Como Citar Mapas e Imagens de Satélite nas Normas ABNT: Guia Completo
Aprenda como citar mapas e imagens de satélite nas normas ABNT, diferenciando referências bibliográficas, citações no texto e fontes de figuras. Este guia apresenta modelos e exemplos didáticos para mapas impressos e digitais, Google Maps, Google Earth, IBGE, Landsat e Sentinel, além de orientações sobre metadados, mapas adaptados, elaboração própria e documentação metodológica.
Como Citar Mapas e Imagens de Satélite nas Normas ABNT: Guia Completo
Você encontrou um mapa no Google Maps, utilizou uma imagem do Google Earth, consultou uma carta do IBGE ou trabalhou com imagens Landsat e Sentinel em sua pesquisa. Agora surge uma dúvida importante: como citar mapas e imagens de satélite nas normas ABNT corretamente?
Atualizado em Novembro de 2026
Por Equipe Editorial do TCC&Monografia
A resposta depende de uma informação fundamental: qual é exatamente o material que você utilizou? Um mapa impresso, uma carta topográfica, uma visualização cartográfica online e uma imagem de satélite obtida em um catálogo científico não são necessariamente referenciados da mesma maneira.
Além disso, citar a fonte nas referências bibliográficas não é a mesma coisa que identificar a origem de uma figura no TCC. Quando o pesquisador utiliza imagens de satélite para produzir mapas, classificar áreas ou analisar mudanças ambientais, também pode ser necessário documentar os procedimentos realizados na metodologia.
Neste guia, você aprenderá a identificar diferentes materiais cartográficos, organizar seus metadados, construir referências conforme as normas ABNT aplicáveis e apresentar mapas e imagens de satélite de maneira adequada em trabalhos acadêmicos.
Também encontrará orientações específicas sobre Google Maps, Google Earth, IBGE, Landsat, Sentinel, mapas de elaboração própria, imagens adaptadas, créditos de fornecedores e documentação metodológica.

Resumo rápido: como citar mapas e imagens de satélite nas normas ABNT?
Para citar um mapa ou uma imagem de satélite, comece identificando o documento efetivamente utilizado. Em seguida, consulte seus dados de autoria ou responsabilidade institucional, título, data, identificação cartográfica e informações de publicação ou disponibilização.
A ABNT NBR 6023:2025 orienta a elaboração das referências, incluindo documentos cartográficos e documentos cartográficos em meio eletrônico. Já a ABNT NBR 10520:2023 orienta as citações no texto, enquanto a ABNT NBR 14724:2024 trata da apresentação dos trabalhos acadêmicos.
Na prática, o procedimento envolve cinco decisões:
- Identificar se o material é mapa, carta, fotografia aérea, imagem de satélite ou outro produto cartográfico.
- Localizar as informações disponíveis no documento, no catálogo ou no repositório.
- Elaborar a referência conforme a natureza do material e as regras aplicáveis.
- Fazer a citação no texto e identificar corretamente a fonte quando o material aparecer como figura.
- Documentar, quando pertinente, as adaptações, o processamento e os procedimentos metodológicos realizados.
Atenção: nem todos os dados técnicos de um produto cartográfico são elementos obrigatórios de sua referência bibliográfica. Informações como resolução espacial, sensor, sistema de coordenadas e nível de processamento podem ser indispensáveis à reprodutibilidade de uma pesquisa, mas sua função deve ser avaliada conforme o documento e o contexto.
Neste guia você vai aprender
- Como citar mapas e imagens de satélite nas normas ABNT
- Quais normas ABNT se aplicam aos documentos cartográficos
- Diferenças entre mapas, cartas, fotografias aéreas e imagens de satélite
- Quais informações registrar antes de elaborar a referência
- Modelos de referências de mapas e imagens de satélite
- Como citar Google Maps e Google Earth
- Como citar mapas do IBGE e de instituições oficiais
- Como citar imagens Landsat, Sentinel e outros produtos orbitais
- Como apresentar mapas e imagens de satélite no TCC
- Como documentar materiais cartográficos na metodologia
- Exemplos práticos de referências cartográficas
- Erros comuns ao citar mapas e imagens de satélite
- Passo a passo para elaborar as referências
- Checklist final de conferência
- Perguntas frequentes
- Conclusão
Como citar mapas e imagens de satélite nas normas ABNT?
Para compreender como citar mapas nas normas ABNT, é importante distinguir três atividades que aparecem frequentemente nos trabalhos acadêmicos: referenciar o documento consultado, fazer a citação no texto e identificar a fonte de uma ilustração.
Essas atividades estão relacionadas, mas cumprem funções diferentes.
A referência bibliográfica permite que o leitor identifique e, quando possível, localize o documento utilizado. A citação no texto estabelece a relação entre uma informação apresentada pelo pesquisador e sua fonte. Já a indicação da fonte de uma figura informa a origem do material visual reproduzido, adaptado ou elaborado.
Quando há tratamento de dados geográficos, processamento de imagens ou produção de mapas derivados, surge ainda uma quarta dimensão: a documentação metodológica. Nesse caso, não basta necessariamente indicar de onde veio a imagem; também é importante explicar o que foi feito com ela.
1. Comece identificando o material realmente utilizado
O primeiro passo é verificar a natureza do documento.
Imagine quatro situações:
- Um estudante de Geografia utiliza uma carta topográfica impressa para caracterizar uma área de estudo.
- Uma estudante de Arquitetura consulta um mapa digital para identificar a localização de um terreno.
- Um pesquisador de Engenharia Ambiental utiliza imagens Landsat para analisar mudanças na cobertura do solo.
- Uma estudante de Agronomia produz um mapa temático no QGIS com dados geoespaciais de diferentes instituições.
Embora todos esses trabalhos envolvam informações geográficas, os objetos utilizados são diferentes.
No primeiro caso, existe um documento cartográfico impresso. No segundo, o pesquisador consulta uma representação cartográfica disponibilizada por uma plataforma digital. No terceiro, são utilizados produtos de sensoriamento remoto. No quarto, o mapa apresentado é resultado de um processo de elaboração que envolve dados, ferramentas e decisões metodológicas.
Por isso, aplicar um único modelo de referência a todas essas situações pode gerar omissões, atribuições incorretas ou informações que não correspondem ao material efetivamente consultado.
Boa prática: identifique a fonte antes de formatar a referência
Antes de copiar um modelo pronto, responda a três perguntas:
- O que utilizei? Um documento cartográfico, uma imagem orbital, uma visualização online ou um mapa produzido a partir de dados?
- Quem é responsável pelo material? Uma pessoa, instituição, órgão público, missão científica ou provedor identificado?
- Onde estão os dados de identificação? No próprio documento, na ficha catalográfica, no repositório, nos metadados ou na página de disponibilização?
Essas respostas ajudam a selecionar o tratamento bibliográfico adequado.
2. Diferencie a referência bibliográfica da indicação da fonte da figura
Uma dúvida frequente é saber se a identificação apresentada abaixo de um mapa substitui sua referência na lista final do trabalho.
Não se deve presumir essa equivalência.
A identificação da fonte acompanha a figura e informa a procedência do material apresentado. A referência bibliográfica, por sua vez, registra os elementos necessários à identificação do documento consultado, segundo a norma aplicável.
Considere um exemplo didático.
Um estudante utiliza um mapa de distribuição territorial publicado por uma instituição pública. No capítulo de resultados, insere o mapa como figura e indica a instituição responsável como fonte.
Essa indicação ajuda o leitor a reconhecer a origem da ilustração. Entretanto, quando o documento é citado ou utilizado como fonte bibliográfica, sua referência deve ser elaborada de acordo com as regras pertinentes e com os elementos disponíveis.
O mesmo cuidado vale para mapas adaptados. Se o pesquisador modifica cores, seleciona camadas ou acrescenta informações, deve deixar claro o que foi aproveitado de terceiros e o que constitui sua própria intervenção.
Atenção: fonte da figura e referência não são sinônimos
Escrever apenas “Fonte: Google Earth” ou “Fonte: IBGE” abaixo de uma figura pode não ser suficiente para identificar o documento específico utilizado.
É necessário avaliar a autoria, o produto consultado, a identificação disponível, a data pertinente e as condições de atribuição estabelecidas pelo fornecedor.
Ao longo deste guia, serão apresentados exemplos específicos para diferentes situações.
3. Verifique se o mapa foi reproduzido, adaptado ou elaborado pelo pesquisador
Outro aspecto importante é a origem da representação cartográfica que aparece no trabalho.
Um mapa pode ser reproduzido diretamente de uma fonte, adaptado a partir de um documento existente ou produzido pelo próprio pesquisador.
Essas situações exigem cuidados diferentes.
| Situação | O que aconteceu? | Cuidado principal |
|---|---|---|
| Mapa reproduzido | O material foi utilizado sem alterações substanciais. | Identificar corretamente a fonte e observar as condições de reprodução. |
| Mapa adaptado | O pesquisador modificou uma representação existente. | Reconhecer a fonte original e indicar a adaptação realizada. |
| Mapa elaborado pelo autor | O pesquisador construiu uma nova representação cartográfica. | Documentar as fontes dos dados e os procedimentos de elaboração. |
| Mapa produzido com várias fontes | Foram integrados dados geográficos de diferentes origens. | Identificar os conjuntos de dados utilizados e explicar sua integração. |
Essa classificação ajuda a evitar dois erros comuns: atribuir integralmente ao pesquisador um mapa baseado em dados de terceiros ou apresentar como simples reprodução um produto que passou por processamento e interpretação.
4. Considere a finalidade acadêmica do material
A maneira como um mapa ou uma imagem de satélite é utilizada também influencia a documentação necessária.
Em um trabalho de revisão bibliográfica, o pesquisador pode utilizar um mapa apenas para contextualizar a localização de uma região.
Em uma pesquisa de sensoriamento remoto, por outro lado, a imagem orbital pode constituir uma das principais fontes de dados do estudo. Nesse segundo caso, a identificação da cena, a resolução espacial, o período de aquisição, o processamento e os critérios de análise podem ser decisivos para que outra pessoa compreenda ou reproduza o procedimento.
Isso não significa que todas essas informações devam aparecer obrigatoriamente na referência bibliográfica.
Algumas pertencem à referência; outras podem ser mais adequadas à metodologia, a uma tabela de caracterização dos dados ou a um apêndice técnico.
Visão do especialista: referência correta não substitui metodologia transparente
Uma referência bibliográfica pode identificar adequadamente uma imagem de satélite sem explicar como ela foi utilizada na pesquisa.
Se o estudo envolve classificação de uso do solo, cálculo de índices espectrais, comparação temporal ou geração de mapas derivados, a documentação metodológica precisa esclarecer as decisões relevantes.
A qualidade acadêmica depende da combinação entre identificação da fonte, consistência das citações e transparência dos procedimentos.
5. Exemplo introdutório: uma imagem de satélite utilizada no TCC
Considere a seguinte situação hipotética:
Uma estudante de Engenharia Ambiental analisa a expansão urbana de um município utilizando imagens de satélite obtidas em um catálogo institucional.
Ela seleciona imagens de dois períodos, realiza o processamento em software de geoprocessamento e produz mapas comparativos.
Nesse trabalho, existem pelo menos três elementos que precisam ser distinguidos:
- Os produtos de satélite utilizados: as imagens originais e seus identificadores.
- Os mapas produzidos: as representações elaboradas pela pesquisadora a partir do processamento.
- A metodologia: os critérios de seleção, os procedimentos técnicos e as limitações da análise.
A estudante deve identificar adequadamente as fontes consultadas, reconhecer os responsáveis pelos dados e documentar o processamento realizado.
Se utilizar software, serviços ou produtos sujeitos a condições específicas de citação ou atribuição, essas orientações também devem ser verificadas.
Esse exemplo demonstra por que a referência bibliográfica de uma imagem orbital não deve ser confundida com a identificação de um mapa derivado.
6. O que fazer quando o material está disponível apenas online?
Mapas e imagens de satélite frequentemente são consultados por meio de catálogos, repositórios, portais cartográficos e plataformas interativas.
Nesses ambientes, o endereço eletrônico pode conduzir a uma página de apresentação, a um visualizador, a um arquivo específico ou a um registro de metadados.
O pesquisador deve verificar qual desses recursos identifica melhor o documento utilizado.
Quando existe uma página de produto com informações de autoria, título, versão, data e identificador persistente, ela pode oferecer elementos mais precisos do que a página inicial de uma plataforma.
Entretanto, a existência de DOI ou outro identificador persistente não deve ser presumida. Nem todos os documentos cartográficos possuem esse tipo de identificação.
Também é importante distinguir a data em que o pesquisador acessou o recurso da data de produção, aquisição ou publicação do material.
Erro comum: citar apenas a página inicial da plataforma
Imagine que um pesquisador tenha utilizado uma cena específica de satélite, mas informe apenas o endereço inicial do portal onde realizou a busca.
Mesmo que o portal seja confiável, essa indicação pode dificultar a identificação do produto efetivamente utilizado.
Quando houver um registro específico, identificador de cena, página de produto ou documentação correspondente, essas informações devem ser consideradas na elaboração da referência e na descrição metodológica.
7. Quando consultar as orientações da instituição de ensino?
As normas ABNT estabelecem critérios gerais para referências, citações e apresentação de trabalhos acadêmicos. Entretanto, universidades e faculdades também podem disponibilizar manuais, modelos e orientações complementares.
Esses documentos podem esclarecer a apresentação de figuras, o posicionamento de informações, a organização de listas e procedimentos adotados pela instituição.
Por isso, antes de entregar o TCC, é recomendável verificar a versão do manual institucional aplicável ao curso.
Essa consulta não substitui a identificação correta das fontes cartográficas nem dispensa o respeito às condições de utilização estabelecidas pelos fornecedores.
Na prática: o que você já deve saber antes de avançar
Ao terminar esta primeira etapa, procure responder:
- Sei identificar o tipo de mapa ou imagem que utilizei?
- Consigo distinguir o documento original de uma visualização em plataforma?
- Sei quem é responsável pela fonte consultada?
- Consigo diferenciar referência bibliográfica, citação e fonte da figura?
- Se produzi um mapa, sei quais dados e procedimentos precisam ser documentados?
- Verifiquei se existem regras específicas de atribuição ou reutilização?
Se alguma resposta ainda for negativa, os próximos capítulos apresentarão os critérios e exemplos necessários para resolver essas dúvidas.
Para compreender melhor a diferença entre identificar uma fonte cartográfica e documentar os dados utilizados em uma pesquisa, consulte também o guia sobre como citar base de dados e dataset nas normas ABNT.
No próximo capítulo, veremos como as normas ABNT se aplicam especificamente aos documentos cartográficos e por que é importante distinguir elementos de referência, informações técnicas e exigências dos fornecedores.
O que dizem as normas ABNT sobre mapas e imagens de satélite?
Para compreender como citar mapas e imagens de satélite nas normas ABNT, é necessário conhecer as regras aplicáveis às referências bibliográficas, às citações no texto e à apresentação das ilustrações em trabalhos acadêmicos.
Embora essas atividades estejam relacionadas, elas não são regulamentadas exatamente da mesma maneira. Uma referência cartográfica precisa identificar o documento consultado; uma citação estabelece a relação entre determinada informação e sua fonte; e a apresentação de um mapa como figura exige cuidados com identificação, título, fonte e organização visual.
As principais normas que orientam essas atividades são a ABNT NBR 6023:2025, a ABNT NBR 10520:2023 e a ABNT NBR 14724:2024.
É importante observar que cada uma possui finalidade própria. Utilizá-las de maneira complementar permite construir um trabalho academicamente consistente, sem confundir regras de referência bibliográfica com orientações metodológicas ou condições de utilização de imagens.
Resumo rápido: quais normas ABNT utilizar?
- ABNT NBR 6023:2025: estabelece regras para elaboração de referências, incluindo documentos cartográficos e documentos cartográficos em meio eletrônico.
- ABNT NBR 10520:2023: orienta a apresentação das citações em documentos acadêmicos.
- ABNT NBR 14724:2024: estabelece princípios de apresentação de trabalhos acadêmicos, incluindo a organização e identificação das ilustrações.
Essas normas devem ser utilizadas de acordo com suas respectivas finalidades. Informações técnicas como resolução espacial, sistema de coordenadas, sensor e nível de processamento também podem ser importantes, especialmente em pesquisas de sensoriamento remoto, mas não devem ser tratadas automaticamente como elementos bibliográficos obrigatórios em todas as referências.
1. ABNT NBR 6023:2025: referências de documentos cartográficos
A ABNT NBR 6023 é a principal referência normativa para a elaboração da lista de referências de um trabalho acadêmico.
Ela estabelece critérios para identificar documentos de diferentes naturezas, permitindo que o leitor reconheça as fontes utilizadas e, quando possível, consiga localizá-las.
No caso dos materiais cartográficos, a norma contempla documentos como mapas, cartas e outros produtos de representação geográfica, inclusive aqueles disponibilizados em meio eletrônico.
Essa previsão é especialmente importante porque um mapa não deve ser tratado automaticamente como uma página comum da internet apenas por estar disponível online.
O documento pode apresentar características próprias, como escala, identificação cartográfica, responsabilidade institucional, edição e informações específicas de publicação ou disponibilização.
Por exemplo, uma carta topográfica produzida por uma instituição pública pode conter dados de identificação que não aparecem em uma notícia, artigo de blog ou página institucional convencional.
Da mesma forma, uma imagem de satélite disponibilizada por um catálogo científico pode apresentar identificadores de produto, datas de aquisição e informações técnicas que ajudam a distinguir uma cena de outras imagens da mesma região.
O procedimento adequado começa pela identificação do objeto documental, e não pela simples escolha de um modelo genérico de referência eletrônica.
2. Documentos cartográficos impressos e documentos cartográficos eletrônicos
Uma distinção importante na elaboração das referências é o meio em que o documento foi disponibilizado ou consultado.
Um mapa impresso possui características de identificação e descrição que podem diferir das de um mapa disponibilizado por meio eletrônico.
Considere os seguintes exemplos:
- Uma carta topográfica impressa, publicada por um órgão cartográfico.
- Um mapa temático disponibilizado em arquivo PDF no portal de uma instituição.
- Uma imagem de satélite acessada por meio de um catálogo digital.
- Um produto cartográfico disponível para consulta e download em um repositório.
Esses materiais podem compartilhar informações de autoria, título e data, mas também apresentam particularidades relacionadas à sua forma de publicação, identificação e acesso.
Por isso, a referência precisa representar adequadamente o documento utilizado.
| Aspecto | Documento impresso | Documento eletrônico |
|---|---|---|
| Forma de consulta | Exemplar físico. | Arquivo, catálogo, repositório ou plataforma digital. |
| Identificação | Informações presentes no documento e em seus elementos editoriais. | Informações do produto, arquivo, registro ou metadados. |
| Localização | Dados bibliográficos e identificação da publicação. | Dados bibliográficos e informações de acesso, conforme aplicável. |
| Características específicas | Escala, edição, suporte e outras informações pertinentes. | Formato, identificação digital, versão e outras informações pertinentes. |
| Cuidado principal | Identificar corretamente a publicação cartográfica. | Identificar o produto específico, e não apenas a plataforma que o hospeda. |
Essa comparação não significa que todos os elementos mencionados sejam obrigatórios em qualquer referência. A seleção deve respeitar as regras da norma e as características efetivas do documento.
Boa prática: não confunda suporte com natureza documental
O fato de um mapa estar em PDF, JPEG, TIFF ou outro formato digital não elimina sua natureza cartográfica.
Antes de elaborar a referência, identifique o tipo de documento, a responsabilidade por sua produção e os elementos de identificação disponíveis.
O formato do arquivo é uma característica do suporte digital, mas não substitui os demais dados bibliográficos.
3. Elementos essenciais e complementares nas referências cartográficas
Uma das principais dificuldades dos estudantes é decidir quais informações devem aparecer na referência de um mapa ou de uma imagem de satélite.
Essa dúvida ocorre porque os documentos cartográficos podem apresentar uma quantidade elevada de informações.
Uma carta topográfica pode informar escala, edição, instituição responsável, sistema de coordenadas, projeção cartográfica e outros dados.
Uma imagem orbital pode apresentar missão, satélite, sensor, data de aquisição, nível de processamento, resolução espacial, coleção e identificador do produto.
Entretanto, a existência dessas informações não significa que todas sejam elementos bibliográficos obrigatórios.
Na elaboração das referências, é necessário distinguir os elementos previstos pela norma daqueles que podem ser acrescentados para melhorar a identificação do documento ou a compreensão de sua utilização.
Também é importante reconhecer que certas informações técnicas podem ser mais adequadas à metodologia do trabalho do que à referência bibliográfica.
| Informação | Possível função | Cuidado editorial |
|---|---|---|
| Responsável pelo documento | Identificação bibliográfica. | Verificar a autoria ou responsabilidade efetivamente indicada. |
| Título do mapa ou produto | Identificação bibliográfica. | Respeitar a denominação apresentada pela fonte. |
| Data de publicação | Identificação bibliográfica. | Não confundir com data de aquisição da imagem. |
| Escala cartográfica | Caracterização do documento cartográfico. | Utilizar a informação pertinente ao produto. |
| Resolução espacial | Caracterização técnica e metodológica. | Não substituir automaticamente a escala cartográfica por resolução espacial. |
| Satélite e sensor | Identificação técnica do produto orbital. | Verificar a nomenclatura utilizada pelo catálogo. |
| Identificador de cena | Rastreabilidade do produto. | Registrar o identificador real, sem inventar códigos. |
| URL ou identificador persistente | Localização do recurso digital. | Verificar se o endereço conduz ao recurso correspondente. |
| Procedimentos de processamento | Documentação metodológica. | Explicar as operações realizadas quando relevantes. |
Essa organização ajuda a evitar referências excessivamente longas, compostas por informações técnicas sem função bibliográfica claramente definida.
Também evita o problema oposto: referências tão genéricas que não permitem identificar o documento utilizado.
Atenção: metadados disponíveis não são sinônimo de elementos obrigatórios
Uma imagem de satélite pode possuir dezenas de campos de metadados. Isso não significa que todos devam aparecer na referência bibliográfica.
Os elementos efetivamente exigidos ou admitidos devem ser verificados na norma aplicável. As informações adicionais devem ser selecionadas conforme sua utilidade para identificação, rastreabilidade e transparência metodológica.
Nos capítulos práticos, os exemplos serão construídos a partir dessa distinção.
4. ABNT NBR 10520:2023: como citar mapas e imagens de satélite no texto?
Depois de elaborar a referência bibliográfica, o pesquisador precisa observar como a fonte será mencionada ao longo do trabalho.
Essa atividade é orientada pela ABNT NBR 10520:2023, que trata das citações em documentos.
No contexto dos materiais cartográficos, a citação pode ocorrer quando o autor utiliza informações extraídas de um mapa, discute resultados apresentados em um produto cartográfico ou fundamenta uma afirmação com base em determinada fonte geográfica.
Considere um exemplo hipotético.
Uma estudante consulta um mapa temático publicado por uma instituição e utiliza suas informações para caracterizar a distribuição espacial de determinado fenômeno.
Ao apresentar essa informação no texto, deve estabelecer a relação entre o conteúdo utilizado e a fonte correspondente.
Essa relação precisa ser coerente com a entrada adotada na lista de referências.
Quando a autoria é institucional, é necessário verificar a forma adequada de identificação da entidade responsável. Não se deve atribuir automaticamente a autoria à plataforma que hospeda o mapa.
5. Diferença entre citação narrativa e citação entre parênteses
As citações podem ser incorporadas à redação de diferentes maneiras.
Na citação narrativa, a identificação do responsável pela fonte integra a construção da frase.
Na citação entre parênteses, a chamada aparece separada da estrutura principal da oração.
Observe os exemplos didáticos abaixo, que utilizam uma instituição fictícia e não correspondem a um documento real:
Exemplo de citação narrativa
Segundo o Instituto de Estudos Territoriais (2024), a distribuição espacial das áreas analisadas apresenta diferenças entre os setores do município.
Exemplo de citação entre parênteses
A distribuição espacial das áreas analisadas apresenta diferenças entre os setores do município (Instituto de Estudos Territoriais, 2024).
Observação: os exemplos demonstram a lógica de identificação da fonte. A forma definitiva da chamada deve corresponder à autoria, à data e às demais condições previstas na norma aplicável.
Em trabalhos acadêmicos, a consistência é fundamental.
Uma fonte identificada de determinada maneira no texto precisa corresponder à referência apresentada na lista final.
Essa correspondência é especialmente importante quando o pesquisador utiliza diferentes mapas de uma mesma instituição ou produtos cartográficos publicados em anos distintos.
6. Como citar informações extraídas de um mapa?
Nem sempre um mapa aparece como figura no trabalho.
Em algumas pesquisas, ele é utilizado apenas como fonte de informação.
Um estudante pode consultar um mapa geológico para identificar unidades presentes em determinada região, utilizar uma carta de relevo para caracterizar a área de estudo ou analisar um mapa de uso do solo para fundamentar a descrição de um território.
Nessas situações, o documento cartográfico funciona como fonte de informação, mesmo que sua representação visual não seja reproduzida.
Por isso, a ausência de uma figura não elimina a necessidade de reconhecer adequadamente a fonte utilizada.
O pesquisador deve verificar como a informação será incorporada à redação e como o documento correspondente será identificado nas referências.
Erro comum: utilizar informações cartográficas sem identificar a fonte
Imagine que um estudante descreva características geográficas de uma região com base em uma carta topográfica, mas não informe de onde obteve esses dados.
Mesmo sem reproduzir a carta como figura, ele utilizou uma fonte documental para fundamentar sua descrição.
A identificação adequada da origem da informação contribui para a transparência e a verificabilidade do trabalho.
7. ABNT NBR 14724:2024: apresentação de mapas e imagens como ilustrações
Quando um mapa, uma carta ou uma imagem de satélite aparece visualmente no TCC, sua apresentação também precisa ser considerada.
A ABNT NBR 14724:2024 orienta a apresentação de trabalhos acadêmicos e contempla a identificação das ilustrações.
Mapas, fotografias, gráficos, desenhos e outros elementos visuais podem integrar essa categoria, conforme sua natureza.
O pesquisador deve organizar a identificação da ilustração de maneira coerente com as regras aplicáveis e com o manual institucional adotado.
Isso envolve atenção à designação do tipo de ilustração, à numeração, ao título e à identificação da fonte.
Também é necessário assegurar que o material seja legível e esteja relacionado ao conteúdo apresentado no texto.
Uma imagem de satélite inserida apenas como elemento decorativo, sem explicação de sua função acadêmica, pode comprometer a clareza do trabalho.
Da mesma forma, um mapa com legenda ilegível, escala inadequada ou informações essenciais cortadas pode dificultar a interpretação, mesmo quando sua fonte está corretamente identificada.
8. A fonte abaixo da figura substitui a referência bibliográfica?
A indicação de fonte de uma ilustração e a referência bibliográfica cumprem funções distintas.
A fonte apresentada junto ao mapa informa sua procedência e pode indicar reprodução, adaptação ou elaboração própria.
A referência bibliográfica, quando pertinente ao documento utilizado, fornece os elementos necessários à sua identificação segundo a norma aplicável.
Considere três situações:
| Situação | Identificação da figura | Cuidados adicionais |
|---|---|---|
| Mapa reproduzido | Identificar a fonte original. | Verificar a referência do documento e as condições de reprodução. |
| Mapa adaptado | Indicar a origem e a adaptação. | Explicar alterações relevantes e reconhecer os responsáveis pelo material original. |
| Mapa elaborado pelo pesquisador | Identificar a elaboração própria conforme a apresentação adotada. | Documentar fontes de dados, ferramentas e procedimentos quando aplicável. |
Não existe vantagem acadêmica em repetir informações de maneira desorganizada. O objetivo é distribuir corretamente os dados entre a figura, a referência e a metodologia.
9. O que muda quando a imagem é adaptada ou processada?
Em pesquisas geográficas e ambientais, é comum que o pesquisador não utilize a imagem exatamente como foi disponibilizada.
Uma cena orbital pode passar por recorte, composição de bandas, correção, classificação ou outros procedimentos.
Um mapa institucional pode receber novas camadas, símbolos, limites territoriais ou informações produzidas pelo autor.
Nesses casos, a documentação precisa permitir que o leitor compreenda a origem do material e a natureza das intervenções realizadas.
É importante distinguir três dimensões:
- Fonte original: o documento ou conjunto de dados utilizado como ponto de partida.
- Produto resultante: o mapa ou a imagem apresentada no trabalho.
- Procedimentos realizados: as operações utilizadas para produzir o resultado.
Essas dimensões podem aparecer em diferentes partes do TCC.
A fonte original pode ser identificada na referência e na indicação de procedência da figura. O produto resultante aparece na ilustração. Os procedimentos de elaboração são descritos na metodologia.
Visão do especialista: a transparência metodológica complementa a conformidade normativa
Uma pesquisa que utiliza sensoriamento remoto não se torna metodologicamente reproduzível apenas por apresentar uma referência bibliográfica correta.
Quando os resultados dependem da escolha de imagens, do período de aquisição, do processamento e de parâmetros analíticos, essas decisões precisam ser documentadas.
Por outro lado, informações metodológicas extensas não devem ser inseridas indiscriminadamente na referência bibliográfica.
A melhor prática é atribuir a cada informação sua função apropriada.
10. Normas ABNT e manuais institucionais: qual orientação seguir?
Universidades, faculdades e programas de pós-graduação frequentemente disponibilizam manuais próprios de apresentação de trabalhos acadêmicos.
Esses documentos podem incluir exemplos de identificação de figuras, orientações sobre títulos, listas de ilustrações e procedimentos específicos de organização do trabalho.
Ao consultar um manual institucional, o estudante deve verificar sua data, sua versão e a compatibilidade com as normas ABNT atualmente aplicáveis.
Também é importante distinguir adaptações institucionais de exigências expressamente previstas nas normas.
Por exemplo, uma universidade pode adotar orientações adicionais para a apresentação de mapas de grande formato, arquivos suplementares ou produtos cartográficos elaborados durante a pesquisa.
Essas orientações podem ser relevantes para a entrega do trabalho, mas não devem ser apresentadas como se fossem regras universais da ABNT.
Boa prática: registre as normas e orientações utilizadas
Antes de finalizar o TCC, confira:
- Qual versão da norma de referências está sendo adotada.
- Qual versão da norma de citações está sendo utilizada.
- Quais orientações institucionais se aplicam à apresentação das figuras.
- Se o manual do curso possui exemplos específicos para mapas ou produtos cartográficos.
- Se existem divergências que precisam ser esclarecidas com o orientador ou com a biblioteca.
11. Regras dos fornecedores: por que a conformidade com a ABNT não é suficiente?
Mapas digitais e imagens de satélite também podem estar sujeitos a condições de atribuição, licenciamento e reutilização estabelecidas pelos responsáveis por sua disponibilização.
Essas condições não devem ser confundidas com as regras de elaboração de referências bibliográficas.
Uma referência corretamente formatada pode identificar a fonte, mas não representa automaticamente autorização para reproduzir, modificar ou distribuir qualquer conteúdo.
Da mesma forma, a presença de créditos exigidos por um fornecedor não substitui necessariamente a referência acadêmica do documento utilizado.
Esse cuidado é especialmente relevante quando o trabalho utiliza plataformas comerciais, imagens fornecidas por terceiros ou produtos com condições específicas de utilização.
12. Google Maps e Google Earth: referência e atribuição são coisas diferentes
Ao utilizar conteúdo do Google Maps ou do Google Earth, o pesquisador deve considerar tanto a identificação acadêmica da fonte quanto as orientações de atribuição aplicáveis ao material.
Determinadas visualizações podem envolver conteúdo cartográfico ou imagens fornecidas por terceiros.
Por isso, não é adequado presumir que o nome da plataforma seja sempre a única informação necessária para reconhecer os responsáveis pelo conteúdo.
Também é importante verificar as condições de utilização do material em trabalhos, apresentações e publicações.
As orientações oficiais podem ser consultadas nas diretrizes do Google para produtos geográficos.
No capítulo específico sobre Google Maps e Google Earth, veremos como distinguir o serviço utilizado, o material apresentado, a identificação da fonte e os créditos aplicáveis.
13. Landsat, Sentinel e outros produtos: créditos científicos e identificação dos dados
Produtos de sensoriamento remoto frequentemente são disponibilizados por instituições científicas e programas governamentais.
Entre os exemplos mais conhecidos estão os produtos Landsat, associados ao programa desenvolvido pelos Estados Unidos, e os produtos Sentinel, vinculados ao programa europeu Copernicus.
Esses materiais podem apresentar orientações específicas sobre identificação, reconhecimento institucional e utilização dos dados.
Em uma pesquisa científica, é recomendável verificar a documentação oficial do produto efetivamente utilizado, especialmente quando há diferentes coleções, níveis de processamento ou versões.
Também é importante não confundir o responsável pelo programa, a instituição que disponibiliza o produto e o autor ou responsável bibliográfico identificado nos metadados.
Para conhecer orientações institucionais, consulte a documentação do USGS sobre citação de dados e o portal oficial do Copernicus Data Space Ecosystem.
Essas fontes ajudam a compreender as particularidades dos produtos, mas suas recomendações não devem ser confundidas automaticamente com exigências da ABNT.
14. Como diferenciar exigência normativa, orientação metodológica e condição de uso?
Para evitar erros, é útil classificar cada informação segundo sua finalidade.
| Categoria | Finalidade | Exemplo |
|---|---|---|
| Exigência normativa | Orientar a elaboração de referências, citações e apresentação acadêmica. | Elementos bibliográficos e organização das citações conforme a norma aplicável. |
| Orientação metodológica | Permitir a compreensão dos procedimentos de pesquisa. | Descrição do processamento de uma imagem orbital. |
| Condição de uso | Estabelecer regras de utilização, reprodução ou atribuição. | Créditos exigidos por determinado fornecedor. |
| Orientação institucional | Padronizar a apresentação exigida por uma instituição de ensino. | Modelo de identificação de figuras adotado pelo curso. |
Essas categorias podem se complementar, mas não são intercambiáveis.
