Temas para TCC em Design: 120 Ideias para sua Pesquisa
Procurando temas para TCC em Design? Confira 120 ideias organizadas em 10 áreas, incluindo Design Gráfico, Branding, UX/UI, acessibilidade, Design de Produto, sustentabilidade, Design da Informação, serviços, cultura e inteligência artificial. Veja também como delimitar o tema, formular o problema de pesquisa, escolher a metodologia e avaliar a viabilidade do TCC.
Temas para TCC em Design: 120 Ideias para sua Pesquisa
Escolher entre tantos temas para TCC em Design pode ser difícil porque a área reúne campos muito diferentes: Design Gráfico, identidade visual, UX/UI, acessibilidade, produtos, sustentabilidade, Design Editorial, serviços, cultura e tecnologias emergentes.
Atualizado em Setembro de 2026
Por Equipe Editorial do TCC&Monografia
Além de encontrar um assunto interessante, é necessário transformá-lo em um problema de pesquisa delimitado, viável e compatível com a metodologia escolhida. “UX”, “branding”, “Design sustentável” ou “inteligência artificial”, por exemplo, são áreas ou assuntos amplos — ainda não são problemas de TCC.
Neste guia, você encontrará 120 ideias de TCC em Design organizadas em 10 áreas, além de orientações para escolher o tema, definir o objeto, formular o problema de pesquisa, selecionar métodos, conectar investigação e projeto prático e avaliar a viabilidade antes de apresentar a proposta ao orientador.
Organização acadêmica:
Depois de escolher um tema, o próximo passo é estruturar um bom planejamento para desenvolver o trabalho acadêmico com mais clareza e evitar atrasos. Veja também o guia completo sobre cronograma TCC e aprenda como organizar cada etapa do seu Trabalho de Conclusão de Curso.
Resumo rápidoPara escolher um bom tema de TCC em Design:
- escolha uma área que realmente desperte seu interesse;
- defina o objeto, artefato, interface, produto, serviço, experiência ou processo que será estudado;
- identifique um problema específico;
- delimite usuário, contexto, corpus ou situação quando necessário;
- verifique se existem referências e acesso ao objeto de pesquisa;
- escolha métodos capazes de produzir as evidências necessárias;
- se houver projeto prático, conecte-o diretamente ao problema investigado.
Índice
- Como escolher um tema de TCC em Design
- Um TCC de Design precisa ter projeto prático?
- Principais áreas para TCC em Design
- 120 temas para TCC em Design
- 1. Design Gráfico e Comunicação Visual
- 2. Branding e Identidade Visual
- 3. UX, UI e Experiência do Usuário
- 4. Acessibilidade e Design Inclusivo
- 5. Design de Produto e Industrial
- 6. Design Sustentável, Circular e Materiais
- 7. Design Editorial, Tipografia e Design da Informação
- 8. Design de Serviços, Social e Experiências
- 9. Design, Cultura, Sociedade e Representação
- 10. Inteligência Artificial, Tecnologias Emergentes e Futuro do Design
- Quais são os temas mais atuais para TCC em Design?
- Como transformar um tema em problema de pesquisa
- Qual metodologia usar em um TCC de Design?
- Como conectar pesquisa e projeto prático
- Onde pesquisar referências
- Como delimitar o tema
- Como saber se o tema é viável
- Checklist para escolher o tema
- Perguntas frequentes
- Próximos passos
Como escolher um tema de TCC em Design
Uma boa escolha costuma surgir do encontro entre interesse pessoal, relevância do problema, disponibilidade de fontes, acesso ao objeto e viabilidade metodológica. Um tema pode parecer excelente no primeiro momento e se tornar difícil de executar quando depende de participantes inacessíveis, equipamentos específicos, dados restritos ou um projeto prático grande demais para o prazo disponível.
Antes de decidir, tente responder:
- Em qual área do Design quero pesquisar?
- Qual objeto, artefato, interface, produto, serviço ou experiência poderia estudar?
- Qual problema existe nesse objeto?
- Quem está relacionado ao problema e em qual contexto?
- Existem referências acadêmicas suficientes?
- Consigo obter as evidências necessárias dentro do prazo?
Atenção: área não é problema de pesquisa
“UX”, “branding”, “Design Inclusivo”, “Design sustentável” e “inteligência artificial” podem indicar caminhos, mas ainda são amplos. O TCC ganha consistência quando você define o que será estudado, qual questão será investigada e em qual recorte.
Comece pelo problema, não pelo título
É comum tentar criar um título definitivo antes de compreender o que será pesquisado. Uma estratégia mais produtiva é construir o problema primeiro e deixar o título amadurecer durante o projeto.
Use esta fórmula como ponto de partida:
Imagine, por exemplo, que seu interesse seja UX/UI. Em vez de escolher “UX em aplicativos” como tema, você pode selecionar um aplicativo, definir uma tarefa específica, identificar um problema de interação, delimitar o público relevante e escolher uma forma adequada de avaliação.
O assunto amplo começa, assim, a se transformar em algo realmente pesquisável.
O tema precisa ser completamente inédito?
Não. Um TCC não precisa partir de um assunto nunca estudado para ter valor acadêmico. Um tema conhecido pode gerar uma boa pesquisa quando recebe outro objeto, público, contexto, corpus, método ou problema.
Na prática
Um tema conhecido, bem delimitado e apoiado por fontes acessíveis costuma ser mais viável do que uma proposta extremamente nova para a qual o estudante não encontra referências, dados ou métodos executáveis.
Se ainda estiver avaliando diferentes possibilidades, veja também o guia sobre como escolher um tema para TCC.
Um TCC de Design precisa ter projeto prático?
Não existe uma regra única válida para todos os cursos de Design. O formato depende das exigências da instituição, da modalidade do TCC, da linha de pesquisa e dos objetivos definidos para o trabalho.
Alguns projetos combinam pesquisa e desenvolvimento de:
- interface;
- identidade visual;
- produto;
- embalagem;
- publicação;
- sistema de informação;
- serviço;
- protótipo;
- outro artefato de Design.
Outros podem ser predominantemente bibliográficos, históricos, documentais ou analíticos.
Um projeto bonito não substitui a pesquisa
Quando o TCC inclui uma entrega prática, o artefato deve estar conectado ao problema, às referências, aos requisitos, ao processo e aos critérios de avaliação. A solução visual não substitui a investigação que a fundamenta.
Quando um projeto prático faz sentido?
Uma entrega projetual pode ser especialmente adequada quando os objetivos incluem desenvolver, testar ou avaliar uma solução para um problema identificado.
Por exemplo, uma pesquisa pode investigar dificuldades em determinado fluxo digital, transformar os achados em requisitos, desenvolver um protótipo e avaliar aspectos da nova proposta.
O projeto deixa de ser uma peça criada apenas por preferência estética e passa a responder a um problema investigado.
Quando um TCC mais teórico pode fazer sentido?
Questões sobre história do Design, cultura visual, representação, tipografia, ética, memória, processos profissionais ou teorias do Design podem ser investigadas sem que o resultado principal seja um novo artefato.
Nesses casos, revisão bibliográfica, pesquisa documental, análise visual, estudo de caso ou outras abordagens podem ser mais adequadas ao problema.
Vale lembrar
Antes de definir o formato, consulte o regulamento da sua instituição e converse com o orientador. O que é aceito como TCC em um curso pode não corresponder às exigências de outro.
Principais áreas para TCC em Design
O Design é interdisciplinar e permite diferentes objetos de pesquisa. O quadro abaixo ajuda a visualizar algumas das áreas utilizadas para organizar as 120 ideias deste guia.
| Área | O que pode ser investigado | Métodos possíveis |
|---|---|---|
| Design Gráfico | comunicação visual, composição, hierarquia, linguagem gráfica | análise visual, documental, estudo de caso |
| Branding | identidade visual, sistemas de marca, aplicações e consistência | estudo de caso, análise visual, pesquisa documental |
| UX/UI | interfaces, tarefas, navegação, arquitetura da informação e experiência | teste de usabilidade, avaliação heurística, entrevistas, observação |
| Design Inclusivo | barreiras, acesso à informação e interação em contextos definidos | avaliação, testes, entrevistas, co-design |
| Design de Produto | uso, interação, ergonomia, forma, função e requisitos | observação, prototipagem, testes, estudo de caso |
| Design Sustentável | materiais, reparabilidade, reutilização, circularidade e sistemas | pesquisa bibliográfica, análise de produto, estudo de caso, projeto aplicado |
| Editorial e Informação | tipografia, leitura, hierarquia, visualização e organização da informação | análise visual, documental, testes e projeto aplicado |
| Design de Serviços | jornadas, pontos de contato, atores e experiências | observação, entrevistas, mapeamento de jornada, co-design |
| Design e Cultura | representação, memória, identidade, artefatos e cultura visual | pesquisa bibliográfica, documental e análise visual |
| IA e Tecnologias Emergentes | processos criativos, interação, autoria, automação e novas interfaces | estudo de caso, entrevistas, experimentos projetuais, avaliação de interfaces |

Como usar as próximas 120 ideias
Não escolha apenas a primeira sugestão que parecer interessante. Separe de três a cinco ideias, faça uma busca bibliográfica inicial e compare interesse, fontes, acesso ao objeto, metodologia, recursos e prazo. Depois, transforme a melhor candidata em um problema de pesquisa delimitado.
120 temas para TCC em Design
As sugestões a seguir são pontos de partida. Elas não precisam ser utilizadas literalmente como títulos. Na maioria dos casos, o tema ficará mais forte depois que você definir objeto, problema, contexto, recorte e método.
