas no texto permanecem sincronizadas com a versão final do documento.

Referências

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 14724:2024: Informação e documentação — Trabalhos acadêmicos — Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2024.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 10520:2023: Informação e documentação — Citações em documentos — Apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2023.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 6023: Informação e documentação — Referências — Elaboração. Rio de Janeiro: ABNT.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Normas de apresentação tabular. Rio de Janeiro: IBGE.

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