Uma pesquisa pode precisar atender simultaneamente às normas ABNT, às exigências institucionais, às condições de utilização dos materiais e às necessidades metodológicas de sua área científica.
Atenção: não transforme boas práticas em obrigações universais
Registrar o identificador de uma cena, documentar a resolução espacial ou informar o software utilizado pode ser fundamental em determinadas pesquisas.
Entretanto, não é correto afirmar que todas essas informações sejam universalmente obrigatórias em todas as referências cartográficas elaboradas segundo a ABNT.
A decisão deve considerar a norma aplicável, a natureza do documento e a função acadêmica de cada informação.
15. Exemplo integrado: referência, figura e metodologia
Considere um exemplo hipotético de pesquisa sobre mudanças na cobertura vegetal de uma região.
O pesquisador utiliza imagens orbitais disponibilizadas por um catálogo científico, realiza o processamento em um programa de geoprocessamento e produz mapas comparativos.
Para documentar corretamente o trabalho, ele precisa organizar as informações em diferentes níveis.
| Local do trabalho | Informação apresentada | Objetivo |
|---|---|---|
| Referências | Identificação dos produtos e documentos utilizados. | Permitir o reconhecimento das fontes. |
| Texto | Citações correspondentes às fontes utilizadas. | Relacionar afirmações e informações aos documentos consultados. |
| Figura | Identificação do mapa produzido e de sua procedência. | Esclarecer a origem da representação apresentada. |
| Metodologia | Critérios de seleção, processamento e análise. | Explicar como os resultados foram obtidos. |
Essa separação reduz ambiguidades e melhora a organização do trabalho acadêmico.
Também facilita a avaliação do estudo por orientadores, examinadores e leitores interessados em verificar os procedimentos utilizados.
16. Checklist normativo antes de elaborar uma referência cartográfica
Antes de avançar para os modelos práticos, utilize o checklist abaixo.
Checklist: fundamentos para citar mapas e imagens de satélite
- Identifiquei a natureza do documento cartográfico.
- Verifiquei se o material é impresso ou eletrônico.
- Localizei os dados de responsabilidade, título e publicação disponíveis.
- Distingui informações bibliográficas de metadados técnicos.
- Identifiquei a fonte específica, e não apenas a plataforma utilizada.
- Verifiquei como a fonte será citada no texto.
- Defini como o mapa ou a imagem será identificado caso apareça como figura.
- Separei os procedimentos metodológicos das informações bibliográficas.
- Consultei as condições de atribuição e utilização aplicáveis.
- Verifiquei as orientações da instituição de ensino.
Com esses fundamentos estabelecidos, torna-se mais fácil identificar as diferenças entre mapas, cartas, fotografias aéreas, imagens orbitais e outros produtos cartográficos.
Essa identificação será o ponto de partida do próximo capítulo, dedicado à classificação dos materiais e à escolha do tratamento bibliográfico adequado.
Mapa, carta, fotografia aérea e imagem de satélite: quais são as diferenças?

Antes de aprender como citar mapas e imagens de satélite nas normas ABNT, é importante compreender que os documentos cartográficos podem apresentar características, finalidades e formas de produção bastante diferentes.
Um mapa político, uma carta topográfica, uma fotografia aérea, uma imagem Landsat e um mapa temático produzido no QGIS podem representar informações sobre o espaço geográfico. Entretanto, isso não significa que sejam o mesmo tipo de documento.
As diferenças envolvem a origem das informações, a maneira como o território foi representado, o processo de produção, o nível de interpretação dos dados e os elementos disponíveis para identificação.
Essas particularidades influenciam a escolha da fonte que deve ser referenciada e a forma como o pesquisador documentará o material utilizado.
Por exemplo, quando um estudante consulta um mapa temático publicado por uma instituição, pode estar utilizando um produto cartográfico já elaborado. Quando trabalha diretamente com uma cena de satélite, pode estar utilizando dados de sensoriamento remoto que ainda serão processados e interpretados.
Em ambos os casos, a identificação da fonte é necessária, mas as informações relevantes podem ser diferentes.
Resumo rápido: como diferenciar os principais materiais?
- Mapa: representação cartográfica selecionada e organizada para comunicar informações espaciais.
- Carta cartográfica: representação com características técnicas próprias, frequentemente utilizada em atividades de localização, análise territorial e planejamento.
- Planta: representação detalhada de uma área relativamente restrita, geralmente em escala grande.
- Atlas: conjunto organizado de mapas, frequentemente acompanhado de informações complementares.
- Fotografia aérea: imagem obtida por sensor ou câmera transportada por uma plataforma aérea.
- Ortofoto: imagem fotográfica submetida a correções geométricas para permitir utilização cartográfica mais consistente.
- Imagem de satélite: produto obtido por sensores instalados em plataformas orbitais, podendo apresentar diferentes características espectrais, espaciais e temporais.
- Mosaico: produto formado pela combinação de duas ou mais imagens ou cenas.
- Mapa temático: representação voltada à distribuição espacial de determinado fenômeno.
- Dado geoespacial: informação associada a uma localização ou geometria, que pode ser utilizada para produzir mapas e análises.
Essas categorias não são necessariamente excludentes. Um mapa temático pode integrar um atlas; uma ortofoto pode ser produzida a partir de imagens aéreas; e um mosaico de imagens de satélite pode servir de base para a elaboração de um mapa.
1. O que é um mapa?
Um mapa é uma representação cartográfica utilizada para comunicar informações sobre a distribuição, a localização ou as relações espaciais de elementos e fenômenos.
Dependendo de sua finalidade, pode apresentar limites territoriais, redes de transporte, características naturais, dados populacionais, indicadores econômicos, distribuição de vegetação, uso do solo e muitos outros elementos.
Os mapas não são reproduções neutras e completas da realidade. Sua elaboração envolve escolhas de escala, projeção, símbolos, classificação, cores, generalização e seleção das informações representadas.
Por isso, ao utilizar um mapa em uma pesquisa acadêmica, é importante identificar não apenas a área representada, mas também o produto cartográfico consultado e sua responsabilidade de elaboração.
Considere um exemplo.
Um estudante de Administração Pública utiliza um mapa de divisão territorial para apresentar os municípios de determinada região. Nesse caso, o mapa funciona como uma representação organizada de informações geográficas.
Se o documento foi produzido e publicado por uma instituição, essa responsabilidade deve ser considerada na elaboração da referência.
Se o estudante utiliza os dados territoriais da instituição para produzir uma nova representação, a situação é diferente: ele passa a trabalhar com dados de origem externa e um mapa resultante de sua própria elaboração.
2. Quais são os principais tipos de mapas?
Os mapas podem ser classificados de diferentes maneiras, conforme a finalidade, o conteúdo e os critérios adotados.
Para o estudante que precisa elaborar referências acadêmicas, é especialmente útil reconhecer algumas categorias frequentes.
| Tipo de mapa | Características | Exemplo de utilização acadêmica |
|---|---|---|
| Mapa político | Representa divisões político-administrativas. | Delimitação de estados, municípios e países. |
| Mapa físico | Destaca características naturais do território. | Caracterização de relevo e hidrografia. |
| Mapa temático | Representa a distribuição de um fenômeno específico. | Análise de renda, vegetação ou uso do solo. |
| Mapa geológico | Apresenta unidades e estruturas geológicas. | Pesquisas de Geologia e Engenharia. |
| Mapa pedológico | Representa classes e características dos solos. | Estudos de Agronomia e planejamento territorial. |
| Mapa de localização | Indica a posição de uma área de estudo. | Contextualização espacial da pesquisa. |
| Mapa de uso e cobertura da terra | Apresenta classes de ocupação e cobertura da superfície. | Análise ambiental e planejamento territorial. |
Essa classificação ajuda a compreender a finalidade do mapa, mas não determina isoladamente o formato de sua referência bibliográfica.
Dois mapas temáticos podem exigir tratamentos distintos caso um seja um documento impresso publicado por uma instituição e o outro seja um produto digital disponibilizado em um catálogo.
Portanto, o tipo de mapa deve ser analisado em conjunto com os dados de identificação do documento e sua forma de disponibilização.
Boa prática: identifique o produto, não apenas o assunto do mapa
Informar que você utilizou um “mapa de vegetação” ou um “mapa político” descreve o conteúdo representado, mas não identifica necessariamente a fonte consultada.
Procure localizar o título efetivo do documento, a instituição responsável, a data, a edição ou versão e outras informações pertinentes.
Essa identificação é especialmente importante quando existem diferentes mapas sobre o mesmo território ou fenômeno.
3. O que é uma carta cartográfica?
Uma carta cartográfica é uma representação do espaço geográfico elaborada segundo critérios técnicos e destinada a diferentes atividades de localização, medição, navegação, planejamento ou análise territorial.
O termo aparece frequentemente em documentos produzidos por instituições cartográficas, órgãos públicos e serviços especializados.
Cartas topográficas, cartas náuticas e cartas aeronáuticas são exemplos conhecidos, embora apresentem finalidades e características distintas.
Em pesquisas acadêmicas, as cartas topográficas são particularmente relevantes porque podem fornecer informações sobre relevo, hidrografia, vias de circulação, ocupação territorial e outros elementos.
Uma carta pode apresentar informações como:
- Denominação ou identificação da folha cartográfica.
- Escala.
- Instituição responsável.
- Edição e data.
- Sistema de referência geodésico.
- Projeção cartográfica.
- Coordenadas e articulação das folhas.
- Legenda e convenções cartográficas.
Esses elementos ajudam a identificar e interpretar o documento.
Entretanto, é necessário distinguir as informações utilizadas na referência bibliográfica daquelas que descrevem tecnicamente a carta.
4. Qual é a diferença entre mapa e carta?
Na prática, os termos mapa e carta podem apresentar usos próximos e até sobrepostos.
Uma distinção frequentemente empregada associa os mapas à comunicação de informações geográficas e as cartas a representações com maior ênfase em determinadas especificações técnicas e finalidades operacionais.
Contudo, essa diferenciação não deve ser tratada como uma regra absoluta.
Existem mapas com elevada precisão técnica e cartas que apresentam informações temáticas.
Para a elaboração de referências, o mais importante é respeitar a identificação efetivamente atribuída ao documento por seu responsável.
Se uma instituição denomina determinado produto como carta topográfica, não é recomendável alterar arbitrariamente essa denominação para mapa apenas para adequá-la a um modelo genérico.
Atenção: a denominação oficial do documento importa
Ao elaborar uma referência, procure utilizar o título e a identificação apresentados na própria fonte.
Termos como mapa, carta, folha, planta e atlas podem fazer parte da denominação formal de um produto cartográfico.
Substituí-los sem justificativa pode dificultar a identificação do documento consultado.
5. O que é uma planta cartográfica?
Uma planta é uma representação detalhada de uma área relativamente restrita, frequentemente elaborada em escala grande.
Esse tipo de documento é comum em Arquitetura, Urbanismo, Engenharia Civil, planejamento territorial, cadastro e estudos de infraestrutura.
Uma planta pode representar lotes, edificações, quadras, redes de serviços, áreas urbanas ou outros elementos que exigem maior detalhamento espacial.
Em trabalhos acadêmicos, é importante distinguir uma planta cartográfica de outros desenhos técnicos, como plantas arquitetônicas e projetos de engenharia.
Embora possam compartilhar características gráficas, esses materiais nem sempre possuem a mesma natureza documental.
Uma planta cadastral disponibilizada por um órgão público pode constituir um documento cartográfico. Já uma planta baixa elaborada como parte de um projeto arquitetônico pode exigir análise de sua natureza específica para a referência.
Por isso, a classificação deve considerar o conteúdo, a finalidade e a identificação do documento.
6. O que é um atlas?
Um atlas é uma publicação ou coleção organizada de mapas, podendo incluir textos explicativos, tabelas, gráficos, fotografias e outros recursos de contextualização.
Existem atlas geográficos, históricos, ambientais, escolares, temáticos e institucionais.
Em pesquisas acadêmicas, o atlas pode ser utilizado como fonte de informações espaciais ou como publicação de referência sobre determinado território.
Entretanto, citar um atlas completo não é necessariamente a mesma coisa que citar um mapa específico encontrado em seu interior.
Quando o pesquisador utiliza apenas uma parte identificável de uma publicação, deve verificar o tratamento bibliográfico pertinente à relação entre o documento consultado e a obra que o contém.
Essa distinção é importante porque a referência deve permitir que o leitor localize o conteúdo efetivamente utilizado.
7. O que é uma fotografia aérea?
A fotografia aérea é uma imagem obtida a partir de uma câmera ou sensor transportado por uma plataforma aérea, como uma aeronave ou, em determinados contextos, um veículo aéreo não tripulado.
Esse tipo de imagem pode ser utilizado em estudos ambientais, planejamento urbano, levantamentos territoriais, monitoramento de obras, pesquisas arqueológicas e análises de ocupação do solo.
As fotografias aéreas podem apresentar diferentes características de aquisição, orientação e geometria.
Uma fotografia aérea convencional não deve ser considerada automaticamente equivalente a um mapa ou a uma ortofoto.
Isso ocorre porque a geometria da imagem pode apresentar distorções associadas à perspectiva, ao relevo e às condições de aquisição.
Essas diferenças são importantes quando a imagem é utilizada para medições ou análises espaciais.
Para fins bibliográficos, o pesquisador deve identificar o produto efetivamente consultado e as informações disponíveis sobre sua responsabilidade, denominação, data e forma de disponibilização.
8. O que é uma ortofoto?
Uma ortofoto é uma imagem fotográfica submetida a procedimentos de correção geométrica destinados a reduzir distorções e permitir sua utilização como representação espacial com características cartográficas.
O processo de ortorretificação considera informações relacionadas à geometria de aquisição e ao relevo, entre outros fatores técnicos.
O resultado pode ser utilizado em sistemas de informações geográficas, levantamentos territoriais, planejamento urbano e atividades de mapeamento.
Uma ortofoto pode apresentar resolução espacial elevada e permitir a identificação detalhada de elementos da superfície.
Entretanto, resolução espacial elevada não significa, por si só, ausência de erros posicionais.
A qualidade geométrica depende do processo de produção, dos dados utilizados e dos controles aplicados.
Ao citar uma ortofoto, o pesquisador deve verificar a identificação do produto e, quando pertinente à metodologia, suas características técnicas.
9. Qual é a diferença entre fotografia aérea e ortofoto?
A diferença central está no tratamento geométrico da imagem.
Uma fotografia aérea pode apresentar distorções decorrentes da perspectiva e das condições de aquisição.
Uma ortofoto passa por correções destinadas a proporcionar uma representação espacial mais adequada à utilização cartográfica.
| Característica | Fotografia aérea | Ortofoto |
|---|---|---|
| Origem | Captura por sensor em plataforma aérea. | Imagem fotográfica submetida à ortorretificação. |
| Geometria | Pode apresentar distorções de perspectiva e relevo. | Possui correções geométricas específicas. |
| Uso frequente | Interpretação visual e documentação territorial. | Mapeamento, integração em SIG e análise espacial. |
| Cuidados | Não presumir precisão métrica uniforme. | Verificar a qualidade posicional do produto. |
Para elaborar a referência, a classificação deve refletir a natureza do documento efetivamente disponibilizado.
Se uma instituição identifica o produto como ortofoto ou ortomosaico, essa denominação pode ser relevante para a identificação bibliográfica e metodológica.
10. O que é uma imagem de satélite?
Uma imagem de satélite é um produto obtido por sensores instalados em plataformas orbitais.
Esses sensores registram informações relacionadas à interação da radiação eletromagnética com a superfície terrestre, a atmosfera ou outros alvos observados.
Dependendo do sistema, os registros podem envolver diferentes faixas do espectro eletromagnético e distintas tecnologias de aquisição.
As imagens de satélite são utilizadas em pesquisas de Geografia, Agronomia, Engenharia Ambiental, Geologia, Oceanografia, Meteorologia, planejamento territorial e diversas outras áreas.
Entre suas aplicações estão:
- Monitoramento da cobertura vegetal.
- Análise de expansão urbana.
- Acompanhamento de queimadas.
- Estudos de uso e cobertura da terra.
- Identificação de alterações em corpos d’água.
- Avaliação de características ambientais.
- Monitoramento agrícola.
- Análises temporais de mudanças territoriais.
É importante observar que uma imagem de satélite não é necessariamente uma fotografia convencional.
O produto pode conter informações registradas em bandas espectrais que não correspondem diretamente às cores percebidas pelo olho humano.
Uma composição colorida apresentada em um artigo pode resultar da combinação de bandas, do processamento dos dados e de escolhas de visualização.
Por isso, ao utilizar uma imagem orbital, o pesquisador deve distinguir os dados originais do produto visual apresentado.
11. Imagem de satélite é a mesma coisa que mapa?
Não necessariamente.
Uma imagem de satélite registra informações observadas por sensores orbitais. Um mapa é uma representação cartográfica organizada para comunicar informações espaciais.
Uma imagem orbital pode ser utilizada como base para a produção de um mapa, mas isso não significa que os dois documentos sejam equivalentes.
Considere uma pesquisa sobre desmatamento.
O pesquisador obtém imagens de satélite de diferentes anos, realiza correções, aplica procedimentos de classificação e produz um mapa que representa áreas de vegetação, solo exposto e ocupação urbana.
Nesse exemplo, as imagens de satélite constituem fontes de dados. O mapa temático é um produto derivado da análise.
A referência das imagens utilizadas e a identificação do mapa resultante cumprem funções diferentes.
Na prática: imagem orbital e mapa derivado
Situação hipotética: um estudante utiliza uma imagem Sentinel-2 para elaborar um mapa de cobertura da terra.
Fonte utilizada: produto de sensoriamento remoto identificado no catálogo correspondente.
Produto elaborado: mapa temático resultante do processamento e da classificação.
Documentação necessária: identificação da fonte original, apresentação adequada do mapa e descrição dos procedimentos metodológicos relevantes.
O pesquisador não deve atribuir automaticamente ao fornecedor da imagem a autoria integral do mapa que ele próprio produziu.
12. O que são cenas, produtos e coleções de imagens de satélite?
Os catálogos de sensoriamento remoto podem organizar os dados por cenas, produtos, coleções, períodos e outros critérios.
Uma cena pode corresponder a uma unidade de aquisição ou distribuição de dados, conforme as características da missão e do sistema utilizado.
Um produto pode incorporar procedimentos de processamento, correções e organização dos registros.
Uma coleção pode reunir produtos organizados segundo determinados padrões de processamento e distribuição.
Esses conceitos são importantes porque uma mesma área pode ter sido observada em diferentes datas e disponibilizada em produtos com características distintas.
Além disso, um produto pode receber atualizações ou ser disponibilizado em novas versões ou coleções.
Para fins de rastreabilidade científica, é recomendável identificar a unidade efetivamente utilizada na pesquisa.
Entretanto, não se deve presumir que todos os catálogos utilizem os mesmos critérios ou formatos de identificação.
O pesquisador deve consultar a documentação do fornecedor e registrar os dados correspondentes ao produto utilizado.
13. O que são mosaicos de imagens?
Um mosaico é um produto formado pela combinação de duas ou mais imagens ou cenas para representar uma área maior ou construir uma visualização integrada.
Esse procedimento é frequente em levantamentos aerofotogramétricos, sensoriamento remoto e produção de bases cartográficas.
Um mosaico pode ser disponibilizado diretamente por uma instituição ou produzido pelo pesquisador durante o desenvolvimento do estudo.
Essas duas situações precisam ser diferenciadas.
Quando o mosaico é um produto institucional publicado, sua identificação deve considerar o documento disponibilizado.
Quando o mosaico é produzido pelo pesquisador a partir de diferentes cenas, é necessário documentar as fontes utilizadas e os procedimentos de combinação.
Dependendo da pesquisa, também pode ser importante explicar como foram tratadas diferenças de data, iluminação, cobertura de nuvens, resolução e outros fatores que afetam a integração das imagens.
Erro comum: citar apenas uma cena quando o resultado utiliza várias
Imagine que um pesquisador produza um mosaico a partir de quatro imagens orbitais, mas identifique apenas uma delas como fonte do resultado.
Essa documentação pode representar de maneira incompleta os dados efetivamente utilizados.
O procedimento adequado depende do produto, das orientações de citação do fornecedor e da organização metodológica do estudo.
O importante é permitir que o leitor compreenda quais fontes participaram da elaboração do resultado.
14. O que são composições coloridas e imagens processadas?
Imagens de satélite podem ser apresentadas por meio de diferentes combinações de bandas espectrais e procedimentos de processamento.
Uma composição em cores naturais procura produzir uma representação visual próxima da percepção humana, dentro das possibilidades do sensor e do processamento utilizado.
Uma composição em falsas cores utiliza combinações de bandas que podem destacar características específicas, como vegetação, umidade ou determinadas feições da superfície.
Além disso, imagens podem passar por correções, recortes, ajustes radiométricos, classificação e outros procedimentos.
Essas operações podem gerar produtos derivados com finalidades distintas.
Por isso, é importante separar a identificação dos dados de origem da descrição das operações realizadas.
Em um TCC, a referência bibliográfica identifica as fontes pertinentes, enquanto a metodologia pode explicar como as bandas foram selecionadas, combinadas ou processadas.
15. O que são dados geoespaciais?
Dados geoespaciais são informações associadas a uma localização, geometria ou referência espacial.
Eles podem representar pontos, linhas, polígonos, grades, imagens ou outras estruturas utilizadas para descrever fenômenos e elementos do território.
Entre os exemplos estão limites municipais, redes hidrográficas, áreas de preservação, registros de localização, modelos de elevação e dados de cobertura da terra.
Esses dados podem ser utilizados em sistemas de informações geográficas para produzir mapas, realizar análises espaciais e integrar diferentes fontes.
Entretanto, um conjunto de dados geoespaciais não é necessariamente um mapa pronto.
Um arquivo vetorial contendo limites municipais, por exemplo, pode servir de base para diversas representações cartográficas.
O mapa produzido depende das escolhas do pesquisador, como simbologia, classificação, escala, projeção e organização dos elementos.
Essa distinção é especialmente relevante para a documentação acadêmica.
Quando a pesquisa utiliza diretamente um conjunto de dados geoespaciais, pode ser necessário identificar o dataset correspondente, além de documentar os mapas derivados.
Para aprofundar esse assunto, consulte o guia sobre como citar base de dados e dataset nas normas ABNT.
16. Qual é a diferença entre dado geoespacial, mapa e serviço de visualização?
Um erro frequente é considerar equivalentes os dados utilizados, o mapa produzido e a plataforma em que o conteúdo aparece.
Esses elementos podem fazer parte de um mesmo processo, mas não representam necessariamente o mesmo objeto.
| Elemento | O que representa? | Exemplo de utilização |
|---|---|---|
| Dado geoespacial | Informação espacial utilizada em análises e representações. | Arquivo com limites municipais. |
| Mapa | Representação cartográfica organizada para comunicar informações. | Mapa de distribuição populacional. |
| Imagem de satélite | Produto obtido por sensor orbital. | Cena utilizada em análise ambiental. |
| Serviço de visualização | Recurso tecnológico que permite consultar ou visualizar informações espaciais. | Visualizador cartográfico online. |
| Software de geoprocessamento | Ferramenta utilizada para manipular, analisar ou representar dados espaciais. | Programa utilizado para elaborar um mapa temático. |
Na prática, uma pesquisa pode envolver todos esses elementos.
O estudante pode obter dados em um repositório, processá-los em um software, produzir um mapa e disponibilizar o resultado em uma plataforma digital.
Para citar corretamente, deve identificar quais desses objetos foram efetivamente utilizados como fontes e quais constituem ferramentas ou produtos de sua própria elaboração.
17. Como identificar o documento realmente utilizado?
A identificação correta começa pela reconstrução do caminho percorrido durante a pesquisa.
Em vez de perguntar apenas “de qual site retirei a imagem?”, procure responder “qual documento ou produto utilizei e onde estão suas informações de identificação?”.
Esse procedimento é especialmente útil quando o material foi obtido em plataformas que reúnem diferentes fontes.
Considere três exemplos hipotéticos.
Exemplo A: mapa consultado em um portal institucional
Uma estudante acessa o portal de um órgão público e utiliza um mapa temático disponibilizado em PDF.
O documento possui título próprio, instituição responsável e data de publicação.
Nesse caso, a referência deve considerar o mapa específico consultado, e não apenas a página inicial do portal.
Exemplo B: imagem de satélite obtida em um catálogo
Um pesquisador utiliza um catálogo científico para localizar uma cena orbital de determinada região.
O catálogo apresenta identificador do produto, data de aquisição, informações sobre o sensor e outras características.
A documentação deve permitir a identificação do produto utilizado, respeitando a forma de referência pertinente e as orientações aplicáveis.
Exemplo C: mapa elaborado a partir de dados externos
Uma estudante utiliza dados de limites territoriais e informações ambientais para produzir um mapa no QGIS.
O mapa final é resultado de sua própria elaboração, mas utiliza fontes externas.
Nesse caso, a documentação precisa reconhecer a origem dos dados e explicar os procedimentos relevantes, sem atribuir integralmente às instituições fornecedoras a elaboração da representação final.
18. Fluxograma: qual tipo de fonte cartográfica você utilizou?
Para escolher o tratamento adequado, utilize a sequência de decisões abaixo.
Fluxograma textual de identificação da fonte
Etapa 1 — O material é uma representação cartográfica pronta?
Se sim, verifique se corresponde a mapa, carta, planta, atlas ou outro documento cartográfico identificado.
Etapa 2 — O material é uma imagem obtida por sensor?
Se sim, identifique se corresponde a fotografia aérea, ortofoto, imagem orbital ou produto derivado.
Etapa 3 — Você utilizou dados espaciais para produzir um novo mapa?
Se sim, identifique os conjuntos de dados utilizados e documente a elaboração do produto resultante.
Etapa 4 — O conteúdo foi consultado em uma plataforma digital?
Se sim, verifique se existe um documento ou produto específico por trás da visualização.
Etapa 5 — O material foi modificado ou processado?
Se sim, diferencie a fonte original das operações realizadas e do resultado apresentado.
Etapa 6 — Existem orientações específicas de citação ou atribuição?
Se sim, consulte a documentação oficial do fornecedor e distinga essas orientações das regras da ABNT.
Esse fluxograma será transformado em uma imagem didática no conjunto visual do artigo, permitindo que o leitor identifique rapidamente o caminho mais adequado para seu caso.
19. Como evitar confusões entre produtos cartográficos semelhantes?
Alguns documentos apresentam aparência visual semelhante, embora possuam origens e características diferentes.
Uma imagem de satélite processada pode se parecer com uma fotografia aérea. Um mapa produzido a partir de imagens orbitais pode apresentar uma base visual semelhante à de um mosaico. Uma plataforma digital pode reunir mapas, fotografias, imagens orbitais e dados de diferentes fornecedores.
Por isso, a aparência da imagem não deve ser o único critério de classificação.
O pesquisador deve consultar os metadados, a documentação do produto e as informações disponibilizadas pela fonte.
Essa verificação ajuda a evitar atribuições incorretas e melhora a rastreabilidade do material utilizado.
Visão do especialista: a identificação documental precede a formatação ABNT
Um dos erros mais difíceis de perceber em referências cartográficas é utilizar um modelo formalmente organizado para identificar o objeto errado.
Isso pode acontecer quando o pesquisador referencia apenas a plataforma, embora tenha utilizado um produto específico, ou quando identifica um mapa derivado como se fosse a imagem original.
Antes de verificar pontuação, ordem dos elementos e formatação, confirme se a referência corresponde ao material efetivamente utilizado.
Uma referência bem formatada não corrige uma identificação documental equivocada.
20. Checklist: como classificar mapas e imagens de satélite antes de citar?
Antes de avançar para a coleta dos metadados, confira os pontos abaixo.
Checklist de identificação do material cartográfico
- Identifiquei se o documento é mapa, carta, planta, atlas, fotografia aérea, ortofoto ou imagem de satélite.
- Verifiquei a denominação apresentada pela fonte original.
- Identifiquei se o material é impresso ou eletrônico.
- Confirmei se utilizei um produto pronto ou dados para produzir uma nova representação.
- Verifiquei se o documento possui título ou identificador específico.
- Localizei a instituição ou o responsável indicado.
- Distingui a plataforma de acesso do produto consultado.
- Identifiquei se houve adaptação, processamento ou elaboração própria.
- Verifiquei se o material integra uma coleção, atlas, catálogo ou repositório.
- Consultei as orientações de identificação e atribuição disponibilizadas pelo fornecedor.
Com o tipo de documento identificado, o próximo passo é reunir as informações necessárias para elaborar sua referência.
No capítulo seguinte, veremos como localizar autoria, título, data, edição, escala, identificadores, dados de acesso e outros metadados relevantes, distinguindo elementos bibliográficos de informações técnicas utilizadas na metodologia.
Quais informações são necessárias para referenciar mapas e imagens de satélite?
Depois de identificar o tipo de documento utilizado, o próximo passo para aprender como citar mapas nas normas ABNT é reunir as informações que permitem reconhecer corretamente a fonte.
Esse levantamento deve ser realizado antes da elaboração da referência bibliográfica. Assim, o pesquisador reduz o risco de atribuir autoria incorreta, utilizar datas inadequadas, omitir a identificação do produto ou confundir informações técnicas com elementos de referência.
Mapas, cartas topográficas, fotografias aéreas, ortofotos e imagens de satélite podem apresentar diferentes conjuntos de informações. Alguns dados aparecem diretamente no documento; outros estão disponíveis em catálogos, registros de metadados, páginas institucionais ou arquivos que acompanham o produto.
Em uma carta topográfica, por exemplo, é comum encontrar informações sobre a instituição responsável, o título ou identificação da folha, a escala, a edição e a data.
Em um produto de sensoriamento remoto, podem aparecer dados sobre o satélite, o sensor, a data de aquisição, a coleção, o nível de processamento, a resolução espacial e o identificador do produto.
Entretanto, nem todas essas informações precisam integrar obrigatoriamente a referência bibliográfica. Algumas são necessárias à identificação documental; outras podem ser complementares ou especialmente importantes para a descrição metodológica.
O procedimento mais seguro é registrar os metadados disponíveis, compreender a função de cada informação e selecionar os elementos adequados ao documento e à norma aplicável.
Resumo rápido: o que verificar antes de citar um mapa ou imagem de satélite?
Antes de elaborar a referência, procure identificar:
- O responsável pelo documento ou produto cartográfico.
- O título, a denominação oficial ou a identificação do material.
- As informações de edição, versão ou coleção, quando existentes.
- O local, a entidade publicadora e a data pertinente, conforme o documento.
- As características cartográficas necessárias à sua identificação.
- O suporte ou a forma de disponibilização.
- O endereço eletrônico ou identificador persistente, quando aplicável.
- A data de acesso, quando pertinente ao recurso eletrônico.
- Os metadados técnicos relevantes à utilização científica.
- As condições de atribuição, licenciamento e reutilização.
Importante: esta é uma lista de verificação documental, não uma relação de dez elementos universalmente obrigatórios nas referências ABNT. A composição da referência depende da natureza do material e das disposições normativas correspondentes.
1. Como identificar a autoria ou responsabilidade por um documento cartográfico?
A autoria é um dos primeiros aspectos que devem ser investigados ao elaborar uma referência cartográfica.
Entretanto, mapas e imagens de satélite frequentemente apresentam formas de responsabilidade diferentes das encontradas em livros e artigos científicos.
Um mapa pode ser elaborado por um profissional identificado, por uma equipe técnica, por uma instituição pública ou por uma organização responsável pela publicação.
Uma imagem de satélite, por sua vez, pode estar vinculada a uma missão espacial, a um programa científico, a uma instituição operadora e a um serviço responsável por sua distribuição.
Essas entidades não desempenham necessariamente a mesma função.
Por isso, o pesquisador deve verificar como a responsabilidade pelo documento é apresentada na fonte original.
Não é recomendável presumir que o nome da plataforma de acesso corresponda automaticamente ao autor do material.
2. Autoria pessoal, institucional e responsabilidade técnica
Em determinados documentos cartográficos, a responsabilidade pode ser atribuída a uma pessoa física.
Isso pode ocorrer em mapas publicados individualmente, trabalhos cartográficos assinados ou documentos integrantes de publicações acadêmicas.
Em outros casos, a responsabilidade é institucional.
Órgãos públicos, institutos de pesquisa, universidades, serviços cartográficos e organizações especializadas frequentemente produzem e disponibilizam mapas.
Também existem produtos elaborados por equipes técnicas, projetos ou programas de pesquisa.
Para distinguir essas situações, observe:
- O nome apresentado como responsável principal pelo documento.
- A instituição identificada na publicação.
- Os créditos de elaboração e produção cartográfica.
- As informações disponíveis na ficha catalográfica.
- O registro de metadados do produto.
- As orientações de citação disponibilizadas pelo fornecedor.
Essas informações ajudam a determinar a responsabilidade bibliográfica, mas não devem ser utilizadas de maneira automática ou descontextualizada.
Boa prática: diferencie o responsável pelo produto do responsável pela plataforma
Um portal pode reunir documentos produzidos por diferentes instituições.
Da mesma forma, um serviço de visualização pode apresentar camadas cartográficas e imagens provenientes de vários fornecedores.
Antes de atribuir autoria, verifique se o documento possui responsável próprio e se a plataforma atua apenas como meio de acesso ou distribuição.
3. Como identificar a instituição responsável por imagens Landsat e Sentinel?
Produtos de sensoriamento remoto podem envolver diferentes instituições e responsabilidades.
No programa Landsat, por exemplo, existem responsabilidades relacionadas ao desenvolvimento, à operação, à aquisição, ao processamento e à disponibilização dos dados.
O programa envolve instituições norte-americanas, entre elas a NASA e o United States Geological Survey (USGS), com funções distintas.
Isso não significa que qualquer produto Landsat deva receber automaticamente uma mesma entrada de autoria em todas as referências.