Ao analisar cada ideia, faça uma pergunta simples:
O que exatamente eu poderia investigar aqui?
Essa pergunta ajuda a separar um assunto interessante de um projeto de pesquisa realmente executável.
1. Design Gráfico e Comunicação Visual — temas 1 a 12
Design Gráfico permite investigar como elementos visuais organizam informações, constroem hierarquias e participam da comunicação em diferentes contextos. O TCC pode analisar peças existentes, comparar sistemas visuais ou desenvolver uma proposta fundamentada em um problema identificado.
- Design gráfico de campanhas de interesse público e compreensão da mensagem
Analisar como hierarquia, tipografia, imagens e organização visual apresentam informações em campanhas selecionadas. - Linguagem visual de organizações sociais e comunicação com diferentes públicos
Investigar como elementos gráficos são utilizados para construir uma comunicação coerente em materiais de uma organização ou iniciativa delimitada. - Redesign de materiais informativos para melhorar clareza e hierarquia visual
Identificar problemas de organização da informação em peças selecionadas e utilizar os achados para fundamentar uma proposta de redesign. - Design visual de conteúdos para redes sociais e consistência da comunicação
Analisar como composição, tipografia, cores, imagens e padrões gráficos mantêm ou fragmentam a identidade visual entre publicações. - Uso da cor na comunicação visual de um setor ou categoria de produtos
Investigar funções da cor em um corpus definido, considerando hierarquia, diferenciação, identidade e contexto de uso. - Hierarquia visual e compreensão de materiais com grande quantidade de informação
Estudar como agrupamento, contraste, tipografia e organização espacial ajudam a estruturar conteúdos complexos. - Design gráfico na comunicação de eventos culturais
Analisar sistemas visuais utilizados em cartazes, programas, redes sociais ou outras aplicações de eventos selecionados. - Representação visual de dados em campanhas de comunicação
Investigar como gráficos, números, ícones e outros recursos visuais apresentam dados e relações quantitativas. - Design de cartazes contemporâneos e construção de hierarquia informacional
Analisar como diferentes decisões de composição orientam a leitura e destacam informações em um conjunto delimitado de cartazes. - Comunicação visual de pequenos negócios e coerência entre diferentes pontos de contato
Investigar a consistência gráfica entre fachada, embalagem, materiais impressos, redes sociais ou outros pontos de contato selecionados. - Design gráfico aplicado à divulgação científica para públicos não especializados
Analisar como conceitos científicos são traduzidos visualmente em materiais destinados a pessoas não especialistas. - Sistemas de comunicação visual para projetos comunitários ou iniciativas locais
Investigar necessidades de comunicação e critérios para organizar um sistema visual adequado ao contexto selecionado.
Erro comum: analisar apenas se a peça é “bonita”
Uma análise acadêmica precisa de critérios. Dependendo do problema, podem ser investigados hierarquia, legibilidade, consistência, compreensão, representação, contexto e adequação da comunicação, em vez de depender somente de preferências estéticas do pesquisador.
Como delimitar temas de Design Gráfico
Uma fórmula simples é:
tipo de peça + contexto + aspecto visual + público ou objetivo.
“Cartazes” ainda é amplo. “Hierarquia visual em cartazes de eventos culturais de determinado contexto”, por exemplo, já define um corpus e uma dimensão que podem ser analisados.
2. Branding e Identidade Visual — temas 13 a 24
Identidade visual e sistemas de marca oferecem oportunidades para estudar tipografia, cor, símbolos, aplicações, consistência e adaptação a diferentes meios. Para manter o trabalho no campo do Design, o problema deve permanecer relacionado à configuração e funcionamento do sistema visual ou da experiência projetada.
- Identidade visual de pequenos negócios e consistência entre aplicações
Analisar como os principais elementos da identidade são utilizados em diferentes pontos de contato de um negócio selecionado. - Redesign de identidade visual e preservação do reconhecimento da marca
Investigar quais características de um sistema existente são relevantes para sua continuidade e como podem orientar um processo de atualização. - Sistemas visuais flexíveis para marcas presentes em ambientes digitais
Estudar como uma identidade se adapta a formatos, telas e situações variadas sem perder coerência. - Identidade visual de marcas locais e representação de características territoriais
Investigar como referências relacionadas a determinado lugar são interpretadas e incorporadas a sistemas visuais. - Design de identidade visual para projetos culturais independentes
Analisar necessidades, repertórios e aplicações para fundamentar um sistema de identidade adequado a um projeto cultural delimitado. - Tipografia como elemento de identidade em sistemas de marca
Investigar como escolhas e usos tipográficos contribuem para diferenciação, consistência e expressão visual em um corpus selecionado. - Cor e consistência visual em sistemas de identidade de marca
Analisar como paletas e relações cromáticas são utilizadas entre aplicações e ambientes diferentes. - Identidades visuais responsivas e adaptação a diferentes tamanhos de tela
Estudar como símbolos, assinaturas, tipografia e outros componentes se reorganizam em diferentes condições de exibição. - Identidade visual de instituições educacionais e organização de sistemas gráficos
Investigar como diferentes setores, materiais e canais podem ser articulados por um sistema visual coerente. - Representação cultural na construção de identidades visuais
Analisar como referências culturais são selecionadas, reinterpretadas e representadas em identidades de um contexto delimitado. - Coerência entre identidade visual física e digital de uma marca
Comparar aplicações em pontos de contato físicos e digitais para identificar continuidades, adaptações e inconsistências. - Manual de identidade visual como instrumento de consistência do sistema de marca
Investigar como diretrizes de aplicação organizam elementos, variações e usos de uma identidade visual.
Boa prática
Em um TCC sobre branding, deixe claro o que pertence ao problema de Design: identidade visual, sistema gráfico, aplicações, linguagem visual, consistência ou experiência projetada. Se a pergunta estiver centrada principalmente em vendas, campanhas comerciais ou estratégias promocionais, compare o recorte com possibilidades de temas para TCC em Marketing.
Como transformar branding em um objeto pesquisável
Em vez de partir de “identidade visual para pequenos negócios”, avance progressivamente:
assunto: identidade visual;
objeto: sistema visual de um negócio ou conjunto delimitado;
problema: inconsistências entre aplicações;
recorte: pontos de contato selecionados;
possível resultado: análise, recomendações ou proposta de redesign fundamentada.
O redesign, portanto, não precisa ser o ponto de partida. Ele pode surgir como consequência da pesquisa.
3. UX, UI e Experiência do Usuário — temas 25 a 36
UX e UI oferecem muitos temas para TCC porque interfaces digitais permitem investigar tarefas, navegação, arquitetura da informação, feedback, erros e outros aspectos da interação. O principal cuidado é evitar tentar avaliar “a experiência inteira” de um sistema complexo.
Quanto mais clara for a tarefa, funcionalidade, público ou contexto, maior tende a ser a possibilidade de uma análise aprofundada.
- Usabilidade de aplicativos de serviços públicos em tarefas específicas
Selecionar uma tarefa e investigar dificuldades de navegação, compreensão, preenchimento ou conclusão do fluxo. - Experiência do usuário em plataformas digitais de aprendizagem
Investigar uma atividade delimitada, como localizar conteúdos, acompanhar tarefas ou utilizar determinada funcionalidade. - Arquitetura da informação em sites com grande volume de conteúdo
Analisar organização, categorização, rotulagem, navegação e localização de informações em um site selecionado. - Processo de onboarding em aplicativos e compreensão das primeiras interações
Investigar como instruções, sequência de telas, permissões e feedback ajudam ou dificultam os primeiros passos do usuário. - Usabilidade de formulários digitais em dispositivos móveis
Analisar campos, rótulos, instruções, mensagens de erro, teclado, sequência e feedback durante o preenchimento. - Design de interfaces para pessoas idosas em tarefas digitais específicas
Investigar barreiras em uma atividade delimitada, considerando a diversidade de experiências e contextos entre os participantes selecionados. - Experiência de navegação em sites de instituições públicas
Analisar uma jornada ou necessidade informacional específica em vez de tentar avaliar todo o portal. - Microinterações e feedback visual em interfaces digitais
Investigar como estados, respostas e sinais da interface comunicam ao usuário o resultado de determinadas ações. - Design de interfaces para sistemas com grande quantidade de informação
Estudar como hierarquia, filtros, agrupamentos e visualizações ajudam a organizar conteúdos complexos. - Experiência do usuário em processos de compra digital
Selecionar uma etapa, como busca, comparação, carrinho ou checkout, e investigar aspectos específicos da interação. - Avaliação heurística de uma interface digital
Aplicar princípios de avaliação previamente fundamentados para identificar problemas em uma interface e discutir possíveis melhorias. - Comparação da experiência de uma mesma tarefa em diferentes interfaces
Selecionar sistemas comparáveis e analisar como diferentes decisões de Design afetam a execução de uma atividade equivalente.
UX não é apenas “gostar ou não gostar” de uma interface
Dependendo da pergunta, a pesquisa pode considerar eficácia, eficiência, compreensão, erros, navegação, arquitetura da informação, satisfação, feedback ou barreiras de interação. Os critérios devem ser definidos antes da análise.
Um tema de UX precisa envolver usuários?
Nem sempre. Algumas perguntas podem ser investigadas por pesquisa bibliográfica, análise documental ou avaliação especializada. Entretanto, quando o TCC pretende afirmar como determinado público experimenta, compreende ou utiliza uma interface, o método precisa produzir evidências compatíveis com essas afirmações.
Atenção metodológica
Não escolha entrevistas, questionários ou testes apenas porque são frequentes em pesquisas de UX. Primeiro determine a pergunta e o tipo de evidência necessário; depois selecione o método.
Alguns problemas de interfaces também dialogam com desenvolvimento de sistemas e computação. Quando esse for o caso, podem ser úteis os conteúdos sobre temas para TCC em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, temas para TCC em Tecnologia da Informação e temas para TCC em Ciência da Computação. Em um TCC de Design, porém, mantenha o problema projetual e a experiência de interação no centro do recorte.
4. Acessibilidade e Design Inclusivo — temas 37 a 48
Acessibilidade e Design Inclusivo permitem investigar como interfaces, produtos, informações e experiências podem criar ou reduzir barreiras. São áreas especialmente relevantes quando a pesquisa parte de necessidades reais, critérios verificáveis e contextos delimitados.
Quando a pergunta envolve experiências de pessoas, evite presumir o que determinado público precisa. A metodologia deve ser capaz de produzir evidências compatíveis com as conclusões pretendidas.
- Acessibilidade visual em interfaces digitais de serviços essenciais
Analisar contraste, legibilidade, hierarquia, identificação de elementos interativos e outras características relevantes em um serviço digital delimitado. - Design de interfaces digitais para pessoas idosas em tarefas específicas
Investigar barreiras durante uma atividade delimitada, considerando a diversidade de experiências, habilidades e contextos de uso. - Legibilidade tipográfica em materiais digitais acessados por diferentes públicos
Estudar relações entre tamanho, espaçamento, contraste, comprimento de linha, organização textual e condições de leitura em um contexto definido. - Acessibilidade de formulários digitais e prevenção de erros de interação
Avaliar rótulos, instruções, campos, mensagens de erro, feedback e sequência de preenchimento em formulários selecionados. - Design inclusivo aplicado a materiais educacionais
Investigar como organização visual, linguagem, tipografia, imagens e formas de apresentação da informação podem reduzir barreiras em materiais de aprendizagem. - Comunicação visual acessível em serviços públicos
Analisar peças, documentos ou interfaces utilizados para comunicar informações essenciais e identificar barreiras relacionadas à organização e apresentação do conteúdo. - Design de informação para pessoas com baixa visão em um contexto delimitado
Investigar como contraste, escala, tipografia, hierarquia e outros recursos podem apoiar o acesso à informação utilizando critérios e fontes adequados. - Acessibilidade em sistemas de sinalização e orientação
Avaliar como elementos visuais, textuais, espaciais ou multissensoriais auxiliam diferentes pessoas a localizar destinos e compreender percursos. - Design inclusivo de embalagens e acesso às informações do produto
Investigar legibilidade, hierarquia, identificação, abertura, manuseio ou outros aspectos da interação com embalagens para um público e contexto definidos. - Acessibilidade cognitiva na organização de informações digitais
Estudar como linguagem, sequência, quantidade de informação, agrupamento e previsibilidade da interface podem influenciar a compreensão de tarefas específicas. - Representação da diversidade em sistemas de comunicação visual
Analisar imagens, ilustrações, símbolos e outros elementos visuais em um corpus delimitado, considerando inclusão, contexto e possíveis estereótipos. - Avaliação de acessibilidade de uma experiência digital e proposta de redesign
Identificar barreiras em um site, aplicativo ou serviço selecionado e utilizar os resultados para fundamentar recomendações ou uma proposta projetual.
Atenção: evite projetar com base em suposições
Generalizações como “idosos preferem interfaces simples” podem transformar hipóteses em regras sem evidência. Delimite o público, consulte referências adequadas e, quando a pergunta exigir, investigue pessoas reais em vez de presumir suas necessidades.
Como delimitar um TCC sobre acessibilidade
“Acessibilidade em aplicativos” ainda é amplo. Uma delimitação mais produtiva pode combinar:
público ou necessidade + tarefa + interface ou artefato + barreira investigada + contexto.
Em vez de avaliar um aplicativo inteiro, por exemplo, o estudante pode selecionar um fluxo e investigar problemas relacionados à compreensão, navegação ou acesso à informação.
Visão de projeto
Acessibilidade não precisa aparecer somente no final como uma lista de correções. Ela pode participar da definição do problema, dos requisitos, da concepção, da prototipagem e da avaliação.
5. Design de Produto e Industrial — temas 49 a 60
O Design de Produto permite estudar relações entre pessoas, objetos, materiais, funções, formas e contextos de uso. Dependendo do problema, a pesquisa pode resultar em análise, redesign, protótipo ou desenvolvimento de uma solução.
Quando houver aproximação com Engenharia, preserve o recorte do Design: experiência de uso, interação, ergonomia, configuração, requisitos e processo projetual. Cálculos, dimensionamentos e validações técnicas especializadas podem exigir conhecimentos e métodos de outras áreas.
- Redesign de produtos de uso cotidiano a partir de problemas de interação
Selecionar um objeto e investigar dificuldades de manuseio, compreensão, armazenamento, transporte ou outra dimensão relevante antes de propor alterações. - Ergonomia e experiência de uso em mobiliário para estudo
Investigar relações entre atividade, postura, dimensões, organização do espaço e uso em um contexto delimitado. - Design de produtos para espaços residenciais compactos
Estudar necessidades relacionadas a armazenamento, transformação, multifuncionalidade ou aproveitamento do espaço e desenvolver requisitos de projeto. - Produtos modulares e adaptação a diferentes situações de uso
Analisar como modularidade, combinação e reconfiguração podem responder a necessidades variáveis em determinado contexto. - Design de produtos para facilitar reparo e manutenção
Investigar características que dificultam ou favorecem desmontagem, substituição de componentes, manutenção e prolongamento do uso. - Experiência de abertura, fechamento e manuseio de embalagens
Avaliar etapas específicas da interação, considerando esforço, compreensão, acesso ao conteúdo, segurança e descarte quando pertinentes. - Design de objetos domésticos para diferentes perfis de usuários
Investigar como necessidades distintas aparecem durante uma atividade cotidiana e como podem ser incorporadas aos requisitos de projeto. - Design de mobiliário para ambientes de trabalho flexíveis
Estudar mudanças de postura, atividade, organização ou compartilhamento do espaço e suas implicações para uma solução de mobiliário. - Design de produtos infantis e comunicação de uso
Investigar como forma, sinais, cores, mecanismos e instruções comunicam possibilidades de interação, considerando segurança e adequação ao contexto. - Prototipagem como ferramenta de avaliação no desenvolvimento de produtos
Analisar como diferentes tipos ou níveis de protótipo ajudam a identificar problemas, testar hipóteses e orientar decisões projetuais. - Design de produtos assistivos a partir de atividades específicas
Investigar uma atividade e as barreiras enfrentadas por usuários delimitados antes de definir qual solução será desenvolvida. - Experiência de uso e compreensão de produtos com interfaces físicas
Estudar botões, comandos, indicadores, feedbacks e relações entre forma e operação em equipamentos ou objetos selecionados.
Na prática: não comece pelo produto que deseja desenhar
“Vou criar uma cadeira”, “vou desenvolver uma embalagem” ou “vou projetar um objeto assistivo” define uma possível solução, mas ainda não o problema. Primeiro investigue quem utilizará, em qual atividade, quais dificuldades existem e quais requisitos precisam ser atendidos.
Da necessidade ao projeto
Em trabalhos aplicados, uma sequência possível é:
Nem todo TCC precisa seguir exatamente esse fluxo. Ele ajuda, porém, a visualizar por que a solução projetual deve surgir depois da compreensão do problema.
6. Design Sustentável, Circular e Materiais — temas 61 a 72
Sustentabilidade oferece muitas possibilidades de pesquisa em Design, mas exige precisão conceitual. Material reciclado, aparência natural, embalagem verde ou redução aparente de componentes não demonstram isoladamente que um produto seja sustentável.
Defina qual dimensão será investigada: uso de materiais, durabilidade, reparabilidade, redução de resíduos, reutilização, circularidade, desmontagem, sistemas de retorno, comunicação ambiental ou outro aspecto coerente com os objetivos.
- Ecodesign aplicado à redução de materiais em embalagens
Investigar oportunidades de reduzir componentes, volume ou complexidade sem comprometer funções necessárias de proteção, informação e uso. - Design para desmontagem em produtos de uso cotidiano
Analisar como conexões, componentes e materiais podem facilitar separação, manutenção, reaproveitamento ou encaminhamento ao fim do uso. - Reparabilidade como requisito no Design de produtos
Estudar como decisões projetuais podem facilitar ou dificultar acesso a componentes, manutenção e prolongamento da vida útil. - Design de embalagens reutilizáveis e experiência do usuário
Investigar como a proposta de reutilização se integra às práticas de uso, armazenamento, retorno ou reabastecimento em um contexto delimitado. - Materiais alternativos no desenvolvimento de produtos e seus critérios de seleção
Comparar possibilidades considerando requisitos de uso, disponibilidade, processamento, durabilidade e outras dimensões pertinentes, e não apenas aparência. - Design e prolongamento da vida útil de produtos
Investigar como manutenção, modularidade, atualização, reparo ou vínculos de uso podem ser considerados no processo projetual. - Design circular aplicado a sistemas de embalagem
Estudar como estratégias de retorno, reuso, refil, separação ou recuperação de componentes podem ser incorporadas ao sistema projetado. - Comunicação visual de informações ambientais em embalagens
Analisar como instruções de descarte, símbolos, alegações e outras informações são apresentadas e compreendidas em um corpus delimitado. - Design para reutilização de materiais em projetos de pequena escala
Investigar como resíduos ou componentes existentes podem ser incorporados a novos ciclos de uso considerando limitações e requisitos do projeto. - Durabilidade percebida e decisões de Design de produto
Analisar como materiais, acabamento, construção, manutenção e experiência de uso se relacionam à percepção e às condições de permanência de determinado produto. - Design de sistemas de refil e experiência de uso
Investigar etapas de compra, armazenamento, reabastecimento e descarte para compreender barreiras e oportunidades em um sistema delimitado. - Critérios de sustentabilidade no processo de desenvolvimento de um produto
Construir e aplicar um conjunto fundamentado de critérios para orientar decisões de Design em um projeto específico, explicitando limites e possíveis trade-offs.