O pesquisador precisa verificar a documentação e as orientações de identificação correspondentes ao produto efetivamente utilizado.
O mesmo cuidado vale para produtos Sentinel, associados ao programa europeu Copernicus e disponibilizados por serviços e estruturas institucionais específicas.
Em uma pesquisa acadêmica, é importante distinguir:
- O programa ou missão espacial.
- O satélite responsável pela aquisição.
- O sensor utilizado.
- A instituição responsável pelo produto.
- O serviço que disponibiliza os dados.
- O registro específico do produto consultado.
Essas informações podem aparecer de maneira combinada nos metadados, mas não representam necessariamente elementos bibliográficos independentes.
Para verificar orientações institucionais, consulte a documentação oficial do USGS sobre citação de dados e o Copernicus Data Space Ecosystem.
4. Como registrar o título de um mapa ou produto cartográfico?
O título é uma informação fundamental para identificar o documento utilizado.
Em mapas e cartas, ele pode aparecer em uma área específica da representação, na margem da folha, na capa da publicação ou nos dados catalográficos.
Em produtos digitais, o título pode estar disponível na página de apresentação, no catálogo ou no registro de metadados.
É importante diferenciar o título efetivo do documento de uma descrição informal criada pelo pesquisador.
Por exemplo, um estudante pode chamar determinado material de “mapa da cidade”, embora o documento tenha um título institucional específico.
Na elaboração da referência, a identificação oficial deve ser priorizada.
Também é necessário verificar se existem subtítulos, números de folha, séries ou outras informações que ajudem a distinguir o documento.
Erro comum: substituir o título oficial por uma descrição genérica
Considere um documento hipotético intitulado “Carta topográfica da região de Serra Clara — Folha SC-01”.
Se o pesquisador o identifica apenas como “Mapa de Serra Clara”, pode eliminar informações importantes para sua localização.
O ideal é consultar o documento e preservar os elementos de identificação pertinentes, respeitando o tratamento bibliográfico aplicável.
Observação: o exemplo é fictício e não corresponde a uma carta cartográfica real.
5. Título, identificador e nome do arquivo são a mesma coisa?
Não necessariamente.
Um produto digital pode apresentar um título descritivo, um identificador atribuído pelo catálogo e um nome de arquivo utilizado para armazenamento ou distribuição.
Essas informações podem estar relacionadas, mas desempenham funções diferentes.
O título permite reconhecer o documento em linguagem bibliográfica.
O identificador pode distinguir o produto de outros registros existentes no catálogo.
O nome do arquivo pode refletir convenções técnicas de distribuição, incluindo códigos, datas e características do processamento.
Por isso, não é recomendável substituir automaticamente o título por um nome de arquivo extenso.
Também não se deve presumir que o identificador do produto possa ser omitido da documentação metodológica apenas porque existe um título descritivo.
A escolha depende das características da fonte e da finalidade de cada informação.
6. Como identificar edição, versão, série e coleção?
Documentos cartográficos podem ser publicados em diferentes edições, versões, séries ou coleções.
Uma carta topográfica pode receber uma nova edição.
Um mapa institucional pode ser atualizado para representar alterações territoriais.
Um produto de sensoriamento remoto pode ser disponibilizado em uma coleção que incorpora procedimentos de processamento revisados.
Essas diferenças podem ser relevantes porque documentos aparentemente semelhantes podem apresentar informações distintas.
Ao reunir os metadados, procure verificar:
- Se o documento apresenta indicação de edição.
- Se existe uma versão identificada.
- Se o produto integra uma série cartográfica.
- Se há número de folha ou outra identificação específica.
- Se o conjunto de dados pertence a determinada coleção.
- Se o fornecedor disponibilizou uma versão posterior.
Em estudos que dependem de comparações temporais ou de reprodutibilidade, registrar a versão efetivamente utilizada pode ser especialmente importante.
Entretanto, a forma de apresentar essas informações na referência deve ser verificada conforme a norma e o tipo de documento.
7. Qual data utilizar na referência de um mapa?
A identificação da data exige atenção porque os documentos cartográficos podem apresentar diferentes referências temporais.
Um mapa pode ter sido elaborado em determinado ano, publicado posteriormente e atualizado em outra ocasião.
Uma carta pode apresentar data de edição e informações sobre levantamentos realizados em períodos anteriores.
Um produto digital pode possuir data de publicação no catálogo e data de atualização do registro.
Essas informações não devem ser tratadas automaticamente como equivalentes.
Na elaboração da referência, é necessário observar a data pertinente ao documento e as disposições normativas aplicáveis.
Quando existirem diferentes datas, o pesquisador deve compreender o significado de cada uma antes de decidir como utilizá-las.
8. Data de aquisição, publicação, atualização e acesso: qual é a diferença?
Essa distinção é especialmente importante em imagens de satélite.
Uma cena orbital pode ter sido adquirida em determinada data, processada posteriormente, disponibilizada em um catálogo e consultada pelo pesquisador em outro momento.
Esses eventos representam etapas diferentes.
| Tipo de data | O que representa? | Possível utilização |
|---|---|---|
| Data de aquisição | Momento em que o sensor registrou os dados. | Identificação temporal da observação e descrição metodológica. |
| Data de produção | Momento de elaboração do documento ou produto. | Caracterização da fonte, conforme aplicável. |
| Data de publicação | Momento em que o documento foi publicado. | Identificação bibliográfica. |
| Data de processamento | Momento em que os dados passaram por determinado processamento. | Rastreabilidade técnica e metodológica. |
| Data de atualização | Momento de alteração de determinado produto ou registro. | Identificação da versão ou atualização pertinente. |
| Data de acesso | Momento em que o pesquisador consultou o recurso. | Informação de acesso ao documento eletrônico, quando aplicável. |
Considere um exemplo hipotético.
Uma imagem foi adquirida em março de 2022, processada em abril de 2022, disponibilizada posteriormente em um catálogo e consultada pelo estudante em outubro de 2026.
Não seria correto substituir automaticamente todas essas informações por uma única data.
A data de aquisição identifica o momento da observação. A data de acesso informa quando o pesquisador consultou o recurso.
Já a data pertinente à referência bibliográfica deve ser determinada segundo as características do documento e as regras aplicáveis.
Atenção: não confunda a data da imagem com a data da referência
Em pesquisas que analisam mudanças territoriais, a data de aquisição da imagem pode ser decisiva para a interpretação dos resultados.
Entretanto, sua importância metodológica não significa que ela substitua automaticamente a data bibliográfica do produto.
Registre cada informação de acordo com sua função e consulte os metadados originais para evitar interpretações incorretas.
9. Como identificar local de publicação e entidade publicadora?
Mapas e cartas publicados por instituições podem apresentar informações sobre o local e a entidade responsável pela publicação.
Esses dados ajudam a identificar a origem editorial do documento.
Em materiais impressos, podem aparecer na margem do mapa, na capa, na ficha catalográfica ou em informações editoriais complementares.
Em documentos digitais, podem estar presentes no registro bibliográfico, no catálogo ou na página institucional.
É importante não confundir o local representado no mapa com o local de publicação.
Um mapa sobre determinada cidade pode ter sido publicado por uma instituição localizada em outro município.
Da mesma forma, a instituição responsável pelo conteúdo pode não ser a mesma organização que hospeda o arquivo.
Por isso, o pesquisador deve verificar os dados efetivamente apresentados no documento.
10. Escala cartográfica: quando essa informação é relevante?
A escala expressa uma relação entre as dimensões representadas no documento cartográfico e as dimensões correspondentes no terreno, conforme o tipo de representação.
Em mapas e cartas, a escala é uma característica importante para compreender o nível de detalhamento e as possibilidades de utilização.
Uma carta em escala 1:25.000, por exemplo, apresenta uma relação de representação diferente daquela de um mapa em escala 1:1.000.000.
Isso influencia a interpretação e a adequação do documento a determinadas análises.
Entretanto, a escala não deve ser confundida com resolução espacial, precisão posicional ou qualidade geral dos dados.
Além disso, em ambientes digitais interativos, o nível de zoom apresentado na tela não equivale necessariamente à escala original de produção de uma base cartográfica.
Para elaborar a referência, o pesquisador deve verificar como a escala é apresentada no documento e qual tratamento é aplicável.
11. Escala numérica, gráfica e ausência de escala declarada
Os mapas podem apresentar a escala de diferentes maneiras.
A escala numérica utiliza uma relação proporcional, como 1:50.000.
A escala gráfica apresenta uma representação visual das distâncias correspondentes.
Alguns produtos digitais podem apresentar informações dinâmicas de escala ou não disponibilizar uma escala cartográfica fixa de maneira convencional.
Nesses casos, o pesquisador deve evitar inventar uma escala para completar a referência.
Também não é adequado utilizar automaticamente o nível de zoom de uma plataforma como se fosse a escala original de publicação do documento.
Quando a escala for necessária e não estiver disponível, a situação deverá ser analisada conforme as características do material e o tratamento previsto na norma aplicável.
Erro comum: transformar o zoom de um mapa digital em escala original
Uma estudante visualiza determinado território em uma plataforma interativa e registra um nível de zoom.
Depois, utiliza esse número como se representasse a escala cartográfica original do produto.
Essa equivalência não deve ser presumida.
O nível de zoom é uma característica da visualização, enquanto a escala cartográfica depende da representação e das condições em que ela é apresentada.
12. Resolução espacial: o que significa e quando registrar?
A resolução espacial é uma característica importante de muitos produtos de sensoriamento remoto.
Em imagens digitais, ela está relacionada à dimensão espacial representada por seus elementos de imagem, conforme o sistema e o produto.
Uma imagem com pixels correspondentes a áreas menores pode apresentar maior detalhamento espacial do que outra com pixels maiores, embora isso não determine isoladamente sua qualidade ou adequação científica.
A resolução espacial pode influenciar a identificação de objetos, a delimitação de feições e a escala de análise.
Entretanto, não é correto afirmar que resolução espacial e escala cartográfica sejam conceitos equivalentes.
Uma imagem orbital pode apresentar resolução espacial definida sem possuir uma escala cartográfica original única comparável à de uma carta impressa.
Em pesquisas que utilizam imagens de satélite, a resolução espacial frequentemente deve ser considerada na metodologia.
Sua inclusão na referência bibliográfica, quando pertinente, deve ser avaliada de acordo com a natureza do produto e as regras aplicáveis.
13. Resolução espacial, temporal, espectral e radiométrica
Os sensores de sensoriamento remoto podem ser caracterizados por diferentes tipos de resolução.
Essas características ajudam a compreender quais informações podem ser obtidas e quais limitações precisam ser consideradas.
| Tipo de resolução | Significado geral | Relevância acadêmica |
|---|---|---|
| Espacial | Relaciona-se ao detalhamento espacial registrado pelo sistema. | Influência sobre a identificação e análise de feições. |
| Temporal | Relaciona-se à frequência ou periodicidade de observação. | Importante para estudos de mudanças ao longo do tempo. |
| Espectral | Relaciona-se às faixas do espectro eletromagnético registradas. | Importante para diferenciar materiais e fenômenos. |
| Radiométrica | Relaciona-se à capacidade de discriminar níveis de sinal registrados. | Importante para determinadas análises quantitativas. |
Essas informações são especialmente relevantes em estudos de sensoriamento remoto.
Contudo, não devem ser apresentadas como elementos bibliográficos obrigatórios em todas as referências de imagens de satélite.
Seu registro deve atender à finalidade da pesquisa e à necessidade de identificação e reprodutibilidade dos procedimentos.
14. Sistema de coordenadas, datum e projeção cartográfica
Mapas e produtos geoespaciais podem apresentar informações sobre sistemas de coordenadas, referenciais geodésicos e projeções cartográficas.
Esses elementos são fundamentais para compreender como as posições são representadas e como diferentes conjuntos de dados podem ser integrados.
Um sistema de coordenadas permite expressar posições segundo determinado referencial.
O datum geodésico integra a definição do referencial utilizado para representar posições na superfície terrestre.
A projeção cartográfica estabelece procedimentos matemáticos para representar uma superfície curva em um plano.
Esses conceitos estão relacionados, mas não são sinônimos.
Em pesquisas que integram dados de diferentes fontes, sua identificação pode ser essencial para evitar deslocamentos, inconsistências espaciais e interpretações equivocadas.
Entretanto, a descrição detalhada desses parâmetros normalmente atende a uma finalidade técnica ou metodológica.
Não se deve acrescentá-los indiscriminadamente à referência bibliográfica sem considerar a natureza do documento e as regras aplicáveis.
Visão do especialista: dados tecnicamente compatíveis não dispensam documentação
Dois conjuntos de dados podem parecer visualmente alinhados em um software de geoprocessamento, mas apresentar diferenças de referencial, precisão ou processamento.
Quando essas características influenciam os resultados, a metodologia deve esclarecer os procedimentos utilizados para integrar os dados.
A referência identifica a fonte; a metodologia explica como essa fonte foi utilizada.
15. Satélite, sensor e missão: qual informação registrar?
Em produtos orbitais, é importante diferenciar a missão ou programa, o satélite e o sensor responsável pela aquisição dos dados.
Uma missão pode envolver diferentes satélites.
Um satélite pode transportar um ou mais sensores.
Os sensores podem apresentar características distintas de aquisição, resolução e cobertura espectral.
Por isso, identificar apenas o nome geral do programa pode não ser suficiente para documentar tecnicamente o produto utilizado.
Considere uma pesquisa que utiliza imagens Landsat de diferentes períodos.
O pesquisador deve verificar quais satélites e sensores produziram os registros utilizados, especialmente quando essas diferenças afetam a comparação entre as imagens.
O mesmo princípio se aplica a estudos com produtos Sentinel.
Essas informações podem ser importantes para a metodologia e para a rastreabilidade do estudo, mas sua presença na referência bibliográfica deve respeitar o tratamento adequado ao produto.
16. Como identificar uma cena ou produto de satélite?
Catálogos de sensoriamento remoto frequentemente atribuem identificadores específicos aos produtos disponibilizados.
Esses identificadores ajudam a distinguir imagens de uma mesma região obtidas em datas diferentes ou processadas segundo critérios distintos.
O identificador pode incluir informações codificadas sobre a missão, o sensor, a localização, a data, a coleção ou o processamento.
Entretanto, a estrutura dos códigos varia conforme o fornecedor e o produto.
Não é recomendável interpretar um identificador sem consultar a documentação correspondente.
Também não se deve criar códigos fictícios e apresentá-los como se fossem identificadores reais de cenas.
Para documentar uma pesquisa, registre o identificador exatamente como aparece no catálogo, quando essa informação for pertinente.
Se o produto possuir uma página individual ou registro de metadados, preserve também o endereço ou identificador de acesso correspondente.
17. O que são órbita, ponto, tile e grade de referência?
Produtos de sensoriamento remoto podem utilizar diferentes sistemas de organização espacial.
Alguns catálogos identificam cenas por parâmetros relacionados à órbita e à posição de aquisição.
Outros utilizam grades, unidades espaciais padronizadas ou identificadores de tiles.
Esses sistemas permitem organizar os produtos e localizar registros correspondentes a determinadas áreas.
Em pesquisas que utilizam várias imagens, essas informações podem facilitar a identificação das cenas e a reprodução dos procedimentos.
Entretanto, não existe um sistema único de identificação aplicável a todas as missões.
Por isso, o pesquisador deve respeitar a nomenclatura e a estrutura adotadas pelo catálogo utilizado.
18. Nível de processamento e coleção: por que essas informações importam?
Imagens de satélite podem ser disponibilizadas em diferentes níveis de processamento.
Dependendo da missão, os produtos podem apresentar correções geométricas, radiométricas, atmosféricas ou outros procedimentos aplicados antes da distribuição.
Uma coleção pode reunir produtos processados segundo padrões específicos e receber atualizações ao longo do tempo.
Essas diferenças são importantes porque podem afetar os valores analisados, a comparabilidade entre cenas e a interpretação dos resultados.
Por exemplo, uma pesquisa que utiliza reflectância de superfície deve identificar adequadamente o tipo de produto empregado, evitando confundi-lo com dados que representam outra etapa de processamento.
Ao registrar os metadados, procure verificar:
- O nível de processamento do produto.
- A coleção ou versão correspondente.
- As correções aplicadas pelo fornecedor.
- A documentação técnica associada.
- As possíveis limitações para a análise pretendida.
Essas informações contribuem para a qualidade metodológica e a rastreabilidade científica.
19. Como registrar DOI, identificador persistente e URL?
Documentos cartográficos eletrônicos podem apresentar diferentes formas de identificação e acesso.
Alguns produtos possuem DOI ou outro identificador persistente.
Outros são disponibilizados por meio de URLs específicas, registros de catálogo, páginas de produto ou serviços de distribuição.
O pesquisador deve verificar qual recurso permite identificar e localizar adequadamente o material utilizado.
Um DOI, quando existente e corretamente associado ao produto, pode contribuir para sua identificação persistente.
Entretanto, nem todo mapa ou imagem de satélite possui DOI.
Da mesma forma, um endereço eletrônico não deve ser considerado adequado apenas por conduzir à página inicial de uma plataforma.
Quando existe uma página específica do documento, ela pode oferecer informações mais precisas sobre o produto consultado.
É importante conferir se o identificador ou endereço corresponde realmente ao material utilizado.
Boa prática: teste o endereço antes de finalizar a referência
Antes de concluir o trabalho:
- Verifique se o link está funcionando.
- Confirme se ele conduz ao documento ou registro correto.
- Confira se o identificador pertence ao produto utilizado.
- Observe se existe uma versão mais específica do endereço.
- Registre a data de acesso quando aplicável.
Esse procedimento reduz a possibilidade de referências que direcionam o leitor a páginas genéricas ou recursos diferentes dos efetivamente utilizados.
20. Onde encontrar os metadados de mapas e imagens de satélite?
Os metadados podem estar distribuídos em diferentes locais.
Em documentos impressos, informações importantes podem aparecer na margem, na legenda, no verso, na capa ou em elementos editoriais.
Em documentos digitais, podem estar presentes em páginas de produto, registros de catálogo, arquivos auxiliares e documentação técnica.
Em sistemas de sensoriamento remoto, é comum que os produtos sejam acompanhados por arquivos de metadados estruturados.
Esses arquivos podem conter informações sobre aquisição, processamento, localização, características do sensor e identificação do produto.
O pesquisador deve utilizar fontes oficiais ou registros confiáveis para obter esses dados.
| Tipo de material | Onde procurar? | Informações frequentes |
|---|---|---|
| Mapa impresso | Margens, capa, ficha catalográfica e dados editoriais. | Título, responsável, escala, edição e publicação. |
| Carta topográfica | Margens, identificação da folha e documentação cartográfica. | Folha, escala, instituição, edição e dados técnicos. |
| Mapa digital | Página do produto, catálogo e arquivo disponibilizado. | Título, instituição, data, versão e acesso. |
| Fotografia aérea | Catálogo, registro de levantamento e documentação do produto. | Responsável, data, identificação e características de aquisição. |
| Imagem de satélite | Catálogo científico e arquivos de metadados. | Missão, sensor, aquisição, identificador e processamento. |
| Dataset geoespacial | Repositório e registro de metadados. | Responsável, título, versão, data e identificador. |
21. Como registrar os metadados antes de elaborar a referência?
Uma estratégia eficiente é criar uma ficha de identificação para cada documento cartográfico utilizado.
Essa ficha não precisa reproduzir integralmente todos os campos disponíveis no catálogo.
Seu objetivo é organizar as informações necessárias à referência e aquelas que serão utilizadas na metodologia.
O pesquisador pode separar os dados em três grupos:
- Identificação bibliográfica: informações utilizadas para reconhecer o documento.
- Caracterização técnica: propriedades relevantes do mapa, da carta ou do produto orbital.
- Documentação metodológica: informações sobre seleção, tratamento e utilização do material.
Essa separação evita que a referência seja transformada em uma ficha técnica extensa e, ao mesmo tempo, reduz o risco de perda de informações importantes para a pesquisa.
22. Modelo de ficha de identificação de um documento cartográfico
O modelo abaixo pode ser adaptado conforme o tipo de material utilizado.
| Campo | Informação a registrar | Função principal |
|---|---|---|
| Tipo de documento | Mapa, carta, fotografia aérea, imagem orbital ou outro produto. | Classificação documental. |
| Responsável | Autor ou instituição identificada. | Identificação bibliográfica. |
| Título | Denominação oficial do documento. | Identificação bibliográfica. |
| Edição ou versão | Informação apresentada pela fonte, quando existente. | Identificação e rastreabilidade. |
| Publicação | Local, entidade e data pertinentes. | Identificação bibliográfica. |
| Escala | Escala informada no produto, quando aplicável. | Caracterização cartográfica. |
| Identificador | Código de folha, cena, produto ou registro. | Rastreabilidade. |
| Dados técnicos | Sensor, resolução, sistema de referência e processamento. | Caracterização técnica e metodológica. |
| Acesso | URL, DOI ou outro identificador disponível. | Localização do recurso. |
| Condições de uso | Créditos, licença ou orientações de atribuição. | Utilização e reprodução. |
| Uso na pesquisa | Finalidade, adaptações e procedimentos realizados. | Documentação metodológica. |
Essa ficha funciona como instrumento de organização e não como modelo pronto de referência ABNT.
Depois de reunir os dados, o pesquisador deve selecionar os elementos pertinentes e organizá-los conforme o tipo de documento e as regras normativas aplicáveis.
Na prática: ficha de identificação de uma imagem orbital
Imagine uma pesquisa hipotética que utiliza uma imagem de satélite para analisar mudanças na cobertura vegetal.
Antes de elaborar a referência, o pesquisador registra:
- O programa e o produto de sensoriamento remoto utilizados.
- A instituição responsável indicada no catálogo.
- A identificação específica do produto.
- A data de aquisição da imagem.
- A coleção e o nível de processamento.
- A resolução espacial pertinente à análise.
- O endereço ou registro de acesso.
- Os procedimentos de seleção e processamento realizados.
Em seguida, separa os elementos necessários à referência daqueles que serão apresentados na metodologia.
Importante: este exemplo descreve um procedimento de organização documental. Não representa uma lista universal de campos obrigatórios nas referências de imagens orbitais.
23. O que fazer quando faltam informações no documento?
Nem todos os materiais cartográficos apresentam informações completas ou facilmente identificáveis.
Mapas antigos podem não possuir determinados dados editoriais.
Arquivos digitais podem apresentar títulos pouco descritivos.
Produtos disponibilizados em plataformas podem não exibir claramente a responsabilidade pela elaboração.
Nessas situações, o pesquisador deve procurar informações complementares em fontes confiáveis, como catálogos institucionais, registros bibliográficos, metadados oficiais e documentação do produto.
Entretanto, não é adequado inventar dados para preencher lacunas.
Também não se deve atribuir automaticamente uma data de publicação com base no momento em que o arquivo foi baixado.
Quando determinada informação não puder ser identificada, é necessário verificar o tratamento previsto na norma aplicável.
O procedimento depende do elemento ausente e da natureza do documento.
Atenção: nunca invente dados bibliográficos ou identificadores
Não crie autores, datas, escalas, códigos de cena, DOI ou URLs para completar uma referência.
Quando um elemento não estiver disponível, procure fontes oficiais complementares e aplique o tratamento normativo pertinente.
Em exemplos didáticos, utilize informações explicitamente identificadas como fictícias, evitando apresentá-las como documentos reais.
24. Como verificar se os metadados são confiáveis?
A qualidade dos metadados influencia diretamente a identificação do documento.
Por isso, é importante avaliar a origem das informações registradas.
Dados apresentados no próprio documento, em registros oficiais e em catálogos institucionais tendem a oferecer uma base mais adequada do que informações reproduzidas informalmente em páginas de terceiros.
Entretanto, mesmo fontes institucionais podem apresentar registros incompletos, diferenças entre versões ou informações que exigem interpretação.
O pesquisador deve verificar se os dados correspondem ao produto efetivamente utilizado.
Também é recomendável conferir a consistência entre título, identificador, data, versão e endereço de acesso.
Quando houver divergências relevantes, procure a documentação oficial e registre as decisões metodológicas necessárias.
25. Checklist de metadados antes de citar mapas e imagens de satélite
Utilize a lista abaixo antes de elaborar a referência bibliográfica.
Checklist: informações a conferir na fonte cartográfica
- Identifiquei o tipo de documento utilizado.
- Localizei a autoria ou responsabilidade indicada.
- Registrei o título ou a identificação oficial.
- Verifiquei edição, versão, série ou coleção, quando existentes.
- Identifiquei as informações de publicação disponíveis.
- Verifiquei a escala ou outras características cartográficas pertinentes.
- Registrei os identificadores específicos do produto, quando necessários.
- Distingui as diferentes datas apresentadas.
- Localizei o endereço ou identificador de acesso, quando aplicável.
- Separei os metadados técnicos das informações bibliográficas.
- Registrei os dados necessários à descrição metodológica.
- Verifiquei as condições de atribuição e utilização.
- Confirmei se as informações correspondem ao produto efetivamente utilizado.
Observação: o checklist é um instrumento de levantamento e organização documental. A referência final deve conter os elementos pertinentes segundo a norma aplicável e as características do documento.
26. Como transformar os metadados em uma referência ABNT?
Depois de reunir as informações, o pesquisador precisa organizar os elementos bibliográficos conforme a natureza do documento.
Esse procedimento não consiste em copiar todos os campos da ficha de metadados para uma única referência.
O primeiro passo é identificar o tratamento aplicável ao material cartográfico.
Em seguida, devem ser selecionados os elementos bibliográficos pertinentes, respeitando a ordem, a pontuação e as demais orientações normativas.
Quando o documento é eletrônico, também devem ser observadas as regras correspondentes à identificação e ao acesso ao recurso.
Informações técnicas relevantes, mas não pertencentes à estrutura bibliográfica adotada, podem ser apresentadas na metodologia, em tabelas de caracterização ou em outros elementos apropriados do trabalho.
Essa organização permite construir referências mais claras e documentação científica mais consistente.
No próximo capítulo, veremos modelos comentados para mapas impressos, mapas digitais, cartas topográficas, fotografias aéreas, imagens de satélite e outros documentos cartográficos, destacando como adaptar cada estrutura às informações efetivamente disponíveis.
Como montar referências de mapas e imagens de satélite nas normas ABNT?
Conferência normativa dos exemplos cartográficos
A seção 7.17 da ABNT NBR 6023:2025 apresenta exemplos de documentos cartográficos, inclusive fotografia aérea e imagem de satélite; a seção 7.18 trata dos documentos cartográficos em meio eletrônico. Ao adaptar os modelos didáticos deste guia, confira a responsabilidade bibliográfica, o título, os dados editoriais e a descrição do documento real. Os metadados de processamento não devem ser inseridos indiscriminadamente na referência.
Para compreender a organização geral das referências, consulte também como fazer referências nas normas ABNT e como citar imagens, figuras, gráficos e tabelas.
Depois de identificar o documento cartográfico e reunir seus metadados, chega o momento de organizar a referência bibliográfica. Essa etapa exige atenção porque mapas, cartas, fotografias aéreas e imagens de satélite possuem características documentais que precisam ser consideradas na aplicação das normas ABNT.
A ABNT NBR 6023:2025 apresenta orientações específicas para documentos cartográficos e documentos cartográficos em meio eletrônico. Isso significa que um mapa não deve ser tratado automaticamente como uma página comum da internet apenas porque foi consultado online.
O procedimento adequado consiste em identificar o tipo de documento, selecionar seus elementos bibliográficos e organizá-los conforme as disposições normativas pertinentes.
Também é importante compreender que a referência deve representar o material efetivamente utilizado. Um mapa impresso, uma carta topográfica digital e uma imagem de satélite obtida em um catálogo científico podem exigir informações diferentes.
Resumo rápido: como elaborar uma referência cartográfica?
Para construir uma referência de mapa ou imagem de satélite, siga esta sequência:
- Identifique a natureza do documento cartográfico.
- Verifique sua autoria ou responsabilidade institucional.
- Localize o título e o subtítulo, quando houver.
- Confira local, editora e data de publicação.
- Registre a descrição física e a escala, quando houver.
- Acrescente os elementos complementares necessários à identificação do documento.
- Se o documento for eletrônico, observe as informações relativas ao meio de disponibilização.
- Se tiver sido consultado online, aplique as orientações pertinentes ao endereço e à data de acesso.
Os exemplos apresentados neste capítulo são modelos didáticos. Os dados fictícios serão identificados expressamente e deverão ser substituídos pelas informações do documento realmente consultado.
1. Qual é a estrutura de uma referência de documento cartográfico?
A estrutura de uma referência cartográfica deve considerar os elementos previstos na ABNT NBR 6023:2025.
De maneira geral, a identificação envolve autoria, título, informações de publicação, descrição física e escala, quando existente.
Elementos complementares podem ser acrescentados quando necessários para identificar melhor o documento.
O modelo abaixo representa uma estrutura didática para um mapa impresso que apresenta todos os campos indicados.
Modelo básico de referência de mapa impresso
AUTOR OU ENTIDADE RESPONSÁVEL. Título do mapa: subtítulo, se houver. Local: Editora, ano. Descrição física. Escala, quando houver.
Importante: a estrutura deve ser adaptada ao documento efetivamente utilizado. Não acrescente informações inexistentes nem substitua os tratamentos normativos previstos para elementos ausentes.
Observe que o modelo não determina que todos os mapas possuam autor pessoal, subtítulo ou escala declarada.
Quando o documento não apresenta determinado elemento, é necessário verificar como a norma orienta sua identificação.
Também é importante manter a padronização do destaque tipográfico do título em toda a lista de referências do trabalho.
2. Como citar um mapa impresso nas normas ABNT?
Mapas impressos podem apresentar informações de identificação diretamente na folha cartográfica, em sua margem, na capa ou nos dados editoriais.
Antes de elaborar a referência, verifique se o documento apresenta título, instituição responsável, local de publicação, editora, data, descrição física e escala.
Considere o exemplo didático abaixo.
Exemplo fictício de referência de mapa impresso
INSTITUTO CARTOGRÁFICO DE SERRA CLARA. Mapa territorial de Serra Clara. Serra Clara: ICS, 2024. 1 mapa, color., 80 × 60 cm. Escala 1:100.000.
Exemplo exclusivamente didático: a instituição, o local e o documento foram criados para demonstrar a organização dos elementos. Não correspondem a uma publicação verificada.
Nesse exemplo, a instituição aparece como responsável pelo documento.
Em seguida, são apresentados o título, as informações de publicação, a descrição física e a escala.
O pesquisador deve substituir esses dados pelas informações efetivamente encontradas no mapa consultado.
Não é adequado utilizar a estrutura como justificativa para inventar dimensões, escalas ou datas ausentes.
3. Como citar um mapa sem autor pessoal?
É comum encontrar mapas produzidos por órgãos públicos, instituições cartográficas ou organizações que não apresentam o nome de um autor individual.
Nesses casos, o pesquisador deve verificar se existe responsabilidade institucional identificável.
A ausência de autor pessoal não significa necessariamente ausência de autoria.
Quando o documento apresenta uma instituição responsável, essa informação pode orientar a entrada da referência conforme as regras aplicáveis.
Também existem documentos que não apresentam autoria identificada.
Nessas situações, a entrada deve seguir o tratamento normativo correspondente, sem atribuir arbitrariamente a autoria ao site, à biblioteca ou ao serviço que disponibilizou o material.
Atenção: não invente autoria institucional
O fato de um mapa estar hospedado no portal de uma universidade não significa, por si só, que a universidade seja sua autora.
O documento pode ter sido produzido por outra instituição, por um pesquisador ou por uma organização parceira.
Antes de definir a entrada da referência, consulte os créditos e os metadados originais.
4. Como citar uma carta topográfica?
Uma carta topográfica pode apresentar informações de identificação que vão além das encontradas em mapas convencionais.
Entre elas estão a denominação da folha, o código cartográfico, a escala, a edição, a instituição responsável e outras características técnicas.
A referência deve identificar o documento cartográfico utilizado e incluir os elementos pertinentes conforme a norma.
Informações complementares podem contribuir para distinguir folhas com nomes semelhantes ou diferentes edições de uma mesma carta.
Exemplo fictício de referência de carta topográfica
SERVIÇO CARTOGRÁFICO DE VALE VERDE. Vale Verde: carta topográfica. Vale Verde: SCVV, 2023. 1 carta topográfica. Escala 1:50.000. Folha VV-12.
Exemplo didático fictício: o órgão, a carta e o código da folha não correspondem a um documento real verificado.
Observe que o código da folha funciona como informação adicional de identificação.
Quando uma carta real apresenta denominação oficial e código próprio, esses dados devem ser conferidos diretamente na publicação.
Não se deve substituir a identificação original por uma descrição informal criada pelo pesquisador.
5. Como citar um atlas?
Um atlas é um conjunto organizado de mapas que pode ser publicado em formato impresso ou eletrônico.
Para elaborar sua referência, é necessário verificar se o pesquisador utilizou o atlas como uma publicação completa ou um conteúdo específico localizado em seu interior.
Quando o atlas é tratado como documento cartográfico completo, a referência deve identificar a obra consultada.
Exemplo fictício de referência de atlas
INSTITUTO DE ESTUDOS REGIONAIS. Atlas geográfico de Monte Azul. Monte Azul: IER, 2022. 1 atlas, color.
Exemplo fictício: elaborado exclusivamente para demonstrar a estrutura de identificação de um atlas.
Se o pesquisador utilizar um mapa específico que integra uma publicação maior, será necessário avaliar a forma apropriada de identificar esse conteúdo e a obra que o contém.
Essa distinção será aprofundada nos exemplos práticos do artigo.
6. Como citar uma fotografia aérea?
Fotografias aéreas podem ser utilizadas em pesquisas de Geografia, Engenharia, Arquitetura, Urbanismo, Agronomia e estudos ambientais.
Esses documentos podem apresentar informações como instituição responsável, título, identificação da fotografia, escala, data do levantamento e características físicas.
A ABNT NBR 6023:2025 contempla fotografias aéreas entre os documentos cartográficos.