Erro comum: chamar qualquer solução de “sustentável”
Uma embalagem de papel, um produto de madeira ou um objeto produzido com material reciclado não é automaticamente sustentável. Afirmações desse tipo precisam considerar critérios, contexto, ciclo de uso e limites das evidências disponíveis.
Como tornar sustentabilidade pesquisável
Em vez de perguntar “Como o Design pode ajudar o meio ambiente?”, utilize um recorte que combine:
produto ou sistema + etapa do ciclo de uso + estratégia de Design + critério analisado.
Por exemplo:
assunto amplo: embalagens sustentáveis;
objeto: sistema de refil de determinada categoria de produto;
problema: barreiras durante armazenamento e reabastecimento;
recorte: etapa de uso;
possível investigação: análise do sistema e avaliação de alternativas projetuais.
Boa prática: declare também os limites da pesquisa
Uma avaliação da experiência de uso pode demonstrar problemas de interação em um sistema de refil, mas não necessariamente comprova menor impacto ambiental em todo o ciclo de vida. A conclusão precisa permanecer dentro daquilo que o método realmente permite demonstrar.
7. Design Editorial, Tipografia e Design da Informação — temas 73 a 84
Design Editorial e Design da Informação permitem investigar como conteúdos são estruturados visualmente para favorecer leitura, orientação e compreensão. O foco pode estar em livros, publicações digitais, documentos, materiais didáticos, infográficos, visualizações de dados ou outros sistemas informacionais.
- Tipografia e legibilidade em materiais de leitura para dispositivos móveis
Investigar como tamanho, espaçamento, comprimento de linha, contraste e hierarquia tipográfica se relacionam às condições de leitura em telas. - Design editorial de materiais didáticos e organização da informação
Analisar como textos, imagens, boxes, títulos, exercícios e outros componentes são estruturados em materiais educacionais selecionados. - Hierarquia visual em livros e publicações acadêmicas
Estudar como tipografia, espaçamento, grid e diferenciação de elementos ajudam a organizar níveis de informação e orientar a leitura. - Design de informação aplicado a documentos de interesse público
Investigar como conteúdos complexos podem ser estruturados visualmente para favorecer localização, leitura e compreensão das informações necessárias. - Infográficos como recurso para comunicação de informações complexas
Analisar como texto, imagens, diagramas, dados e relações visuais são combinados para apresentar determinado conteúdo. - Visualização de dados para públicos não especializados
Investigar como escolhas gráficas representam quantidades, comparações, tendências ou relações para leitores que não possuem conhecimento técnico sobre o assunto. - Design editorial de publicações digitais e adaptação a diferentes telas
Estudar como hierarquia, composição, navegação e legibilidade são preservadas ou reorganizadas em diferentes formatos de exibição. - Tipografia em sistemas de sinalização e orientação
Investigar como características tipográficas se relacionam à leitura de informações em condições específicas de distância, movimento ou ambiente. - Design da informação em materiais de divulgação científica
Analisar como conceitos, processos e dados científicos são organizados visualmente para públicos não especializados. - Representação visual de informações em materiais sobre saúde
Investigar como diagramas, ícones, ilustrações, hierarquia e outros recursos apresentam informações em um corpus delimitado. - Design editorial e experiência de leitura em publicações independentes
Analisar relações entre formato, composição, tipografia, sequência, materialidade e experiência de leitura em publicações selecionadas. - Redesign de documentos complexos para melhorar acesso à informação
Identificar problemas de hierarquia, navegação ou apresentação e utilizar os achados para fundamentar uma proposta de reorganização visual.
Design da informação não significa apenas “simplificar”
Reduzir texto ou adicionar ícones não garante melhor comunicação. O desafio é organizar e representar o conteúdo de modo compatível com o problema, sem eliminar informações necessárias nem alterar indevidamente seu significado.
Exemplo de delimitação
Um assunto amplo como “infográficos na divulgação científica” pode se transformar em:
área: Design da Informação;
objeto: infográficos de divulgação científica;
corpus: materiais de uma instituição, publicação ou área delimitada;
aspecto: representação visual das relações entre dados e conceitos;
método possível: análise visual de conteúdo.
8. Design de Serviços, Social e Experiências — temas 85 a 96
Design de Serviços amplia o olhar para jornadas, pontos de contato, atores, processos e experiências. Em vez de estudar apenas uma tela ou objeto isolado, o pesquisador pode observar como diferentes componentes participam de uma experiência ao longo do tempo.
- Jornada do usuário em serviços públicos digitais
Mapear uma jornada específica e investigar pontos de contato, transições, barreiras e oportunidades de melhoria. - Design de serviços aplicado à experiência em unidades de atendimento
Investigar etapas da experiência presencial e as relações entre espaço, comunicação, espera, orientação e atendimento. - Experiência do usuário em serviços educacionais híbridos
Analisar como pontos de contato presenciais e digitais se articulam durante uma atividade ou jornada delimitada. - Design de serviços para bibliotecas e espaços de acesso à informação
Investigar jornadas relacionadas à busca, orientação, empréstimo, uso de espaços ou acesso a recursos. - Mapeamento de pontos de contato em serviços culturais
Estudar como comunicação, espaços, interfaces, atendimento e outros elementos participam da experiência em um serviço selecionado. - Design de serviços aplicado à mobilidade urbana em uma jornada específica
Analisar pontos de contato e barreiras presentes em uma etapa ou percurso delimitado, evitando tentar investigar todo o sistema de mobilidade. - Experiência do usuário em serviços de saúde sob a perspectiva do Design
Investigar aspectos da jornada, comunicação, orientação ou interação em um contexto delimitado, respeitando os limites do Design e da pesquisa realizada. - Co-design no desenvolvimento de soluções para contextos comunitários
Estudar como participantes podem contribuir para compreender problemas, estabelecer prioridades e explorar alternativas durante um processo projetual. - Design participativo em projetos desenvolvidos com comunidades locais
Investigar formas de participação, tomada de decisão, representação e colaboração em um projeto delimitado. - Design Social e acesso a informações de interesse coletivo
Analisar barreiras informacionais e possibilidades de intervenção em um contexto social específico. - Service blueprint como ferramenta para analisar serviços
Investigar como a representação de ações, pontos de contato e processos pode apoiar a identificação de problemas em um serviço selecionado. - Redesign de uma jornada de serviço a partir de problemas identificados na pesquisa
Mapear a experiência atual, identificar pontos críticos e utilizar as evidências para fundamentar uma proposta de reorganização da jornada.
Boa prática: investigue antes de propor
No Design de Serviços, é fácil começar desenhando uma nova jornada antes de compreender a existente. Primeiro investigue atores, atividades, necessidades, barreiras, pontos de contato e contexto; depois avalie quais intervenções são justificadas.
Como diferenciar Design de Serviços de uma pesquisa em Administração?
As áreas podem dialogar e compartilhar objetos, mas o recorte define a perspectiva. Em um TCC de Design, mantenha no centro questões como experiência, interação, jornada, pontos de contato, comunicação, acesso, participação e configuração do serviço.
Se a pergunta principal estiver relacionada a desempenho financeiro, estrutura administrativa, gestão de pessoas ou estratégia empresarial, por exemplo, o problema provavelmente exigirá outro enquadramento disciplinar.
9. Design, Cultura, Sociedade e Representação — temas 97 a 108
O Design também pode ser investigado como fenômeno cultural. Artefatos, imagens, identidades e sistemas visuais participam da construção e circulação de representações, memórias e narrativas.
Nesses trabalhos, o Design pode ser o próprio objeto de análise, sem necessidade de resultar obrigatoriamente em redesign ou novo produto.
- Representação de identidades culturais em projetos de comunicação visual
Analisar como elementos visuais associados a determinadas identidades aparecem em um corpus e como são articulados no contexto estudado. - Design gráfico e memória visual de uma cidade ou região
Investigar cartazes, marcas, publicações, sinalizações ou outros artefatos como registros de determinados períodos e contextos. - Representação de gênero em peças de comunicação visual
Analisar padrões, papéis, atributos e recursos visuais presentes em um conjunto delimitado de peças. - Diversidade corporal em imagens utilizadas por sistemas de marca
Investigar quais corpos são representados e de que maneira aparecem em aplicações selecionadas de uma ou mais marcas. - Design e representação da diversidade em bancos de ícones e pictogramas
Analisar escolhas formais e convenções utilizadas para representar pessoas, atividades, identidades ou situações. - Design gráfico e valorização de manifestações culturais locais
Investigar como elementos relacionados a uma manifestação cultural são interpretados em projetos gráficos de um contexto delimitado. - Identidade visual e patrimônio cultural
Analisar como referências patrimoniais são selecionadas, reinterpretadas e incorporadas a sistemas de identidade. - Design de exposições e construção de narrativas sobre memória
Investigar como espaço, sequência, textos, imagens e objetos são organizados para construir uma narrativa expositiva. - Estereótipos visuais na representação de profissões
Analisar padrões recorrentes em imagens, ilustrações, ícones ou campanhas relacionadas a profissões específicas. - Design e comunicação intercultural em sistemas visuais
Investigar como significados, convenções e referências visuais são utilizados em situações que envolvem diferentes contextos culturais. - História visual de uma publicação, instituição ou movimento por meio de seus artefatos gráficos
Organizar e analisar um corpus histórico para identificar permanências, transformações e relações com seu contexto. - Responsabilidade do designer na produção de representações visuais
Investigar decisões, práticas e implicações relacionadas à forma como pessoas ou grupos são representados em projetos de comunicação.