Por isso, a elaboração da referência deve considerar a natureza cartográfica do material e suas informações de identificação.
Exemplo fictício de referência de fotografia aérea
DEPARTAMENTO DE LEVANTAMENTOS TERRITORIAIS. Recobrimento aerofotogramétrico de Campo Novo. Campo Novo: DLT, 2021. 1 fotografia aérea. Escala 1:25.000. Faixa 08, fotografia 014.
Exemplo fictício: a instituição e o levantamento são hipotéticos. A referência demonstra a utilização de informações de identificação e descrição do material.
Em um documento real, os dados devem ser conferidos no levantamento original, no catálogo ou na documentação correspondente.
Se a fotografia aérea foi consultada em meio eletrônico, também deverão ser consideradas as particularidades dessa forma de disponibilização.
7. Como citar uma ortofoto ou um ortomosaico?
Ortofotos e ortomosaicos são produtos frequentemente utilizados em estudos territoriais e levantamentos geoespaciais.
Esses materiais podem ser produzidos por órgãos públicos, empresas especializadas, instituições de pesquisa ou equipes técnicas.
Para elaborar a referência, é necessário identificar o produto efetivamente disponibilizado, sua responsabilidade e os dados bibliográficos pertinentes.
Também é importante distinguir o documento publicado de um ortomosaico produzido pelo próprio pesquisador.
Quando o material foi elaborado a partir de imagens obtidas de terceiros, a documentação deve reconhecer as fontes utilizadas e os procedimentos relevantes.
Boa prática: preserve a denominação oficial do produto
Se a instituição identifica o documento como ortofoto, ortomosaico ou produto aerofotogramétrico, utilize essa informação na análise documental.
Evite classificá-lo automaticamente como fotografia comum apenas por apresentar aparência fotográfica.
8. Como citar um mapa digital nas normas ABNT?
Mapas digitais podem ser disponibilizados em arquivos PDF, imagens, sistemas de informação geográfica, catálogos e repositórios institucionais.
Quando o documento é cartográfico e foi consultado em meio eletrônico, a referência deve observar as disposições aplicáveis aos documentos cartográficos eletrônicos.
Isso significa que a estrutura de identificação cartográfica continua relevante, acrescida das informações correspondentes ao meio eletrônico.
Para documentos consultados online, também devem ser consideradas as regras pertinentes ao acesso.
Modelo didático de referência de mapa disponível online
AUTOR OU ENTIDADE RESPONSÁVEL. Título do mapa. Local: Editora, ano. Descrição física. Escala, quando houver. Disponível em: endereço do documento. Acesso em: dia mês abreviado ano.
Observação: este é um esquema didático para um documento com os campos indicados. A referência definitiva deve respeitar os elementos disponíveis, a natureza do recurso e o tratamento normativo aplicável.
É importante verificar se o endereço informado conduz ao documento específico ou apenas à página inicial do serviço.
Quando existe um registro próprio do mapa, esse registro pode oferecer informações mais adequadas à identificação.
9. Exemplo de referência de mapa digital
Considere uma situação hipotética em que uma instituição disponibiliza um mapa territorial em seu repositório.
O documento apresenta título, instituição responsável, local de publicação, data, descrição cartográfica e endereço de acesso.
A referência pode ser organizada conforme o modelo pertinente, utilizando os dados reais do produto.
Exemplo fictício com campos de acesso
INSTITUTO TERRITORIAL DE RIO CLARO. Mapa das unidades ambientais de Rio Claro. Rio Claro: ITRC, 2025. 1 mapa, color. Escala 1:250.000. Disponível em: [URL REAL DO DOCUMENTO]. Acesso em: [DATA REAL DE ACESSO].
Exemplo fictício e incompleto: os campos entre colchetes são instruções de preenchimento, não elementos que devem permanecer na referência final.
Esse exemplo permite visualizar a organização dos elementos, mas não deve ser copiado diretamente para um trabalho acadêmico.
Antes de utilizá-lo, substitua todos os dados fictícios e os campos de preenchimento pelas informações verificadas.
10. Como citar uma imagem de satélite nas normas ABNT?
Imagens de satélite podem constituir documentos cartográficos e apresentar características específicas de identificação.
Entre as informações disponíveis podem estar o responsável pelo produto, o título, a data, o satélite, o sensor, a identificação da cena, a coleção e o nível de processamento.
Entretanto, a existência desses metadados não significa que todos devam aparecer obrigatoriamente na referência bibliográfica.
O pesquisador deve distinguir os elementos previstos para a referência daqueles que são utilizados na documentação metodológica.
Quando a imagem foi consultada online, também é necessário considerar as particularidades do documento eletrônico.
Modelo didático de referência de imagem de satélite
AUTOR OU ENTIDADE RESPONSÁVEL. Título ou identificação do produto. Local: Editora ou entidade publicadora, ano. 1 imagem de satélite. Informações complementares pertinentes. Disponível em: endereço do produto. Acesso em: data.
Atenção: o modelo representa uma estrutura geral de organização, não uma fórmula universal para todos os produtos orbitais. Os dados devem ser adaptados à documentação da imagem e à norma aplicável.
Para produtos Landsat e Sentinel, a identificação também deve considerar as orientações disponibilizadas pelos responsáveis pelo programa e pelo serviço de distribuição.
Nos capítulos específicos, serão apresentados os cuidados necessários para distinguir programa, missão, satélite, sensor e produto.
11. Como citar uma imagem de satélite impressa?
Uma imagem de satélite pode ser publicada como documento cartográfico impresso.
Nesse caso, a referência deve considerar a publicação efetivamente consultada.
Uma imagem orbital impressa pode apresentar título, instituição responsável, local, editora, data, dimensões, escala e outras informações.
Também pode incluir dados técnicos sobre o satélite, o sensor e as cenas utilizadas.
Esses elementos complementares podem ajudar a identificar o documento, especialmente quando a imagem representa um produto elaborado a partir de diferentes registros orbitais.
É importante distinguir a publicação cartográfica impressa dos dados digitais originais utilizados para produzi-la.
Se o pesquisador consultou apenas a publicação impressa, não deve presumir que utilizou diretamente as cenas originais de satélite.
12. Como citar uma imagem de satélite disponível em catálogo científico?
Catálogos científicos podem disponibilizar produtos de sensoriamento remoto acompanhados por registros de metadados.
Esses registros podem apresentar informações de identificação e rastreabilidade mais detalhadas do que uma visualização simplificada da imagem.
Ao elaborar a referência, procure verificar:
- A denominação oficial do produto.
- A responsabilidade indicada pelo catálogo.
- A data pertinente ao documento.
- A identificação específica da cena ou produto.
- A coleção ou versão utilizada.
- O endereço ou identificador correspondente.
- As orientações de citação disponibilizadas pelo fornecedor.
Nem todas essas informações serão necessariamente incorporadas à referência bibliográfica.
Algumas podem ser registradas na metodologia ou em uma tabela de caracterização dos dados utilizados.
Atenção: não confunda o catálogo com o produto
Um catálogo científico pode disponibilizar milhares de imagens.
Informar apenas o nome do catálogo pode não permitir que o leitor identifique qual cena foi utilizada.
Quando houver registro específico do produto, verifique como utilizá-lo para melhorar a rastreabilidade da pesquisa.
13. Como citar um mapa ou imagem de satélite em CD-ROM?
Embora o acesso online seja predominante em muitos contextos atuais, documentos cartográficos também podem ser disponibilizados em suportes físicos eletrônicos.
Um exemplo é o CD-ROM, que aparece entre os meios contemplados nas orientações sobre documentos cartográficos eletrônicos.
Nesses casos, a referência deve considerar a identificação do documento e as informações correspondentes ao suporte.
Exemplo fictício de mapa em CD-ROM
CENTRO DE ESTUDOS CARTOGRÁFICOS. Atlas digital de Nova Esperança. Nova Esperança: CEC, 2008. 1 atlas eletrônico. 1 CD-ROM.
Exemplo didático fictício: elaborado apenas para demonstrar a identificação do suporte eletrônico.
Não é adequado acrescentar URL e data de acesso quando o documento foi consultado exclusivamente em suporte físico e essas informações não correspondem à forma de consulta.
O tratamento deve refletir o material efetivamente utilizado.
14. Como referenciar um mapa sem data?
Alguns documentos cartográficos não apresentam claramente sua data de publicação.
Essa situação pode ocorrer em mapas antigos, arquivos digitalizados, reproduções e documentos com identificação editorial incompleta.
O pesquisador deve procurar informações complementares em catálogos, fichas bibliográficas e registros institucionais.
Quando não for possível identificar a data de maneira direta, é necessário aplicar o tratamento previsto na ABNT NBR 6023 para situações de ausência ou determinação aproximada desse elemento.
Não é adequado utilizar automaticamente a data de download, a data de acesso ou a data de criação do arquivo como se fossem a data de publicação.
Também não se deve inventar um ano para completar a referência.
Erro comum: utilizar a data de acesso como data de publicação
Imagine que um estudante consulte em 2026 um mapa publicado muitos anos antes.
O fato de ter acessado o documento em 2026 não significa que essa seja sua data de publicação.
As duas informações possuem funções diferentes e devem ser tratadas adequadamente.
15. Como citar um mapa sem escala declarada?
A escala é um elemento importante na identificação de muitos documentos cartográficos.
Entretanto, nem todo produto apresenta uma escala fixa ou declarada.
Isso pode ocorrer especialmente em determinadas visualizações digitais, produtos interativos e representações cartográficas cuja escala depende das condições de apresentação.
Quando a escala não estiver disponível, o pesquisador não deve criar um valor arbitrário.
É necessário verificar as características do documento e aplicar o tratamento normativo pertinente.
Também é importante não confundir escala cartográfica com resolução espacial ou nível de zoom.
16. Como citar um documento cartográfico sem título identificado?
Em alguns casos, o documento pode não apresentar um título claramente identificado.
Antes de concluir que o título está ausente, procure informações no próprio material, nos metadados e nos registros institucionais.
Quando a ausência for confirmada, o pesquisador deverá observar o tratamento normativo aplicável à identificação de documentos sem título.
Não é adequado atribuir informalmente qualquer denominação e apresentá-la como se fosse o título original da publicação.
Uma descrição atribuída pelo pesquisador, quando admitida pelo tratamento normativo correspondente, deve ser claramente distinguida de um título efetivamente presente no documento.
17. Como citar mapas produzidos por instituições públicas?
Mapas produzidos por instituições públicas são frequentemente utilizados em pesquisas acadêmicas.
Entre as fontes possíveis estão institutos de geografia, órgãos ambientais, serviços geológicos, instituições de planejamento e órgãos responsáveis por levantamentos territoriais.
Para elaborar a referência, é necessário identificar o documento específico e a responsabilidade institucional indicada.
Não basta informar genericamente o nome do órgão quando existem diferentes mapas, versões ou publicações.
Também é importante distinguir a instituição produtora do serviço que hospeda ou distribui o material.
O capítulo sobre mapas do IBGE e de outras instituições oficiais apresentará exemplos e procedimentos específicos para essas situações.
18. Como adaptar um modelo de referência aos metadados disponíveis?
Um modelo de referência deve ser utilizado como orientação estrutural, não como formulário rígido preenchido com informações presumidas.
Para adaptar corretamente o modelo, siga uma sequência de verificação.
- Confirme o tipo de documento.
- Identifique a responsabilidade bibliográfica.
- Transcreva ou registre o título conforme a fonte.
- Verifique os dados de publicação disponíveis.
- Identifique a descrição física e a escala, quando houver.
- Considere os elementos complementares necessários.
- Verifique se o documento foi consultado em meio eletrônico.
- Confira os dados de acesso, quando aplicáveis.
- Revise a ordem, a pontuação e a padronização tipográfica.
- Confirme se a referência identifica o documento efetivamente utilizado.
Essa sequência ajuda a evitar referências formalmente organizadas, mas documentalmente incorretas.
19. Tabela comparativa dos principais modelos de referência
| Documento | Elementos de identificação | Cuidado específico |
|---|---|---|
| Mapa impresso | Responsabilidade, título, publicação, descrição física e escala, quando houver. | Conferir os dados presentes no documento. |
| Carta topográfica | Elementos cartográficos e identificação da folha. | Preservar códigos e denominações pertinentes. |
| Atlas | Identificação da publicação cartográfica. | Distinguir a obra completa de um mapa específico. |
| Fotografia aérea | Responsabilidade, título, publicação e descrição do material. | Verificar informações de levantamento e identificação. |
| Mapa digital | Elementos cartográficos e informações do meio eletrônico. | Identificar o documento específico e o acesso. |
| Imagem de satélite | Identificação cartográfica e informações pertinentes do produto. | Distinguir elementos bibliográficos de metadados técnicos. |
| Produto orbital de catálogo | Identificação do produto e dados pertinentes de acesso. | Conferir orientações institucionais e rastreabilidade. |
20. Quais são os erros mais comuns na montagem das referências?
Os problemas mais frequentes não envolvem apenas pontuação ou formatação.
Muitas referências cartográficas apresentam dificuldades de identificação documental.
Entre os erros que merecem atenção estão:
- Utilizar um modelo de site comum para qualquer documento cartográfico eletrônico.
- Atribuir a autoria automaticamente à plataforma de acesso.
- Substituir o título oficial por uma descrição genérica.
- Confundir data de aquisição com data de publicação.
- Inventar escala ou identificador de produto.
- Omitir informações necessárias à identificação da fonte.
- Inserir metadados técnicos indiscriminadamente na referência.
- Utilizar a página inicial de um catálogo no lugar do registro específico disponível.
- Copiar exemplos fictícios como se fossem referências reais.
- Ignorar as condições de atribuição estabelecidas pelo fornecedor.
Evitar esses problemas exige uma combinação de identificação documental, aplicação normativa e conferência das fontes utilizadas.
21. Checklist para revisar referências de mapas e imagens de satélite
Checklist: conferência da referência cartográfica
- A referência corresponde ao documento efetivamente utilizado.
- A autoria ou responsabilidade foi verificada.
- O título corresponde à fonte consultada.
- Os dados de publicação foram conferidos.
- A descrição física foi adequada ao material.
- A escala foi registrada quando pertinente e disponível.
- Os elementos complementares possuem função de identificação.
- As informações eletrônicas foram tratadas adequadamente.
- O endereço de acesso corresponde ao recurso consultado.
- As datas foram identificadas conforme suas funções.
- Não foram inventados dados bibliográficos.
- A formatação está consistente com as demais referências.
- As condições de atribuição foram verificadas.
Os modelos apresentados neste capítulo oferecem uma base para compreender a organização das referências cartográficas.
Entretanto, determinadas plataformas e produtos exigem cuidados adicionais de identificação e atribuição.
Isso ocorre especialmente em serviços de mapas interativos, nos quais a plataforma utilizada pode reunir informações cartográficas, imagens e conteúdos fornecidos por diferentes organizações.
No próximo capítulo, veremos como citar Google Maps e Google Earth nas normas ABNT, distinguindo a referência acadêmica, os créditos da imagem, a identificação da visualização e as condições de utilização do material.
Como citar Google Maps e Google Earth nas normas ABNT?
Referência acadêmica e créditos de mapas online
Os créditos exibidos por um serviço de mapas podem identificar provedores de imagens ou dados distintos do operador da plataforma. Registre a visualização efetivamente utilizada e confira as diretrizes de atribuição do serviço antes de reproduzir uma captura de tela. A conformidade bibliográfica não representa, por si só, autorização de reutilização.
Uma das dúvidas mais frequentes entre estudantes e pesquisadores é como citar Google Maps e Google Earth nas normas ABNT. Essas plataformas são utilizadas em trabalhos de Geografia, Arquitetura, Urbanismo, Engenharia, Agronomia, Turismo, Administração e diversas outras áreas.
Elas permitem consultar mapas, localizar endereços, observar características do território, visualizar imagens e produzir materiais que podem auxiliar na contextualização espacial de uma pesquisa.
Entretanto, utilizar essas ferramentas não significa necessariamente consultar um único documento cartográfico com autoria, título e data facilmente identificáveis.
O Google Maps e o Google Earth funcionam como ambientes de acesso e visualização de informações geográficas. Dependendo do conteúdo apresentado, podem existir diferentes responsáveis por mapas, imagens, camadas e dados utilizados.
Por isso, antes de elaborar uma referência, é necessário identificar o que foi efetivamente consultado e qual foi a função do material no trabalho acadêmico.
Também é importante distinguir a referência bibliográfica da indicação da fonte de uma figura e dos créditos exigidos pelas condições de utilização do serviço.
Resumo rápido: como citar Google Maps e Google Earth?
Para citar conteúdo consultado no Google Maps ou no Google Earth, siga estas orientações:
- Identifique a plataforma e o conteúdo efetivamente utilizado.
- Verifique se existe um mapa, imagem ou produto específico com identificação própria.
- Registre o local ou a área geográfica consultada.
- Confira as informações de responsabilidade, título e data disponíveis.
- Quando relevante, documente coordenadas, enquadramento e outras condições de visualização.
- Elabore a referência conforme a natureza do recurso e a ABNT NBR 6023:2025.
- Observe as regras de citação no texto e de apresentação das ilustrações.
- Preserve os créditos e cumpra as condições de utilização aplicáveis ao conteúdo.
Atenção: não existe uma única referência que represente adequadamente todas as formas de utilização dessas plataformas. O tratamento depende do material consultado e das informações disponíveis.
1. Qual é a diferença entre Google Maps e Google Earth?
Embora os dois serviços permitam explorar informações geográficas, eles possuem características e funcionalidades distintas.
O Google Maps é amplamente utilizado para consultar mapas, endereços, estabelecimentos, rotas e informações de localização.
O Google Earth oferece recursos voltados à exploração e visualização geográfica, incluindo representações tridimensionais e, em determinadas versões e contextos, ferramentas relacionadas à observação de imagens de diferentes períodos.
Em trabalhos acadêmicos, ambos podem ser utilizados para contextualizar áreas de estudo, identificar referências espaciais e produzir visualizações auxiliares.
Entretanto, é necessário avaliar se a plataforma foi utilizada apenas como ferramenta de consulta ou se determinado conteúdo foi efetivamente incorporado como fonte documental.
| Aspecto | Google Maps | Google Earth |
|---|---|---|
| Utilização frequente | Consulta de mapas, endereços, rotas e localização. | Exploração geográfica e visualização do território. |
| Conteúdo consultado | Mapas, camadas e informações geográficas. | Imagens, representações geográficas e outros conteúdos espaciais. |
| Uso acadêmico | Contextualização espacial e consulta de localização. | Observação territorial, contextualização e comparação visual. |
| Cuidado bibliográfico | Identificar o recurso ou conteúdo efetivamente utilizado. | Distinguir a visualização do produto ou imagem subjacente. |
| Cuidado adicional | Verificar créditos e condições de utilização. | Verificar créditos, datas e condições de utilização. |
Essa comparação não significa que uma plataforma seja necessariamente mais adequada do que a outra para todos os tipos de pesquisa.
A escolha depende do objetivo do trabalho, da natureza das informações necessárias e das limitações dos recursos disponíveis.
2. O Google é sempre o autor do mapa ou da imagem?
Não necessariamente.
O nome Google identifica a empresa responsável pelos serviços, mas determinados conteúdos cartográficos e imagens podem envolver informações provenientes de diferentes fornecedores.
Por isso, a identificação da plataforma não deve ser confundida automaticamente com a autoria de todos os materiais apresentados.
Em uma visualização, podem existir créditos relacionados a fornecedores de imagens, dados cartográficos ou outros conteúdos.
O pesquisador deve verificar as informações efetivamente exibidas e a documentação correspondente.
Essa análise é importante tanto para a referência acadêmica quanto para o cumprimento das condições de atribuição aplicáveis.
Atenção: plataforma e autoria não são necessariamente equivalentes
Escrever apenas “Fonte: Google” pode ser insuficiente em situações que exigem identificação mais precisa do conteúdo utilizado.
Quando houver fornecedores ou responsáveis adicionais identificados, seus créditos não devem ser omitidos indevidamente.
A forma de referência acadêmica e as condições de atribuição devem ser avaliadas separadamente.
3. Como citar um mapa consultado no Google Maps?
O primeiro passo é definir qual conteúdo do Google Maps foi utilizado.
Um estudante pode consultar um mapa para localizar uma universidade, identificar a posição de um município ou apresentar a localização de uma área de estudo.
Em outro contexto, pode utilizar uma captura de tela do serviço como figura.
Essas situações não são idênticas.
Quando o serviço é utilizado como fonte de informação cartográfica, é necessário identificar o recurso consultado de maneira suficientemente clara.
Quando uma imagem é reproduzida no trabalho, também devem ser observadas as regras de apresentação das ilustrações e as condições de utilização do conteúdo.
Se a visualização possui um endereço específico que permite recuperar o local consultado, esse endereço pode auxiliar na identificação.
Entretanto, é importante verificar se o link realmente corresponde ao recurso utilizado e se sua utilização é adequada à referência.
4. Modelo didático para citar Google Maps nas normas ABNT
Como as visualizações interativas podem apresentar informações bibliográficas limitadas ou variáveis, não é adequado aplicar indiscriminadamente um modelo de mapa impresso.
O pesquisador deve verificar a identificação disponível e utilizar o tratamento normativo correspondente ao recurso efetivamente consultado.
Ficha para construir uma referência do Google Maps
Serviço consultado: Google Maps.
Conteúdo: identificação da localidade, endereço, área ou mapa consultado.
Responsabilidade: informações identificadas no serviço ou no recurso.
Data: informações disponíveis e pertinentes ao documento.
Endereço eletrônico: link correspondente ao recurso consultado.
Data de acesso: dia em que a consulta foi realizada, quando aplicável.
Observação: esta ficha não é uma referência pronta. Ela organiza os campos que precisam ser verificados antes da aplicação da ABNT NBR 6023:2025.
Em situações nas quais a visualização não apresenta todos os elementos normalmente encontrados em uma publicação cartográfica, é necessário aplicar o tratamento normativo pertinente às informações disponíveis.
Não se deve criar editora, escala fixa ou data de publicação apenas para preencher um modelo.
5. Como citar uma localização específica do Google Maps?
Quando o objetivo é identificar uma localização, é importante registrar o lugar efetivamente consultado.
Uma pesquisa pode utilizar o Google Maps para localizar uma instituição, um equipamento urbano, uma área de estudo ou um ponto de referência.
Nesses casos, o pesquisador deve verificar se existe um endereço específico do recurso consultado e quais informações são necessárias para permitir sua identificação.
Também é importante distinguir o uso do serviço para consulta de localização da utilização de dados geográficos como fonte principal da pesquisa.
Por exemplo, localizar visualmente um edifício não é o mesmo que utilizar uma base geoespacial oficial para delimitar sua área ou realizar medições.
O procedimento bibliográfico deve corresponder à utilização efetiva do recurso.
6. Coordenadas geográficas devem aparecer na referência?
As coordenadas geográficas podem ser importantes para identificar a localização de determinada área, mas não devem ser tratadas automaticamente como elementos bibliográficos obrigatórios em todas as referências do Google Maps.
Em determinadas pesquisas, as coordenadas são mais adequadas à metodologia, à descrição da área de estudo ou à identificação de uma figura.
Quando forem utilizadas, devem corresponder ao local efetivamente analisado.
Também é importante verificar o sistema de referência empregado e a precisão necessária ao estudo.
Não se deve presumir que uma coordenada obtida por consulta visual possua precisão suficiente para qualquer finalidade técnica.
Boa prática: documente a localização de maneira proporcional à pesquisa
Se o mapa serve apenas para contextualizar uma cidade, pode não ser necessário registrar coordenadas detalhadas na referência.
Se o estudo depende da localização precisa de pontos de amostragem, a metodologia deve documentar as coordenadas, o sistema de referência e os procedimentos utilizados.
A quantidade de informação deve corresponder à finalidade científica.
7. Como citar uma captura de tela do Google Maps?
Uma captura de tela é uma reprodução visual de determinado conteúdo apresentado na plataforma.
Quando utilizada em um TCC, ela precisa ser identificada como ilustração e acompanhada da indicação de fonte pertinente.
Entretanto, a identificação acadêmica não elimina a necessidade de observar as condições de utilização do conteúdo.
Também é importante preservar os créditos exigidos pelos fornecedores e evitar alterações que comprometam a atribuição.
Uma captura de tela pode apresentar informações que não pertencem integralmente ao Google, incluindo imagens ou dados provenientes de terceiros.
Por isso, a reprodução deve respeitar os créditos efetivamente associados ao conteúdo.
8. Como identificar uma figura produzida a partir do Google Maps?
Considere um exemplo hipotético em que um estudante utiliza uma captura de tela do Google Maps para apresentar a localização de sua área de estudo.
O material é inserido como figura e acompanhado de título e fonte.
Exemplo didático de identificação da figura
Figura 1 – Localização da área de estudo no município de Serra Clara
[INSERIR IMAGEM UTILIZADA NO TRABALHO]
Fonte: identificação do conteúdo consultado no Google Maps, com os créditos pertinentes exibidos pelo serviço e as informações necessárias à rastreabilidade.
Observação: este é um exemplo de organização editorial, não uma reprodução real nem uma fórmula normativa completa para os créditos.
A identificação definitiva deve observar a norma de apresentação de trabalhos acadêmicos e o manual institucional aplicável.
Também deve respeitar as condições de atribuição correspondentes à imagem utilizada.
9. É permitido remover os créditos de uma captura de tela?
O pesquisador não deve remover créditos exigidos pelo fornecedor apenas para melhorar a aparência da figura.
As condições de utilização do conteúdo podem estabelecer regras específicas sobre a preservação de atribuições e outros elementos.
Por isso, antes de inserir uma captura de tela no trabalho, é importante consultar as orientações oficiais do serviço.
O Google disponibiliza diretrizes relacionadas à utilização de conteúdo de seus produtos geográficos.
Consulte as diretrizes oficiais do Google para produtos geográficos.
Essas orientações devem ser avaliadas conforme o tipo de conteúdo e a utilização pretendida.
Erro comum: recortar a imagem e eliminar a atribuição
Um estudante realiza uma captura de tela e remove a área em que aparecem os créditos cartográficos ou de imagens.
Depois, insere apenas uma referência genérica no final do trabalho.
Esse procedimento pode não atender às condições de atribuição aplicáveis ao conteúdo.
A referência acadêmica e os créditos exigidos pelo fornecedor possuem funções diferentes.
10. Como citar Google Earth nas normas ABNT?
O Google Earth permite explorar representações geográficas e imagens do território.
Em trabalhos acadêmicos, pode ser utilizado para contextualização espacial, observação de características da paisagem e análise visual de determinadas áreas.
Entretanto, a referência deve considerar o conteúdo efetivamente utilizado e as informações disponíveis.
Não é adequado presumir que todas as visualizações apresentadas no Google Earth correspondam a um único documento com data de publicação uniforme.
Também é importante distinguir a data em que o pesquisador acessou a plataforma da data associada às imagens exibidas.
Quando a pesquisa utiliza visualizações de diferentes períodos, essa distinção se torna ainda mais relevante.
11. Modelo didático para identificar uma visualização do Google Earth
Ficha de identificação de conteúdo consultado no Google Earth
Plataforma: Google Earth.
Área consultada: localidade ou região efetivamente visualizada.
Tipo de conteúdo: visualização geográfica ou imagem apresentada no serviço.
Data associada à imagem: informação exibida, quando disponível e pertinente.
Responsáveis e créditos: atribuições efetivamente indicadas.
Endereço ou identificação do recurso: informação disponível para localizar o conteúdo.
Data de consulta: momento em que o pesquisador acessou o recurso.
Observação: esta ficha é um instrumento de levantamento de informações. A referência bibliográfica definitiva deverá ser construída conforme a natureza documental e a norma aplicável.
Quando o pesquisador utiliza uma visualização como figura, deve observar também as orientações de apresentação acadêmica e as condições de utilização do conteúdo.
12. Como citar imagens históricas do Google Earth?
Em determinadas versões e recursos do Google Earth, é possível consultar imagens associadas a diferentes períodos.
Essa funcionalidade pode ser útil em estudos sobre expansão urbana, mudanças na paisagem, ocupação territorial e transformações ambientais.
Entretanto, o pesquisador deve ter cuidado ao interpretar as datas apresentadas.
A data associada a uma imagem não deve ser confundida automaticamente com a data de publicação do serviço ou com a data de acesso.
Também é importante verificar se a visualização representa uma única aquisição ou um produto composto por diferentes imagens.
Em determinados contextos, mosaicos e atualizações podem dificultar a associação de toda a área visualizada a uma única data.
Por isso, a documentação metodológica deve refletir as informações efetivamente disponíveis e reconhecer as limitações da visualização.
13. Como registrar diferentes datas de imagens históricas?
Considere uma pesquisa hipotética sobre crescimento urbano.
O estudante consulta visualizações de uma mesma área associadas a dois períodos distintos.
Para documentar o procedimento, deve registrar as datas exibidas, a área analisada e as condições relevantes de comparação.
Também precisa distinguir as datas das imagens da data em que realizou a consulta.
| Informação | Função | Cuidado |
|---|---|---|
| Data exibida da imagem | Identificação temporal da visualização. | Não presumir que toda a área corresponda necessariamente a uma única aquisição. |
| Data de acesso | Registro do momento da consulta. | Não confundir com a data da imagem. |
| Área visualizada | Delimitação espacial da observação. | Registrar informações suficientes para contextualizar a análise. |
| Escala ou enquadramento | Caracterização das condições de visualização. | Evitar interpretações métricas sem validação. |
| Créditos | Identificação dos responsáveis indicados. | Preservar as atribuições aplicáveis. |
Quando a comparação temporal constitui parte central da metodologia, essas informações devem ser apresentadas de maneira suficientemente clara para que o leitor compreenda os critérios utilizados.
14. Imagens históricas do Google Earth são adequadas para pesquisas científicas?
Elas podem ser úteis em determinados contextos, mas sua adequação depende do objetivo da pesquisa.
Uma comparação visual exploratória pode ter exigências diferentes de uma análise quantitativa de mudanças territoriais.
Quando o estudo depende de precisão espacial, comparabilidade temporal ou processamento espectral, é importante avaliar se as imagens disponíveis oferecem as informações necessárias.
Em alguns casos, produtos de sensoriamento remoto obtidos em catálogos científicos podem ser mais adequados à metodologia.
Isso não significa que o Google Earth seja inadequado para trabalhos acadêmicos.
Significa que o pesquisador deve justificar a escolha da fonte e reconhecer suas possibilidades e limitações.
Visão do especialista: visualização histórica não substitui automaticamente uma série temporal científica
Uma sequência de imagens exibidas em uma plataforma pode ajudar a observar transformações aparentes da paisagem.
Entretanto, estudos quantitativos exigem atenção à origem das imagens, às datas, à resolução, ao processamento e à comparabilidade entre os períodos.
A escolha do material deve ser compatível com as conclusões que a pesquisa pretende apresentar.
15. Como citar uma imagem do Google Earth utilizada como figura?
Quando uma visualização do Google Earth é inserida como figura no TCC, é necessário observar as orientações de identificação das ilustrações.
O título deve permitir que o leitor compreenda o conteúdo apresentado.
A fonte deve identificar adequadamente a origem do material, respeitando os créditos aplicáveis.
Quando houver adaptação, essa circunstância também deve ser documentada.
Considere um exemplo hipotético.
Exemplo didático de figura baseada em visualização do Google Earth
Figura 2 – Visualização da área de estudo em determinado período
[INSERIR IMAGEM EFETIVAMENTE UTILIZADA]
Fonte: identificação da visualização consultada no Google Earth, incluindo os créditos pertinentes e as informações necessárias à identificação.
Observação: o exemplo apresenta a organização conceitual da figura. A redação definitiva da fonte deve considerar os dados e créditos reais da imagem.
Não se deve utilizar esse exemplo como justificativa para substituir todos os créditos existentes por uma indicação genérica.
16. Como citar uma imagem adaptada do Google Earth?
Uma imagem adaptada pode receber marcações, delimitações, símbolos, textos ou outras intervenções realizadas pelo pesquisador.
Entretanto, a adaptação não elimina a origem do conteúdo utilizado.
É necessário reconhecer a fonte e observar as condições de utilização aplicáveis.
Também é importante distinguir alterações meramente visuais de procedimentos analíticos que produzem um novo resultado cartográfico.
Por exemplo, acrescentar um marcador de localização a uma imagem não é o mesmo que produzir um mapa temático a partir de dados geoespaciais processados.
Em ambos os casos, a documentação deve refletir o que foi efetivamente realizado.
17. Posso utilizar capturas do Google Maps e Google Earth em um TCC?
A utilização de capturas em trabalhos acadêmicos exige a observação das condições aplicáveis ao conteúdo e à finalidade de uso.
Não é adequado presumir que qualquer reprodução seja automaticamente permitida apenas por possuir finalidade educacional.
Também não se deve presumir que toda utilização acadêmica dependa necessariamente de uma autorização individual.
As condições podem variar conforme o produto, o conteúdo, a forma de reprodução e o contexto de utilização.
Por isso, o pesquisador deve consultar as diretrizes oficiais e verificar os créditos exigidos.
Se o trabalho for posteriormente publicado em um repositório, artigo, livro ou outro meio, também é recomendável avaliar as condições correspondentes à nova forma de disponibilização.
18. Como diferenciar referência ABNT, créditos e licença?
Esses três elementos possuem finalidades distintas.
| Elemento | Finalidade | Exemplo de cuidado |
|---|---|---|
| Referência ABNT | Identificar bibliograficamente o documento utilizado. | Registrar os elementos pertinentes ao recurso consultado. |
| Créditos de atribuição | Reconhecer os responsáveis pelo conteúdo. | Preservar as atribuições exigidas. |
| Condições de uso | Estabelecer possibilidades e restrições de utilização. | Verificar reprodução, adaptação e publicação. |
| Fonte da figura | Identificar a procedência do material apresentado no trabalho. | Relacionar a imagem à fonte e às adaptações realizadas. |
Essas dimensões podem aparecer simultaneamente em um trabalho acadêmico.
Uma referência bibliográfica corretamente elaborada não substitui automaticamente os créditos exigidos pelo fornecedor.
Da mesma forma, preservar os créditos não significa que a referência acadêmica esteja necessariamente completa.
19. Como documentar o uso do Google Earth na metodologia?
Quando o Google Earth é utilizado como ferramenta de observação ou análise, pode ser necessário explicar sua função na metodologia.
Essa documentação é especialmente relevante quando o pesquisador utiliza visualizações para comparar períodos, identificar elementos territoriais ou apoiar interpretações espaciais.
Dependendo da pesquisa, podem ser registrados:
- A finalidade da utilização da plataforma.
- A área geográfica consultada.
- O período ou as datas das imagens observadas.
- Os critérios de seleção das visualizações.
- As condições de enquadramento relevantes.
- Os procedimentos de comparação ou interpretação.
- As limitações identificadas.
Essas informações ajudam o leitor a compreender como a ferramenta contribuiu para os resultados.
Entretanto, não devem ser acrescentadas indiscriminadamente à referência bibliográfica.
20. Exemplo de descrição metodológica do uso do Google Earth
Exemplo didático de parágrafo metodológico
Para a caracterização visual da área de estudo, foram consultadas representações geográficas disponibilizadas no Google Earth. A análise considerou a localização da área, as características observáveis da paisagem e as informações temporais apresentadas nas visualizações selecionadas. As imagens foram utilizadas como apoio à contextualização espacial, sem que as observações visuais fossem tratadas como medições quantitativas independentes.
Observação: o texto é um exemplo genérico. Deve ser adaptado para descrever exclusivamente os procedimentos realmente executados na pesquisa.
Se o estudo envolver medições, comparações temporais sistemáticas ou análises quantitativas, será necessário apresentar informações metodológicas adicionais.
Também é importante verificar se os recursos utilizados são adequados ao grau de precisão exigido pela pesquisa.
21. Como evitar erros ao citar Google Maps e Google Earth?
Os erros mais comuns envolvem identificação insuficiente, confusão entre datas e utilização inadequada dos créditos.
Entre os problemas que merecem atenção estão:
- Tratar a plataforma como autora de todos os conteúdos apresentados.
- Informar apenas o nome do serviço sem identificar o material utilizado.
- Confundir data da imagem com data de acesso.
- Utilizar nível de zoom como se fosse escala cartográfica original.
- Remover créditos exigidos pelo fornecedor.
- Presumir que qualquer captura de tela pode ser reproduzida sem restrições.
- Apresentar uma imagem adaptada como se fosse integralmente original.
- Utilizar visualizações históricas sem considerar suas limitações.
- Produzir conclusões quantitativas sem metodologia compatível.
- Copiar referências genéricas sem verificar o conteúdo efetivamente consultado.
Evitar esses problemas exige atenção à origem das informações, às normas acadêmicas e às condições de utilização do serviço.
22. Checklist final para citar Google Maps e Google Earth
Checklist: Google Maps e Google Earth no TCC
- Identifiquei qual plataforma foi utilizada.
- Registrei o conteúdo ou a área efetivamente consultada.
- Verifiquei se existem responsáveis adicionais pelo material.
- Consultei os créditos apresentados na visualização.
- Distingui a data da imagem da data de acesso.
- Verifiquei se existe endereço específico do recurso.
- Considerei a natureza cartográfica do documento.
- Separei referência bibliográfica e fonte da figura.
- Identifiquei eventuais adaptações realizadas.
- Verifiquei as condições de atribuição e utilização.
- Documentei os procedimentos metodológicos relevantes.
- Evitei atribuir precisão ou características técnicas não verificadas.
- Conferi as orientações da instituição de ensino.
O Google Maps e o Google Earth podem contribuir para a contextualização espacial e para diferentes atividades acadêmicas. Entretanto, a qualidade da documentação depende da identificação correta do conteúdo, da aplicação das normas pertinentes e do respeito às condições de utilização.
No próximo capítulo, veremos como citar mapas do IBGE e de outras instituições oficiais, com atenção especial às cartas topográficas, aos mapas temáticos, aos produtos geoespaciais e aos registros de metadados institucionais.
Como citar mapas do IBGE e de instituições oficiais nas normas ABNT?
Os mapas produzidos por instituições públicas estão entre as fontes cartográficas mais utilizadas em trabalhos acadêmicos brasileiros. Eles aparecem em pesquisas de Geografia, Engenharia, Agronomia, Arquitetura, Urbanismo, Administração Pública, Ciências Ambientais e diversas outras áreas.
Entre as instituições frequentemente consultadas estão o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Serviço Geológico do Brasil (SGB), órgãos ambientais, secretarias estaduais e prefeituras.
Essas instituições disponibilizam diferentes materiais, como mapas temáticos, cartas topográficas, bases territoriais, imagens, conjuntos de dados geoespaciais e serviços de visualização.
Entretanto, não existe uma referência única que sirva para todos os mapas do IBGE ou para todos os produtos cartográficos de instituições oficiais.
O procedimento correto depende do documento efetivamente utilizado, de sua forma de publicação e das informações disponíveis.
Uma carta topográfica impressa, um mapa temático em PDF e uma base vetorial de limites municipais podem pertencer ao mesmo universo de informações geográficas, mas apresentam características documentais diferentes.
Por isso, a primeira etapa consiste em identificar o material antes de selecionar o modelo de referência.
Resumo rápido: como citar mapas do IBGE e de outros órgãos oficiais?
- Identifique o documento cartográfico específico.
- Verifique a instituição responsável por sua elaboração ou publicação.
- Localize o título, a identificação da folha ou a denominação oficial do produto.
- Confira a edição, a versão e a data pertinente.
- Registre as características cartográficas previstas para a referência, quando aplicáveis.
- Se o material for eletrônico, verifique o registro do produto e as informações de acesso.
- Se utilizar dados geoespaciais para produzir um mapa, identifique também os conjuntos de dados originais.
- Consulte as orientações de atribuição e utilização disponibilizadas pela instituição.
O objetivo é identificar corretamente a fonte utilizada, e não apenas informar o nome do portal em que o arquivo foi encontrado.
1. Como citar mapas do IBGE nas normas ABNT?
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística é uma importante fonte de informações geográficas e estatísticas utilizadas em pesquisas acadêmicas.
Entre seus materiais estão mapas, cartas, produtos territoriais, bases cartográficas e conjuntos de dados geoespaciais.
Para elaborar uma referência de mapa do IBGE, é necessário identificar qual desses documentos foi efetivamente consultado.
O nome da instituição, isoladamente, não permite distinguir os diferentes materiais disponíveis.
Também é importante verificar se o documento possui título próprio, data de publicação, edição, escala, descrição física ou informações específicas de disponibilização eletrônica.
Quando o produto apresenta identificação oficial, essa denominação deve ser considerada na referência.
Se o material foi consultado online, o pesquisador também deve observar as orientações aplicáveis aos documentos cartográficos eletrônicos.
2. O IBGE deve aparecer como autor institucional?
Em documentos cuja responsabilidade bibliográfica é atribuída ao IBGE, a instituição pode constituir a entrada da referência, conforme as regras aplicáveis à autoria institucional.
Entretanto, o pesquisador deve verificar como essa responsabilidade aparece no documento.
Alguns produtos podem envolver diferentes unidades responsáveis, instituições parceiras ou formas específicas de identificação.
Por isso, não é adequado presumir que qualquer arquivo encontrado em um portal do IBGE tenha necessariamente a mesma estrutura de autoria.
A referência deve refletir as informações documentais verificadas.
Boa prática: confira a responsabilidade no próprio produto
Antes de elaborar a referência, procure identificar:
- A instituição responsável indicada no documento.
- O título oficial do mapa ou da carta.
- A edição ou versão, quando existente.
- A data de publicação.
- As informações cartográficas relevantes.
- O endereço específico do produto, quando disponível online.
Esses dados ajudam a construir uma referência mais precisa do que a simples indicação do portal institucional.
3. Modelo didático de referência de mapa do IBGE
Quando o documento cartográfico possui responsabilidade institucional identificada, a referência deve ser organizada segundo a natureza do produto e as disposições da ABNT NBR 6023:2025.
O esquema abaixo apresenta os campos que devem ser conferidos em um mapa institucional.
Estrutura de identificação de um mapa do IBGE
Responsável: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, quando essa responsabilidade estiver indicada.
Título: denominação oficial do mapa consultado.
Publicação: local, editora e data pertinentes ao documento.
Descrição cartográfica: informações previstas para a referência, incluindo escala quando houver.
Acesso: informações correspondentes ao recurso eletrônico, quando aplicáveis.
Observação: esta ficha é um instrumento didático de identificação. A referência definitiva deve utilizar os dados reais do documento e a estrutura normativa pertinente.
Não se deve preencher automaticamente o título com expressões genéricas, como “Mapa do Brasil”, quando o produto possui uma denominação específica.
Também não é correto utilizar a data de acesso como se fosse a data de publicação do mapa.
4. Como citar uma carta topográfica do IBGE?
As cartas topográficas apresentam informações técnicas e cartográficas que podem ser relevantes para sua identificação.
Dependendo do produto, podem aparecer a denominação da folha, a escala, o código de identificação, a edição, a data e outras características.
Essas informações ajudam a distinguir documentos cartográficos que representam áreas próximas ou pertencem a uma mesma série.
Para elaborar a referência, o pesquisador deve consultar a carta efetivamente utilizada e verificar seus elementos de identificação.
Se o documento estiver disponível em formato digital, também será necessário considerar as particularidades do meio eletrônico.
É importante distinguir a identificação bibliográfica da carta de sua caracterização técnica na metodologia.
Por exemplo, sistema de referência, projeção e outras características podem ser fundamentais para a integração de dados em um sistema de informações geográficas, mas não devem ser acrescentados indiscriminadamente à referência bibliográfica.
5. Como identificar a folha cartográfica utilizada?
Uma folha cartográfica pode apresentar denominação e código próprios.
Esses elementos permitem localizar o documento dentro de determinada série ou organização cartográfica.
Quando disponíveis, devem ser registrados durante o levantamento dos metadados.
O pesquisador também deve verificar se existem diferentes edições da mesma folha.
Isso é importante porque uma versão posterior pode incorporar atualizações ou alterações em relação à publicação anterior.
Atenção: não confunda o nome da região com o título da folha
Uma carta topográfica pode representar determinada região, mas possuir denominação e código oficiais próprios.
Utilizar apenas o nome informal da área pode dificultar sua identificação.
Consulte a margem da carta e os registros do catálogo para localizar a identificação correta.
6. Como citar mapas temáticos do IBGE?
Mapas temáticos representam a distribuição espacial de fenômenos específicos.
Podem apresentar informações relacionadas à população, economia, ambiente, território, infraestrutura ou outras características.
Quando um mapa temático do IBGE é utilizado em um TCC, é necessário identificar o documento consultado e verificar sua forma de publicação.
Um mapa disponibilizado como publicação independente pode exigir tratamento diferente de um mapa inserido em um relatório, atlas ou outra obra.
Também é importante verificar se o material constitui uma representação cartográfica pronta ou se o estudante utilizou dados para produzir uma nova visualização.
Essa distinção afeta a identificação da fonte e a documentação metodológica.
7. Como citar um mapa do IBGE encontrado em PDF?
O formato PDF indica uma forma de disponibilização do arquivo, mas não altera automaticamente sua natureza documental.
Um mapa em PDF continua sendo um documento cartográfico quando suas características correspondem a essa categoria.
Por isso, não é adequado utilizar indiscriminadamente um modelo genérico de página da internet.
O pesquisador deve identificar o mapa e aplicar as orientações correspondentes aos documentos cartográficos eletrônicos.
Quando o arquivo estiver disponível online, também devem ser consideradas as informações de acesso pertinentes.
É recomendável utilizar o endereço específico do documento ou de seu registro, quando disponível.
Erro comum: referenciar apenas a página inicial do IBGE
Um estudante utiliza um mapa específico, mas informa somente o endereço geral do portal institucional.
Essa referência pode dificultar a localização do documento efetivamente consultado.
Quando existir um registro ou endereço próprio do produto, procure utilizá-lo conforme o tratamento bibliográfico aplicável.
8. Como citar mapas do IBGE utilizados como figuras?
Quando um mapa do IBGE é reproduzido visualmente no trabalho, é necessário observar as orientações de apresentação das ilustrações.
O mapa deve receber identificação adequada, com título e indicação da fonte conforme as normas e o manual institucional aplicáveis.
Também é importante verificar as condições de utilização e atribuição do material.
Se o mapa foi reproduzido sem alterações relevantes, a identificação deve reconhecer sua origem.
Se o documento foi adaptado, essa circunstância precisa ser indicada de maneira apropriada.
Quando o pesquisador utiliza dados do IBGE para produzir uma representação própria, a situação é diferente: o mapa final resulta de sua elaboração, embora utilize informações provenientes da instituição.
9. Qual é a diferença entre reproduzir um mapa do IBGE e elaborar um mapa com dados do IBGE?
Essa é uma das distinções mais importantes para estudantes que trabalham com geoprocessamento.
Reproduzir um mapa significa utilizar uma representação cartográfica já elaborada.
Produzir um mapa a partir de dados do IBGE envolve utilizar informações geoespaciais para construir uma nova representação.
No segundo caso, o pesquisador pode definir cores, classes, símbolos, enquadramento, escala e outros elementos de apresentação.
Essas escolhas fazem parte da elaboração cartográfica.
| Situação | Material utilizado | Cuidados acadêmicos |
|---|---|---|
| Reprodução de mapa | Produto cartográfico pronto. | Identificar o documento e sua procedência. |
| Adaptação de mapa | Produto cartográfico modificado. | Reconhecer a origem e documentar alterações relevantes. |
| Elaboração de mapa próprio | Dados geoespaciais utilizados na produção. | Identificar as fontes dos dados e descrever a metodologia. |
Essa separação evita atribuir ao IBGE a autoria integral de um mapa produzido pelo estudante e, ao mesmo tempo, impede que os dados institucionais utilizados sejam apresentados como se fossem inteiramente originais.
10. Como citar bases territoriais e malhas municipais do IBGE?
As bases territoriais e os arquivos de malhas geográficas podem ser utilizados para delimitar municípios, estados e outras unidades territoriais em sistemas de informações geográficas.
Esses materiais são especialmente relevantes para pesquisas que envolvem análise espacial, elaboração de mapas e integração de dados estatísticos.
Entretanto, uma malha territorial não é necessariamente um mapa pronto.
Ela pode constituir um conjunto de dados geoespaciais utilizado como base para diferentes representações.
Por isso, o pesquisador deve identificar o produto ou conjunto de dados efetivamente utilizado.
Também é importante verificar a versão e o período de referência, especialmente quando a pesquisa depende de limites territoriais ou recortes administrativos.
Para aprofundar a identificação bibliográfica desses materiais, consulte o artigo sobre como citar base de dados e dataset nas normas ABNT.
11. Como citar dados do IBGE utilizados no QGIS?
Quando um estudante utiliza dados geoespaciais do IBGE no QGIS, é importante distinguir a fonte dos dados da ferramenta utilizada para processá-los.
O QGIS é um software de sistemas de informações geográficas.
O IBGE pode ser a instituição responsável pelos dados utilizados, conforme o produto.
O mapa final pode resultar das decisões e operações realizadas pelo pesquisador.
Esses elementos desempenham funções diferentes na pesquisa.
A documentação acadêmica deve reconhecer os conjuntos de dados utilizados e explicar os procedimentos metodológicos pertinentes.
Quando o software desempenha papel relevante, sua identificação também pode ser apresentada conforme as necessidades do trabalho.
Exemplo didático: mapa elaborado no QGIS com dados do IBGE
Situação hipotética: uma estudante utiliza uma base territorial do IBGE para elaborar um mapa de localização de municípios.
Fonte dos dados: produto geoespacial efetivamente obtido no IBGE.
Ferramenta: QGIS.
Produto final: mapa elaborado pela estudante.
Documentação: identificação da base utilizada, indicação apropriada da fonte dos dados e descrição dos procedimentos relevantes.
O mapa não deve ser apresentado como uma publicação cartográfica original do IBGE se sua representação foi efetivamente elaborada pela pesquisadora.
12. Como citar mapas e imagens do INPE?
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais é uma instituição brasileira relevante para pesquisas relacionadas ao espaço, ao sensoriamento remoto e ao monitoramento ambiental.
Seus projetos, sistemas e produtos podem ser utilizados em trabalhos acadêmicos de diferentes áreas.
Entretanto, os materiais disponibilizados pelo INPE não constituem uma única categoria documental.
Um pesquisador pode consultar mapas, imagens, produtos derivados, dados geoespaciais, publicações técnicas ou informações apresentadas em plataformas de monitoramento.
Para elaborar a referência, é necessário identificar o documento ou produto específico.
Também é importante distinguir a instituição responsável pelo serviço da origem dos dados utilizados.
13. Como citar imagens de satélite disponibilizadas pelo INPE?
Quando uma imagem orbital é acessada por meio de um serviço do INPE, o pesquisador deve verificar os metadados correspondentes ao produto.
Esses registros podem apresentar informações sobre missão, satélite, sensor, data de aquisição, identificador e processamento.
Entretanto, não se deve presumir que o INPE seja necessariamente o responsável bibliográfico por toda imagem disponibilizada em seus serviços.
O tratamento deve considerar a origem do produto e as informações oficiais disponíveis.
Quando o material é utilizado em uma análise científica, também pode ser necessário documentar suas características técnicas na metodologia.
14. Como citar mapas de monitoramento ambiental?
Plataformas de monitoramento ambiental podem apresentar mapas, séries temporais, indicadores e produtos derivados de diferentes conjuntos de dados.
Em alguns casos, o pesquisador consulta uma representação cartográfica pronta.
Em outros, utiliza dados disponibilizados pelo sistema para elaborar análises próprias.
Essas situações precisam ser diferenciadas.
Quando o mapa constitui um produto publicado e identificável, sua referência deve considerar essa natureza documental.
Quando o pesquisador utiliza um conjunto de dados, é necessário avaliar o tratamento bibliográfico correspondente ao recurso utilizado.
Também é importante registrar versões, períodos de referência e critérios metodológicos quando essas informações influenciam os resultados.
15. Como citar mapas do Serviço Geológico do Brasil?
O Serviço Geológico do Brasil disponibiliza materiais relevantes para estudos geológicos, ambientais, territoriais e de recursos naturais.
Entre esses materiais podem estar mapas geológicos, cartas, relatórios técnicos e bases de dados.
Ao utilizar um mapa geológico, o pesquisador deve identificar o produto específico e verificar seus elementos bibliográficos.
Também é necessário observar se o documento integra uma série, publicação ou relatório maior.
Um mapa publicado separadamente pode exigir tratamento diferente de uma figura cartográfica incluída em um relatório técnico.
Essa distinção ajuda a construir uma referência que permita localizar o material efetivamente consultado.
16. Como citar mapas de órgãos ambientais?
Órgãos ambientais podem disponibilizar mapas de unidades de conservação, vegetação, uso do solo, recursos hídricos, áreas protegidas e outros temas.
Esses produtos são frequentemente utilizados em pesquisas de Engenharia Ambiental, Geografia, Biologia, Agronomia e planejamento territorial.
Entretanto, a natureza documental deve ser verificada em cada caso.
Um mapa temático publicado como documento independente não é necessariamente equivalente a uma camada geoespacial disponibilizada em um serviço digital.
Da mesma forma, uma visualização interativa pode reunir dados de diferentes instituições.
O pesquisador deve identificar a fonte original, a responsabilidade indicada e o produto efetivamente utilizado.
17. Como citar mapas de prefeituras e governos estaduais?
Prefeituras e governos estaduais podem disponibilizar mapas cadastrais, plantas, bases territoriais, mapas de zoneamento e documentos relacionados ao planejamento urbano.
Esses materiais podem ser importantes em pesquisas de Arquitetura, Urbanismo, Engenharia Civil, Direito Urbanístico e Administração Pública.
Ao elaborar a referência, o estudante deve verificar a responsabilidade institucional, o título do documento, a data, a versão e a forma de publicação.
Também é necessário considerar se o material possui natureza cartográfica, normativa, administrativa ou outra característica documental.
Por exemplo, um mapa de zoneamento pode integrar uma lei, um plano diretor ou um documento técnico.
Nesse caso, a referência deve considerar a relação entre o mapa e a publicação que o contém.
Atenção: mapa anexo a uma lei exige análise documental
Quando um mapa integra um instrumento legal, não é adequado presumir que a referência de um mapa independente represente integralmente a fonte consultada.
O pesquisador deve verificar se utilizou o documento cartográfico isoladamente, a norma jurídica que o contém ou ambos.
A identificação bibliográfica deve corresponder à utilização efetiva do material.
18. Como utilizar os metadados geoespaciais institucionais?
Metadados geoespaciais descrevem características de conjuntos de dados e produtos cartográficos.
Podem apresentar informações sobre identificação, responsabilidade, extensão espacial, qualidade, sistema de referência, distribuição e outras propriedades.
Esses registros ajudam o pesquisador a compreender a origem e as características do material utilizado.
Entretanto, não devem ser confundidos automaticamente com a referência bibliográfica pronta.
O registro de metadados pode fornecer informações para a referência e para a metodologia, mas cada campo possui função específica.
O IBGE disponibiliza documentação relacionada ao Perfil de Metadados Geoespaciais do Brasil, que pode auxiliar na compreensão da organização dessas informações.
19. Metadados completos significam referência completa?
Não necessariamente.
Um registro de metadados pode apresentar dezenas de informações técnicas.
Isso não significa que todos esses campos devam aparecer na lista de referências.
Da mesma forma, a existência de um título e de uma instituição responsável não garante, por si só, que todos os elementos bibliográficos necessários tenham sido identificados.
O pesquisador deve selecionar as informações pertinentes conforme a natureza do documento e as disposições normativas aplicáveis.
Informações técnicas adicionais podem ser utilizadas para caracterizar o material na metodologia.
Visão do especialista: referência bibliográfica e rastreabilidade geoespacial
Uma pesquisa que utiliza dados geoespaciais precisa permitir que o leitor compreenda quais fontes foram utilizadas e como os resultados foram produzidos.
A referência bibliográfica contribui para identificar os documentos.
Os metadados técnicos e a descrição metodológica contribuem para explicar a seleção, o processamento e a utilização dos dados.
Essas dimensões são complementares, mas não devem ser confundidas.
20. Como verificar se um mapa institucional está atualizado?
A atualização de um documento cartográfico pode ser relevante dependendo da finalidade da pesquisa.
Mapas territoriais, bases administrativas e produtos ambientais podem apresentar versões diferentes.
Entretanto, utilizar a versão mais recente nem sempre é o procedimento adequado.
Em pesquisas históricas, por exemplo, pode ser necessário utilizar uma versão correspondente ao período estudado.
Em estudos que exigem representação atualizada de limites ou características territoriais, a versão do produto pode influenciar os resultados.
Por isso, o pesquisador deve verificar:
- A data de publicação do documento.
- A versão ou edição utilizada.
- O período de referência dos dados.
- A existência de atualizações posteriores.
- A adequação temporal do material ao objetivo da pesquisa.
Essas informações ajudam a justificar a escolha da fonte e a interpretar corretamente os resultados.
21. Como identificar mapas institucionais utilizados em diferentes períodos?
Uma pesquisa pode utilizar mapas de diferentes anos para comparar mudanças territoriais.
Nesse caso, é importante identificar individualmente os documentos utilizados.
Também é necessário verificar se as diferenças observadas decorrem de transformações reais, alterações metodológicas, mudanças de classificação ou atualizações cartográficas.
Por exemplo, duas bases territoriais de períodos diferentes podem apresentar diferenças relacionadas a alterações administrativas ou a procedimentos de representação.
Essas questões devem ser consideradas na metodologia e na interpretação dos resultados.
A referência bibliográfica identifica cada fonte, mas não substitui a análise de comparabilidade entre os documentos.
22. Tabela comparativa: como citar produtos de instituições oficiais?
| Fonte institucional | Material possível | Cuidado principal |
|---|---|---|
| IBGE | Mapas, cartas, atlas e bases territoriais. | Identificar o produto, a edição e a responsabilidade. |
| INPE | Imagens, produtos de sensoriamento remoto e mapas de monitoramento. | Distinguir a origem dos dados do serviço de disponibilização. |
| Serviço Geológico do Brasil | Mapas geológicos, cartas e documentos técnicos. | Verificar se o mapa integra uma série ou publicação. |
| Órgãos ambientais | Mapas temáticos e bases geoespaciais. | Diferenciar mapa pronto e conjunto de dados. |
| Governos estaduais | Mapas territoriais, ambientais e administrativos. | Conferir versão, data e responsabilidade. |
| Prefeituras | Plantas, mapas cadastrais e zoneamento. | Verificar a relação com planos, leis e documentos técnicos. |
23. Exemplo integrado: mapa de localização elaborado com dados oficiais
Considere uma pesquisa hipotética que pretende apresentar a localização de determinada área de estudo.
O estudante obtém uma base territorial oficial, utiliza um software de geoprocessamento e produz um mapa com a delimitação da região analisada.
Nesse caso, é necessário diferenciar os seguintes elementos:
- Base utilizada: conjunto de dados geoespaciais obtido na instituição.
- Ferramenta: software empregado na elaboração.
- Produto resultante: mapa produzido pelo pesquisador.
- Referência bibliográfica: identificação da fonte de dados conforme sua natureza documental.
- Fonte da figura: indicação apropriada da elaboração e dos dados utilizados.
- Metodologia: descrição dos procedimentos relevantes.
Essa organização contribui para evitar atribuições incorretas e permite compreender como a representação foi construída.
Exemplo didático de descrição metodológica
O mapa de localização da área de estudo foi elaborado a partir de dados geoespaciais obtidos em fonte institucional oficial. Os arquivos foram organizados e processados em ambiente de sistema de informações geográficas, com seleção das unidades territoriais pertinentes e definição dos elementos de representação cartográfica. A fonte dos dados e a versão utilizada foram identificadas na documentação da pesquisa.
Observação: o exemplo é genérico e deve ser adaptado para descrever exclusivamente os dados, ferramentas e procedimentos realmente utilizados.
24. Erros comuns ao citar mapas do IBGE e de instituições oficiais
Entre os problemas mais frequentes estão:
- Informar apenas o nome da instituição, sem identificar o mapa.
- Utilizar a página inicial do portal como endereço do documento específico.
- Confundir mapa pronto com base de dados geoespaciais.
- Atribuir integralmente ao órgão a autoria de um mapa elaborado pelo estudante.
- Utilizar a data de acesso como data de publicação.
- Ignorar a edição ou versão efetivamente utilizada.
- Omitir informações relevantes de identificação da folha cartográfica.
- Tratar metadados técnicos como elementos bibliográficos universalmente obrigatórios.
- Utilizar produtos de diferentes períodos sem avaliar sua comparabilidade.
- Confundir a instituição que distribui o material com a responsável por sua produção.
Esses problemas podem ser evitados por meio da identificação documental, da conferência dos metadados e da aplicação adequada das normas.
25. Checklist para citar mapas do IBGE e de instituições oficiais
Checklist: documentos cartográficos institucionais
- Identifiquei a instituição responsável pelo documento.
- Localizei o título ou a denominação oficial do produto.
- Verifiquei a natureza cartográfica ou geoespacial do material.
- Registrei edição, versão e data pertinentes.
- Identifiquei a folha cartográfica, quando aplicável.
- Conferi a escala e outras características relevantes.
- Localizei o endereço específico do documento eletrônico.
- Distingui a fonte dos dados do software utilizado.
- Identifiquei se o mapa foi reproduzido, adaptado ou elaborado pelo pesquisador.
- Consultei os metadados institucionais disponíveis.
- Verifiquei as condições de atribuição e utilização.
- Documentei os procedimentos metodológicos relevantes.
- Conferi a consistência da referência com as demais fontes do trabalho.
Os documentos cartográficos de instituições oficiais oferecem informações relevantes para diferentes áreas de pesquisa. Entretanto, sua utilização acadêmica exige atenção à identificação do produto, à responsabilidade institucional e à documentação dos procedimentos realizados.
No próximo capítulo, veremos como citar imagens Landsat e Sentinel nas normas ABNT, aprofundando a identificação de cenas, produtos orbitais, sensores, coleções, níveis de processamento e orientações de citação de dados científicos.
Como citar imagens Landsat e Sentinel nas normas ABNT?
Conferência de produtos Landsat e Sentinel
O registro de uma cena deve ser conferido no catálogo de origem, com identificador real, data de aquisição, versão ou coleção e nível de processamento, quando aplicáveis. Para Landsat, consulte as orientações de citação do USGS; para Sentinel, confira a documentação e os termos do produto no ecossistema Copernicus. A instituição de acesso, a missão, o produtor e o distribuidor podem ter funções distintas.
As imagens Landsat e Sentinel estão entre os produtos de sensoriamento remoto utilizados em pesquisas sobre vegetação, uso e cobertura da terra, recursos hídricos, expansão urbana, agricultura, queimadas e transformações ambientais.
Esses dados permitem observar características da superfície terrestre e, dependendo do produto e dos procedimentos adotados, realizar análises espaciais e temporais.
Entretanto, aprender como citar imagens de satélite nas normas ABNT exige compreender que uma imagem orbital não é identificada apenas pelo nome do satélite.
Um produto pode estar associado a uma missão, a um sensor, a uma data de aquisição, a uma área geográfica, a uma coleção, a um nível de processamento e a um identificador específico.
Essas informações são relevantes para a rastreabilidade da pesquisa, mas não devem ser confundidas automaticamente com os elementos bibliográficos obrigatórios de uma referência.
O procedimento adequado consiste em identificar o produto utilizado, consultar as orientações de seu fornecedor e aplicar as disposições pertinentes da ABNT NBR 6023:2025.
Também é necessário distinguir a referência bibliográfica das informações técnicas apresentadas na metodologia.
Resumo rápido: como citar imagens Landsat e Sentinel?
- Identifique a missão e o produto de sensoriamento remoto utilizado.
- Verifique o satélite e o sensor responsáveis pela aquisição.
- Registre a data de aquisição da imagem.
- Localize o identificador específico da cena ou do produto.
- Confira a coleção, a versão e o nível de processamento.
- Identifique a instituição responsável e o serviço de distribuição.
- Consulte as orientações oficiais de citação e atribuição.
- Elabore a referência conforme a natureza do documento e a ABNT NBR 6023:2025.
- Apresente na metodologia os metadados necessários à compreensão e à reprodução da análise.
Importante: essa sequência é um procedimento de identificação e documentação. Não significa que todos os campos devam integrar obrigatoriamente a referência bibliográfica.
1. Qual é a diferença entre missão, satélite, sensor, cena e produto?
Antes de elaborar a referência de uma imagem orbital, é importante compreender os elementos envolvidos em sua produção.
Uma missão ou programa de observação da Terra pode reunir satélites e sistemas destinados à aquisição de informações sobre a superfície terrestre.
O satélite é a plataforma espacial que transporta instrumentos de observação.
O sensor é o instrumento responsável pelo registro dos sinais utilizados para produzir os dados.
Uma cena pode representar uma aquisição correspondente a determinada área e momento, conforme a organização adotada pela missão.
O produto é o conjunto de dados disponibilizado ao usuário, frequentemente após procedimentos de processamento e organização.
Esses conceitos estão relacionados, mas não são equivalentes.
| Elemento | Significado | Importância acadêmica |
|---|---|---|
| Missão ou programa | Iniciativa de observação da Terra. | Contextualiza a origem dos dados. |
| Satélite | Plataforma que transporta os instrumentos. | Identifica o sistema de aquisição. |
| Sensor | Instrumento que registra os sinais. | Ajuda a compreender as características dos dados. |
| Cena | Unidade de aquisição ou organização espacial, conforme o sistema. | Contribui para identificar o registro utilizado. |
| Produto | Dados disponibilizados após determinado processamento. | Identifica o material efetivamente analisado. |
| Catálogo | Serviço de descoberta e acesso aos produtos. | Permite localizar registros e metadados. |
Essa distinção evita referências genéricas que identificam apenas o programa espacial, sem esclarecer qual produto foi utilizado.
2. Como citar imagens Landsat nas normas ABNT?
O programa Landsat reúne uma longa série de observações da superfície terrestre e constitui uma fonte importante para pesquisas ambientais e territoriais.
Os dados Landsat podem ser obtidos por meio de serviços oficiais, incluindo sistemas de distribuição do United States Geological Survey (USGS).
Ao utilizar um produto Landsat, o pesquisador deve verificar sua identificação no catálogo e consultar a documentação correspondente.
Não é suficiente presumir que todas as imagens Landsat apresentam a mesma estrutura de metadados ou o mesmo processamento.
Produtos de diferentes satélites, sensores, coleções e níveis de processamento podem apresentar características distintas.
Por isso, a referência deve representar o produto efetivamente utilizado, respeitando as informações bibliográficas disponíveis e as orientações aplicáveis.
3. NASA e USGS: quem deve aparecer na referência Landsat?
O programa Landsat envolve responsabilidades institucionais distintas.
A NASA e o USGS desempenham funções relacionadas ao programa, mas isso não significa que qualquer referência de produto Landsat deva apresentar automaticamente as duas instituições como autoras.
O pesquisador precisa consultar as informações oficiais do produto e as orientações de citação disponibilizadas pelo fornecedor.
Também é necessário distinguir a instituição responsável pelo programa, o serviço que distribui os dados e a responsabilidade bibliográfica atribuída ao produto.
Para verificar orientações institucionais, consulte a página oficial do USGS sobre citação de dados.
Atenção: não atribua autoria automaticamente
O fato de um produto Landsat estar relacionado à NASA e ao USGS não autoriza o pesquisador a criar uma entrada bibliográfica sem verificar as informações oficiais.
Identifique o produto e consulte a orientação de citação correspondente.
As atribuições institucionais e a referência ABNT devem ser compatibilizadas sem inventar dados bibliográficos.