Atenção às generalizações culturais
Cores, símbolos, imagens e estilos não possuem necessariamente o mesmo significado para todas as pessoas. Interpretações podem variar conforme período, grupo, contexto, repertório e situação de uso. Delimite o corpus e fundamente as interpretações em referências e evidências.
O TCC precisa propor um redesign?
Não. Em pesquisas sobre cultura, memória, história e representação, o objetivo pode ser compreender os próprios artefatos e suas relações com determinado contexto.
Pesquisa bibliográfica, análise documental e análise visual podem ser suficientes quando são coerentes com a pergunta formulada.
10. Inteligência Artificial, Tecnologias Emergentes e Futuro do Design — temas 109 a 120
Inteligência artificial generativa, interfaces conversacionais, realidade aumentada, realidade virtual e automação criam novos objetos de investigação para o Design. Como tecnologias e ferramentas específicas podem mudar rapidamente, temas mais duráveis tendem a concentrar-se em processos, decisões, interações, problemas e consequências observáveis.
- Inteligência artificial generativa no processo de ideação visual em Design
Investigar como sistemas generativos são incorporados à exploração de alternativas e quais mudanças aparecem no processo de ideação em um contexto delimitado. - IA generativa e critérios de seleção de alternativas visuais pelo designer
Estudar como profissionais ou estudantes avaliam, selecionam, descartam e modificam alternativas produzidas com apoio de sistemas generativos. - Autoria e atribuição em processos de Design mediados por inteligência artificial
Investigar como autoria, participação e responsabilidade são compreendidas em processos que combinam decisões humanas e geração automatizada. - Transparência em interfaces que utilizam inteligência artificial
Analisar como uma interface comunica que determinado conteúdo, recomendação ou decisão envolve um sistema automatizado. - Experiência do usuário em interfaces conversacionais
Investigar compreensão, orientação, feedback, recuperação de erros ou execução de tarefas em uma interação conversacional delimitada. - Design de interação e confiança em sistemas automatizados
Analisar como feedback, explicações, previsibilidade e controle aparecem em determinada experiência de interação. - Personalização de interfaces e controle do usuário
Investigar como sistemas personalizados comunicam opções, permitem ajustes e oferecem possibilidades de controle em um contexto específico. - Realidade aumentada aplicada à apresentação de informações em contextos específicos
Estudar como informações digitais são integradas ao ambiente físico para apoiar uma tarefa, orientação ou experiência delimitada. - Experiência do usuário em ambientes de realidade virtual
Investigar navegação, orientação, interação ou compreensão em uma atividade específica realizada em ambiente virtual. - Prototipagem assistida por inteligência artificial no processo de Design
Analisar como recursos automatizados participam da criação e modificação de protótipos e quais decisões permanecem sob julgamento do designer. - Vieses e representação visual em conteúdos produzidos por sistemas generativos
Investigar padrões de representação em um corpus produzido sob condições definidas, utilizando critérios explícitos de análise. - Competências do designer em processos de trabalho mediados por inteligência artificial
Investigar como determinadas práticas, decisões e competências profissionais são reorganizadas em um contexto de trabalho delimitado.
Erro comum: transformar a ferramenta no próprio tema
Um TCC centrado exclusivamente no nome de uma plataforma pode envelhecer rapidamente. Quando possível, investigue o processo de Design, o problema, a decisão ou a interação e trate a ferramenta como parte do contexto estudado.
Como deixar um tema sobre IA mais evergreen
Compare estas formulações:
Muito dependente da ferramenta: “Uso da ferramenta X para criar imagens no Design”.
Mais orientada ao problema: “Influência de sistemas generativos na exploração e seleção de alternativas durante a etapa de ideação visual”.
A segunda formulação permite que a pesquisa continue fazendo sentido mesmo quando plataformas específicas mudam, são substituídas ou recebem novos recursos.
Visão do pesquisadorQuestões amplas como “a IA vai substituir o designer?” são difíceis de responder de maneira rigorosa em um TCC.
Perguntas mais investigáveis podem examinar quais tarefas estão mudando, como decisões são tomadas, como o processo é reorganizado e quais problemas de interação, autoria, representação ou responsabilidade surgem em determinado contexto.
Quais são os temas mais atuais para TCC em Design?
Entre os assuntos contemporâneos que podem gerar pesquisas em Design estão inteligência artificial generativa, acessibilidade, Design Inclusivo, UX/UI, sustentabilidade, circularidade, Design de Serviços, visualização de informações e novas formas de interação digital.
Isso não significa que um tema atual seja automaticamente mais adequado. Um TCC também precisa de fontes, objeto acessível, problema delimitado, metodologia coerente e prazo suficiente.
Resposta rápida
Um tema contemporâneo torna-se academicamente mais útil quando combina questão atual + problema pesquisável + referências adequadas + recorte claro + método viável.
Atualidade não substitui viabilidade
Antes de escolher uma tendência apenas porque ela parece inovadora, verifique se:
- há literatura suficiente para construir o referencial;
- o objeto pode ser claramente definido;
- você consegue acessar os dados ou participantes necessários;
- os recursos tecnológicos estão disponíveis;
- a metodologia cabe no prazo;
- a pergunta pode ser respondida com as evidências que você conseguirá obter.
Uma tecnologia muito recente pode ser interessante, mas também pode apresentar pouca literatura acadêmica, mudanças rápidas e dificuldades de acesso. Em alguns casos, um objeto mais estável permite uma pesquisa mais profunda.
Como escolher entre duas ou três ideias finalistas?
Depois de percorrer as 120 sugestões, selecione de três a cinco candidatas e faça uma busca exploratória para cada uma.
Compare:
- quantidade e qualidade das referências encontradas;
- possibilidade de definir um objeto concreto;
- acesso a documentos, artefatos ou participantes;
- métodos necessários;
- tempo e recursos disponíveis;
- afinidade com o problema que será investigado.
Para essa triagem, você pode começar pelo Google Acadêmico e pelo guia sobre como encontrar artigos científicos.
Em resumo
Não escolha apenas pelo grau aparente de inovação. Procure uma ideia que permita construir uma pergunta clara, um recorte defensável e uma pesquisa que possa efetivamente ser concluída.
Como transformar um tema de Design em problema de pesquisa
Encontrar um assunto interessante é apenas o começo. Para chegar a um TCC executável, é necessário transformar esse interesse em uma pergunta que possa ser investigada com evidências.
Uma sequência útil é:
Essa sequência não precisa funcionar como uma fórmula rígida. Ela serve para impedir que o projeto permaneça em assuntos amplos como “UX”, “identidade visual”, “Design sustentável” ou “inteligência artificial”.
1. Escolha a área
Comece identificando o campo predominante da pesquisa: Design Gráfico, UX/UI, Design de Produto, Design da Informação, acessibilidade, Design de Serviços ou outra área compatível com o curso.
A área ajuda a localizar conceitos e referências, mas ainda não define o TCC.
2. Defina o objeto
Em seguida, determine o que concretamente será estudado. Dependendo da pesquisa, o objeto pode ser:
- um aplicativo ou fluxo de interação;
- um site;
- um conjunto de cartazes;
- um sistema de identidade visual;
- uma embalagem;
- um produto;
- uma publicação;
- um sistema de sinalização;
- uma jornada de serviço;
- um corpus de imagens;
- um processo de Design.
Quanto mais concreto o objeto, mais fácil tende a ser perceber o que realmente pode ser investigado.
3. Identifique o problema
O próximo passo é perguntar o que merece investigação naquele objeto.
Alguns exemplos:
- dificuldade para localizar uma informação;
- inconsistências entre aplicações de uma identidade;
- barreiras de acessibilidade;
- problemas durante uma tarefa digital;
- baixa legibilidade em determinado contexto;
- dificuldade para compreender informações complexas;
- estereótipos recorrentes em representações visuais;
- problemas de abertura ou manuseio de uma embalagem;
- rupturas em uma jornada de serviço;
- dificuldades de reparo ou manutenção de um produto;
- mudanças em etapas do processo criativo com a adoção de tecnologias generativas.
Erro comum: definir a solução antes do problema
“Criar um aplicativo”, “fazer um redesign” ou “desenvolver uma nova identidade visual” descreve uma ação projetual. Antes disso, esclareça qual problema justifica a intervenção e quais evidências permitirão compreendê-lo.
4. Delimite usuário e contexto quando necessário
Nem toda pesquisa precisa envolver um grupo de usuários. Porém, quando a pergunta depende de experiências, necessidades, dificuldades ou interpretações de pessoas, é necessário definir quem está relacionado ao problema e em qual situação.
Evite categorias excessivamente genéricas. “Usuários”, “jovens”, “idosos” ou “consumidores” podem reunir pessoas com experiências muito diferentes.
O recorte deve fazer sentido para a pergunta e para a metodologia, sem transformar características do grupo em pressupostos não verificados.