4. Como identificar uma cena Landsat?
Os produtos Landsat possuem sistemas de identificação que permitem distinguir registros e versões.
Dependendo do produto, os metadados podem apresentar informações sobre satélite, sensor, localização, data de aquisição, coleção e processamento.
Esses dados ajudam a localizar a cena utilizada e a compreender suas características.
Entretanto, os identificadores devem ser registrados exatamente como aparecem no catálogo.
Não é adequado criar códigos fictícios e apresentá-los como identificadores reais de produtos Landsat.
Também é importante verificar se o identificador corresponde ao produto efetivamente analisado, e não apenas a uma visualização ou registro relacionado.
5. O que são path e row em produtos Landsat?
Determinados produtos Landsat utilizam sistemas de organização espacial que incluem identificações relacionadas à órbita e à posição de aquisição.
Entre essas informações estão os campos conhecidos como path e row, associados à organização de cenas em sistemas específicos.
Esses dados podem contribuir para localizar produtos que cobrem determinada área geográfica.
Entretanto, não substituem necessariamente o identificador completo do produto.
Também não devem ser tratados como elementos bibliográficos universalmente obrigatórios.
Quando relevantes à pesquisa, podem ser apresentados em uma tabela de caracterização das imagens utilizadas.
6. O que significam coleção e nível de processamento Landsat?
Os produtos Landsat podem ser organizados em coleções e disponibilizados em diferentes níveis de processamento.
Essas informações são importantes porque os procedimentos aplicados aos dados podem influenciar os valores analisados e sua comparabilidade.
Um produto destinado à análise de reflectância de superfície, por exemplo, não deve ser confundido automaticamente com outro produto que representa uma etapa diferente do processamento.
O pesquisador deve verificar a documentação correspondente ao produto utilizado.
Também é importante registrar a coleção ou versão quando essas informações forem necessárias à rastreabilidade e à reprodução da análise.
Visão do especialista: a identificação do produto influencia a reprodutibilidade
Dois pesquisadores podem utilizar imagens adquiridas na mesma data e região, mas trabalhar com produtos de níveis de processamento diferentes.
Se essas diferenças não forem documentadas, a comparação dos resultados poderá ser prejudicada.
Por isso, a metodologia deve identificar o produto efetivamente utilizado e os procedimentos relevantes.
7. Como citar imagens Sentinel nas normas ABNT?
As missões Sentinel integram o programa europeu Copernicus e fornecem dados utilizados em diferentes aplicações científicas.
Entretanto, o termo Sentinel não identifica um único satélite, sensor ou tipo de produto.
Existem missões com características e finalidades distintas.
Por isso, o pesquisador deve identificar qual missão e produto foram efetivamente utilizados.
Também é necessário verificar as informações de responsabilidade, distribuição e citação disponibilizadas nos serviços oficiais.
O Copernicus Data Space Ecosystem oferece acesso a dados e serviços relacionados ao programa.
Entretanto, o nome do portal não deve substituir automaticamente a identificação do produto consultado.
8. ESA, Copernicus e Copernicus Data Space são a mesma coisa?
Não.
Esses nomes estão relacionados ao ecossistema europeu de observação da Terra, mas representam estruturas e funções diferentes.
O programa Copernicus constitui uma iniciativa de observação da Terra.
A Agência Espacial Europeia (ESA) participa de atividades relacionadas às missões espaciais e à implementação de componentes do programa.
O Copernicus Data Space Ecosystem reúne serviços de acesso e exploração de dados.
Por isso, o pesquisador não deve utilizar esses nomes de maneira intercambiável na referência bibliográfica.
A identificação deve considerar a documentação do produto e as orientações oficiais aplicáveis.
9. Como identificar produtos Sentinel-2?
Os produtos Sentinel-2 são frequentemente utilizados em estudos de vegetação, agricultura, uso e cobertura da terra e monitoramento ambiental.
Esses produtos podem apresentar informações sobre aquisição, processamento, organização espacial e características espectrais.
Ao utilizar dados Sentinel-2, o pesquisador deve registrar as informações necessárias à identificação do produto.
Entre elas podem estar a data de aquisição, o identificador, o nível de processamento e a unidade espacial correspondente.
Esses dados ajudam a distinguir produtos obtidos em diferentes períodos e condições.
Entretanto, sua inclusão na referência bibliográfica deve respeitar a natureza documental e as orientações aplicáveis.
10. O que é tile em produtos Sentinel-2?
Produtos Sentinel-2 podem utilizar unidades espaciais organizadas em uma grade de referência.
Essas unidades são frequentemente identificadas como tiles.
O identificador do tile ajuda a localizar a área correspondente ao produto.
Entretanto, diferentes produtos podem estar associados à mesma unidade espacial e apresentar datas ou características distintas.
Por isso, o tile não substitui necessariamente a identificação completa do produto.
Em pesquisas que utilizam várias imagens, pode ser útil registrar os tiles em uma tabela metodológica.
11. Como diferenciar Sentinel-2 Level-1C e Level-2A?
Os produtos Sentinel-2 podem ser disponibilizados em diferentes níveis de processamento.
O Level-1C está associado a produtos de reflectância no topo da atmosfera, com características de processamento específicas.
O Level-2A está associado a produtos de reflectância de superfície, resultantes de procedimentos adicionais de processamento.
Essa diferença pode ser importante para estudos que utilizam valores espectrais ou índices derivados das imagens.
Entretanto, a escolha entre produtos depende do objetivo da pesquisa e das condições metodológicas.
Não é adequado afirmar que um nível seja universalmente superior ao outro para todas as aplicações.
O pesquisador deve identificar o produto utilizado e justificar sua adequação ao estudo.
12. Como registrar a data de aquisição de imagens Landsat e Sentinel?
A data de aquisição identifica o momento em que os dados foram registrados pelo sistema de observação.
Essa informação é especialmente relevante em estudos que analisam mudanças ambientais ou territoriais.
Entretanto, não deve ser confundida automaticamente com a data de publicação do produto ou com a data de acesso ao catálogo.
Um produto pode ser adquirido em determinado dia, processado posteriormente e disponibilizado ao usuário em outro momento.
Essas datas representam eventos diferentes.
| Data | Significado | Utilização possível |
|---|---|---|
| Aquisição | Momento do registro orbital. | Identificação temporal da observação. |
| Processamento | Momento de processamento do produto. | Rastreabilidade técnica. |
| Publicação | Disponibilização ou publicação pertinente ao documento. | Identificação bibliográfica, conforme aplicável. |
| Acesso | Momento da consulta pelo pesquisador. | Identificação do acesso ao recurso eletrônico. |
O pesquisador deve registrar cada data de acordo com sua função e verificar o tratamento normativo correspondente.
13. Como citar uma composição colorida de bandas de satélite?
Uma composição colorida pode ser produzida a partir da combinação de bandas espectrais de um produto de sensoriamento remoto.
Dependendo da combinação utilizada, a imagem pode apresentar diferentes características visuais.
Quando o pesquisador elabora uma composição própria, é necessário distinguir o produto original da representação resultante.
A referência bibliográfica deve identificar adequadamente a fonte dos dados.
A metodologia deve descrever os procedimentos relevantes, incluindo a seleção das bandas e as operações realizadas.
Quando a composição é apresentada como figura, também é necessário indicar sua procedência e reconhecer os dados utilizados.
Exemplo didático: composição colorida produzida pelo pesquisador
Fonte dos dados: produto orbital efetivamente utilizado.
Procedimento: seleção e combinação de bandas espectrais.
Produto resultante: composição colorida elaborada pelo pesquisador.
Documentação: referência do produto original, identificação da fonte da figura e descrição metodológica das operações realizadas.
Observação: a escolha das bandas deve ser documentada conforme o procedimento realmente executado.
14. Como citar índices de vegetação produzidos com imagens de satélite?
Índices espectrais, como o NDVI, podem ser calculados a partir de bandas de determinados sensores.
Quando um pesquisador produz um índice utilizando dados Landsat ou Sentinel, o resultado representa um produto derivado.
Isso significa que é necessário reconhecer os dados originais e documentar o processamento realizado.
A referência bibliográfica dos dados não substitui a descrição do método de cálculo.
Da mesma forma, informar apenas o nome do índice não identifica quais imagens foram utilizadas.
Em estudos que dependem de comparações temporais, também é importante documentar os critérios de seleção das imagens e as condições relevantes de processamento.
15. Como citar mosaicos de imagens de satélite?
Um mosaico pode reunir imagens ou partes de imagens para representar determinada área.
Quando o mosaico é disponibilizado como produto institucional, o pesquisador deve identificar esse produto conforme suas características documentais.
Quando o mosaico é elaborado pelo próprio pesquisador, é necessário identificar as imagens utilizadas e descrever os procedimentos relevantes.
Também é importante verificar se o mosaico reúne aquisições de diferentes datas.
Nesse caso, não é adequado atribuir automaticamente uma única data de aquisição a todo o material.
A documentação deve refletir a composição efetiva do produto.
Atenção: um mosaico pode reunir diferentes datas
Uma representação aparentemente contínua pode ter sido construída a partir de imagens adquiridas em momentos diferentes.
Quando essa característica influencia a interpretação dos resultados, ela deve ser considerada na metodologia.
Não atribua uma data única ao mosaico sem verificar a documentação do produto.
16. Como citar imagens de satélite processadas no QGIS?
O processamento de imagens no QGIS pode envolver recorte, reprojeção, combinação de bandas, cálculo de índices e outras operações.
Esses procedimentos não eliminam a necessidade de identificar os dados originais.
O pesquisador deve distinguir:
- O produto orbital utilizado como fonte.
- O software empregado no processamento.
- As operações realizadas.
- O produto derivado apresentado no trabalho.
A referência bibliográfica identifica a fonte documental.
A metodologia descreve como os dados foram transformados.
A fonte da figura reconhece a procedência do material representado.
Essas informações são complementares e devem ser organizadas de maneira coerente.
17. Como citar imagens processadas no Google Earth Engine?
O Google Earth Engine é uma plataforma utilizada para processamento e análise de dados geoespaciais.
Entretanto, a plataforma não deve ser confundida automaticamente com a instituição responsável pelos conjuntos de dados utilizados.
Um estudo pode utilizar o Google Earth Engine para processar produtos Landsat, Sentinel ou outras coleções.
Nesse caso, é necessário identificar as fontes dos dados e documentar os procedimentos de processamento.
Também pode ser pertinente reconhecer a plataforma utilizada, conforme a natureza e as necessidades da pesquisa.
O pesquisador deve consultar as orientações oficiais de citação dos dados e da ferramenta.
Erro comum: citar apenas o Google Earth Engine
Um estudante utiliza uma coleção de imagens de satélite no Google Earth Engine e informa somente o nome da plataforma.
Essa indicação pode não identificar adequadamente os dados originais utilizados.
É necessário distinguir a ferramenta de processamento das fontes documentais e dos produtos analisados.
18. Como montar uma referência ABNT de produto Landsat?
Para elaborar a referência de um produto Landsat, o pesquisador deve consultar as informações oficiais de identificação e as orientações de citação correspondentes.
Em seguida, deve selecionar os elementos bibliográficos pertinentes e organizá-los conforme a ABNT NBR 6023:2025.
Não é adequado utilizar uma fórmula única sem considerar as características do produto.
Ficha para elaborar a referência de produto Landsat
Produto: identificação oficial do conjunto de dados ou da cena.
Responsabilidade: informação indicada na documentação oficial.
Publicação: dados bibliográficos pertinentes ao produto.
Identificador: código específico, quando relevante.
Coleção e processamento: informações necessárias à identificação e à metodologia.
Acesso: endereço ou identificador correspondente ao produto.
Orientação institucional: instruções de citação disponibilizadas pelo fornecedor.
Observação: a ficha organiza a identificação documental, mas não constitui uma referência pronta.
19. Como montar uma referência ABNT de produto Sentinel?
O procedimento para produtos Sentinel segue o mesmo princípio geral de identificação documental.
É necessário verificar a missão, o produto, a responsabilidade indicada, os metadados disponíveis e as orientações institucionais.
Também é importante distinguir o serviço de acesso do produto efetivamente utilizado.
Ficha para elaborar a referência de produto Sentinel
Missão: identificação da missão Sentinel utilizada.
Produto: denominação ou identificador oficial.
Responsabilidade: informações institucionais verificadas.
Data: identificação das datas pertinentes ao produto.
Processamento: nível e versão utilizados.
Acesso: registro ou endereço correspondente.
Orientações de citação: documentação oficial aplicável.
Observação: a referência final deve ser elaborada a partir dos dados reais do produto e das disposições normativas pertinentes.
20. Como documentar várias imagens de satélite em uma pesquisa?
Pesquisas ambientais e territoriais frequentemente utilizam conjuntos de imagens adquiridas em diferentes datas.
Nesses casos, pode ser útil elaborar uma tabela metodológica de identificação dos produtos.
Essa tabela não substitui necessariamente as referências bibliográficas.
Sua finalidade é organizar os dados técnicos e facilitar a rastreabilidade da pesquisa.
| Campo | Informação a registrar |
|---|---|
| Produto | Identificação oficial da imagem utilizada. |
| Missão e sensor | Sistema responsável pela aquisição. |
| Data de aquisição | Momento do registro orbital. |
| Área de cobertura | Localização correspondente ao produto. |
| Coleção ou versão | Identificação do conjunto de processamento. |
| Nível de processamento | Característica do produto disponibilizado. |
| Resolução espacial | Informação pertinente ao produto e às bandas utilizadas. |
| Fonte | Catálogo ou registro de origem. |
Dependendo da pesquisa, também podem ser registrados critérios de cobertura de nuvens, qualidade das imagens, seleção temporal e procedimentos de pré-processamento.
Essas informações devem corresponder ao método efetivamente utilizado.
21. Exemplo de descrição metodológica de imagens Landsat e Sentinel
Exemplo didático de parágrafo metodológico
Foram utilizados produtos de sensoriamento remoto provenientes das missões Landsat e Sentinel, selecionados conforme a área de estudo, o período de análise e a disponibilidade de imagens adequadas aos objetivos da pesquisa. Para cada produto, foram registrados os identificadores, as datas de aquisição, os níveis de processamento e as informações técnicas pertinentes. Os dados foram organizados e submetidos aos procedimentos de análise descritos nesta metodologia, com identificação das fontes institucionais correspondentes.
Observação: o parágrafo é um exemplo genérico. Deve ser adaptado para descrever exclusivamente os produtos, critérios e procedimentos realmente utilizados.
Em pesquisas que envolvem classificação de imagens, cálculo de índices ou comparação temporal, será necessário detalhar os procedimentos específicos.
Também é importante apresentar as limitações relacionadas aos dados e aos métodos empregados.
22. Como indicar a fonte de mapas derivados de imagens Landsat e Sentinel?
Quando um pesquisador elabora um mapa a partir de imagens orbitais, é necessário reconhecer os dados utilizados.
O mapa final pode ser resultado de procedimentos próprios de processamento, classificação ou representação cartográfica.
Entretanto, a elaboração própria não elimina a origem dos dados.
A identificação da figura deve considerar as orientações acadêmicas aplicáveis e as condições de atribuição dos fornecedores.
Também é importante distinguir o produto original da representação derivada.
Exemplo didático de identificação de mapa derivado
Figura 3 – Distribuição espacial da cobertura vegetal na área de estudo
[INSERIR MAPA EFETIVAMENTE PRODUZIDO]
Fonte: elaboração do pesquisador a partir dos produtos orbitais efetivamente utilizados, com identificação das fontes institucionais pertinentes.
Observação: a redação definitiva deve identificar os produtos reais e observar as orientações de apresentação acadêmica e atribuição aplicáveis.
23. Erros comuns ao citar imagens Landsat e Sentinel
Entre os erros mais frequentes estão:
- Informar apenas o nome do satélite sem identificar o produto utilizado.
- Confundir missão, satélite, sensor e catálogo.
- Atribuir automaticamente a autoria a instituições sem verificar a documentação.
- Omitir informações importantes de identificação das cenas.
- Confundir data de aquisição com data de publicação ou acesso.
- Utilizar produtos de processamento diferente sem reconhecer essa distinção.
- Tratar a composição colorida como se fosse o produto orbital original.
- Apresentar índices espectrais sem identificar as imagens utilizadas.
- Citar apenas o software ou a plataforma de processamento.
- Atribuir uma data única a mosaicos sem verificar sua composição.
- Copiar modelos genéricos sem conferir os metadados.
- Ignorar as orientações oficiais de citação e atribuição.
Esses problemas podem comprometer a identificação das fontes e a reprodutibilidade da pesquisa.
24. Checklist para citar imagens Landsat e Sentinel
Checklist: imagens orbitais em trabalhos acadêmicos
- Identifiquei a missão utilizada.
- Registrei o satélite e o sensor correspondentes.
- Localizei o identificador oficial do produto.
- Conferi a data de aquisição.
- Verifiquei a coleção e o nível de processamento.
- Identifiquei a instituição responsável pelo produto.
- Consultei as orientações oficiais de citação.
- Registrei o endereço ou identificador de acesso pertinente.
- Distingui os elementos bibliográficos dos metadados técnicos.
- Documentei as operações de processamento realizadas.
- Identifiquei os dados utilizados em composições, índices e mosaicos.
- Reconheci as fontes dos mapas derivados.
- Verifiquei as condições de atribuição e utilização.
- Conferi a consistência das informações com a metodologia.
As imagens Landsat e Sentinel oferecem possibilidades importantes para pesquisas científicas, mas sua utilização exige documentação cuidadosa.
A referência bibliográfica identifica a fonte documental, enquanto os metadados e a metodologia esclarecem as características dos produtos e os procedimentos realizados.
No próximo capítulo, veremos como apresentar mapas e imagens de satélite como figuras no TCC, incluindo títulos, numeração, fontes, adaptações, elaboração própria, legendas, escala gráfica e créditos de utilização.
Como apresentar mapas e imagens de satélite como figuras no TCC segundo a ABNT?
Regra confirmada para apresentação das ilustrações
Conforme o item 5.8 da ABNT NBR 14724:2024, a identificação com designação, número e título precede a ilustração. Imediatamente após a imagem, indique a fonte consultada, conforme a ABNT NBR 10520, além de legenda, notas e outras informações necessárias, quando houver. Mesmo uma ilustração produzida pelo próprio autor precisa identificar essa condição na fonte. A ilustração deve ser citada no texto e inserida próxima ao trecho correspondente.
Veja também como citar imagens, figuras, gráficos e tabelas nas normas ABNT.
Além de aprender como citar mapas nas normas ABNT, estudantes e pesquisadores precisam compreender como apresentar esses documentos visualmente em trabalhos acadêmicos.
Mapas, cartas topográficas, fotografias aéreas, imagens de satélite e produtos cartográficos derivados podem ser utilizados para contextualizar áreas de estudo, demonstrar resultados e apoiar interpretações científicas.
Entretanto, inserir uma imagem no TCC não significa apenas copiá-la para o documento.
É necessário identificar adequadamente a ilustração, indicar sua procedência, observar as orientações acadêmicas aplicáveis e garantir que o conteúdo seja legível.
Também é importante distinguir a referência bibliográfica do documento original da identificação da fonte apresentada junto à figura.
Essas informações possuem funções complementares, mas não devem ser confundidas.
A ABNT NBR 14724:2024 orienta a apresentação de trabalhos acadêmicos, incluindo a identificação das ilustrações. A ABNT NBR 6023:2025 trata da elaboração de referências, enquanto a ABNT NBR 10520:2023 estabelece orientações relacionadas às citações em documentos.
Por isso, a apresentação adequada de mapas e imagens de satélite exige considerar a natureza do material e a função que ele desempenha no trabalho.
Resumo rápido: como inserir mapas e imagens de satélite no TCC?
- Defina a finalidade do mapa ou da imagem no trabalho.
- Identifique a ilustração com designação, numeração e título.
- Insira o material próximo ao trecho em que é mencionado, conforme as orientações aplicáveis.
- Garanta a legibilidade dos elementos visuais.
- Indique a fonte abaixo da ilustração.
- Diferencie reprodução, adaptação e elaboração própria.
- Verifique os créditos e as condições de utilização do conteúdo.
- Inclua a referência bibliográfica correspondente, quando aplicável.
- Documente os procedimentos técnicos relevantes na metodologia.
Importante: a fonte apresentada junto à figura não substitui automaticamente a referência bibliográfica do documento utilizado.
1. Mapas e imagens de satélite são considerados ilustrações no TCC?
Sim. Mapas e outros materiais cartográficos podem ser apresentados como ilustrações em trabalhos acadêmicos.
A ABNT NBR 14724:2024 contempla diferentes tipos de ilustração, incluindo mapas, fotografias e outros recursos visuais.
Esses materiais devem ser identificados de maneira adequada e integrados ao desenvolvimento do trabalho.
Entretanto, é importante observar que a denominação utilizada deve corresponder ao conteúdo apresentado.
Um mapa temático elaborado pelo pesquisador, por exemplo, não possui necessariamente a mesma natureza de uma fotografia aérea reproduzida de uma instituição.
A identificação deve permitir que o leitor compreenda o tipo de material e sua finalidade.
2. Como identificar um mapa como figura segundo a ABNT?
A identificação de uma ilustração deve apresentar sua designação, seguida do número de ordem e do título correspondente.
Em trabalhos acadêmicos, é comum utilizar a designação “Figura” para diferentes tipos de ilustração.
Entretanto, também podem ser utilizadas designações específicas, conforme o material e as orientações institucionais aplicáveis.
O mais importante é manter uma organização coerente e uma identificação clara.
Exemplo didático de identificação de mapa
Figura 1 – Localização da área de estudo
[INSERIR MAPA EFETIVAMENTE UTILIZADO]
Fonte: identificação da fonte correspondente ao mapa.
Observação: este exemplo demonstra a organização básica de uma ilustração. A fonte definitiva deve ser elaborada conforme o material efetivamente utilizado.
A identificação da figura deve permitir que o leitor reconheça o conteúdo sem depender exclusivamente do texto que a acompanha.
Entretanto, o título não precisa reproduzir toda a interpretação apresentada no capítulo.
3. O título do mapa fica acima ou abaixo da figura?
Na apresentação de trabalhos acadêmicos conforme a ABNT NBR 14724:2024, a identificação da ilustração aparece na parte superior.
Essa identificação inclui a palavra designativa, o número de ordem e o título.
A fonte é apresentada na parte inferior da ilustração.
Também podem aparecer legendas, notas e outras informações necessárias à compreensão do material, conforme as orientações aplicáveis.
É importante verificar se a instituição de ensino estabelece regras complementares de formatação, desde que compatíveis com as exigências normativas adotadas.
Boa prática: mantenha a identificação próxima ao material
O título, a imagem e a fonte devem formar um conjunto visual facilmente reconhecível.
Evite separar o título do mapa por grandes espaços ou posicionar a fonte de maneira que o leitor não consiga associá-la à ilustração correspondente.
4. Como numerar mapas e imagens de satélite no TCC?
As ilustrações devem seguir uma organização numérica coerente com sua apresentação no trabalho.
Quando o documento utiliza a designação “Figura”, a numeração pode seguir a sequência de ocorrência das ilustrações.
Por exemplo:
- Figura 1 – Localização da área de estudo.
- Figura 2 – Distribuição espacial das unidades territoriais.
- Figura 3 – Composição colorida da imagem de satélite.
- Figura 4 – Classificação do uso e cobertura da terra.
Esses títulos são exemplos didáticos e devem ser adaptados ao conteúdo real de cada ilustração.
Também é importante verificar as orientações da instituição sobre listas de ilustrações e organização dos elementos pré-textuais.
5. Como mencionar um mapa no texto do TCC?
O mapa deve ser integrado à argumentação do trabalho.
Isso significa que não basta inserir a figura sem explicar sua função.
O texto deve indicar ao leitor por que aquela representação foi incluída e como ela contribui para a compreensão do tema.
Também é importante evitar interpretações que ultrapassem as informações efetivamente apresentadas.
Exemplo didático de chamada da figura no texto
A Figura 1 apresenta a localização da área de estudo e permite visualizar sua posição em relação às unidades territoriais consideradas na pesquisa.
Observação: a frase deve ser adaptada ao conteúdo real da figura e à finalidade da análise.
A chamada da figura deve ser coerente com a numeração e o título apresentados no documento.
6. Como indicar a fonte de um mapa reproduzido?
Quando o pesquisador reproduz um mapa elaborado por outra pessoa ou instituição, é necessário reconhecer sua procedência.
A identificação da fonte deve permitir compreender de onde o material foi obtido.
Também é importante observar as condições de utilização e atribuição aplicáveis.
Se o documento possui referência bibliográfica própria, essa identificação deve ser considerada na organização das fontes do trabalho.
Entretanto, não se deve presumir que uma indicação genérica, como “Fonte: internet”, seja suficiente.
Erro comum: utilizar “Fonte: Google” ou “Fonte: internet”
Essas expressões podem ser insuficientes para identificar a procedência de um mapa.
O pesquisador deve verificar o documento original, a responsabilidade indicada e os créditos pertinentes.
Uma plataforma de acesso não corresponde necessariamente à autoria do conteúdo.
7. Como indicar a fonte de um mapa adaptado?
Um mapa adaptado é aquele que utiliza material preexistente e recebe modificações realizadas pelo pesquisador.
Essas modificações podem envolver recortes, destaque de áreas, inclusão de símbolos ou outras intervenções.
Entretanto, a adaptação não elimina a necessidade de reconhecer a fonte original.
A identificação deve refletir a procedência do material e as alterações realizadas.
Também é necessário verificar se as condições de utilização permitem a adaptação pretendida.
Exemplo didático de identificação de mapa adaptado
Figura 2 – Delimitação da área de estudo
[INSERIR MAPA ADAPTADO]
Fonte: adaptação realizada pelo pesquisador a partir do documento cartográfico efetivamente utilizado, com identificação da fonte original.
Observação: a redação definitiva deve utilizar os dados reais do documento e observar as condições de atribuição correspondentes.
8. Como indicar a fonte de um mapa de elaboração própria?
Um mapa pode ser elaborado pelo próprio pesquisador a partir de dados coletados ou obtidos em fontes externas.
Nesse caso, é necessário distinguir a autoria da representação cartográfica da origem dos dados utilizados.
Se o pesquisador produziu integralmente o material com dados próprios, a identificação deve refletir essa circunstância.
Se utilizou bases institucionais, imagens de satélite ou outros conjuntos de dados, essas fontes também precisam ser reconhecidas adequadamente.
Portanto, “elaboração própria” não significa necessariamente que todos os dados utilizados sejam originais.
Atenção: elaboração própria não elimina a origem dos dados
Um estudante pode produzir um mapa no QGIS utilizando uma malha territorial do IBGE.
Nessa situação, a representação cartográfica foi elaborada pelo estudante, mas a base territorial possui uma fonte externa.
A documentação acadêmica deve reconhecer essas duas dimensões.
9. Como indicar a fonte de um mapa elaborado com dados de várias instituições?
Alguns mapas combinam informações provenientes de diferentes fontes.
Por exemplo, uma pesquisa pode utilizar limites territoriais de uma instituição, dados ambientais de outra e informações coletadas pelo próprio pesquisador.
Nesse caso, a identificação da figura deve reconhecer adequadamente as fontes utilizadas.
Também pode ser necessário detalhar os conjuntos de dados e os procedimentos de integração na metodologia.
Não é adequado atribuir o mapa integralmente a apenas uma instituição quando a representação resulta de múltiplas fontes.
A organização das referências deve permitir identificar os documentos e conjuntos de dados efetivamente utilizados.
10. Como apresentar imagens de satélite como figuras?
Imagens de satélite podem ser apresentadas como ilustrações quando contribuem para a compreensão do trabalho.
Entretanto, sua identificação deve considerar a natureza do material.
Uma imagem orbital original, uma composição colorida e um mapa derivado de classificação podem representar produtos diferentes.
Por isso, o título e a fonte devem corresponder ao conteúdo efetivamente apresentado.
Também é importante verificar se a imagem possui créditos institucionais ou condições específicas de atribuição.
11. Como identificar uma composição colorida de satélite?
Uma composição colorida pode resultar da combinação de bandas espectrais.
Quando elaborada pelo pesquisador, a figura deve reconhecer os dados originais e a operação realizada.
Também é importante descrever na metodologia quais bandas foram utilizadas e por que foram selecionadas.
Exemplo didático de composição colorida
Figura 3 – Composição colorida da área de estudo
[INSERIR COMPOSIÇÃO EFETIVAMENTE PRODUZIDA]
Fonte: elaboração do pesquisador a partir dos produtos orbitais identificados na pesquisa.
Observação: a metodologia deve apresentar as bandas e os procedimentos realmente utilizados.
12. Como apresentar mapas de NDVI e outros índices espectrais?
Mapas de índices espectrais podem ser utilizados para representar resultados de análises de sensoriamento remoto.
Entretanto, sua interpretação depende dos dados e dos procedimentos empregados.
Quando o pesquisador produz um mapa de NDVI, por exemplo, deve identificar as imagens utilizadas e documentar o método de cálculo.
Também é importante apresentar legenda adequada e explicar o significado das classes ou valores representados.
O título da figura deve indicar claramente o conteúdo.
A fonte deve reconhecer a procedência dos dados e a elaboração do produto.
13. Um mapa precisa apresentar escala gráfica?
A escala é um elemento importante em muitas representações cartográficas.
Entretanto, sua necessidade e forma de apresentação dependem da natureza do mapa e da finalidade da representação.
Em mapas utilizados para análise espacial, a escala pode ser fundamental para interpretar distâncias e dimensões.
Em determinadas representações esquemáticas ou produtos específicos, sua utilização deve ser avaliada conforme o contexto.
É importante distinguir as exigências de apresentação acadêmica das boas práticas de comunicação cartográfica.
A ABNT NBR 14724:2024 orienta a apresentação das ilustrações, mas não deve ser interpretada como uma norma que estabelece universalmente todos os elementos técnicos de cada tipo de mapa.
14. Escala numérica e escala gráfica: qual utilizar?
A escala numérica expressa uma relação entre medidas representadas e medidas correspondentes no terreno.
A escala gráfica apresenta essa relação visualmente.
Quando um mapa é redimensionado durante a edição do trabalho, a escala numérica originalmente indicada pode deixar de corresponder às dimensões de reprodução.
Uma escala gráfica adequadamente vinculada ao mapa pode acompanhar seu redimensionamento proporcional.
Entretanto, isso não significa que qualquer escala gráfica permaneça correta após alterações de proporção ou distorções da imagem.
Por isso, é necessário verificar a integridade da representação cartográfica após sua inserção no documento.
Boa prática: revise a escala após inserir o mapa
Ao redimensionar uma figura, verifique se os elementos cartográficos continuam proporcionais.
Evite esticar a imagem horizontal ou verticalmente.
Quando a escala for relevante à interpretação, confira se permanece adequada à representação apresentada.
15. É obrigatório colocar seta do norte em todos os mapas?
A orientação espacial é importante em muitas representações cartográficas.
Entretanto, não é adequado afirmar que todos os mapas acadêmicos devam apresentar obrigatoriamente uma seta do norte em qualquer situação.
A necessidade depende do tipo de representação, da orientação adotada e das informações já disponíveis ao leitor.
Em alguns mapas, a orientação pode ser suficientemente compreendida por outros elementos.
Em outros, uma indicação explícita pode melhorar a interpretação.
O pesquisador deve considerar as boas práticas cartográficas e as necessidades da pesquisa.
16. Como elaborar a legenda de um mapa acadêmico?
A legenda explica o significado dos símbolos, cores, padrões e classes utilizados na representação.
Ela é especialmente importante em mapas temáticos.
Uma legenda inadequada pode dificultar a interpretação ou produzir ambiguidades.
Por isso, os elementos apresentados devem corresponder aos dados e aos critérios utilizados.
Também é importante evitar excesso de categorias ou símbolos pouco diferenciáveis.
Em mapas destinados à impressão, a legibilidade deve ser verificada no tamanho final de apresentação.
17. Como apresentar o sistema de referência e a projeção cartográfica?
O sistema de referência e a projeção cartográfica podem ser informações relevantes para a interpretação e a reprodução de análises espaciais.
Entretanto, não devem ser tratados automaticamente como elementos obrigatórios na identificação visual de toda figura.
Dependendo da pesquisa, essas informações podem ser apresentadas no próprio mapa, na legenda, em nota técnica ou na metodologia.
O mais importante é que a documentação seja suficiente para compreender os procedimentos e as características espaciais pertinentes.
Em pesquisas que envolvem integração de bases geográficas, a identificação do sistema de referência pode ser especialmente importante.
18. Como evitar mapas ilegíveis no TCC?
Um mapa pode estar corretamente identificado e, ainda assim, apresentar problemas de legibilidade.
Entre os problemas frequentes estão textos muito pequenos, legendas extensas, cores pouco diferenciáveis e excesso de informações.
Também podem ocorrer distorções decorrentes de redimensionamento inadequado.
Por isso, é importante revisar a figura no tamanho em que será apresentada.
Quando necessário, simplifique elementos secundários e priorize as informações essenciais à interpretação.
Também é recomendável verificar o contraste e a distinção visual entre classes.
19. Como inserir mapas grandes no TCC?
Alguns mapas possuem dimensões ou níveis de detalhamento que dificultam sua apresentação em uma página convencional.
Nesses casos, o pesquisador deve avaliar alternativas de organização.
Uma possibilidade é apresentar uma versão adequada à leitura no corpo do trabalho e disponibilizar material complementar quando necessário.
Entretanto, qualquer solução deve respeitar as orientações institucionais e preservar a integridade das informações relevantes.
Não é adequado reduzir excessivamente um mapa apenas para fazê-lo caber em uma página.
Também é importante verificar se o documento final mantém a qualidade necessária à leitura.
20. Mapas podem ser apresentados em apêndices e anexos?
Mapas podem integrar o desenvolvimento do trabalho ou aparecer em elementos complementares, conforme sua função.
A distinção entre apêndice e anexo depende da autoria do material.