5. Reduza o recorte
Um TCC geralmente se torna mais viável quando investiga uma unidade coerente em profundidade.
Em uma interface digital, por exemplo, você pode delimitar:
- uma tarefa;
- um fluxo;
- uma funcionalidade;
- uma etapa da jornada;
- um tipo específico de conteúdo.
Em Design Gráfico ou Design da Informação, o recorte pode ser um corpus de peças, uma publicação, determinado período ou uma categoria de material. Em Design de Produto, pode ser uma atividade ou etapa específica da interação.
6. Escolha um método capaz de produzir evidências
Depois de compreender o problema, pergunte:
Que evidência eu precisaria obter para responder a esta pergunta?
Se você precisa compreender experiências, entrevistas ou observação podem ser pertinentes. Se pretende identificar dificuldades durante uma tarefa digital, um teste de usabilidade pode ser adequado. Se deseja investigar padrões de representação em cartazes históricos, uma análise documental e visual pode fazer mais sentido.
O método deve responder ao problema — e não o contrário.
7. Formule uma pergunta de pesquisa
Com os elementos anteriores definidos, transforme o problema em uma pergunta específica.
Algumas construções que podem ajudar são:
- Quais barreiras…?
- Como determinado elemento…?
- De que maneira…?
- Quais características…?
- Como determinado sistema organiza…?
- Quais problemas aparecem durante…?
- Como usuários selecionados realizam…?
- Como determinados artefatos representam…?
Essas estruturas são apenas pontos de partida. A pergunta final deve refletir exatamente o objeto, o recorte e o tipo de evidência que a pesquisa conseguirá produzir.
Exemplo completo: de “UX em aplicativos” a uma pergunta pesquisável
Veja como um assunto amplo pode ser refinado:
| Etapa | Exemplo |
|---|---|
| Área | UX/UI |
| Objeto | aplicativo de determinado serviço |
| Tarefa | realização do cadastro |
| Problema | possíveis dificuldades de compreensão e interação durante o fluxo |
| Público | grupo delimitado de usuários relevante para a pesquisa |
| Recorte | somente o fluxo de cadastro |
| Método possível | avaliação de usabilidade compatível com os objetivos |
Uma pergunta provisória poderia ser:
Quais barreiras de usabilidade são encontradas pelo grupo selecionado durante o fluxo de cadastro no aplicativo analisado?
Por que esse recorte é mais viável?
Em vez de tentar avaliar todo o aplicativo e toda a experiência de seus usuários, a pesquisa concentra-se em uma tarefa, um fluxo e um problema coerentes. Isso permite aprofundar a análise e alinhar melhor pergunta, método e evidências.
Outro exemplo: Design sustentável
O mesmo raciocínio pode ser aplicado fora das interfaces digitais:
assunto amplo: Design sustentável;
objeto: sistema de refil de determinada categoria de produto;
problema: dificuldades durante armazenamento e reabastecimento;
recorte: etapa de uso;
pergunta possível: quais aspectos da interação dificultam a utilização do sistema de refil analisado?
Nesse caso, uma pesquisa sobre experiência de uso pode revelar barreiras de interação. Isso, entretanto, não é suficiente para demonstrar sozinho que o sistema possui menor impacto ambiental em todo o seu ciclo de vida. A conclusão precisa permanecer compatível com aquilo que foi efetivamente investigado.

Qual metodologia usar em um TCC de Design?
Não existe uma metodologia única para TCC em Design. A escolha depende da pergunta, do objeto, das evidências necessárias e das regras da instituição.
Também é possível combinar métodos quando existe justificativa para isso. O importante é que cada etapa tenha uma função clara na pesquisa.
| Método ou abordagem | Pode ajudar a investigar | Exemplo de aplicação em Design |
|---|---|---|
| Pesquisa bibliográfica | conceitos, teorias e conhecimento já publicado | revisar estudos sobre acessibilidade, UX ou sustentabilidade |
| Pesquisa documental | documentos, registros e materiais existentes | investigar cartazes, manuais, publicações ou arquivos institucionais |
| Análise visual | características e padrões de artefatos visuais | analisar tipografia, composição, identidade ou representação |
| Estudo de caso | um caso ou pequeno conjunto de casos em profundidade | investigar um sistema de identidade ou serviço específico |
| Entrevistas | experiências, práticas, interpretações e processos | compreender como designers incorporam IA a uma etapa do trabalho |
| Questionários | respostas estruturadas de participantes | levantar determinadas percepções ou práticas em uma população definida |
| Observação | atividades, comportamentos e contexto de uso | observar uma atividade relacionada a produto ou serviço |
| Teste de usabilidade | execução de tarefas e problemas de interação | avaliar um fluxo específico em uma interface |
| Avaliação heurística | problemas de interface a partir de princípios definidos | avaliar uma interface digital segundo critérios fundamentados |
| Co-design | participação na exploração de problemas e alternativas | envolver participantes em etapas de um projeto de serviço |
| Prototipagem | hipóteses, alternativas e decisões projetuais | construir protótipos para explorar ou avaliar uma solução |
| Pesquisa aplicada | problemas concretos que podem envolver intervenção | investigar um problema e desenvolver uma proposta fundamentada |
Entrevista, questionário ou teste de usabilidade?
Esses métodos não são equivalentes.
Entrevistas podem ajudar a compreender experiências, práticas, dificuldades relatadas, processos e interpretações.
Questionários podem reunir respostas estruturadas de um conjunto de participantes quando esse formato é compatível com o objetivo da pesquisa.
Testes de usabilidade permitem observar participantes executando tarefas definidas e identificar problemas que aparecem durante a interação.
Pergunta-chave
Antes de escolher a técnica mais conveniente, pergunte: “Que evidência preciso obter para responder ao meu problema de pesquisa?”
Posso fazer um TCC de Design sem entrevistar ninguém?
Sim, dependendo da pergunta e das exigências institucionais.
Pesquisas bibliográficas, documentais, históricas, análises visuais, estudos de artefatos e determinadas avaliações especializadas podem ser desenvolvidas sem entrevistas.
Por outro lado, se a pesquisa pretende afirmar o que determinado público sente, precisa, compreende, prefere ou experimenta, será necessário utilizar métodos capazes de sustentar esse tipo de conclusão.
Atenção
Se o trabalho envolver participantes humanos, verifique antecipadamente as exigências acadêmicas, institucionais e éticas aplicáveis ao seu projeto. Não deixe essa verificação para depois de planejar ou iniciar a coleta.
Quantos métodos devo usar?
Não existe um número ideal. Utilizar mais técnicas não torna automaticamente a pesquisa mais rigorosa.
Um TCC pode combinar, por exemplo, revisão bibliográfica, análise de um objeto e uma etapa de avaliação. Em outro projeto, uma pesquisa bibliográfica e documental pode ser suficiente.
A combinação deve ser determinada pela pergunta e pelo que cada método acrescenta à investigação.
Boa práticaPara cada método planejado, complete a frase:
“Preciso deste método porque ele produzirá a evidência necessária para…”
Antes de definir os procedimentos, pode ser útil revisar como realizar uma busca bibliográfica e como selecionar fontes confiáveis para o TCC.
Como conectar pesquisa e projeto prático no TCC de Design
Quando o TCC inclui uma entrega prática, pesquisa e projeto não devem funcionar como partes independentes. A investigação precisa ajudar a explicar por que determinada intervenção é necessária, quais requisitos devem orientá-la e como a proposta poderá ser analisada ou avaliada.
Uma forma simples de visualizar essa relação é:
Esse fluxo não representa uma metodologia obrigatória para todos os projetos. Ele apenas demonstra que o artefato pode ser consequência do conhecimento produzido durante a pesquisa, em vez de uma solução definida antecipadamente.
Da pesquisa aos requisitos de projeto
Imagine que uma pesquisa sobre determinado serviço digital identifique dificuldades relacionadas à compreensão de rótulos, localização de informações, sequência de etapas e ausência de feedback depois de determinadas ações.
Esses resultados podem ser traduzidos em requisitos de projeto relacionados a:
- clareza dos rótulos;
- orientação durante a tarefa;
- hierarquia da informação;
- visibilidade do estado do sistema;
- prevenção ou recuperação de erros;
- feedback após ações importantes.
A proposta projetual passa, assim, a responder a problemas identificados pela investigação.
Na prática
Evite justificar decisões apenas com frases como “escolhi porque ficou mais moderno”. Sempre que possível, conecte decisões relevantes a evidências da pesquisa, referências, requisitos ou critérios previamente definidos.
O protótipo precisa estar completamente finalizado?
Não necessariamente. O nível de fidelidade deve ser compatível com os objetivos, com aquilo que precisa ser avaliado e com as exigências do curso.
Dependendo do projeto, podem ser utilizados:
- esboços;
- wireframes;
- mockups;
- protótipos navegáveis;
- modelos físicos;
- simulações;
- sistemas gráficos experimentais;
- representações de jornadas ou serviços.
Um protótipo pode servir para explorar alternativas, comunicar uma hipótese de solução ou permitir determinado tipo de avaliação. Não é necessário transformá-lo automaticamente em um produto comercial completo.
Como avaliar uma proposta de Design?
A avaliação depende daquilo que o projeto pretende alcançar. Uma interface pode exigir critérios diferentes de uma embalagem, publicação, identidade visual ou serviço.
Por isso, evite conclusões genéricas como “o resultado ficou bonito, moderno e funcional”. Defina previamente o que será observado, com quais critérios e por meio de quais evidências.