De maneira geral, o apêndice corresponde a material elaborado pelo autor do trabalho, enquanto o anexo corresponde a material não elaborado por ele.
Entretanto, a classificação deve considerar a natureza efetiva do documento.
Um mapa produzido pelo pesquisador pode ser adequado a um apêndice quando funciona como material complementar.
Um documento cartográfico de terceiros pode ser apresentado em anexo quando sua reprodução for pertinente e permitida.
A decisão deve considerar a organização acadêmica do trabalho e a necessidade de consulta pelo leitor.
21. Como apresentar mapas adaptados sem distorcer a fonte?
Uma adaptação cartográfica deve preservar a integridade das informações relevantes.
Alterações de cores, símbolos, enquadramento ou classificação podem modificar a interpretação do material.
Por isso, é importante documentar intervenções que afetem o significado da representação.
Também é necessário verificar se a adaptação é permitida pelas condições de utilização do documento original.
Quando o mapa resulta de processamento de dados, a metodologia deve explicar os procedimentos utilizados.
Atenção: adaptação visual não autoriza alterar o significado dos dados
Modificar a aparência de um mapa pode afetar a interpretação das informações representadas.
Por isso, as alterações devem ser compatíveis com os dados e com os objetivos científicos.
O pesquisador deve evitar modificações que produzam conclusões enganosas.
22. Como citar mapas com dados de várias fontes?
Mapas que combinam informações de diferentes instituições exigem documentação cuidadosa.
A fonte da figura deve reconhecer adequadamente os dados utilizados.
As referências bibliográficas devem identificar os documentos ou conjuntos de dados correspondentes, conforme sua natureza.
A metodologia deve explicar os procedimentos relevantes de integração e processamento.
Quando necessário, uma nota complementar pode esclarecer a composição do mapa.
Essa organização contribui para a transparência da pesquisa.
23. Como apresentar mapas e imagens de satélite em artigos científicos?
As orientações para trabalhos acadêmicos não devem ser aplicadas automaticamente a todos os periódicos científicos.
Artigos submetidos a revistas podem precisar seguir diretrizes editoriais específicas.
Essas diretrizes podem estabelecer requisitos relacionados à resolução das figuras, formato dos arquivos, legendas, fontes e permissões.
Por isso, o pesquisador deve consultar as instruções do periódico.
Também é importante preservar a identificação das fontes e os créditos aplicáveis.
24. Tabela comparativa: reprodução, adaptação e elaboração própria
| Situação | Característica | Cuidado na identificação |
|---|---|---|
| Reprodução | Utilização de mapa ou imagem preexistente. | Identificar a fonte original e os créditos pertinentes. |
| Adaptação | Modificação de material preexistente. | Reconhecer a origem e as alterações realizadas. |
| Elaboração própria com dados externos | Produção de nova representação a partir de fontes existentes. | Reconhecer os dados utilizados e documentar a metodologia. |
| Elaboração própria com dados próprios | Produção baseada em dados coletados pelo pesquisador. | Identificar a elaboração e descrever os procedimentos. |
25. Checklist para apresentar mapas e imagens de satélite no TCC
Checklist: apresentação de figuras cartográficas
- O mapa possui finalidade clara no trabalho.
- A ilustração apresenta identificação adequada.
- A numeração está coerente com o documento.
- O título descreve corretamente o conteúdo.
- A figura é mencionada no texto.
- A fonte está identificada.
- As condições de atribuição foram verificadas.
- Reprodução, adaptação e elaboração própria foram diferenciadas.
- As fontes dos dados utilizados foram reconhecidas.
- A legenda permite interpretar os símbolos e classes.
- A escala foi considerada quando relevante.
- A orientação espacial foi avaliada.
- O sistema de referência foi documentado quando pertinente.
- O mapa permanece legível no tamanho final.
- Não houve distorção por redimensionamento.
- Os procedimentos metodológicos relevantes foram descritos.
- A apresentação está coerente com as orientações institucionais.
Mapas e imagens de satélite podem contribuir significativamente para a qualidade de um trabalho acadêmico. Entretanto, sua utilização exige atenção à identificação visual, à procedência dos dados, à legibilidade e à coerência metodológica.
No próximo capítulo, veremos como descrever o uso de mapas e imagens de satélite na metodologia do TCC, incluindo seleção de dados, área de estudo, resolução espacial, sistemas de referência, processamento, análise e reprodutibilidade científica.
Como descrever mapas e imagens de satélite na metodologia do TCC?
Se precisar detalhar a organização dos procedimentos da pesquisa, consulte o guia sobre como fazer a metodologia do TCC. Quando houver dados geoespaciais estruturados, também pode ser pertinente o artigo sobre como citar datasets nas normas ABNT.
Aprender como citar mapas nas normas ABNT é importante, mas a identificação bibliográfica não explica, por si só, como os documentos cartográficos foram utilizados na pesquisa.
Em trabalhos que envolvem mapas, cartas topográficas, fotografias aéreas, imagens de satélite ou dados geoespaciais, a metodologia deve apresentar informações suficientes para que o leitor compreenda a origem dos materiais, os critérios de seleção e os procedimentos realizados.
Essa documentação é especialmente relevante em estudos de Geografia, Engenharia Ambiental, Agronomia, Arquitetura, Urbanismo, Engenharia Florestal, Geologia e planejamento territorial.
Entretanto, o nível de detalhamento necessário depende da finalidade da pesquisa.
Um mapa utilizado apenas para localizar uma cidade não exige necessariamente a mesma descrição metodológica de uma análise multitemporal baseada em dezenas de imagens orbitais.
Por isso, o objetivo não é acrescentar informações técnicas indiscriminadamente, mas apresentar os dados necessários à compreensão, à avaliação e, quando possível, à reprodução dos procedimentos científicos.
Resumo rápido: o que descrever na metodologia cartográfica?
- Identifique a finalidade dos mapas e das imagens utilizados.
- Delimite a área e o período de estudo.
- Apresente as fontes dos documentos e conjuntos de dados.
- Explique os critérios de seleção dos materiais.
- Registre os identificadores e as versões pertinentes.
- Descreva as características técnicas relevantes.
- Informe os procedimentos de preparação e processamento.
- Explique como os resultados foram produzidos e avaliados.
- Reconheça as limitações dos dados e métodos.
- Organize as informações necessárias à rastreabilidade da pesquisa.
Importante: esses itens representam um roteiro metodológico, não uma lista universal de elementos obrigatórios da ABNT NBR 6023:2025.
1. Qual é a diferença entre referência bibliográfica e descrição metodológica?
A referência bibliográfica identifica o documento utilizado, conforme sua natureza e as orientações normativas aplicáveis.
A descrição metodológica explica como esse documento contribuiu para a pesquisa.
Por exemplo, a referência pode identificar um produto de sensoriamento remoto, enquanto a metodologia apresenta os critérios utilizados para selecioná-lo e os procedimentos empregados em sua análise.
Essas informações possuem funções complementares.
| Elemento | Finalidade | Exemplo |
|---|---|---|
| Referência bibliográfica | Identificar a fonte documental. | Referência de uma carta topográfica ou produto orbital. |
| Citação no texto | Relacionar informações utilizadas à fonte correspondente. | Menção a um documento cartográfico utilizado na análise. |
| Fonte da figura | Identificar a procedência do material visual. | Fonte de um mapa reproduzido ou elaborado com dados externos. |
| Metodologia | Descrever materiais, critérios e procedimentos. | Seleção, processamento e análise de imagens. |
| Metadados técnicos | Caracterizar e rastrear os dados utilizados. | Sensor, resolução, sistema de referência e versão. |
Confundir essas funções pode produzir referências excessivamente longas e metodologias insuficientes.
Para aprofundar a identificação bibliográfica de conjuntos de dados, consulte o artigo sobre como citar base de dados e dataset nas normas ABNT.
2. Como descrever a área de estudo?
A descrição da área de estudo deve permitir que o leitor compreenda onde a pesquisa foi realizada.
Dependendo do objetivo, podem ser relevantes a localização geográfica, os limites territoriais, a extensão da área e determinadas características ambientais ou socioeconômicas.
Entretanto, não é necessário incluir todas essas informações em qualquer pesquisa.
O nível de detalhamento deve corresponder à escala e à finalidade da análise.
Em um estudo municipal, por exemplo, pode ser pertinente apresentar a localização do município e sua relação com unidades territoriais mais amplas.
Em uma pesquisa sobre uma microbacia hidrográfica, a delimitação espacial e os critérios utilizados para defini-la podem exigir maior aprofundamento.
3. Como apresentar as coordenadas geográficas da área de estudo?
As coordenadas geográficas podem ajudar a identificar a localização de uma área, mas sua apresentação deve considerar o sistema de referência e a precisão necessária à pesquisa.
Também é importante distinguir coordenadas de pontos, limites espaciais e extensões territoriais.
Quando a pesquisa depende de localização precisa, a metodologia deve informar como as coordenadas foram obtidas.
Não é adequado apresentar coordenadas com precisão aparente superior à qualidade dos dados disponíveis.
Boa prática: registre a origem das coordenadas
Se as coordenadas foram obtidas por levantamento de campo, informe o procedimento pertinente.
Se foram extraídas de uma base geoespacial, identifique a fonte e o sistema de referência.
Se foram estimadas por consulta visual a um mapa, não as apresente automaticamente como medições de alta precisão.
4. Como delimitar o período de análise?
O período de estudo é especialmente importante em pesquisas que utilizam imagens de satélite para observar mudanças territoriais.
Uma análise pode considerar um único momento, diferentes datas ou uma série temporal mais extensa.
O pesquisador deve explicar como o período foi definido e por que ele é adequado aos objetivos da pesquisa.
Também é importante distinguir o período investigado das datas de aquisição das imagens.
Uma pesquisa sobre determinado ano pode utilizar imagens adquiridas em datas específicas dentro desse período.
Em estudos que envolvem sazonalidade, a escolha das datas pode influenciar a interpretação dos resultados.
5. Como descrever as fontes dos mapas utilizados?
A metodologia deve identificar os documentos cartográficos e conjuntos de dados que contribuíram para a pesquisa.
Entre as fontes possíveis estão instituições cartográficas, órgãos públicos, serviços de sensoriamento remoto, repositórios científicos e levantamentos próprios.
Entretanto, a identificação deve ser específica.
Informar apenas que foram utilizados “mapas da internet” não permite compreender adequadamente a origem dos materiais.
Quando a pesquisa utiliza diferentes fontes, pode ser útil organizar uma tabela com os produtos empregados.
6. Como organizar uma tabela de fontes cartográficas?
Uma tabela metodológica pode facilitar a identificação dos documentos e conjuntos de dados utilizados.
Essa organização é especialmente útil quando a pesquisa combina diferentes bases geográficas.
| Campo | Informação a registrar |
|---|---|
| Fonte | Instituição ou responsável identificado. |
| Produto | Nome ou identificação oficial do material. |
| Data ou período | Informação temporal pertinente. |
| Versão | Edição, coleção ou versão utilizada. |
| Características | Escala, resolução ou outras informações relevantes. |
| Finalidade | Função do material na pesquisa. |
| Identificação | Registro ou código que permita localizar o produto. |
Essa tabela complementa as referências bibliográficas e não deve substituí-las automaticamente.
7. Como explicar os critérios de seleção de imagens de satélite?
A seleção das imagens deve ser compatível com os objetivos científicos.
Dependendo da pesquisa, podem ser considerados critérios como área de cobertura, período de aquisição, resolução espacial, características espectrais, nível de processamento e condições atmosféricas.
Entretanto, os critérios devem corresponder às necessidades reais do estudo.
Não é adequado afirmar que determinada imagem foi selecionada por apresentar características técnicas que não foram verificadas.
Também é importante explicar eventuais exclusões de produtos.
Em pesquisas com muitas imagens, critérios explícitos de seleção ajudam a reduzir decisões arbitrárias.
8. Como documentar a cobertura de nuvens?
A presença de nuvens pode limitar a observação da superfície em determinados produtos ópticos de sensoriamento remoto.
Por isso, pesquisas que utilizam imagens Landsat ou Sentinel-2 frequentemente consideram informações relacionadas à cobertura de nuvens.
Entretanto, o percentual informado para um produto não representa necessariamente a cobertura de nuvens sobre a área específica de estudo.
Uma cena pode apresentar determinado percentual global e condições diferentes dentro da região analisada.
Por isso, é importante verificar como o indicador foi calculado e se ele corresponde ao critério metodológico adotado.
Atenção: cobertura de nuvens da cena não é necessariamente cobertura da área de estudo
Um percentual informado nos metadados pode representar uma característica do produto completo.
Quando a pesquisa depende da ausência de nuvens em uma região específica, pode ser necessário avaliar essa região separadamente.
O procedimento deve ser descrito na metodologia.
9. Como descrever a resolução espacial?
A resolução espacial é uma característica relevante em muitos produtos de sensoriamento remoto.
Ela influencia o nível de detalhe espacial que pode ser representado ou analisado.
Entretanto, não deve ser confundida automaticamente com a escala cartográfica.
Também é importante verificar se diferentes bandas ou produtos apresentam resoluções distintas.
Quando a resolução influencia os resultados, sua identificação deve ser apresentada na metodologia.
O pesquisador deve evitar interpretações que ultrapassem a capacidade de representação dos dados.
10. Como diferenciar resolução espacial, temporal, espectral e radiométrica?
Os produtos de sensoriamento remoto podem apresentar diferentes características de resolução.
Essas propriedades ajudam a compreender suas possibilidades e limitações.
| Resolução | O que caracteriza | Importância metodológica |
|---|---|---|
| Espacial | Detalhamento espacial representado pelo produto. | Avaliar a adequação ao tamanho dos objetos analisados. |
| Temporal | Características relacionadas à frequência de observação. | Planejar análises em diferentes períodos. |
| Espectral | Capacidade de registrar informações em diferentes intervalos espectrais. | Selecionar bandas e índices adequados. |
| Radiométrica | Capacidade de discriminar níveis de sinal. | Compreender características dos valores registrados. |
Nem todas essas propriedades precisam ser detalhadas em qualquer trabalho.
Sua inclusão deve depender da relação com os procedimentos e resultados da pesquisa.
11. Como informar o sistema de referência de coordenadas?
O sistema de referência de coordenadas permite interpretar espacialmente as posições representadas nos dados geográficos.
Quando a pesquisa utiliza diferentes bases, é importante verificar se os sistemas de referência são compatíveis.
Essa informação pode ser relevante para operações de sobreposição, medição e análise espacial.
O pesquisador deve identificar o sistema efetivamente utilizado e documentar eventuais transformações realizadas.
Também é importante distinguir sistema de referência, datum e projeção cartográfica.
Esses conceitos estão relacionados, mas não são equivalentes.
12. Como descrever o datum e a projeção cartográfica?
O datum e a projeção cartográfica são elementos importantes na organização e representação de dados espaciais.
Entretanto, sua descrição deve corresponder às características reais dos dados utilizados.
Não é adequado informar um sistema de referência apenas porque ele é frequentemente utilizado em determinada região.
O pesquisador deve verificar os metadados e as propriedades dos arquivos.
Quando houver transformação de coordenadas, o procedimento deve ser documentado de maneira compatível com sua importância para a análise.
Erro comum: declarar um sistema de referência sem verificar os arquivos
Um estudante utiliza diferentes bases geoespaciais e presume que todas possuem o mesmo sistema de referência.
Depois, informa esse sistema na metodologia sem conferir os metadados.
Esse procedimento pode comprometer a interpretação e a integração espacial dos dados.
13. Como descrever o pré-processamento de imagens de satélite?
O pré-processamento reúne procedimentos realizados antes da análise principal.
Dependendo dos dados e dos objetivos, pode envolver seleção de bandas, correções, recortes, máscaras, reprojeções e outras operações.
Entretanto, nem todas essas etapas são necessárias em qualquer pesquisa.
Alguns produtos já são disponibilizados com determinados processamentos aplicados.
Por isso, é importante distinguir as características do produto recebido das operações efetivamente realizadas pelo pesquisador.
Não se deve afirmar que determinada correção foi executada quando ela já fazia parte do produto original e não foi realizada novamente.
14. Como documentar correções atmosféricas?
Em determinadas aplicações de sensoriamento remoto óptico, as condições atmosféricas influenciam os sinais registrados pelos sensores.
Produtos de diferentes níveis de processamento podem incorporar tratamentos distintos.
Por isso, a metodologia deve identificar o produto utilizado e esclarecer se foram realizadas operações adicionais.
Também é importante verificar se o procedimento é adequado ao sensor e à finalidade da pesquisa.
Não é correto utilizar expressões genéricas como “as imagens foram corrigidas” sem explicar, quando relevante, quais procedimentos foram efetivamente empregados.
15. Como descrever recortes e mosaicos de imagens?
O recorte espacial permite selecionar uma parte do produto correspondente à área de interesse.
O mosaico pode reunir diferentes imagens para representar uma região mais ampla.
Quando essas operações são realizadas, a metodologia deve explicar os procedimentos relevantes.
Também é importante registrar os produtos originais utilizados.
Se um mosaico combina imagens de diferentes datas, essa característica pode influenciar a interpretação dos resultados.
Por isso, não se deve presumir que toda a representação corresponde a um único momento de aquisição.
16. Como descrever o cálculo de índices espectrais?
Índices espectrais podem ser utilizados para analisar características da superfície a partir de combinações matemáticas de bandas.
Quando a pesquisa utiliza um índice, é importante identificar os produtos e as bandas empregadas.
Também deve ser apresentada a formulação ou o procedimento de cálculo pertinente.
Entretanto, a metodologia não deve se limitar a informar o nome do índice.
É necessário explicar como ele foi aplicado e qual foi sua função na pesquisa.
Em estudos que envolvem comparação temporal, também é importante considerar a consistência dos dados e procedimentos utilizados.
17. Como documentar uma classificação de uso e cobertura da terra?
Classificações de uso e cobertura da terra podem envolver diferentes métodos e critérios.
Dependendo da pesquisa, podem ser utilizadas interpretações visuais, classificações supervisionadas, procedimentos automatizados ou outras abordagens.
A metodologia deve apresentar informações suficientes para compreender como as classes foram definidas e os resultados produzidos.
Também é importante documentar as fontes utilizadas e os procedimentos de avaliação da classificação.
Não é adequado apresentar um mapa classificado sem explicar os critérios que orientaram sua elaboração.
18. Como descrever os softwares utilizados?
Softwares de geoprocessamento podem desempenhar funções importantes na organização, no processamento e na análise de dados espaciais.
Entre as ferramentas possíveis estão sistemas de informações geográficas, ambientes de programação e plataformas de processamento geoespacial.
Entretanto, a identificação do software não substitui a descrição dos procedimentos realizados.
Informar apenas que os dados foram processados no QGIS, por exemplo, não esclarece quais operações foram executadas.
Quando relevante, também pode ser pertinente registrar a versão da ferramenta utilizada.
Boa prática: descreva as operações, não apenas o nome do programa
Uma metodologia informativa explica o que foi feito com os dados.
O software constitui parte do ambiente de trabalho, mas os procedimentos científicos precisam ser identificados.
Quando scripts ou algoritmos desempenham papel central na análise, sua documentação pode contribuir para a reprodutibilidade.
19. Como documentar a utilização do Google Earth Engine?
O Google Earth Engine pode ser utilizado para acessar, organizar e processar diferentes conjuntos de dados geoespaciais.
Entretanto, a plataforma não deve ser confundida com a origem de todos os produtos utilizados.
Uma pesquisa pode processar coleções Landsat ou Sentinel nesse ambiente.
Nesse caso, é necessário identificar as fontes dos dados e descrever as operações realizadas.
Também pode ser relevante registrar filtros temporais, critérios espaciais, procedimentos de mascaramento, composições e algoritmos empregados.
Quando scripts são utilizados, sua organização e documentação podem contribuir para a transparência da pesquisa.
20. Como realizar controle de qualidade dos dados cartográficos?
O controle de qualidade depende da natureza dos dados e dos objetivos da pesquisa.
Em alguns estudos, pode envolver verificação de integridade dos arquivos, consistência espacial, compatibilidade de sistemas de referência e análise de metadados.
Em outros, pode exigir procedimentos de validação dos resultados.
O pesquisador deve distinguir a qualidade declarada pelo fornecedor das verificações efetivamente realizadas durante a pesquisa.
Não é adequado afirmar que os dados foram validados apenas porque foram obtidos de uma instituição reconhecida.
A confiabilidade institucional é relevante, mas não substitui a avaliação da adequação dos dados ao objetivo do estudo.
21. Como avaliar a precisão de uma classificação cartográfica?
Quando a pesquisa produz uma classificação temática, pode ser necessário avaliar sua qualidade por meio de procedimentos apropriados.
Esses procedimentos dependem do método utilizado e da disponibilidade de informações de referência.
Entre as possibilidades estão comparações com dados independentes, levantamentos de campo ou outras fontes adequadas.
Entretanto, não é correto afirmar que qualquer comparação visual constitui uma validação quantitativa suficiente.
O pesquisador deve descrever o procedimento adotado e reconhecer suas limitações.
22. Como reconhecer limitações de mapas e imagens de satélite?
Todo conjunto de dados possui características que podem influenciar sua utilização.
Em imagens orbitais, essas limitações podem estar relacionadas à resolução, à cobertura de nuvens, às condições de aquisição, ao processamento e à disponibilidade temporal.
Em bases cartográficas, podem envolver escala, atualização, precisão posicional e critérios de representação.
O pesquisador deve identificar as limitações relevantes ao objetivo do estudo.
Também é importante evitar generalizações que ultrapassem as possibilidades dos dados.
Visão do especialista: reconhecer limitações fortalece a metodologia
Uma pesquisa não precisa utilizar dados perfeitos para apresentar resultados relevantes.
Entretanto, deve demonstrar que os materiais escolhidos são adequados à finalidade científica.
Reconhecer limitações permite interpretar os resultados com maior rigor e evita conclusões incompatíveis com a qualidade das informações disponíveis.
23. O que significa reprodutibilidade em pesquisas cartográficas?
A reprodutibilidade está relacionada à possibilidade de compreender e, quando as condições permitirem, executar novamente os procedimentos da pesquisa.
Em estudos geoespaciais, isso pode envolver identificação das fontes, versões dos dados, parâmetros de processamento e métodos utilizados.
Entretanto, a reprodutibilidade pode apresentar limitações práticas.
Alguns dados podem possuir restrições de acesso, determinadas plataformas podem sofrer atualizações e produtos podem ser substituídos por versões posteriores.
Por isso, a documentação deve buscar preservar as informações necessárias à compreensão dos procedimentos e à rastreabilidade dos resultados.
24. Como organizar uma ficha de rastreabilidade das imagens?
Uma ficha de rastreabilidade pode reunir informações sobre cada produto utilizado.
Ela é especialmente útil em pesquisas com múltiplas imagens ou procedimentos de processamento.
| Informação | Finalidade |
|---|---|
| Identificador do produto | Localizar a imagem específica. |
| Fonte institucional | Reconhecer a origem dos dados. |
| Data de aquisição | Caracterizar o período observado. |
| Versão ou coleção | Identificar a organização do produto. |
| Nível de processamento | Caracterizar o estado dos dados recebidos. |
| Área de cobertura | Relacionar o produto à área estudada. |
| Critério de seleção | Justificar a inclusão do produto. |
| Operações realizadas | Documentar o processamento. |
| Produto derivado | Relacionar os dados aos resultados produzidos. |
| Limitações | Registrar restrições relevantes à interpretação. |
Dependendo da extensão da pesquisa, essas informações podem ser organizadas em tabelas, planilhas ou documentos metodológicos complementares.
25. Modelo de metodologia para TCC que utiliza mapas institucionais
Exemplo didático: metodologia com mapas institucionais
A caracterização espacial da área de estudo foi realizada a partir de documentos cartográficos e dados geoespaciais obtidos em fontes institucionais. Os materiais foram selecionados conforme sua abrangência territorial, sua adequação ao objetivo da pesquisa e a disponibilidade de informações de identificação. As bases utilizadas foram organizadas em ambiente de sistema de informações geográficas, com verificação das características espaciais pertinentes. Os mapas resultantes foram elaborados para representar os elementos territoriais considerados no estudo, com identificação das fontes de dados e descrição dos procedimentos relevantes.
Observação: o texto é um modelo didático. Deve ser adaptado para identificar os documentos, os critérios e os procedimentos efetivamente utilizados.
Uma versão definitiva deve substituir as expressões genéricas pelos nomes dos produtos e pelas informações verificadas.
26. Modelo de metodologia para TCC que utiliza imagens Landsat e Sentinel
Exemplo didático: metodologia com imagens orbitais
Foram selecionados produtos de sensoriamento remoto provenientes das missões Landsat e Sentinel, considerando a área de estudo, o período investigado e as características técnicas necessárias à análise. Os produtos foram identificados por seus registros oficiais, incluindo as datas de aquisição, os níveis de processamento e as versões pertinentes. Após a seleção, os dados foram organizados e submetidos aos procedimentos de preparação e análise descritos nesta pesquisa. Os resultados foram avaliados conforme os critérios metodológicos adotados, considerando as limitações relacionadas às características dos produtos utilizados.
Observação: este exemplo não substitui a descrição dos procedimentos específicos. O pesquisador deve informar quais imagens, operações e critérios foram efetivamente empregados.
Quando houver cálculo de índices, classificação de imagens ou análise temporal, essas etapas devem ser detalhadas de acordo com sua importância para os resultados.
27. Modelo de metodologia para TCC com comparação temporal de imagens
Exemplo didático: comparação de imagens em diferentes períodos
A análise temporal foi desenvolvida a partir de imagens correspondentes aos períodos definidos para a pesquisa. A seleção considerou a cobertura espacial da área de estudo, as condições de aquisição e a disponibilidade de produtos adequados à comparação. As imagens foram organizadas e avaliadas quanto às características relevantes, incluindo resolução, processamento e informações temporais. Os procedimentos de comparação foram aplicados conforme os objetivos do estudo, com registro das limitações que poderiam influenciar a interpretação das mudanças observadas.
Observação: a redação deve ser adaptada aos períodos, produtos e procedimentos realmente utilizados.
28. Quais são os erros mais comuns na metodologia cartográfica?
Entre os problemas mais frequentes estão:
- Informar apenas o nome da instituição sem identificar os produtos utilizados.
- Confundir a plataforma de processamento com a fonte dos dados.
- Omitir os critérios de seleção das imagens.
- Confundir datas de aquisição, publicação e acesso.
- Declarar sistemas de referência sem verificar os arquivos.
- Utilizar dados de diferentes resoluções sem considerar suas diferenças.
- Descrever operações que não foram efetivamente realizadas.
- Omitir informações importantes de processamento.
- Apresentar mapas classificados sem explicar os critérios adotados.
- Tratar dados institucionais como automaticamente validados para qualquer finalidade.
- Ignorar limitações relevantes.
- Apresentar resultados sem permitir identificar suas fontes.
Evitar esses problemas contribui para uma metodologia mais clara e coerente com os objetivos científicos.
29. Checklist de metodologia cartográfica para TCC e pesquisa científica
Checklist: documentação metodológica de mapas e imagens
- Defini claramente a finalidade dos materiais cartográficos.
- Descrevi a área de estudo.
- Identifiquei o período de análise.
- Registrei as fontes dos dados utilizados.
- Identifiquei os produtos e suas versões pertinentes.
- Expliquei os critérios de seleção.
- Verifiquei as características técnicas relevantes.
- Documentei os sistemas de referência utilizados.
- Descrevi os procedimentos de preparação e processamento.
- Identifiquei os softwares e ferramentas relevantes.
- Expliquei os métodos de análise empregados.
- Apresentei procedimentos de avaliação quando necessários.
- Reconheci as limitações dos dados e métodos.
- Organizei informações suficientes para rastrear as fontes.
- Distingui referências bibliográficas de metadados metodológicos.
- Conferi a coerência entre metodologia, figuras e resultados.
A descrição metodológica de mapas e imagens de satélite deve demonstrar como os materiais contribuíram para a pesquisa e quais procedimentos foram utilizados para produzir os resultados.
Uma metodologia consistente não depende apenas da quantidade de informações técnicas apresentadas, mas da pertinência e da clareza da documentação.
Ao distinguir referências bibliográficas, metadados, processamento e análise, o pesquisador fortalece a transparência e a qualidade científica do trabalho.
No próximo capítulo, apresentaremos exemplos práticos de referências cartográficas e os erros mais comuns ao citar mapas e imagens de satélite nas normas ABNT, com situações comentadas e orientações para revisar a identificação das fontes.
Exemplos práticos: como citar mapas e imagens de satélite nas normas ABNT?
Depois de compreender os elementos bibliográficos, os diferentes tipos de documentos cartográficos e as particularidades das imagens orbitais, é importante observar como esses conhecimentos podem ser aplicados em situações acadêmicas.
Os exemplos apresentados neste capítulo demonstram problemas frequentes de identificação documental e oferecem orientações para elaborar referências mais precisas.
Entretanto, um exemplo de referência somente pode ser utilizado em um trabalho acadêmico quando seus dados correspondem ao documento efetivamente consultado.
Por isso, as situações hipotéticas serão identificadas expressamente. Os modelos de preenchimento não devem ser copiados como referências definitivas.
A elaboração da referência deve observar a natureza do documento e as disposições pertinentes da ABNT NBR 6023:2025.
Quando o material for utilizado como figura, também deverão ser consideradas as orientações de apresentação acadêmica e as condições de atribuição aplicáveis.
Resumo rápido: como analisar um exemplo de referência cartográfica?
- Identifique o documento efetivamente utilizado.
- Verifique se existe responsabilidade bibliográfica identificada.
- Confira o título e os dados de publicação.
- Determine se o material é impresso ou eletrônico.
- Identifique a descrição cartográfica e a escala, quando pertinentes.
- Verifique as informações de acesso, quando aplicáveis.
- Diferencie elementos bibliográficos de metadados técnicos.
- Confira se a referência permite identificar a fonte consultada.
Os exemplos deste capítulo são didáticos. A conferência final deve ser realizada com base no documento real e na norma aplicável.
1. Exemplo prático: mapa impresso com autoria institucional
Considere uma situação hipotética em que um estudante utiliza um mapa territorial impresso produzido por uma instituição cartográfica.
O documento apresenta título, responsabilidade institucional, local, editora, ano de publicação, descrição física e escala.
Essas informações devem ser organizadas conforme a estrutura pertinente aos documentos cartográficos.
Exemplo fictício exclusivamente didático
INSTITUTO CARTOGRÁFICO DE VALE DOURADO. Mapa territorial de Vale Dourado. Vale Dourado: ICVD, 2024. 1 mapa, color., 80 × 60 cm. Escala 1:100.000.
Como interpretar: a instituição identifica a responsabilidade; o título identifica o documento; os dados de publicação situam a obra; a descrição física e a escala caracterizam o material.
Importante: a instituição, o mapa e os dados foram criados para fins didáticos. Não correspondem a uma publicação verificada.
O estudante não deve utilizar essa referência em seu trabalho sem substituí-la pelos dados de um documento real.
2. Exemplo prático: mapa digital consultado online
Agora considere um mapa institucional disponibilizado em formato eletrônico.
O pesquisador precisa identificar o documento cartográfico e verificar as informações correspondentes à sua disponibilização online.
O endereço eletrônico deve conduzir ao recurso efetivamente consultado, quando possível.
Modelo didático de preenchimento
ENTIDADE RESPONSÁVEL. Título oficial do mapa. Local: Editora, ano. Descrição cartográfica. Escala, quando houver. Disponível em: [ENDEREÇO REAL DO DOCUMENTO]. Acesso em: [DATA REAL DE ACESSO].
Observação: os campos entre colchetes são instruções de preenchimento. Não devem permanecer na referência definitiva.
Esse modelo deve ser adaptado à natureza do documento e aos elementos efetivamente disponíveis.
Não se deve inventar uma escala, data ou editora para completar os campos.
3. Exemplo prático: carta topográfica com identificação da folha
Cartas topográficas podem apresentar denominação oficial, código de folha, escala e outras informações que ajudam a identificar o documento.
Considere um exemplo hipotético.
Exemplo fictício de carta topográfica
SERVIÇO CARTOGRÁFICO DE MONTE CLARO. Monte Claro: carta topográfica. Monte Claro: SCMC, 2022. 1 carta topográfica. Escala 1:50.000. Folha MC-08.
Como interpretar: a identificação da folha funciona como informação complementar de rastreabilidade.
Exemplo fictício: o órgão, a carta e o código não correspondem a um produto cartográfico real verificado.
Em uma referência real, a identificação da folha deve ser conferida diretamente no documento ou em seu registro institucional.
4. Exemplo prático: mapa do IBGE
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística disponibiliza diferentes tipos de documentos cartográficos.
Por isso, uma referência não deve apresentar apenas o nome da instituição.
É necessário identificar o mapa, a carta ou o produto efetivamente utilizado.
Exemplo de identificação insuficiente
Inadequado como identificação completa: IBGE. Mapa. Disponível na internet.
Problema: a informação não permite reconhecer adequadamente qual documento foi utilizado.
Correção: identificar o produto específico e reunir seus elementos bibliográficos conforme a natureza documental e a norma aplicável.
O estudante deve consultar o documento original e verificar suas informações de identificação.
5. Exemplo prático: mapa elaborado com dados do IBGE
Uma situação diferente ocorre quando o pesquisador utiliza dados geoespaciais do IBGE para produzir um mapa próprio.
Nesse caso, o mapa final não corresponde necessariamente a uma publicação cartográfica pronta da instituição.
O pesquisador deve reconhecer a fonte dos dados e descrever os procedimentos de elaboração.
Exemplo didático de mapa elaborado pelo pesquisador
Situação: elaboração de um mapa de localização a partir de uma base territorial oficial.
Fonte dos dados: produto geoespacial efetivamente obtido no IBGE.
Ferramenta: software utilizado para elaborar a representação.
Produto final: mapa produzido pelo pesquisador.
Documentação necessária: identificação da base utilizada, fonte da figura e descrição dos procedimentos relevantes.