Em resumo
A pesquisa ajuda a explicar por que a solução é necessária, quais requisitos orientam o projeto e como suas decisões podem ser justificadas. O artefato é resultado do processo de investigação e projeto — não um substituto para ele.
Onde pesquisar referências para um TCC em Design?
Uma boa pesquisa bibliográfica ajuda a compreender conceitos, conhecer métodos já utilizados, identificar debates e perceber como outros pesquisadores delimitaram problemas semelhantes.
Evite depender apenas de uma busca pelo título exato que você imaginou para o TCC. Pesquise os conceitos que compõem o problema e teste combinações diferentes de termos.
Google Acadêmico
O Google Acadêmico é um ponto de partida útil para localizar artigos, livros, dissertações, teses e outros materiais acadêmicos.
Em vez de pesquisar somente “acessibilidade em aplicativos”, por exemplo, combine conceitos relacionados ao objeto, ao problema e ao público:
- acessibilidade + interface móvel;
- usabilidade + pessoas idosas + aplicativos;
- acessibilidade visual + interface;
- mobile interface + older adults + usability;
- inclusive design + digital interface.
Termos em outros idiomas podem ampliar a recuperação de estudos, desde que sejam realmente pertinentes ao conceito pesquisado.
SciELO e Portal de Periódicos CAPES
A SciELO pode ajudar a localizar literatura científica de diferentes áreas, enquanto o Portal de Periódicos CAPES amplia o acesso a bases e publicações acadêmicas conforme as condições disponíveis ao estudante.
Como o Design é interdisciplinar, estudos relevantes podem aparecer em periódicos de Comunicação, Educação, Ergonomia, Computação, Arquitetura, Ciências Sociais, Engenharia, Saúde e outras áreas.
Erro comum: pesquisar apenas “Design”
Buscas muito genéricas produzem resultados igualmente amplos. Combine objeto + problema + público ou contexto + conceito principal e teste sinônimos e termos relacionados.
Bases e fontes especializadas
Dependendo do recorte, bases especializadas podem complementar a busca. Pesquisas relacionadas a interação humano-computador, UX, interfaces e tecnologias digitais, por exemplo, podem encontrar literatura relevante na ACM Digital Library.
Uma base específica não deve ser tratada automaticamente como única fonte da revisão. A estratégia de busca deve acompanhar a natureza interdisciplinar do problema.
Repositórios de universidades
Dissertações, teses e trabalhos disponíveis em repositórios institucionais podem ajudar a compreender:
- como problemas semelhantes foram delimitados;
- quais autores aparecem com frequência;
- quais métodos foram empregados;
- como projetos acadêmicos foram estruturados;
- quais referências podem conduzir a outras fontes relevantes.
Esses trabalhos também ajudam a visualizar a dimensão realista de uma pesquisa acadêmica, embora devam ser avaliados criticamente como qualquer outra fonte.
Organize as referências enquanto pesquisa
Não deixe a organização bibliográfica para o final. Ao encontrar uma fonte relevante, registre pelo menos:
- autor;
- ano;
- título;
- fonte ou periódico;
- tema principal;
- método utilizado, quando pertinente;
- contribuição para seu problema;
- link, DOI ou outro identificador disponível.
O guia sobre como organizar referências bibliográficas pode ajudar a estruturar essa etapa desde o início.
Boa prática
Ao registrar uma fonte, anote também por que ela é importante para seu TCC. Isso facilita a construção posterior do referencial teórico e evita acumular dezenas de arquivos sem saber como serão utilizados.
Como delimitar um tema de TCC em Design
Delimitar significa decidir o que será investigado e o que ficará fora da pesquisa. Isso não empobrece o TCC. Pelo contrário: um recorte controlado permite estudar uma questão com maior profundidade.
Dependendo do problema, você pode delimitar diferentes dimensões:
| Dimensão | Pergunta para delimitar | Exemplo |
|---|---|---|
| Objeto | O que exatamente será estudado? | um aplicativo, uma publicação ou um sistema visual |
| Tarefa | Qual atividade será observada? | cadastro, busca, pagamento ou abertura de embalagem |
| Público | Quem é relevante para o problema? | grupo definido segundo critérios pertinentes à pesquisa |
| Contexto | Em qual situação ou ambiente? | serviço público, instituição educacional ou evento cultural |
| Corpus | Quais materiais serão analisados? | conjunto definido de cartazes, embalagens ou publicações |
| Período | Qual intervalo é relevante? | fase específica de uma publicação ou sistema visual |
| Aspecto | Qual dimensão será investigada? | legibilidade, hierarquia, acessibilidade ou representação |
| Etapa | Qual parte da experiência ou processo? | onboarding, uso, manutenção, descarte ou ideação |
Exemplo de delimitação progressiva
Veja como um assunto pode ser reduzido em etapas:
- Design de interfaces — área muito ampla;
- acessibilidade em interfaces — ainda abrangente;
- acessibilidade em aplicativos de serviços — objeto começa a aparecer;
- acessibilidade em um fluxo selecionado de um aplicativo — unidade de análise mais clara;
- barreiras de acessibilidade no fluxo selecionado segundo critérios ou público pertinentes à pesquisa — problema e recorte tornam-se investigáveis.
Regra prática
Se a proposta pretende investigar “todo o aplicativo”, “todas as marcas”, “todo o Design brasileiro”, “toda a sustentabilidade” ou “o impacto da IA no Design”, provavelmente ainda existe espaço para delimitação.
Delimitar não significa empobrecer o trabalho
Um recorte menor permite observar mais detalhes, justificar melhor as escolhas e relacionar evidências diretamente à pergunta.
É preferível investigar profundamente uma tarefa, um corpus ou uma etapa coerente do que reunir muitas dimensões que não poderão ser analisadas adequadamente no prazo do TCC.
Como saber se um tema de TCC em Design é viável?
Depois de delimitar o tema, faça um teste de realidade. Uma proposta intelectualmente interessante pode se tornar inviável quando depende de fontes inexistentes, participantes inacessíveis, equipamentos caros ou um projeto maior do que o tempo disponível.
1. Existem referências suficientes?
Faça uma busca exploratória antes de fechar o projeto. Você não precisa encontrar um artigo com exatamente o mesmo título do seu TCC, mas deve localizar literatura capaz de sustentar os principais conceitos e métodos.
2. Você consegue acessar o objeto?
Se a pesquisa depende de documentos internos, sistemas restritos, arquivos particulares ou organizações específicas, verifique o acesso antes de estruturar todo o projeto ao redor deles.
3. O projeto depende de participantes?
Quando houver pesquisa com pessoas, considere:
- como os participantes poderão ser recrutados;
- quais critérios serão utilizados;
- quanto tempo a coleta exigirá;
- como os dados serão analisados;
- quais exigências institucionais e éticas precisam ser observadas.
4. Você possui os recursos necessários?
Dependendo do tema, podem ser necessários softwares, equipamentos, materiais, impressão, prototipagem física, deslocamentos, laboratórios ou dispositivos específicos.
Identifique esses recursos antes de prometer uma entrega que não poderá ser realizada.
5. A metodologia cabe no prazo?
Considere não apenas a coleta de dados. Reserve tempo para preparação, recrutamento quando necessário, análise, desenvolvimento projetual, avaliação, redação e revisão.
6. O projeto prático está dimensionado corretamente?
Um TCC não precisa necessariamente resultar em aplicativo publicado, marca implementada comercialmente, produto industrializado ou serviço colocado integralmente em operação.
O nível de desenvolvimento deve ser compatível com objetivos acadêmicos, metodologia, exigências do curso, recursos e prazo.
Erro comum: planejar um produto comercial completo
Projetar, implementar, lançar e validar integralmente um produto pode exceder o escopo de um TCC. Determine qual nível de protótipo ou desenvolvimento é realmente necessário para responder ao problema acadêmico.
7. Você consegue explicar a relevância da pesquisa?
Tente completar:
“Este trabalho investiga ______ porque existe o problema ______ no contexto ______. A pesquisa pretende compreender ou avaliar ______ para ______.”
Se ainda for difícil preencher a frase sem recorrer a expressões muito genéricas, talvez o problema precise de mais delimitação.
Teste rápido de viabilidade
| Critério | Sinal favorável | Sinal de alerta |
|---|---|---|
| Literatura | há fontes relevantes para os conceitos principais | quase nenhuma referência adequada foi localizada |
| Objeto | é acessível e claramente definido | depende de acesso ainda incerto |
| Participantes | há estratégia realista de recrutamento, quando necessária | o trabalho depende de um público difícil de alcançar |
| Método | pode ser executado e analisado com os recursos disponíveis | exige estrutura, conhecimento ou recursos indisponíveis |
| Recorte | possui limites claros | pretende investigar muitas dimensões ao mesmo tempo |
| Prazo | há tempo para pesquisar, analisar, projetar e revisar | a execução depende de um cronograma sem margem para imprevistos |
Boa decisão acadêmica
Encontrar sinais de alerta não significa necessariamente abandonar a ideia. Muitas vezes é possível reduzir o recorte, simplificar a entrega prática, ajustar a pergunta ou escolher um método mais compatível com os recursos disponíveis.
Checklist para escolher um tema de TCC em Design
Antes de definir o tema e apresentá-lo ao orientador, faça uma última conferência. O objetivo é verificar se existe equilíbrio entre interesse, problema, delimitação, fontes, metodologia, recursos e prazo.
- ☐ Tenho interesse suficiente no assunto para pesquisá-lo durante o período do TCC?
- ☐ O Design ocupa posição central na pesquisa?
- ☐ Consigo identificar um problema de pesquisa, e não apenas uma área ampla?
- ☐ Sei qual objeto, artefato, interface, produto, serviço, experiência ou processo será estudado?
- ☐ O recorte é específico o suficiente para ser aprofundado?
- ☐ Fiz uma busca exploratória e encontrei referências acadêmicas relevantes?
- ☐ Tenho acesso ao objeto, aos documentos ou aos materiais necessários?
- ☐ Se a pesquisa exigir participantes, existe uma estratégia realista para recrutá-los?
- ☐ O método escolhido pode produzir as evidências necessárias para responder à pergunta?
- ☐ Verifiquei as exigências institucionais e éticas aplicáveis ao projeto?
- ☐ Se houver projeto prático, a entrega está dimensionada para um TCC?
- ☐ Tenho acesso aos softwares, equipamentos, materiais ou outros recursos necessários?
- ☐ O cronograma comporta pesquisa, análise, desenvolvimento, redação e revisão?
- ☐ Consigo explicar em poucas frases o problema e a relevância da pesquisa?

Se aparecerem várias respostas negativas
Isso não significa automaticamente que a ideia precisa ser abandonada. Volte ao recorte e verifique se é possível reduzir o objeto, reformular a pergunta, ajustar o método ou simplificar a entrega prática.
Perguntas frequentes sobre temas para TCC em Design
Qual é um bom tema para TCC em Design?
Um bom tema permite identificar um problema relacionado ao Design, definir um objeto e um recorte claros, encontrar referências adequadas e utilizar uma metodologia executável no prazo disponível.
Por isso, a escolha depende também dos interesses, recursos, acesso e contexto acadêmico de cada estudante.
Quais temas de Design estão mais atuais?
Inteligência artificial generativa, UX/UI, acessibilidade, Design Inclusivo, sustentabilidade, circularidade, Design de Serviços, visualização de informações e novas formas de interação digital estão entre os assuntos contemporâneos que podem gerar pesquisas.
Atualidade, entretanto, não substitui delimitação, literatura e viabilidade.
Um TCC de Design precisa ter projeto prático?
Não existe uma exigência universal. Alguns cursos e modalidades de TCC incluem projeto prático, enquanto outros permitem pesquisas bibliográficas, documentais, históricas ou analíticas. Consulte o regulamento da instituição e o orientador.
Posso fazer um TCC de Design somente teórico?
Dependendo das regras do curso e da pergunta de pesquisa, sim. História do Design, cultura visual, representação, tipografia, ética e outros assuntos podem ser investigados sem que o resultado principal seja um novo produto ou artefato.
Como escolher entre UX, Design Gráfico, Produto e outras áreas?
Compare seu interesse com o tipo de objeto e problema que pretende investigar. Também considere literatura disponível, acesso ao campo, métodos necessários, recursos e prazo. A área é o ponto de partida; o problema delimitado é que dará forma ao TCC.
Como delimitar um tema de TCC em Design?
Defina o objeto e reduza dimensões como tarefa, público, contexto, corpus, período, aspecto ou etapa do processo. Em vez de estudar “UX em aplicativos”, por exemplo, investigue uma tarefa ou fluxo específico de uma interface delimitada.
Posso fazer TCC sobre inteligência artificial no Design?
Sim. É possível investigar ideação, prototipagem, autoria, representação visual, interfaces conversacionais, transparência, automação ou mudanças no processo de Design.
Para aumentar a durabilidade do trabalho, procure estudar o problema ou processo em vez de depender exclusivamente do nome de uma ferramenta específica.
Preciso entrevistar usuários?
Não necessariamente. Isso depende da pergunta. Pesquisas bibliográficas, documentais, históricas e análises de artefatos podem não exigir entrevistas.
Quando a conclusão pretende descrever experiências, necessidades ou dificuldades de determinado público, porém, é necessário utilizar métodos capazes de produzir evidências compatíveis.
Quantas pessoas preciso incluir na pesquisa?
Não existe um número universal aplicável a todo TCC de Design. A definição depende do método, dos objetivos, do tipo de análise, da população ou perfil investigado e das exigências acadêmicas do projeto.
Evite escolher um número arbitrário apenas porque apareceu em outro trabalho. Justifique a estratégia utilizada e discuta-a com o orientador.
O tema do TCC precisa ser inédito?
Não necessariamente. Um assunto já estudado pode gerar outra pesquisa quando recebe novo objeto, contexto, corpus, público, período, método ou problema.
Posso usar uma empresa, marca ou aplicativo real como estudo de caso?
Sim, quando o objeto é compatível com a pergunta e o acesso necessário é viável. Diferencie informações públicas de dados internos e verifique antecipadamente eventuais autorizações, procedimentos institucionais e cuidados aplicáveis à pesquisa.
Como saber se o tema está amplo demais?
Se você pretende estudar uma área inteira, muitos públicos, diversas etapas e vários problemas simultaneamente, o recorte provavelmente ainda está amplo. Tente explicar exatamente o que será analisado, em qual contexto e para responder a qual pergunta.
O que fazer depois de escolher o tema?
Depois de encontrar uma ideia promissora, não é necessário transformá-la imediatamente em título definitivo. Primeiro verifique se ela sobrevive a uma exploração acadêmica inicial.
- Faça uma busca exploratória e identifique referências relevantes.
- Defina o objeto que será efetivamente estudado.
- Formule um problema provisório e transforme-o em pergunta.
- Delimite o recorte para manter o projeto executável.
- Esboce os objetivos de acordo com a pergunta.
- Identifique métodos possíveis e as evidências necessárias.
- Avalie recursos e prazo antes de assumir uma entrega complexa.
- Converse com o orientador e ajuste a proposta às regras do curso.
- Refine o título quando problema e recorte estiverem mais claros.
Monte uma ficha preliminar do tema
Antes da orientação, uma ficha simples ajuda a transformar uma ideia geral em uma proposta discutível:
| Área | Em qual campo do Design a pesquisa se concentra? |
| Objeto | O que será estudado? |
| Problema | Qual dificuldade, questão ou lacuna será investigada? |
| Contexto ou público | Quem ou qual situação é relevante para o problema? |
| Recorte | O que ficará dentro e fora da pesquisa? |
| Pergunta provisória | O que exatamente o trabalho pretende responder? |
| Fontes iniciais | Quais referências relevantes já foram encontradas? |
| Método possível | Como serão produzidas as evidências necessárias? |
| Resultado ou projeto | Haverá análise, protótipo, artefato ou outra entrega? |
Modelo rápidoQuero investigar: ______
porque identifiquei: ______
no contexto ou objeto: ______
pretendo compreender ou avaliar: ______
e inicialmente considero utilizar: ______
Faça uma busca bibliográfica antes de fechar o projeto
A exploração inicial pode revelar novos conceitos, autores, métodos e recortes. Também pode mostrar que uma proposta está ampla demais ou que outro caminho possui literatura mais adequada.
Para avançar, consulte os guias sobre como fazer uma busca bibliográfica e como encontrar artigos científicos.
Organize as referências desde o início
Registrar as fontes durante a pesquisa evita perder artigos importantes e facilita a construção posterior do referencial teórico, da metodologia e da justificativa.
Além dos dados bibliográficos, anote brevemente como cada fonte contribui para seu problema.
Continue aprendendoDepois de escolher o tema, estes conteúdos podem ajudar nas próximas etapas:
Conclusão
As 120 ideias de temas para TCC em Design deste guia mostram a diversidade de caminhos disponíveis: Design Gráfico, identidade visual, UX/UI, acessibilidade, produtos, sustentabilidade, Design Editorial e da Informação, serviços, cultura e tecnologias emergentes podem originar pesquisas bastante diferentes.
A escolha do assunto, porém, é apenas o início. O passo decisivo é transformá-lo em um problema específico que possa ser investigado com fontes, métodos, recursos e prazo disponíveis.
Selecione algumas ideias, faça uma busca exploratória, defina o objeto e reduza o recorte. Em seguida, formule uma pergunta e identifique quais evidências seriam necessárias para respondê-la.
Se o TCC incluir uma entrega prática, conecte o projeto à investigação: utilize os resultados da pesquisa para orientar requisitos, decisões e critérios de avaliação. Dessa forma, o artefato deixa de ser uma peça isolada e passa a integrar o raciocínio acadêmico do trabalho.
Um tema bem delimitado não torna a pesquisa menos ambiciosa. Ele cria condições para que uma questão relevante seja estudada com mais profundidade, coerência e viabilidade.
Nota editorialEste conteúdo possui finalidade educacional e foi desenvolvido para auxiliar estudantes na exploração e delimitação de temas acadêmicos em Design. As 120 sugestões são pontos de partida e devem ser adaptadas às exigências da instituição, à linha de pesquisa, à disponibilidade de fontes, aos recursos do estudante e às orientações do professor responsável.
Metodologias, procedimentos envolvendo participantes e formatos de projeto podem estar sujeitos a regras institucionais específicas. Consulte o regulamento do curso e as orientações aplicáveis antes de iniciar a coleta de dados ou definir a estrutura definitiva do TCC.
Última atualização: setembro de 2026.
Referências e fontes para aprofundamento
- ACM — Association for Computing Machinery. ACM Digital Library. Base de literatura científica que reúne publicações em computação e áreas relacionadas, incluindo interação humano-computador.
- CAPES — Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Portal de Periódicos CAPES.
- SciELO — Scientific Electronic Library Online. Biblioteca eletrônica de periódicos científicos.
- Google Acadêmico. Ferramenta de busca de literatura acadêmica.
- Repositórios institucionais de universidades e programas de graduação e pós-graduação em Design e áreas relacionadas.