Para aprofundar a referência de conjuntos de dados, consulte o artigo sobre como citar base de dados e dataset nas normas ABNT.
6. Exemplo prático: mapa consultado no Google Maps
Considere um estudante que utiliza o Google Maps para identificar a localização de uma instituição.
O primeiro cuidado consiste em distinguir a plataforma de acesso do conteúdo efetivamente consultado.
Também é necessário verificar se a visualização apresenta créditos de diferentes fornecedores.
Exemplo de referência insuficiente
Inadequado como referência completa: GOOGLE MAPS. Mapa de localização.
Problema: a identificação pode não informar o recurso específico, os elementos bibliográficos pertinentes ou as informações de acesso.
Correção: verificar a visualização efetivamente utilizada, reunir os dados disponíveis e aplicar o tratamento normativo correspondente.
Quando a visualização é utilizada como figura, também devem ser observadas as condições de atribuição aplicáveis.
7. Exemplo prático: imagem histórica do Google Earth
Uma pesquisa pode utilizar imagens históricas do Google Earth para observar mudanças aparentes na paisagem.
Entretanto, a data associada à imagem não deve ser confundida com a data de acesso à plataforma.
Também é importante verificar as limitações da visualização.
Exemplo didático de documentação temporal
Plataforma: Google Earth.
Área: localidade efetivamente analisada.
Data associada à visualização: informação exibida no serviço.
Data de consulta: momento em que o pesquisador acessou o conteúdo.
Créditos: atribuições efetivamente apresentadas.
Metodologia: descrição dos critérios de seleção e comparação das visualizações.
Essa ficha não constitui uma referência bibliográfica pronta, mas ajuda a organizar informações relevantes.
8. Exemplo prático: imagem Landsat
Uma imagem Landsat pode apresentar identificador específico, data de aquisição, coleção e nível de processamento.
Essas informações ajudam a distinguir produtos.
Entretanto, a referência bibliográfica deve considerar a documentação oficial e as orientações de citação correspondentes.
Ficha didática de identificação de produto Landsat
Missão: identificação da missão Landsat.
Satélite e sensor: informações correspondentes ao produto.
Identificador: código oficial da cena ou produto.
Data de aquisição: informação apresentada nos metadados.
Coleção: versão ou coleção utilizada.
Processamento: nível correspondente ao produto.
Fonte: serviço ou registro oficial utilizado.
Observação: a ficha deve ser preenchida com dados reais e não substitui a referência bibliográfica.
Para verificar orientações institucionais, consulte a página do USGS sobre citação de dados.
9. Exemplo prático: produto Sentinel
Produtos Sentinel também exigem identificação específica.
O pesquisador deve verificar a missão, o produto, a data, o nível de processamento e os metadados pertinentes.
Também é necessário distinguir a instituição responsável pelo programa do serviço de acesso aos dados.
Ficha didática de identificação de produto Sentinel
Missão: identificação da missão Sentinel utilizada.
Produto: denominação ou identificador oficial.
Data: informação temporal pertinente.
Processamento: nível e versão utilizados.
Fonte institucional: informações verificadas na documentação.
Acesso: registro ou endereço correspondente ao produto.
Observação: a referência definitiva deve considerar a natureza documental e as orientações oficiais aplicáveis.
O Copernicus Data Space Ecosystem constitui uma fonte oficial de acesso a dados relacionados ao programa.
10. Exemplo prático: composição colorida elaborada pelo pesquisador
Uma composição colorida pode ser produzida a partir da combinação de bandas espectrais.
Quando elaborada pelo pesquisador, é necessário reconhecer os dados originais e descrever os procedimentos realizados.
Exemplo didático de identificação da figura
Figura 1 – Composição colorida da área de estudo
[INSERIR COMPOSIÇÃO EFETIVAMENTE PRODUZIDA]
Fonte: elaboração do pesquisador a partir dos produtos orbitais identificados na pesquisa.
Metodologia: descrição das bandas e dos procedimentos realmente utilizados.
O título e a fonte devem corresponder ao material efetivamente apresentado.
11. Exemplo prático: mapa derivado de várias fontes
Um mapa pode combinar dados territoriais, ambientais e estatísticos provenientes de diferentes instituições.
Nesse caso, a documentação deve reconhecer as fontes utilizadas e explicar os procedimentos de integração.
Não é adequado atribuir integralmente o produto a uma única instituição quando ele resulta de diferentes fontes e operações.
Boa prática: organize uma tabela de proveniência
Quando o mapa reúne múltiplas fontes, registre o nome de cada produto, sua instituição responsável, sua versão e sua função na análise.
Essa organização contribui para a transparência e a rastreabilidade da pesquisa.
12. Como revisar exemplos de referências cartográficas?
Antes de utilizar uma referência em um trabalho acadêmico, o pesquisador deve verificar se seus elementos correspondem ao documento efetivamente consultado.
Essa conferência inclui autoria, título, publicação, descrição cartográfica, informações eletrônicas e elementos complementares pertinentes.
Também é importante verificar se o modelo utilizado corresponde à natureza do documento.
Uma referência de mapa impresso não deve ser aplicada automaticamente a um dataset geoespacial ou a uma visualização interativa.
O procedimento adequado consiste em identificar o recurso e aplicar o tratamento normativo correspondente.
Quais são os erros mais comuns ao citar mapas e imagens de satélite nas normas ABNT?
Os erros mais frequentes na elaboração de referências cartográficas envolvem problemas de identificação documental, atribuição de responsabilidade, interpretação de datas e utilização inadequada de modelos.
Embora a pontuação e a apresentação tipográfica sejam importantes, uma referência pode estar visualmente organizada e, ainda assim, identificar incorretamente o documento utilizado.
Por isso, a revisão deve considerar tanto a estrutura normativa quanto a fidelidade às informações da fonte.
13. Erro: citar apenas o nome da instituição
Informar somente “IBGE”, “INPE” ou o nome de outra instituição não identifica necessariamente o documento utilizado.
Uma mesma instituição pode produzir milhares de mapas, cartas, imagens e conjuntos de dados.
Como corrigir: identificar o produto específico e reunir seus elementos bibliográficos pertinentes.
14. Erro: confundir plataforma com autoria
Uma plataforma pode disponibilizar materiais produzidos por diferentes organizações.
Por isso, não é adequado atribuir automaticamente a autoria ao serviço utilizado para acessar o conteúdo.
Como corrigir: verificar os créditos, os metadados e a responsabilidade documental indicada.
15. Erro: utilizar título genérico no lugar do título oficial
Um documento cartográfico pode apresentar uma denominação específica.
Substituí-la por uma expressão genérica pode dificultar sua identificação.
Como corrigir: conferir o título no próprio documento ou no registro institucional.
16. Erro: confundir data de aquisição, publicação e acesso
Essas datas possuem funções diferentes.
A data de aquisição pode identificar o momento do registro orbital.
A data de publicação corresponde à informação bibliográfica pertinente ao documento.
A data de acesso registra o momento da consulta online.
Como corrigir: verificar cada data e utilizar o tratamento correspondente à sua função.
17. Erro: inventar escala cartográfica
Nem todo documento apresenta uma escala fixa ou declarada.
Isso pode ocorrer especialmente em determinados recursos interativos.
Não é adequado criar um valor apenas para completar um modelo.
Como corrigir: verificar a escala disponível e aplicar o tratamento normativo pertinente quando o elemento não puder ser identificado.
18. Erro: confundir escala e resolução espacial
A escala cartográfica e a resolução espacial representam características diferentes.
Uma imagem orbital pode apresentar resolução espacial conhecida sem possuir uma escala cartográfica única de representação.
Como corrigir: identificar a natureza de cada informação e utilizá-la no contexto adequado.
19. Erro: utilizar a página inicial do portal como fonte específica
Um portal institucional pode disponibilizar diversos documentos.
Informar apenas sua página inicial pode dificultar a localização do material utilizado.
Como corrigir: procurar o registro ou endereço correspondente ao produto efetivamente consultado.
20. Erro: tratar todos os mapas digitais como páginas comuns da internet
Um mapa disponibilizado online pode continuar sendo um documento cartográfico.
Por isso, sua referência deve considerar a natureza documental e as orientações correspondentes.
Como corrigir: identificar o tipo de recurso antes de selecionar o modelo bibliográfico.
21. Erro: incluir todos os metadados técnicos na referência
Produtos cartográficos e orbitais podem apresentar numerosos campos técnicos.
Entretanto, esses campos não são automaticamente elementos bibliográficos obrigatórios.
Como corrigir: distinguir os elementos necessários à referência das informações utilizadas na metodologia.
22. Erro: omitir o identificador de um produto quando ele é relevante
Determinados produtos de sensoriamento remoto possuem identificadores que permitem distinguir cenas, versões e níveis de processamento.
A ausência dessas informações pode dificultar a rastreabilidade da pesquisa.
Como corrigir: registrar os identificadores pertinentes na documentação adequada, observando sua função bibliográfica ou metodológica.
23. Erro: citar apenas o software utilizado
O QGIS e outras ferramentas podem ser utilizados para processar dados geoespaciais.
Entretanto, o software não substitui a identificação dos dados originais.
Como corrigir: reconhecer as fontes documentais e descrever os procedimentos de processamento.
24. Erro: apresentar mapa adaptado como inteiramente original
Uma adaptação utiliza material preexistente.
Mesmo quando o pesquisador realiza modificações, é necessário reconhecer a origem do conteúdo.
Como corrigir: indicar a fonte original e documentar as alterações relevantes.
25. Erro: remover créditos de imagens e mapas
Alguns fornecedores estabelecem condições específicas de atribuição.
Remover créditos pode comprometer o atendimento dessas condições.
Como corrigir: consultar as orientações oficiais e preservar as atribuições aplicáveis.
26. Erro: utilizar exemplos fictícios como referências reais
Modelos didáticos são úteis para compreender a estrutura de uma referência.
Entretanto, dados fictícios não correspondem a documentos verificáveis.
Como corrigir: substituir os exemplos pelos dados reais do documento efetivamente consultado.
Atenção: uma referência visualmente correta pode identificar a fonte errada
A organização tipográfica não garante a precisão bibliográfica.
Antes de considerar uma referência concluída, verifique se ela corresponde ao documento realmente utilizado.
Essa conferência é especialmente importante em mapas, imagens orbitais e conjuntos de dados que apresentam diferentes versões e identificadores.
27. Tabela comparativa: erro, consequência e correção
| Erro | Consequência possível | Correção recomendada |
|---|---|---|
| Citar apenas a instituição | Documento não identificado. | Informar o produto específico. |
| Confundir plataforma e autoria | Atribuição incorreta. | Verificar responsabilidade documental. |
| Utilizar título genérico | Dificuldade de localização. | Conferir o título oficial. |
| Confundir datas | Identificação temporal inadequada. | Distinguir aquisição, publicação e acesso. |
| Inventar escala | Informação cartográfica incorreta. | Verificar os dados disponíveis. |
| Citar apenas o portal | Rastreabilidade insuficiente. | Localizar o registro específico. |
| Omitir dados originais | Fonte do processamento não identificada. | Reconhecer os conjuntos de dados utilizados. |
| Remover créditos | Possível descumprimento de condições de atribuição. | Preservar os créditos aplicáveis. |
| Copiar exemplo fictício | Referência sem fonte verificável. | Utilizar dados documentais reais. |
28. Como realizar uma auditoria final das referências cartográficas?
Uma auditoria bibliográfica deve verificar se as referências correspondem aos materiais utilizados e se foram organizadas conforme a norma aplicável.
Também é importante conferir a consistência entre as referências, as citações no texto, as fontes das figuras e a metodologia.
Em pesquisas que utilizam produtos orbitais, a conferência deve considerar os identificadores e as versões pertinentes.
Quando diferentes documentos possuem títulos semelhantes, é necessário verificar se cada referência corresponde à edição ou ao produto efetivamente consultado.
Checklist de auditoria das referências cartográficas
- Identifiquei todos os documentos cartográficos utilizados.
- Verifiquei a responsabilidade bibliográfica de cada fonte.
- Conferi os títulos oficiais.
- Revisei os dados de publicação disponíveis.
- Verifiquei as informações cartográficas pertinentes.
- Distingui documentos impressos e eletrônicos.
- Conferi os endereços de acesso.
- Revisei as datas conforme suas funções.
- Identifiquei os produtos orbitais utilizados.
- Conferi os identificadores e versões relevantes.
- Reconheci as fontes dos mapas derivados.
- Verifiquei os créditos e as condições de utilização.
- Comparei referências, figuras e metodologia.
- Removi dados fictícios e campos não preenchidos.
- Conferi a padronização das referências.
Os exemplos e erros apresentados neste capítulo demonstram que a qualidade de uma referência cartográfica depende da identificação correta do documento e da aplicação adequada das orientações normativas.
Uma referência completa deve permitir que o leitor reconheça a fonte utilizada, sem acrescentar informações inventadas ou confundir dados bibliográficos com características técnicas.
No próximo capítulo, apresentaremos o passo a passo definitivo para citar mapas e imagens de satélite nas normas ABNT, acompanhado de um checklist geral, perguntas frequentes e uma conclusão que reunirá as principais orientações do guia.
Como citar mapas e imagens de satélite nas normas ABNT: passo a passo definitivo
Para aprender como citar mapas nas normas ABNT, o procedimento mais seguro é começar pela identificação do documento e não pela escolha de um modelo pronto.
Isso acontece porque mapas impressos, cartas topográficas, mapas interativos, imagens de satélite e conjuntos de dados geoespaciais podem apresentar características bibliográficas diferentes.
A ABNT NBR 6023:2025 estabelece orientações para a elaboração de referências, incluindo documentos cartográficos e documentos cartográficos em meio eletrônico.
Entretanto, a aplicação dessas orientações depende das informações efetivamente disponíveis no material consultado.
O estudante também deve considerar as disposições da ABNT NBR 10520:2023 quando utilizar citações no texto e as orientações da ABNT NBR 14724:2024 quando apresentar mapas e imagens como ilustrações em trabalhos acadêmicos.
O passo a passo a seguir reúne os cuidados essenciais para identificar, referenciar e documentar corretamente esses materiais.
Resumo rápido: como fazer uma referência cartográfica?
- Identifique o tipo de documento utilizado.
- Verifique sua responsabilidade bibliográfica.
- Confira o título oficial.
- Localize os dados de publicação pertinentes.
- Identifique as características cartográficas aplicáveis.
- Verifique as informações do recurso eletrônico, quando necessário.
- Organize os elementos conforme a ABNT NBR 6023:2025.
- Confira a correspondência entre referência e documento original.
- Reconheça a fonte das figuras e os créditos pertinentes.
- Documente os procedimentos metodológicos relevantes.
Passo 1 — Identifique o tipo de material cartográfico
O primeiro passo consiste em determinar o que foi efetivamente utilizado.
O material pode ser um mapa impresso, uma carta topográfica, um mapa temático, uma fotografia aérea, uma imagem orbital, uma visualização interativa ou um conjunto de dados geoespaciais.
Essa identificação é importante porque nem todos esses recursos possuem a mesma estrutura documental.
Um mapa publicado em papel, por exemplo, pode apresentar informações de edição e descrição física.
Uma imagem de satélite pode possuir identificador de produto, data de aquisição e informações de processamento.
Já uma base vetorial pode constituir um conjunto de dados utilizado para elaborar diferentes representações.
Orientação prática: antes de escrever a referência, registre em uma frase qual documento ou produto foi realmente consultado.
Passo 2 — Verifique a responsabilidade bibliográfica
Depois de identificar o material, procure informações sobre sua responsabilidade.
Ela pode estar atribuída a uma pessoa, equipe, instituição ou outra entidade, conforme o documento.
Entretanto, não se deve presumir que a plataforma de acesso seja necessariamente a autora do conteúdo.
Um mapa encontrado em um portal pode ter sido produzido por uma instituição diferente daquela responsável pela disponibilização.
Da mesma forma, uma imagem orbital pode envolver diferentes organizações responsáveis pelo programa, pelo produto e pela distribuição.
Orientação prática: consulte o próprio documento, seu registro e os metadados disponíveis.
Passo 3 — Localize o título oficial do documento
O título permite identificar o material consultado.
Quando o documento possui denominação oficial, ela deve ser considerada na elaboração da referência.
Não é adequado substituir indiscriminadamente títulos específicos por expressões genéricas, como “Mapa do Brasil” ou “Imagem de satélite”.
Em cartas topográficas, também pode existir identificação de folha ou série.
Essas informações devem ser verificadas conforme sua função documental.
Orientação prática: registre o título exatamente a partir da fonte consultada, observando a padronização bibliográfica aplicável.
Passo 4 — Confira os dados de publicação
Os dados de publicação ajudam a identificar a origem editorial e temporal do documento.
Entretanto, nem todos os recursos apresentam esses elementos da mesma maneira.
Por isso, o pesquisador deve verificar as informações disponíveis e aplicar o tratamento normativo correspondente.
Não se deve inventar local, editora ou data para preencher um modelo.
Também é importante distinguir data de publicação, data de aquisição de imagem orbital e data de acesso ao recurso eletrônico.
Passo 5 — Identifique as características cartográficas pertinentes
Documentos cartográficos podem apresentar informações relacionadas à escala, descrição física, série, edição e outras características.
Esses elementos devem ser considerados conforme a natureza do documento e as disposições normativas aplicáveis.
Entretanto, não é adequado tratar todos os metadados técnicos como informações bibliográficas obrigatórias.
Por exemplo, a resolução espacial de uma imagem orbital não corresponde automaticamente à escala cartográfica.
O pesquisador deve compreender a função de cada informação antes de incluí-la na referência.
Passo 6 — Verifique as informações de acesso eletrônico
Quando o documento é consultado online, é necessário considerar as informações correspondentes ao meio eletrônico.
O endereço utilizado deve identificar o recurso efetivamente consultado, quando possível.
Também é importante verificar a data de acesso e outras informações pertinentes.
Evite utilizar apenas a página inicial de um portal quando existe um registro específico do documento.
Em produtos científicos, identificadores persistentes e registros oficiais podem contribuir para a rastreabilidade.
Passo 7 — Organize a referência conforme a ABNT NBR 6023:2025
Depois de reunir os elementos necessários, organize a referência conforme a natureza do documento.
Não utilize automaticamente um modelo de mapa impresso para um recurso interativo ou conjunto de dados geoespaciais.
Também não copie exemplos fictícios como se fossem referências reais.
Quando o fornecedor disponibilizar orientações oficiais de citação, consulte-as e verifique sua compatibilidade com a organização bibliográfica exigida no trabalho.
Atenção: modelos didáticos precisam ser preenchidos com dados reais
Um modelo pode ajudar a compreender a ordem e a função dos elementos bibliográficos.
Entretanto, somente os dados do documento efetivamente consultado permitem construir sua referência.
Não mantenha campos genéricos, informações fictícias ou identificadores inventados na versão final do trabalho.
Passo 8 — Confira as citações no texto
Quando o documento cartográfico fundamenta uma informação apresentada no trabalho, é necessário observar as orientações aplicáveis às citações.
A ABNT NBR 10520:2023 estabelece regras para apresentação de citações em documentos.
O pesquisador deve verificar a correspondência entre a chamada utilizada no texto e a referência correspondente.
Essa conferência evita divergências entre autoria, data e identificação documental.
Passo 9 — Identifique corretamente mapas e imagens apresentados como figuras
Quando o material cartográfico é inserido visualmente no TCC, deve ser identificado conforme as orientações de apresentação das ilustrações.
Também é necessário reconhecer sua fonte e verificar os créditos aplicáveis.
Uma figura reproduzida, uma imagem adaptada e um mapa elaborado pelo pesquisador representam situações diferentes.
Por isso, a identificação deve refletir a origem e as intervenções efetivamente realizadas.
Passo 10 — Documente a metodologia quando necessário
Em pesquisas que utilizam mapas ou imagens como dados de análise, a referência bibliográfica não substitui a descrição metodológica.
Dependendo do estudo, pode ser necessário apresentar informações sobre seleção de imagens, sistemas de referência, resolução, processamento e avaliação dos resultados.
O nível de detalhamento deve ser compatível com os objetivos científicos.
O pesquisador deve documentar os procedimentos realmente executados, sem acrescentar operações que não foram realizadas.
Passo 11 — Verifique os créditos e as condições de utilização
A identificação acadêmica de uma fonte não elimina automaticamente as condições de utilização estabelecidas pelo fornecedor.
Mapas e imagens podem possuir regras específicas de atribuição, reprodução e adaptação.
Por isso, o pesquisador deve consultar as orientações correspondentes ao conteúdo utilizado.
Também é importante preservar os créditos exigidos e evitar alterações que comprometam a identificação da procedência.
Passo 12 — Faça uma revisão final de consistência
Antes de concluir o trabalho, compare as referências bibliográficas, as citações no texto, as fontes das figuras e a metodologia.
Verifique se os nomes institucionais, os títulos, as datas e os identificadores estão coerentes.
Também é importante conferir se as referências permitem localizar os documentos utilizados.
Essa revisão final contribui para evitar erros de identificação e atribuição.
Boa prática: revise cada fonte a partir do documento original
Não considere uma referência correta apenas porque sua formatação parece adequada.
Confira os elementos bibliográficos diretamente no material consultado ou em seu registro oficial.
Esse procedimento é especialmente importante para produtos cartográficos com diferentes versões, edições e identificadores.
Checklist definitivo para citar mapas e imagens de satélite nas normas ABNT
O checklist a seguir reúne os principais cuidados apresentados neste guia.
Ele pode ser utilizado durante a elaboração das referências ou na revisão final do TCC, da monografia, da dissertação ou de outro trabalho acadêmico.
Nem todos os itens são aplicáveis a qualquer documento. O pesquisador deve considerar a natureza da fonte e a finalidade de sua utilização.
Checklist geral de referências cartográficas
Identificação documental
- Identifiquei o tipo de documento cartográfico.
- Verifiquei a responsabilidade bibliográfica.
- Conferi o título oficial.
- Registrei edição, versão ou série quando pertinentes.
- Verifiquei os dados de publicação disponíveis.
- Identifiquei a escala ou descrição cartográfica aplicável.
Documentos eletrônicos
- Localizei o recurso eletrônico específico.
- Verifiquei o endereço ou identificador correspondente.
- Registrei a data de acesso quando aplicável.
- Evitei utilizar apenas a página inicial do portal.
Imagens de satélite e dados geoespaciais
- Identifiquei a missão ou produto utilizado.
- Conferi os identificadores oficiais pertinentes.
- Verifiquei a data de aquisição.
- Registrei a coleção ou versão relevante.
- Identifiquei o nível de processamento.
- Distingui metadados técnicos de elementos bibliográficos.
Figuras e atribuição
- Identifiquei corretamente as ilustrações.
- Conferi a numeração e os títulos.
- Indiquei as fontes correspondentes.
- Diferenciei reprodução, adaptação e elaboração própria.
- Reconheci as fontes dos dados utilizados.
- Verifiquei os créditos e as condições de utilização.
Metodologia e revisão
- Descrevi os procedimentos metodológicos relevantes.
- Registrei as limitações pertinentes.
- Conferi a correspondência entre referências e citações.
- Revisei a consistência das fontes das figuras.
- Removi campos genéricos e exemplos fictícios.
- Conferi as orientações da instituição de ensino.
Como utilizar o checklist na revisão final?
O checklist deve ser aplicado a cada tipo de fonte utilizado na pesquisa.
Em um trabalho que utiliza apenas um mapa institucional, a revisão pode ser relativamente simples.
Em pesquisas com dezenas de imagens orbitais, pode ser necessário organizar os dados em uma planilha de controle.
O importante é garantir que as informações bibliográficas e metodológicas sejam suficientes para identificar as fontes e compreender sua utilização.
Perguntas frequentes sobre como citar mapas e imagens de satélite nas normas ABNT
Observação sobre exemplos de citação no sistema autor-data
Na ABNT NBR 10520:2023, a chamada no sistema autor-data deve manter correspondência com a entrada da lista de referências. Nas citações entre parênteses, não se deve aplicar automaticamente a antiga regra de sobrenomes inteiramente em letras maiúsculas. Para aprofundar, consulte citações nas normas ABNT.
As perguntas a seguir reúnem dúvidas comuns de estudantes e pesquisadores que utilizam documentos cartográficos em trabalhos acadêmicos.
1. Como citar um mapa nas normas ABNT?
É necessário identificar o documento cartográfico e reunir seus elementos bibliográficos pertinentes, como responsabilidade, título, dados de publicação e características cartográficas aplicáveis.
Em seguida, a referência deve ser organizada conforme as disposições da ABNT NBR 6023:2025.
O tratamento depende do tipo de mapa e das informações disponíveis.
2. Qual norma ABNT trata das referências de mapas?
A ABNT NBR 6023:2025 estabelece orientações para elaboração de referências, incluindo documentos cartográficos.
Outras normas podem ser relevantes conforme a utilização do material no trabalho acadêmico.
3. Como citar imagens de satélite nas normas ABNT?
O pesquisador deve identificar o produto orbital efetivamente utilizado, consultar seus metadados e verificar as orientações oficiais de citação.
A referência deve considerar a natureza documental e as disposições aplicáveis da ABNT NBR 6023:2025.
Informações técnicas adicionais podem ser apresentadas na metodologia.
4. Como citar Google Maps nas normas ABNT?
É necessário identificar o conteúdo efetivamente consultado e verificar as informações disponíveis.
Como o Google Maps apresenta recursos interativos e conteúdos de diferentes origens, não é adequado aplicar indiscriminadamente um único modelo de referência.
Também devem ser observadas as condições de atribuição aplicáveis.
5. Como citar Google Earth nas normas ABNT?
O procedimento depende da visualização ou do produto utilizado.
O pesquisador deve identificar a área consultada, as informações disponíveis e os créditos pertinentes.
Quando utiliza imagens históricas, também deve distinguir a data associada à imagem da data de acesso.
6. Como citar mapas do IBGE?
É necessário identificar o mapa, a carta ou o produto específico do IBGE.
A referência deve considerar a responsabilidade institucional indicada, o título, os dados de publicação e as características documentais pertinentes.
Não basta informar apenas o nome da instituição.
7. Como citar uma carta topográfica?
A referência deve considerar os elementos bibliográficos e cartográficos disponíveis, conforme a natureza da carta.
Também podem ser relevantes a denominação oficial da folha, a edição e outras informações de identificação.
Esses dados devem ser conferidos no documento original.
8. Como citar uma imagem Landsat?
É necessário identificar o produto Landsat efetivamente utilizado e consultar as orientações oficiais de citação.
Os metadados podem apresentar identificador, data de aquisição, coleção e nível de processamento.
Essas informações contribuem para a rastreabilidade, mas sua função bibliográfica ou metodológica deve ser avaliada.
9. Como citar uma imagem Sentinel?
O pesquisador deve identificar a missão, o produto e as informações documentais disponíveis.
Também é importante consultar as orientações oficiais correspondentes ao produto e ao serviço utilizado.
Não se deve confundir automaticamente o programa Copernicus, a ESA e os serviços de acesso aos dados.
10. A data de aquisição da imagem é a mesma data de publicação?
Não necessariamente.
A data de aquisição corresponde ao registro orbital.
A data de publicação está relacionada à disponibilização ou publicação pertinente ao documento.
A data de acesso indica quando o pesquisador consultou o recurso eletrônico.
11. É obrigatório informar a escala em toda referência de mapa?
O tratamento da escala depende da natureza do documento e das disposições normativas aplicáveis.
Não se deve inventar uma escala quando ela não está disponível.
Também é importante distinguir escala cartográfica de resolução espacial.
12. Posso citar apenas o site em que encontrei o mapa?
O ideal é identificar o documento efetivamente utilizado.
Quando existe um registro específico do mapa, ele pode oferecer informações mais precisas do que a página inicial do portal.
O tratamento bibliográfico deve considerar a natureza do recurso consultado.
13. Como citar um mapa elaborado por mim?
É necessário distinguir a elaboração da representação cartográfica da origem dos dados utilizados.
Se o mapa foi produzido a partir de bases externas, essas fontes devem ser reconhecidas adequadamente.
Os procedimentos relevantes também devem ser descritos na metodologia.
14. Como citar um mapa adaptado?
O pesquisador deve reconhecer a fonte original e indicar a adaptação de maneira apropriada.
Também é necessário observar as condições de utilização aplicáveis ao material.
A adaptação não elimina a procedência dos dados ou da representação original.
15. Qual é a diferença entre fonte da figura e referência bibliográfica?
A fonte da figura identifica a procedência do material visual apresentado no trabalho.
A referência bibliográfica identifica o documento utilizado conforme as orientações normativas.
Essas informações possuem funções complementares e devem ser organizadas de maneira coerente.
16. Posso utilizar imagens do Google Earth no TCC?
A utilização depende das condições aplicáveis ao conteúdo e à finalidade de uso.
O pesquisador deve consultar as orientações oficiais, preservar os créditos pertinentes e verificar eventuais restrições.
A finalidade acadêmica não deve ser tratada como autorização universal para qualquer reprodução.
17. Preciso citar o QGIS quando utilizo o programa para criar um mapa?
A identificação do software pode ser pertinente conforme sua função na pesquisa e as orientações adotadas.
Entretanto, citar o programa não substitui a identificação dos dados utilizados.
A metodologia deve explicar os procedimentos relevantes de elaboração do mapa.
18. Como citar um mapa produzido com dados de várias instituições?
É necessário reconhecer adequadamente as fontes utilizadas e descrever os procedimentos de integração.
As referências devem identificar os documentos e conjuntos de dados pertinentes.
A fonte da figura deve refletir a procedência do material apresentado.
19. Mapas precisam ter seta do norte e escala gráfica?
Esses elementos podem ser importantes para a interpretação cartográfica, mas sua necessidade depende do tipo de mapa e da finalidade da representação.
Não é adequado tratá-los como exigências universais da norma de apresentação de trabalhos acadêmicos.
O pesquisador deve considerar as boas práticas cartográficas e as orientações institucionais aplicáveis.
20. Como saber se minha referência cartográfica está correta?
Confira se a referência corresponde ao documento efetivamente utilizado e se seus elementos foram organizados conforme a norma aplicável.
Verifique autoria, título, publicação, características cartográficas, informações eletrônicas e dados complementares pertinentes.
Também é importante comparar a referência com as citações, as fontes das figuras e a metodologia.
Conclusão: como citar mapas e imagens de satélite corretamente nas normas ABNT
Aprender como citar mapas e imagens de satélite nas normas ABNT exige compreender que os documentos cartográficos apresentam características diferentes das publicações textuais convencionais.
Mapas impressos, cartas topográficas, mapas temáticos, visualizações interativas, fotografias aéreas, imagens orbitais e conjuntos de dados geoespaciais podem exigir procedimentos distintos de identificação.
Por isso, a elaboração da referência deve começar pela análise do documento efetivamente utilizado.
A ABNT NBR 6023:2025 orienta a organização das referências bibliográficas, enquanto a ABNT NBR 10520:2023 e a ABNT NBR 14724:2024 podem ser relevantes para as citações e a apresentação das ilustrações no trabalho acadêmico.
Entretanto, a aplicação das normas não elimina a necessidade de verificar os metadados, os créditos e as condições de utilização das fontes cartográficas.
Em pesquisas que utilizam imagens de satélite e dados geoespaciais, também é importante documentar os procedimentos metodológicos relevantes.
A referência bibliográfica identifica a fonte, enquanto a metodologia esclarece como os dados foram selecionados, processados e utilizados.
Essa distinção contribui para a transparência e a rastreabilidade científica.
Em resumo: os princípios essenciais
- Identifique o documento antes de escolher o modelo de referência.
- Utilize os dados reais da fonte consultada.
- Não confunda instituição, plataforma e autoria.
- Diferencie data de aquisição, publicação e acesso.
- Separe referência bibliográfica e metadados metodológicos.
- Reconheça a procedência de mapas reproduzidos, adaptados e derivados.
- Preserve os créditos e observe as condições de utilização.
- Revise a consistência entre referências, figuras e metodologia.
Ao seguir esses princípios, o estudante reduz erros de identificação documental e melhora a qualidade da apresentação de suas fontes cartográficas.
Mais do que reproduzir um modelo, o objetivo é construir referências verificáveis, coerentes com os materiais utilizados e adequadas às exigências acadêmicas.
Continue aprendendo sobre referências e pesquisa científica
Se sua pesquisa utiliza bases geoespaciais, arquivos vetoriais ou conjuntos de dados científicos, aprofunde o tema no guia sobre como citar base de dados e dataset nas normas ABNT.
Esse conteúdo complementa as orientações sobre documentos cartográficos e ajuda a diferenciar mapas publicados de dados utilizados para produzir novas representações.
Vale lembrar
Antes de entregar seu trabalho, consulte o manual de normalização adotado pela instituição de ensino e confira os documentos originais utilizados.
Essa verificação é especialmente importante quando os materiais apresentam diferentes edições, versões, identificadores ou condições de utilização.
Nota editorial
Referências normativas e fontes institucionais para consulta
Para conferir a identificação e o tratamento de documentos normativos nas referências, consulte como citar normas técnicas nas normas ABNT. A lista de apoio a seguir não substitui a consulta às edições integrais das normas.
As normas e fontes abaixo constituem referências de apoio para a conferência das orientações apresentadas neste guia. Na versão editorial definitiva, os registros bibliográficos normativos deverão ser conferidos diretamente nas publicações oficiais.
- ABNT NBR 6023:2025. Informação e documentação — Referências — Elaboração.
- ABNT NBR 10520:2023. Informação e documentação — Citações em documentos — Apresentação.
- ABNT NBR 14724:2024. Informação e documentação — Trabalhos acadêmicos — Apresentação.
- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Portal institucional: https://www.ibge.gov.br/.
- Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Portal institucional: https://www.gov.br/inpe/.
- United States Geological Survey (USGS). Orientações de citação de dados: USGS Data Citation.
- Copernicus Data Space Ecosystem. Portal oficial: https://dataspace.copernicus.eu/.
- Google. Diretrizes de utilização de produtos geográficos: Geo Guidelines.
